| Autor |
Mensagem |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Seg Out 06, 2008 12:42 pm |
  |
TEU NOME OUTONO
Nascem palavras, que trago no peito,
soletro-as no cair da tarde, em cada
folha, onde um dia cinzelei teu nome,
que agora preenche o chão, ao cair.
Teu nome, Outono, reveste-se de cor,
enchendo pracetas e adros apinhados,
de amarelos e castanhos, e, teu rosto,
vendo o gris do céu, traz a solenidade.
Em cada folha caída, relembro tua tez,
e, com cuidado, modelo teu corpo, co
minhas mãos, juntando folhas ao vento,
guardando-as juntinho ao meu coração.
O frio acentua-se; despem-se as árvores.
E, de passagem, pelo nosso belo jardim,
ocorre-me ver-te, regando-o com afinco,
as flores tristemente já sem suas pétalas.
Jorge Humberto
05/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Ter Out 07, 2008 12:41 pm |
  |
VIDA DE POETA
Na minha solene loucura, rasgo folhas,
de encontro ao peito, reinvento-me a
toda a hora, e, de novo, pé na estrada,
componho o irreversível, à luz da vela.
Prisioneiro de mim mesmo, de mi arte,
sou um poço de febre, que me trucida,
corpo e alma, jamais e nunca satisfeito,
com o que produzo, em toda a entrega.
Sei-o bem que falta sempre o que dizer,
em tudo que faça ou intente concretizar,
como se ficasse algures no meio do nada,
na inquietude alucinante, de meu quarto.
Num assomo de infertilidade e inspiração,
esmurro o cinzeiro vazio, e, eis, deambulo
feito sonâmbulo, quarto adentro, cerrada
a mão, com que enceno, a própria morte.
Porém, a momentos, aceno-me ao longe,
como que para te cumprimentar e trazer,
para junto de mim, banhando meu corpo
nu, em águas, cobertas, de rosas brancas.
Jorge Humberto
06/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Ter Out 07, 2008 12:55 pm |
  |
UM DIA NO JARDIM
Nada há de mais bonito e gracioso, que o sorriso de uma criança.
Nasce uma flor, porque a natureza lhe diz, e, não deslustra.
Belo de se ver e de contemplar, um velho, ainda cheio de confiança,
descansando, de anos e anos de labuta, à sua custa.
Em banco de jardim sentado, ver pais e filhos, lado a lado,
num compromisso, que só eles bem entendem.
E ver as criancinhas, brincando na areia, em jogo, jogado,
com seus companheiros: o brilho de seus olhos, já se acendem.
A natureza, que tudo rodeia e que em tudo é generosa,
possibilita a todos, a sombra necessária, para um bem-estar.
E até uma ave, de um lado ao outro esvoaçando, alva e rosa,
é personagem ilustre e primeiríssima, de tudo, que se está a passar.
Também os pombos fazem aqui seu poiso, buscando que comer.
Seu caminhar cómico, faz parte de todos nós e lá vão, cá e lá.
Depois de depenicar, o que apanham no chão, buscam que beber,
num canto qualquer, onde haja água, ou o que dela restará.
Estátuas de nossa história, também revestem o jardim,
entre árvores enormes, baloiços e alguns escorregas.
Na hora das criancinhas regressarem a casa, o mesmo chinfrim,
que não… ainda lhes falta a girafa, em escadas, usando as pegas.
Mas a tarde já regateia, seu ilustre espaço.
Sombras deram lugar ao sol, que tudo regenera.
Sim, meus amigos, é chegada a hora, do cansaço,
voltemos para casa, onde mora a doce criança, que tudo venera.
Jorge Humberto
06/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Qua Out 08, 2008 12:44 pm |
  |
CHOVE ENQUANTO ESCREVO
Na doce ternura, de quem repara a chuva
caindo, acendo um cigarro e vou à janela,
fechada, para todos os efeitos, e, o vento,
soprando rumores, indicia tarde chuvosa.
Tudo parece intensificar sua textura e cor,
desde as folhas, das árvores, mais verdes,
do que é costume, até às flores vergando,
ao peso das águas, que caem, insistentes.
Ao longe como que zurzido por pedrinhas,
a chuva ao cair no rio salpica por onde cai,
deixando sensação de um certo desnorte,
principalmente para pescadores perdidos.
Chuva e vento, inundam a terra de cheiros
e demais fragrâncias, expostas ao relento.
Nada escapa ao seu fulgor e a intensidade
é tal, que, nos deixamos absorver, por ela.
Alheio a tudo isto, meu canário branco pia
e canta odes graciosas, animando este dia
cinzento, onde o céu, parece se esconder,
envergonhado plo mau humor do Outono.
Particularmente é neste ambiente que me
sinto mais inspirado pra urdir meus versos.
