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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Out 14, 2008 9:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

I
O USO DA POESIA


Por causa dumas sapatilhas amarelas escrevo, apesar de passar da meia-noite e ter de ir dormir. Posso ainda estar aqui uma hora, é o que vou fazer. A escrita faz-se desta disponibilidade, aliás como tudo. Ainda não me respondeste, pensei escrever como se já me tivesses respondido. Por falar em respostas, escrevi um poema, ainda tenho de o usar. Desgosto usar a poesia, é o que mais se faz.
Se reparares a poesia é mesmo um uso, uma necessidade. Vou mostrar-te qual é o poema:

OLHAR CHEIO

leio o teu poema
e apetece-me versar
numa conversa contigo
sobre a sensação que há

nu sentir das sensações
que se dão no papel
pois aí te pude ler
para a guardar

nas palavras que envias
viaja a poesia
numa realização
a verdade verde das folhas verdes

(aquela bela flor, rega-a com amor)

Assim, amanhã quando me responderes, já tenho isto escrito para ti. Para quem me ler “on line”, o título ideal para um romance (quem se dará ao trabalho para ir registar a patente?), amanhã virá para ver o que se segue ao que escrevi hoje?
O meu micro conto esse será “MERDA”, ASSIM PENSEI, escrevo, assim pensei, assim háde-ser:

MERDA
Merda, como escrever um micro conto com este título? O título, é uma palavra, escreveu, está escrita. O pior é… onde está “MERDA”? O porque já está pensado e escrito, algures…, escrevi já ontem? Os dias são 24h, é muita hora! Passam num instante? Pois, já todos pensámos nisso. Vamos lá…

MERDA

Quando se sentou na sanita sentiu que estava a ficar inspirado, atingiu a iluminação; como estava com pressa, limpou-se à pressa.

SobrePoesia(s) – R – REALIZAÇÃO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32796#32796

Francisco Coimbra escreveu:

0
Estou a escrever um texto que já escrevi e se perdeu, um outro texto pois para ocupar o lugar dum outro que é, ficou: uma ideia…
Quando a escrita é uma matéria plástica para plasmar do pasmo ao espanto, circulando dos sinónimos aos antónimos, passando do santo antoninho ao extinto pássaro dodo, o todo é tudo e tudo é muito pouco para ser a imensidão do nada e o quase dos quasares.
Esgoto os números dos algarismos, remeto para mais um poema e nele me apresento como sou ou quero ser e será como creio ser. Depois, pois… a continuação virá depois.
Ter um leitor que me põe em contacto com o que escrevi, é o que todo o escritor procura. Ele, escritor…, fica suspenso nas suas reticências, o leitor devolve-lhe, dá-lhe, a poss(i_bi_li_da_d)e de se ler sem elas:
"A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável"
Obrigado ao leitor, obrigado aos leitores. Abraço, caro José Félix.
Não tenho uma teoria, basta-me o teor… todos somos personagens da nossa pessoa, idem… da persona dos outros, o poema é COIMBRA.


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34235#34235

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Seg Abr 27, 2009 11:27 pm, num total de 2 vezes
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qua Out 15, 2008 5:21 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

II
SOU E FUI EU


Da janela do meu quarto vejo a luz do sol a despedir-se do dia, às vezes em longos crepúsculos coloridos, como um prolongado acto de amor onde se unem dia e noite. A noite fica grávida do Sol, o dia regressa no dia seguinte. Todos os filhos do Sol nascem da noite, dias se chamam. É uma família infinita, única e unida, pela sucessão com herança e completa posse dos seus domínios: assim é a vida do planeta. O planeta é a omeleta que não se faz sem ovos, a história reescrita como um palimpsesto desde que o homem descobriu a agricultura. O homem é o individuo masculino da espécie humana, só os humanos têm indivíduos femininos designados mulheres. A mitologia do Homem ainda se encontra enterrada num futuro incerto, a filosofia actual determina que cada religião dá os deuses de cada um. Segundo as religiões os deuses tudo determinam, assim, durante o pôr-do-sol inventa um deus esquivo o vento que se faz sentir em suave aragem.
Este texto supostamente explicaria o poema do Assim, (O) COMO, que assim explicaria este texto? Cabe dizer que ontem escrevi: «Por causa dumas sapatilhas amarelas escrevo», trata-se do objecto e da sua cor. Vi-as durante um filme que vi ontem, pensei escrever sobre o filme: escrevi as sapatilhas e a sua cor. Outro tanto penso fazer do “69” com que iniciei Escrita(s), irei revisitando os textos.
Ah, supostamente, agora devia poder solucionar o 69. Com tempo, sem solução. Ainda hei-de fazer a ligação para COIMBRA, o poema que aparece(u) em 0. O lugar mágico dos nomes, é onde magico as palavras, Coimbra é o meu nome, COIMBRA (o poema) sou e fui eu.

