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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sex Out 10, 2008 3:45 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

META_FÍSICA

cada poema é um momento mágico
um acto de magia para ser escrito
olhando a chuva ou sentindo o Sol

este foi feito para ser declamado
à luz das estrelas dum céu brilhante
com luminosos pontos cintilantes

na minha mão apenas a tua mão
gesto nenhum a ser necessário
para fazer a escrita destas palavras

voltar à infância da minha poesia
partilhada apenas no amor fácil
pelo desejo partilhado no espanto

sentindo sempre esse significado
profundo com amplitude e mundo
de encontrar no corpo nu desejo

pois aos sentidos me transporto
sempre e sempre invariavelmente
para procurar a física da Metafísica

#

(O) POEMA

ouvindo-te é como se me escutasse
a ouvir as palavras a falarem
com os meus sentidos

esqueço os significados e deixo
nos meus sentidos sentir

recolher o verso que fica (o) poema
Assim

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MensagemEnviada: Seg Out 13, 2008 7:40 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

69
número que se fecha
sobre si mesmo

como um homem
dobrado sobre a mulher

dando-lhe a língua
ao ofrecer-lhe o talo

escrevo a língua
com a qual eu falo.!.
Assim

#

(O) MEU FADO

meu fado é
o ontem, o hoje, o amanhã
o lugar onde (o) agora
se transforma

no poema que
neste momento escrevo
para te dizer (o) fado
de quem sou

eu sou o fado e
o fado sou eu compositor
desta canção que dá
(o) seu peito

para alimentar
a nossa emoção vivida
desde a lonjura
do tempo

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MensagemEnviada: Ter Out 14, 2008 9:38 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

REALIZAÇÃO

I – REALIDADE


onde a semente se abre
ela mostra o embrião
da poesia poema

rompendo a terra
os seus versos

vêm duma só realidade!

II – REAL IDADE

fosse Assim deixaria de ser
um personagem capaz
de viver dependente

do que possa fazer
e não sei de todo

a não ser, ser o que sou!...
R

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MensagemEnviada: Qua Out 15, 2008 5:25 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

(O) COMO

inventa um deus esquivo
vento que se faz sentir
em suave aragem

deixando-me ser
quem sou ser

sendo o como sou sendo
Assim

#

A RELAÇÃO DAS COISAS

nunca a pedra se dissolve
na água onde parece
que fica a dormir

a solução da sua ligação
é um segredo delas

verso a relação das coisas
Assim

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MensagemEnviada: Qui Out 16, 2008 4:38 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

COMEÇO

quem escreve
pode descobrir
que a carne não…

não come o pão
e deixa-o todo ficar

só o coração come(ça)
Assim

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MensagemEnviada: Sex Out 17, 2008 3:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

TRATA(a mó)MENTO…

quando como canja de galinha
não estou nem um pouco
doente ou lá perto

mas lembro sempre
função da canja

acamados a canja: tratamento
R

#

CANTO

o silêncio dentro da gaiola
olhava o gato a dormir
quando começou

o canto
deste poema

com poesia destas palavras
Assim

#

A_CON_TECER

façam Poesia
como se a vida
depende-se dela

a Poesia
acaba por…

acontecer ou acabar
Assim

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MensagemEnviada: Sáb Out 18, 2008 12:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

IZA

fico
sem saber
dizer ao certo
o que (eu)
sinto

sou
então
este balanço
onde me
dou

e
realiza-
-se
Assim

#

POESIA NOVA
“a caminho da Vida
eu sou a Terra”,
Gengis (um cão D
de Desconhecido)
Ó pá, pode lá ser!?

angustia-me

saber que estou vivo
tendo como missão viver
sem ter clara ideia
do que isso possa ser

incomoda-me

pensar que tenho
a obrigação de fazer
alguma coisa
que não sei o que há-de ser

declaro-me

suficientemente parvo
para não saber
o que é isto?
o que estou a escrever!?

idolatro-me

de ser imbecil mágico
feito do acontecer
mais magnifico
da Poesia Nova pa_de_cer!

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MensagemEnviada: Dom Out 19, 2008 2:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

NAS FOLHAS VIRTUAIS

I

quero bem dizer
como o amor se socorre
das palavras que necessitamos
para prolongar o corpo
indo ao encontro
um do outro

um do outro
nas palavras usadas
como um corpo cheio de vida
onde a juventude corre
como a seiva bruta
a ser elaborada

II
quanto à juventude
ela vibra sempre quando
um amor se torna tão intenso
como a própria beleza
um do outro

um do outro
é do desejo dito
que dito à existência
o necessário para a beleza
nos encontrar como um destino

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MensagemEnviada: Dom Out 19, 2008 2:19 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra,
é bom ver tua participação constante
neste espaço;
movimentou o fórum, a poesia e levou seus tópicos ao debate;
estive ausente na participação,
apesar de passar por aqui todos os dias,
porém sem comentar.