Não me perguntem porquê, mas as chuvas
trazem-me a tranquilidade, que eu anseio.
E, assim, enquanto vento e chuva, insistem
no obedecer à natureza, fustigando tudo e
todos, no sossego de meu quarto deixo-vos
este poema e alguma nostalgia do passado.
Jorge Humberto
07/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Qui Out 09, 2008 12:42 pm |
  |
ATÉ QUE TE CONHECI
Tive namoradas na minha adolescência,
por cada uma julguei delas todo o amor.
Entreguei-me à verdade, e, eis que sofri,
a indiferença, e, uma a uma, proscrição…
Por não saber mentir, fui-me afastando,
isolando-me de toda a correspondência!
conheci as pessoas amiúde, desgostoso,
com os falsos sorrisos, vagando ao acaso.
Desde aí passei a ser uma pessoa isolada,
entre jogos de interesse, onde nada valia.
Que, as palavras, ditas, levava-as o vento,
no entardecer das angústias mais sofridas.
Mas eu não havia nascido para ser apenas
isto! Não fugiria contudo, à minha génese.
Firme me mantive recusei-me aos ímpetos
tão pérfidos, como o primeiro dos Homens.
Julgando as coisas diferentes eis resolvi-me
casar, deixando pra trás meu lindo Portugal.
Demais é passado e este nunca nos sossega,
enfermo fiquei mais de ano até me resgatar.
De regresso, ao meu Augusto país, na cama
me acobardei, chorando ausências e faltas.
Porém, amigos de verdade, já pressentem,
mesmo ao longe que nós precisamos deles.
E eu tive-os, sim, resolutos em me amparar,
chamando por mim, incentivando-me a raiz.
Até que o tempo foi libertação, vera poesia,
surgindo como um novo fulgor: raiava o sol.
Mas faltava conhecer-te, aquela namorada,
que tanto preza nosso amor acima de tudo!
Ó companheira de todas as horas e silêncios
maior que a própria natureza, amada musa.
Bem-dito o dia em que te conheci, embora
já nos conhecêssemos, de outras andanças,
que longe se fizeram perto, e, o Sim foi tão
emotivo, que ainda hoje, não hei esquecido.
Jorge Humberto
08/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Sex Out 10, 2008 12:50 pm |
  |
UMA CERTA FLOR DE LIS
Entre flores silvestres, papoilas e espinhos,
lugar abundante, solarengo, de mal cultivo,
nasceu, do nada, sozinha, entre os vizinhos,
uma flor-de-lis, que a quem passava, cativo
deixava, ante a beleza. E, abrindo caminhos,
fiz desses novos trilhos, meu recente abrigo,
familiarizando-me com a flor os passarinhos,
adormecendo satisfeito entre cevada e trigo.
Não querendo ao abandono, dei tino e rumo,
ao meu caminho diário, apenas para a visitar,
enchendo a paisagem, e, da natureza o sumo.
Confesso que pensei trazê-la, pra meu jardim,
mas o que há natureza é devido, fica o cismar,
entre a dúvida do Homem, sonhando-a pra si.
Jorge Humberto
09/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Sex Out 10, 2008 1:21 pm |
  |
POIS QUE A VIDA SERÁ JUSTA
Na plena tranquilidade, que só o amor,
soube trazer até mim, pelas tuas mãos,
deixei-me enredar por ele, sem medos,
do amanhã.
Felicidade é o que de ti colho, todas as
manhãs, ainda estas são orvalhadas pelo
róscido matinal, embora não perceba o
frio, que, naturalmente, faz-se sentir a
estas horas, madrugadoras.
Tudo para mim é espanto e demais encanto!
novidade presente em cada gesto teu.
As nossas diferenças, aprendemos a viver
com elas, num respeito mútuo e compreensão,
que desde logo acentuamos, dever falar delas,
pois é aí que mora o verdadeiro amor, entre
a humildade e a flexibilidade, numa entrega
verdadeira, como um rio, correndo para a sua foz.
Conheço-te o cheiro, na distância, ainda mal
dobras a esquina, e, teu semblante, se agiganta,
à medida, que de mim te aproximas e me embriagas,
de olores e outras finas fragrâncias únicas.
Cavalo louco, nas margens de meu peito, dá
largas ao seu entusiasmo, e, meu coração dispara,
enquanto minhas pernas tremem, só de te ter
junto a mim.
Não mais serei sozinho! Não mais sozinha, levarás
tua vida, amor! que a promessa, que fizemos,
será cumprida, sim, onde o sol desabrochar, unindo-nos
ao horizonte, jamais ao largo, mas no encanto
visual, quando, juntinhos, olharmos para ele, de mãos
dadas, sentados na soleira de nossa porta.