AIA S_EM SAIA

Saia mais um microconto para a frase da esquina, onde quero este canto da prosa; a aia saia da saia, para fazer nudismo.

SobrePoesia(s) – Assim em (O) COMO + A RELAÇÃO DAS COISAS
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32799#32799


Francisco Coimbra escreveu:
1
Hoje é mais um dia em relação ao dia de ontem, um dia que passou e já não é Presente e pode continuar presente. Todos os dias são bons para falar de Poesia com quem a procura, mas o melhor é falar com quem a encontra. Nunca saberemos só pela cara quem poderá ser o “cara”, a cara? Uma cara que nos fica querida, só porque gosta de Poesia, porque não?
Deste lado das palavras, onde elas são escritas, onde elas são Escrita. Aqui, onde vou fazendo a minha, imaginando tudo e mais umas raspas, aquelas que sobram do atrito do corte quando neste lazer o laser não funciona. Coisa frequente sobrar palavras das palavras ou faltarem, dizermos de mais ou de menos. Como se não bastasse dizer uma vez, somos tentados a repetir. Como se não chegasse percorrer a escala harmónica, sendo essa a nossa verdade: toda a vida é repetição pedida à vida, um respirar de novo o ovo, o voo, a ave. Sê-la para voar, selar o acordo onde acordamos todos os significados e sentidos.
Em arte nenhuma como na Poesia a percepção é importante e exigente!
Imaginem ler um poema de alguém que não gostem, se não se abstraírem do autor, jamais aquela voz terá o encanto que teria se ao lê-la apenas nela procurássemos o seu canto. Muito do canto é encanto, pode ter muito pouco de técnico e a perfeição é a feição do afecto que nos afecta.
Como será o afecto quando se escrever afeto?
O importante nas palavras é quem as escreve, quem imaginamos que as escreva. O importante na Poesia é o verso ver-se, sentir-se, ser importante. O importante é a importância…
*

Agora acabei de fazer um poema desta prosa, coisa rara. Rara porque os versos são… como a bênção que transforma o vinho em sangue! Não são versos porque os fazemos, são versos porque acontecem: são… acontecer, autêntico tecer.
Se a Poesia fosse uma construção lógica da Lógica, é lógico que nos seria indiferente gostar ou deixar de gostar de quem os escreve. Em relação aos poetas prefiro não os conhecer, procuro as suas palavras para as viver, não quero saber quem sejam, procuro sentir quem são e/ou o que são.
Bom é poder dizer e desdizer e continuar dizendo a mesma coisa, é como saber que “há várias maneiras de esfolar um porco”. A linguagem, sendo a melhor forma de representação do mundo encontrada pelo homem, é mesmo… o mundo como o entendemos/ o nosso entendimento do mundo. A escrita é “apenas” o registo da nossa passagem pelo mundo e, isto…, é a História e a nossa história, todas as histórias.
Ao dar-lhe um nome, “IMPORTANTE É O QUE IMPORTA”, pergunto-me: o poeta é o que se exporta? Respondo: o poeta é o que abre a porta…

* Publiquei “IMPORTANTE É O QUE IMPORTA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31600#31600


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34240#34240

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MensagemEnviada: Qui Out 16, 2008 4:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

