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Mensagem |
Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sex Out 10, 2008 3:45 pm |
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META_FÍSICA
cada poema é um momento mágico
um acto de magia para ser escrito
olhando a chuva ou sentindo o Sol
este foi feito para ser declamado
à luz das estrelas dum céu brilhante
com luminosos pontos cintilantes
na minha mão apenas a tua mão
gesto nenhum a ser necessário
para fazer a escrita destas palavras
voltar à infância da minha poesia
partilhada apenas no amor fácil
pelo desejo partilhado no espanto
sentindo sempre esse significado
profundo com amplitude e mundo
de encontrar no corpo nu desejo
pois aos sentidos me transporto
sempre e sempre invariavelmente
para procurar a física da Metafísica
#
(O) POEMA
ouvindo-te é como se me escutasse
a ouvir as palavras a falarem
com os meus sentidos
esqueço os significados e deixo
nos meus sentidos sentir
recolher o verso que fica (o) poema
Assim
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32764#32764 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Seg Out 13, 2008 7:40 pm |
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69
número que se fecha
sobre si mesmo
como um homem
dobrado sobre a mulher
dando-lhe a língua
ao ofrecer-lhe o talo
escrevo a língua
com a qual eu falo.!.
Assim
#
(O) MEU FADO
meu fado é
o ontem, o hoje, o amanhã
o lugar onde (o) agora
se transforma
no poema que
neste momento escrevo
para te dizer (o) fado
de quem sou
eu sou o fado e
o fado sou eu compositor
desta canção que dá
(o) seu peito
para alimentar
a nossa emoção vivida
desde a lonjura
do tempo
Escrita(s)
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Out 14, 2008 9:38 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Out 15, 2008 5:25 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Out 16, 2008 4:38 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sex Out 17, 2008 3:56 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Out 18, 2008 12:33 pm |
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IZA
fico
sem saber
dizer ao certo
o que (eu)
sinto
sou
então
este balanço
onde me
dou
e
realiza-
-se
Assim
#
POESIA NOVA
“a caminho da Vida
eu sou a Terra”,
Gengis (um cão D
de Desconhecido)
Ó pá, pode lá ser!?
angustia-me
saber que estou vivo
tendo como missão viver
sem ter clara ideia
do que isso possa ser
incomoda-me
pensar que tenho
a obrigação de fazer
alguma coisa
que não sei o que há-de ser
declaro-me
suficientemente parvo
para não saber
o que é isto?
o que estou a escrever!?
idolatro-me
de ser imbecil mágico
feito do acontecer
mais magnifico
da Poesia Nova pa_de_cer!
Escrita(s)
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Dom Out 19, 2008 2:09 pm |
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NAS FOLHAS VIRTUAIS
I
quero bem dizer
como o amor se socorre
das palavras que necessitamos
para prolongar o corpo
indo ao encontro
um do outro
um do outro
nas palavras usadas
como um corpo cheio de vida
onde a juventude corre
como a seiva bruta
a ser elaborada
II
quanto à juventude
ela vibra sempre quando
um amor se torna tão intenso
como a própria beleza
um do outro
um do outro
é do desejo dito
que dito à existência
o necessário para a beleza
nos encontrar como um destino
Escrita(s)
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Pupila
Mensagens: 4061
Localização: São Paulo
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Enviada:
Dom Out 19, 2008 2:19 pm |
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Francisco Coimbra,
é bom ver tua participação constante
neste espaço;
movimentou o fórum, a poesia e levou seus tópicos ao debate;
estive ausente na participação,
apesar de passar por aqui todos os dias,
porém sem comentar.
Mas estou retornando...
sempre bom ler-te!
entretem meu olhar
e os olhares de todos aqueles que
acompanham sua poética.
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Seg Out 20, 2008 9:56 pm |
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A_GUARDAR O POEMA
I
o tempo a correr
para o destino incerto
de coisas inexistentes
chega às palavras
para ficar
nu num verso a_guardando
II
há uma ponte
acabada de formar-se
entre o nada e o seu destino
onde se caminha
pelo fundo
abrindo o céu para o mundo
Assim
Querida Pupila, Maísa, a melhor presença é aquela que se sente sem necessitar crer, mas tendo todos os tempos, modos e flexões do Querer. Esse verbo te pertence, neste espaço e em tudo que aqui com tua aprovação faço. Esse tudo, tudo seja. Ámen! Obrigado pelo comentário amigo, amiga.