Jorge Humberto
09/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Sáb Out 11, 2008 12:44 pm |
  |
DESEJOS
Desejo é um profundo sentimento,
de se ter ou alcançar, o que não se tem,
no exacto momento, da compulsão.
Não devemos forçar nunca, a outra
pessoa, a aceitar ou a acatar, nossos desejos,
por serem induzidos, muitas das vezes e
quase sempre, pelas nossas próprias vontades.
No entanto também é mais do que normal,
ter-se desejo, pelas mais variadíssimas coisas:
o que se requer aqui é a vontade, com que a
sufragamos, e, confiantes, seguir em frente.
Decepção, essa, apenas aparece, se somos
inflexíveis e só pensamos em nós, nunca no
«desejo» do outro, que pode ser pessoa, de
maior recato, do que esta, que vos escreve.
Respeito, pela outra pessoa, é portanto a medida
mais justa a aplicar, que o desejo, sem que nos
apercebamos, acabará sempre, por se realizar,
pois que não vive isolado: tão pouco é mártir.
Jorge Humberto
10/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Sáb Out 11, 2008 12:59 pm |
  |
UM PEQUENO CONSELHO
Para te sentires importante, deves senti-lo
dentro de ti, em tudo que fazes, na verosímil
correspondência, dos outros, perante o
gesto, que é teu.
Sentir-se importante, não tem nada a ver, com
vaidade e egocentrismo, mas humildade, em
querer aprender sempre mais, e, saber escutar,
os conselhos, dos que acumularam superior sabedoria.
Sentir-se importante é ser-se altruísta, ajudar
sem olhar a quem nem ficar esperando nada
em troca.
Quem assim age, por todos é querido e respeitado,
sua palavra é escutada avidamente, sem, no
entanto, haver idolatria.
Escutai, o que vos digo: todos somos importantes,
dentro de nossa importância, sem a extrapolar!
Jorge Humberto
10/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Dom Out 12, 2008 12:44 pm |
  |
UM DIA NA PRAIA
Fora do alcance, de todos os olhares,
por sobre a areia quente, das dunas
transmutáveis, por acção do vento,
caminho, observando-te ao longe,
brincando à beira-mar, em conchinhas
pegando, cada uma com sua beleza.
Apenas te quero descobrir, em total
liberdade, guardando o céu, quando
este se junta ao mar, e, tudo parece
mais perto, quando as gaivotas decidem
poisar, e, as nossas recordações,
são a espuma das ondas, esbatendo-se.
Percebo então, que a água deve estar
convidativa, pois noto, que caminhas,
decidida, adentrando o mar, saltando
frágeis ondas, rindo-te, qual menina.
Meu primeiro instinto é ficar feliz por ti,
e, até o sol intenso, deixou de perturbar.
Resolvida a dar-te um pouco de descanso
e introspecção, sais da água e pões-te a
caminhar, na fímbria do mar, procurando
a areia molhada, onde tuas pegadas quase
não se notam, quando paras para reflectir,
sobre que é o amor, na vida das pessoas.
E o teu rosto ao vento, esvoaçante cabelo,
lembra a de uma autêntica esfinge,
soletrando palavras em silêncio, mas que
eu adivinho serem nossas e apenas nossas.
E, em simultâneo, sem que nos vejamos,
chamamos então pelo nome, um do outro.
Agita-se o mar, cavalos e galgos de ondas!
mas a felicidade é toda tua, pois hoje é o
teu dia. E, em anoitecendo, eu estarei lá,
pegando carinhosamente, em tuas mãos,
puxando-te para mim, em abraço firme,
buscando o puro mel, de teus lábios salgados.
Jorge Humberto
11/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Seg Out 13, 2008 12:40 pm |
  |
A CADA NASCER ESPERANÇA
Aquele pedacinho de gente,
acabadinho de nascer, como
tantos outros, mundo afora,
sossega agora, junto à mãe.
A mãe não esconde alegria,
soletrando delicados beijos,
junto com o nome do bebé,
e, dá-lhe o peito, com leite.
Nisto bebendo são os olhos
da mãe, que ele memoriza,
que jamais, há-de esquecer,
seu cheiro, aí incomparável.
Roupas brancas acercam-se,
pegam no bebé e pesam-no
e fazem todos os conformes
mas sem um único e só ruído.
Compulsivamente chorando,
apenas quer regressar à mãe,
para seu colo, tão quentinho,
e, enfim, dormir, devido sono.
Eis então, os dois adormecem,
descansando, da vera batalha,
e como é feliz, ver mãe e bebé
num abraço que será uma vida.
E em crescendo, minha criança,
hoje ainda bebé o que colheres
a partir de agora foi co o nascer
que gravado ficou, na memória.