III
DEVO A TODA A GENTE


Devo a toda a gente o material verbal com que alimento a escrita, estando agora a tentar reler o que escrevi. Com gosto mergulho na evidência dum «Hoje é mais um dia» onde, depois de rápida releitura, deixo o afeto já afeto à nova grafia que vigorará a partir do próximo ano. Vou procurar no caderno o que tenho escrito, sobram sempre palavras, quase sempre. Vou registar, dum envelope onde escrevi:

AO FIM AO CABO

Ao fim ao cabo, no fim acabo: eu, tudo, todos; começo por aqui…

Acrescentei um título e eis que uma introdução, pensando publicar um poema do Assim, se transforma em “microconto”. Alguma coisa conta, talvez conte com tudo, a experiência da vida e do tempo.
SobreSites – Assim – COMEÇO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32804#32804


Francisco Coimbra escreveu:
2
Gosto da liberdade e de quem a pratica, o “mau gosto” deve só existir como sensação pessoal.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=30974&highlight=#30974
Deixo a ligação a uma poesia polémica, daquelas que só podem gerar diferentes opiniões entre duas opiniões diferentes. Terá de haver duas pessoas diferentes onde há duas opiniões? Claro que não, basta variar a perspectiva. Uma mesma pessoa pode ter tantas opiniões diferentes quantas as que lhe permita a sua cultura, imaginação e disposição.
Este ponto é fundamental, não haveria Teatro – nem se produziriam “falas” – se… discutir, analisar, produzir ideias e opiniões não fosse inerente ao pensamento. O tear do teatro é a matriz de todo o diálogo, interior ou exterior, o drama é-nos inerente!
Quanto à política, sendo a morte e os impostos inevitáveis, vivemos com ela. Para a evitar, só morrendo sós. A religião, essa política do espírito, nem sós nos livramos dela.

Estou a pensar a possibilidade de renovar um diário, pensando fazê-lo a escrever para Mim, isso transforma-me em Assim. O que aceito, escrever é uma transformação.
Curiosa situação para me questionar sobre o publicar-me num Fórum, escrevendo sobre a escrita que proponho como leitura? Sim, não ou quem dera… A escrita de um, é a escrita de todos.
A escrita de qualquer escritor é ou pode ser a escrita de qualquer leitor, tanto é o que se lê como o que se escreve. Qual é a minha escrita? O que escrevo. Qual é a minha leitura? O que leio. O que leio está escrito, leio várias escritas? Claro, evidente, bruxo sou eu?
Esta possibilidade de dizer várias coisas e não dizer coisa nenhuma é a coisa mais simples, dizer todas as coisas é a coisa difícil. Nada de particularmente difícil, apenas particularmente particular, é mais arte que ciência.
O Assim escreveu “TODAS AS COISAS”.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31608#31608


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34249#34249

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Abr 30, 2009 10:00 pm, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Sex Out 17, 2008 3:53 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

IV
SUPERNOVA


A minha ambição maior é não contar nada, contar com tudo. Contudo, aglutinando, contraindo, vivendo Super Nova (como se Cristo ao contrário fosse um cruxifixo – a enfeitar o pescoço punk duma jovem], nada conta_r é como meter/ * o silêncio dentro duma gaiola/ e esperar que ele cante.

Imagino assim: um dia morro, alguém me ressuscita. Enquanto assim, tento suscitar o interesse com que a imortalidade me atrai. Escrevo um personagem que quero ser, o personagem que quero ser.
Rio, sorrio como imagino uma fábula de seres inanimados, onde um rio faz, nas pedras, um riso cristalino.
Redactor: actor na Rede
R

POSSIBILIDADE

A possibilidade de cada pessoa ler a sua própria história, vem da possibilidade de cada um ter (sua) a História [esta é a história desta história, sem História (sua); esta História… é *]…

SobrePoesia(s) – R – TRATA(a mó)MENTO… – Assim – CANTO + A_CON_TECER
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32808#32808