Mas estou retornando...

sempre bom ler-te!
entretem meu olhar
e os olhares de todos aqueles que
acompanham sua poética.

beijos poéticos

_________________
*ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Seg Out 20, 2008 9:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

A_GUARDAR O POEMA

I
o tempo a correr
para o destino incerto
de coisas inexistentes

chega às palavras
para ficar

nu num verso a_guardando

II
há uma ponte
acabada de formar-se
entre o nada e o seu destino

onde se caminha
pelo fundo

abrindo o céu para o mundo
Assim

Querida Pupila, Maísa, a melhor presença é aquela que se sente sem necessitar crer, mas tendo todos os tempos, modos e flexões do Querer. Esse verbo te pertence, neste espaço e em tudo que aqui com tua aprovação faço. Esse tudo, tudo seja. Ámen! Obrigado pelo comentário amigo, amiga.

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MensagemEnviada: Ter Out 21, 2008 5:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MULHER

a vida como ela é
é como você a vê
e está sempre a…

a variar como o…
tempo atmosférico
tempo psicológico

todos os tempos,
modos e flexões do
Verbo da Criação

são… as contas que
Deus fez, de três em
três, Era uma vez…

até estar feita a tua
criação humana, in-
tei-ra-men-te toda…

toda ela a presença
da mulher que você
deseja e te completa

ou

desejo: completa-me!

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MensagemEnviada: Qua Out 22, 2008 7:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O NÚMERO DAS MÃOS
“química”

o choque desmedido
duma energia libertada
do centro dum tudo
para o lado onde nada
é centro deste encontro

como dizer a ignorância
sem poder reconhecer
onde cresce a virtude
na medida do possível
com o número das mãos

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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 3:15 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

EM CADA UM

I

todo o poema que diga
o que sou ou sei
a alguém

ele dirá o que sei
deste sentir

onde o sentido se sente

II
não antes e não depois
apenas no durante
este meu despir

eu nu_m doer
a dor do ser

onde sou nu que deixo

III
cada poema que ponho
como novo ovo
disponho

em versos livres
para ler

um em cada um a todos
Assim

#

O AMOR É AQUI

dono duma deusa abandono-me
ao seu amor divino
onde sou
proprietário
dum sonho dado
para viver partilhado com poesia

em desesperados questionamentos
não os espero mas
encontram-me
vivendo-os
sorrindo
rio por onde corro o amor até amar

todos os dias uma palavra desperta
como luz que entra
por uma janela aberta
escancarada de par em par
num dia iluminado por um Sol
dum Verão nascido de calor-paixão

Verão os que lerem no meu coração
como numa poesia
somos todos um
mesmo querer
procurando
crer a Fé sem ser fé à hora do café…

o Amor é aqui a ilusão onde luz a Luz

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MensagemEnviada: Sex Out 24, 2008 8:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

AFIRMAÇÃO

eu sou a afirmação
a tremer ao vento
como uma folha

de papel escrita
para os versos

meditando o dizer
Assim

#

BEIJA-MÃO

deixa que também eu me apodere um pouco de você
vou experimentar dar expressão poética ao meu desejo
fazendo das frases versos enquanto conversamos
sobre coisas tão simples da vida como toda a variedade
de leituras que podemos fazer de todas as coisas

escrita em estância como uma mancha breve colorindo
as palavras para um voo da ave da poesia que poisa
para fazer postura do ovo onde descobrimos de novo
ao escrever novos poemas que mais não são que voos
libertados pela imaginação da leitura onde somos Ícaro

quando ainda no solo sonhava erguer-se e voar

vou deixar o poema entregue empregue na sua arte
de compor uma música com notações para nossa voz
mergulhando na Língua substantiva até raiar o absoluto
que se encontra soluto na consciência mais profunda
do objecto das palavras poder ser linguagem das coisas

então o que estarei fazendo é a pegar nas tuas mãos
levando-as aos lábios para poder beijar até às lágrimas
a essência da flor que me inspira com esta inspiração
de poder imaginar num beija-mão liberdade efusiva
numa introdução à prosa cuja necessidade dispensava

quando ainda no solo faço tan-tan até ficar “tan-tan”

solista deserdado da sorte batuco como batuque
um teclado que não está ao teu lado mas me envia
a mim ao meu desejo ao meu disparate até M_arte
desejando V_énus desnuda a irradiar a luz no céu
como Estrela da Madrugada no raiar da aurora

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MensagemEnviada: Sáb Out 25, 2008 9:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

NO AMBITO DA PALAVRA

SE escrevo que ainda nada escrevi
escrevo e digo porque escrevo
o que é dizer muito mesmo

mas obriga a ter como intuição
que escrevo para escrever

tudo se torna a ambição da escrita
Assim Mesmo (!mesmo?)

#

OUTRO NU

vamos imaginar que continuo a nudez
dum poema anterior a este onde
apanhando a onda dum verso

comecei a equilibrar o corpo
sobre cada estância

até vencer a distância da onda à praia!
Assim

#

ÀS POSTAS SEM NADA APOSTAR

vamos imaginar que continuo a nudez
substituindo a mudez pelo silêncio

na leitura que desejo dar às palavras
como resultado do enquadramento

vago o meu texto esvaziando o sentir
do sentimento em sensação errática

jogo aos dados com Deus sem fazer
nenhuma aposta sobre que se possa…

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