Pois serás tu futuro do Homem,
sabendo discernir, bem do mal,
não deixando de ser humildade
cuidando então, todos por igual.
Jorge Humberto
12/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Seg Out 13, 2008 12:58 pm |
  |
UMA MANHÃ NORMAL
Desço vagarosamente a rua.
Ainda trago comigo o beijo,
furtado pela manhã, janelas
fechadas, ao frio que teimava
lá fora, enquanto nos
achegávamos mais um ao outro.
Sempre solicita, saltaste da cama,
dirigiste-te à cozinha e preparaste-nos
um belo repasto, para nosso
pequeno-almoço.
Com uma cara típica de sono, sorrimos
um para o outro e pusemos a conversa
em dia, incentivando-me, para mais um
dia de intensa labuta.
Despedimo-nos, com um, até logo, e,
nos abraçamos, coração com coração!
E agora, que me recordo de nós, do
nosso pequeno mas grande momento a dois,
assobio para quem queira ouvir, que sou
feliz, ansiando o regresso a casa –
à nossa bela e tranquila casa, cheia de amor,
sem luxos, é certo, mas onde nada falta,
principalmente o respeito, um pelo outro.
Jorge Humberto
12/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Ter Out 14, 2008 12:45 pm |
  |
ESSE MÊS DE JUNHO DE 2007
Na doce inocência, de nosso encontro
nas palavras faladas, ao som do coração
desde logo longo caminho descortinamos
e seria sempre nosso, por nossa assunção.
Jamais hei-de esquecer teu imenso carinho
numa tarde, que podia ser igual às demais
onde o teu ser sereno, despertou encanto
a cada verso dito, que eu ouvira sequer jamais.
Tudo em mim era novidade, e, sem te ver ainda
nem conhecendo teu rosto, eras pra mim sonhado
ensejo, que não mais deslustrei nem de proteger
deixei, pois, que me sentia assim, apaixonado.
Recordar é fazer do passado, mais do que o presente
tem de útil! Mas também é verdade, que a vida,
é feita de recordações, que guardamos, no cantinho
do peito, e, a lembrança, será por nós revivida.
Jorge Humberto
13/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Ter Out 14, 2008 12:57 pm |
  |
FALA O POETA
Ainda tem muita gente, que confunde,
pessoa com poeta, deixando-se enredar,
em amores platónicos e impossíveis,
que essas pessoas, teimam em alimentar.
Muitas das pessoas podemos falar com elas,
sem nos sentirmos, de parte a parte, algoz
do que é uma simples amizade, que
as pessoas mantêm de bom grado e bom uso.
Outras julgam que, pelo que o poeta escreve,
tem de agir, consoante suas palavras, ante
quem o lê, esquecendo-se porém, que poeta
é um Homem, com suas muitas interrogações.
Não deixa de ser verdade, que poeta é verso
do Homem, embora poeta possa fingir, não
deixa de estar em consonância, com ambos,
isso não faz dele servo, nas mãos de ninguém.
Exige-se respeito e discernimento, bom senso,
quer o poeta pelo leitor, quer o estado inverso.
Qualquer poeta sofre, de igual modo, as dores
do Homem, com uma intensidade sem igual.
Mas apesar disso não é nem pode ser um bicho
estranho, no seu dia a dia, com os outros, no
que escreve, tentando descortinar novíssimos
caminhos, que ajudem, os mais desfavorecidos.
Poeta é alguém, que nasceu com um belo dom,
e, sua obrigação primeira, é sempre os outros,
não fugindo nunca, à sua filosofia de bem viver,
sem mentira, nem usar jamais, de frivolidade.
Se poeta diz que ama é porque ama, porém há
várias formas de amar, e, é isso, que muita gente
continua a tirar conclusões precipitadas, porque
amar não é declaração, que o amor é só de uma.
Jorge Humberto
13/10/08 |
|
|
  |
 |
JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
|
Enviada:
Qua Out 15, 2008 12:45 pm |
  |
DO SONHO À REALIDADE
Tivemos tantos sonhos, junto à praia,
levanta-mos tendas, e, os beijos, não
foram poucos, enquanto promessas
se juntavam, aos medronhos e urzes.
Falávamos de revoluções e guerrilhas
e, a liberdade, surgiu um dia, na rua;
cabelos soltos cantamos, flor na mão,
e, levamos nossa canção, prás dunas.
Ao longe, no horizonte, plangia velha
guitarra e bandolins; cobertos os pés
ao frio da noite de novo recordações
deixaram-nos ébrios d’alegria, ganho.
Eis, os beijos e os abraços, não foram
poucos, e, voltamos, a erguer tendas
agora mais cientes de nossa utilidade
juramos aí nunca mais ser ultrajados.
Jorge Humberto
14/10/08 |
|
|
  |
 |
|
|
|