Francisco Coimbra escreveu:
3
Sempre que tenha um quarteirão de leituras… estar-me-ei sentindo bem acompanhado e dou continuidade a este diário, esta(s)… Escrita(s). Enunciado este dado, vai a escrita a tomar forma.
Feliz se tiver a volta diária/mente… Deixo uma leitura aqui encontrada:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31607#31607«Analisar um poema envolve…»
Pomos ideias nas palavras, encontramos ideias nas palavras, somos palavras por dizer, temos as palavras ditas ou escritas e temo termos o termo sempre inacabado do que se perpétua como as marés no mar, as fases na lua, os dias na semana. Tudo isto no dia de hoje, mais pro_pri_a_mente…, neste momento.
Curioso poder pedir aos leitores para lerem o que li, depois escreverem ou imaginarem a escrita. O imaginário ganha contornos de real, sendo a escrita a sua construção. Procurar essa construção para analisar um poema como uma hipótese a ser defendida em tese nos versos onde os vejamos vir, vejamos…
O Assim é muito mais expedito que eu a fazer o que o faz, fez TODA A VOLTA.
(os poemas só publicarei depois de pelo menos outro autor ter publicado, vale como forma de moderação…)


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34267#34267

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sáb Out 18, 2008 12:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

V
CORDA BAMBA


Por vezes escreve-se com o que já se escreveu, outras pensando no que se há-de escrever, ainda escrevendo apenas. É geralmente nesta que estou, a_penas as as_as usam estas penas, como se ainda pena usa-se para escrever seguindo um rudimentar processo onde a tinta no aparo era fresca, muitas vezes, misturada com a saliva para render mais, secar menos, deixando o ADN do autor no contorno onde desenhava as letras das suas Letras. Vou publicar dois poemas de ontem, um meu outro do Assim.
Antes de publicar, escrevo esta Escrita feita da pluralidade que encerra ou, pelo contrário, liberta?
Vou ler o “3”, ele dá-me a consciência, permite a noção, fornece a ideia, gera a necessida_de… agradecer a atenção dada às palavras deste escriba! Ainda não houve dia em que não tivesse mais que o quarteirão de leituras pedidas, quer dizer que consigo sair do meu quarteirão (um bairro de cidade) e chegar ao mundo!?...
O outro aspecto da companhia pedida para esta Escrita, partilhar o espaço sentindo que outros escreveram. Há aqui lugar a chamar a atenção para um fenómeno poético, interessa-me um autor que, tal como eu (ou como nós, publico do heterónimo Assim ao personagem R), publica todos os dias.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=7157&start=0
É uma escrita que ganha vida e proximidade, com a identidade de reconhecer uma presença: a primeira forma de pertença onde – nos reconhecemos e reconhecemos nos – outros, uma identidade (idêntica idade?).
Quanto ao poema que escrevi, mostra como analisar um poema é, só pode ser, uma vivência: onde cada um deve ir sempre à procura do que é. Quando o leitor está convicto de saber o que é um poema, reduziu a peça de barro a barro, o poema a palavras e, numa pintura, estar-se-ia nas tintas para as tintas (no entanto, teria reduzido o quadro a tintas – que só lá estão porque ele, observador!, teve uma ideia delas e para elas).
O poema é a emoção do poeta enquanto escreve, é algo de intraduzível, distingue-se dos sentimentos, dos motivos, dum tema ou duma ideia. O poema não acontece com qualidade sem essa qualidade: dizer-nos, fazer-nos sentir, que o poeta escreveu os versos andando na corda bamba (podendo ela estar tão esticada como as que se afinam sobre o braço dum instrumento musical).