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Out 21, 2008 5:58 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Out 22, 2008 7:24 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Out 23, 2008 3:15 pm |
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EM CADA UM
I
todo o poema que diga
o que sou ou sei
a alguém
ele dirá o que sei
deste sentir
onde o sentido se sente
II
não antes e não depois
apenas no durante
este meu despir
eu nu_m doer
a dor do ser
onde sou nu que deixo
III
cada poema que ponho
como novo ovo
disponho
em versos livres
para ler
um em cada um a todos
Assim
#
O AMOR É AQUI
dono duma deusa abandono-me
ao seu amor divino
onde sou
proprietário
dum sonho dado
para viver partilhado com poesia
em desesperados questionamentos
não os espero mas
encontram-me
vivendo-os
sorrindo
rio por onde corro o amor até amar
todos os dias uma palavra desperta
como luz que entra
por uma janela aberta
escancarada de par em par
num dia iluminado por um Sol
dum Verão nascido de calor-paixão
Verão os que lerem no meu coração
como numa poesia
somos todos um
mesmo querer
procurando
crer a Fé sem ser fé à hora do café…
o Amor é aqui a ilusão onde luz a Luz
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32842#32842 |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sex Out 24, 2008 8:49 pm |
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AFIRMAÇÃO
eu sou a afirmação
a tremer ao vento
como uma folha
de papel escrita
para os versos
meditando o dizer
Assim
#
BEIJA-MÃO
deixa que também eu me apodere um pouco de você
vou experimentar dar expressão poética ao meu desejo
fazendo das frases versos enquanto conversamos
sobre coisas tão simples da vida como toda a variedade
de leituras que podemos fazer de todas as coisas
escrita em estância como uma mancha breve colorindo
as palavras para um voo da ave da poesia que poisa
para fazer postura do ovo onde descobrimos de novo
ao escrever novos poemas que mais não são que voos
libertados pela imaginação da leitura onde somos Ícaro
quando ainda no solo sonhava erguer-se e voar
vou deixar o poema entregue empregue na sua arte
de compor uma música com notações para nossa voz
mergulhando na Língua substantiva até raiar o absoluto
que se encontra soluto na consciência mais profunda
do objecto das palavras poder ser linguagem das coisas
então o que estarei fazendo é a pegar nas tuas mãos
levando-as aos lábios para poder beijar até às lágrimas
a essência da flor que me inspira com esta inspiração
de poder imaginar num beija-mão liberdade efusiva
numa introdução à prosa cuja necessidade dispensava
quando ainda no solo faço tan-tan até ficar “tan-tan”
solista deserdado da sorte batuco como batuque
um teclado que não está ao teu lado mas me envia
a mim ao meu desejo ao meu disparate até M_arte
desejando V_énus desnuda a irradiar a luz no céu
como Estrela da Madrugada no raiar da aurora |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Out 25, 2008 9:16 pm |
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NO AMBITO DA PALAVRA
SE escrevo que ainda nada escrevi
escrevo e digo porque escrevo
o que é dizer muito mesmo
mas obriga a ter como intuição
que escrevo para escrever
tudo se torna a ambição da escrita
Assim Mesmo (!mesmo?)
#
OUTRO NU
vamos imaginar que continuo a nudez
dum poema anterior a este onde
apanhando a onda dum verso
comecei a equilibrar o corpo
sobre cada estância
até vencer a distância da onda à praia!
Assim
#
ÀS POSTAS SEM NADA APOSTAR
vamos imaginar que continuo a nudez
substituindo a mudez pelo silêncio
na leitura que desejo dar às palavras
como resultado do enquadramento
vago o meu texto esvaziando o sentir
do sentimento em sensação errática
jogo aos dados com Deus sem fazer
nenhuma aposta sobre que se possa… |
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