FAZER DE CONTA

Melhor não nos voltarmos a encontrar, não negoceio afectos ou amizades, incomodas-me ou incomoda-me a tua mentalidade e sensibilidade; se nos encontrarmos um adeus, se estiver acompanhado melhor fazer de conta (despeço-me dos microcontos)…

SobrePoesia(s)IZA + POESIA NOVA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32811#32811


Francisco Coimbra escreveu:
4
Quem seguir esta ligação
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=124&start=45
irá encontrar uma página com várias participações, chama-me a atenção esta:

Enviada: Sáb Jul 07, 2007 11:31 am
________________________________________
a ideia
vai-se es-
vaziando

até que fica
vazia e nua

lua nas palavras
Assim

Surge este poema num tópico «Isso é Poesia?», o que está lá a fazer? Manifesta_mente é uma resposta ao tópico, o que quererá dizer? Tudo passa a ser leitura, interpretação, a dimensão possível duma possível idade, a mesma onde se materializou possibilidade. De quê ou para quê é o que está na mira destas perguntas, às quais vou tentar dar uma resposta em três itens:
1 – saber se uma coisa é Poesia não deve resumir-se a um sim ou não, sabendo que o que é Poesia para uns para outros poderá ser algo de diferente, se nos lembrarmos de quem contrapõe há escrita de versos como poema, a escrita de versos como versejar, deixando supor tratar-se duma actividade onde o poema enquanto actividade artística de criação não chega a ser uma ocupação, donde não tem de ser uma decorrência; desse modo escrever versos não obrigaria a uma poética, nem a preocupações poéticas, seria um tipo de escrita, um entretém, uma maneira de pontuar sem grande conhecimento ou preocupação com a pontuação; se tudo é possível, as possibilidades são infinitas;
2 – responder à pergunta com um poema, poderia ser a maneira de responder sim exemplificando: sim… Isso é Poesia! Seria um exemplo, como qualquer outro que Poesia fosse; aparentemente essa interpretação encontrou outros intérpretes;
3 – este último item não me surge, nem depois de estalar os dedos, num ápice. Obrigando-me a pensar nele um pouco mais, sou levado a pensar qual a poética do poema. Especular pois, qual a resposta do Assim à pergunta «Isso é Poesia?», o que será para ele Poesia?
Há poemas belíssimos, os orientais, com a sua escrita ideográfica, onde dois caracteres diferentes podem dizer “ave voando alta” e só a sua presença se nos pode impor como a mais bela das poesias, um poema-verso, um poema conciso, uma fulgurante abordagem capaz de apreender uma realidade onde nos remetemos para a imaginação imaginando um final de tarde com uma ave deixando uma linha no céu onde ainda a vemos (nós que não a vimos) a ser vista pelo poeta. Depois imaginamos ou vemos os caracteres orientais onde está escrito “o verso” que nestas palavras vemos traduzido, aí lemos/vemos a leveza da ave, a distância, uma noção de profundidade onde a imagem materializa a sensação da Beleza feita da substância de substantivos: Tempo, Espaço, Distância… Se um verso nos pode dizer tudo isso, que nos pode dizer um poema com seis versos?
Acho que este poema, esta breve poesia do Assim, me deixa na Lua ou me leva a imaginá-la para me ajudar a melhor compreendê-lo. Uma vez imaginando uma Lua Cheia, uma Lua Nova ou qualquer fase que ela possa apresentar, impõem-se à leitura considerações que mostram como a Poesia tem ou deve ter sempre uma correlação com a Metafísica e com a Filosofia. Por um lado temos por meta projectar-nos para lá duma realidade física, procuramos o ritmo, a música, o canto da voz que será a presença do poeta a cantar na Língua que usou e da qual somos utentes ou tentamos ser para a usar tentando interpretá-lo, senti-lo idealmente, para amar a sua poesia na Poesia que tentou deixar, deixou.
Temos de continuar a leitura, encontrar o que possa ser uma preocupação subjacente ao esvaziar duma ideia até ela ficar vazia. Esta ideia leva-me a pensar num balão, algo que se reduz e fica sem ar, sem leveza, sem poder voar. Olho para o poema e imagino o Assim a mostrar um balão vazio, mas a dizer-me que o devo ler como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo? Então ainda tenho de regressar e regressar sempre, lendo, procurando ouvir, sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema. Saber e sabor, a possibilidade mais eficaz e viável para obter uma sensorialidade plena das palavras.
Agora já nem existe um balão vazio, existe uma nudez das palavras a darem-se não como um corpo físico caído, vazio e sem sentido… O poema põe-me em contacto com a Lua e vejo-a brilhar, sinto o luar e sou iluminado pela presença da poesia: «Isso é Poesia?», sim.
Ainda posso pensar se sou eu que estou cheio de imaginação e olhei para uns versos e neles insuflei vida, vigor, valor. Eu seria bom e o poema seria? Bom… podemos ser nós os bons, mas este já seria um pensamento medíocre. No entanto, é sempre bom pensar se as coisas são boas, isso é o que nos permite valorizar e garantir o prazer para o Presente e para o Futuro, sabendo que o vamos poder guardar como um bem efectivo que já tivemos no Passado.
Será bom o poema do Assim? Atribuímos valor objectivo à sua Poesia? Chegado aqui, o problema continua a ser o mesmo, para agora, para sempre! Nós temos de nos valorizar para saber dar valor, com isso não tiramos valor às coisas, é exactamente o contrário, aprendemos a valorizá-las.
Não faço ideia do que o Assim pensou, mas eu devo ter achado suficiente interesse na Poesia para a publicar, só tenho de tentar ver o que eu encontro na sua Poesia. Isto leva-me a pensar nela já ter encontrado várias imagens, sendo conduzido a mais que uma ideia: o insuflar de vida as palavras, o deixá-las ficar para outros o poderem também fazer, isso ser possível através dum corpo exposto, nu. Olho então para o poema, leio-o de novo e vejo e imagino, ele está lá todo e é mais do que lá está. Observo: «es-/vaziando» obedece à regra gramatical duma translineação, a divisão da palavra faz-se separando-a numa sílaba. Nesta palavra, trata-se da primeira. Ao fazer a separação, tentando ler os versos, fico com uma “palavra” (meia palavra?...) nova: “vaziando”. Um som sibilante, complementando o sentido, reforçando o significado do esvaziar do ar saindo do balão. Começo a acreditar que não invento, apenas me alimento do alimento que foi dado para ser achado. É o que acho. Mais poderia continuar a achar, acho que me chega para já. Como ainda não tenho um título para o texto que vim escrevendo, será: JÁ…
Irei juntar o poema do Assim às poesias, em «Sobrepoesia(s)» (um nome sem nenhuma beleza especial que ficaria melhor para «Escrita(s)», tendo surgido apenas como homenagem talvez pouco conseguida a este Fórum). Isto leva-me a pensar um nome para o poema: IDEIA LUA ou NUA, IDEIA LUA.
Procurei se pus um “assunto” quando publiquei o poema do Assim, positivo: “ideia”, escrita em minúsculas. O Assim, por vezes, usa os títulos em minúsculas, apenas os realçando em negrito, seria este o caso? Sou levado a considerar que sim, não me parece mal, seja: ideia.
Fazer duma “ideia” um poema, o poema uma ideia da Poesia? Não simplificar às vezes condena ao insucesso, complicar ainda é pior. Simplifico o que posso, fico por aqui.
Vou já...
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=5818&postdays=0&postorder=asc&start=30


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34291#34291

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Out 19, 2008 2:05 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VI
DOU A CARA


Faz sentido publicar textos mal escritos? Faz, fez. Por vezes a única maneira de escrever um texto é escrevê-lo mal, podemos sentir nem estar a pensar bem. Na altura nem temos a certeza, é esse agora o caso.
Antes de me deitar estive a ler o “4”, é quase um caos. Ficou feito um quatro, muito tremido…
«
Autor dum actor/autor que se dá a ler, hoje tenho bastante que fazer, vou ver o que escrevi.
«se nos lembrarmos de quem contrapõe há escrita de versos como poema», há um há a substituir por à. A partir de agora, deixa de haver. A beleza da realidade é ela poder ser irreal, sendo o real que nos remete para fora si, como se também nós pudéssemos viajar para fora do que antes era restrito ao conhecido.
«poderia ser a maneira de responder sim exemplificando», prescindo deste sim, assim: «poderia ser a maneira de responder exemplificando», serve melhor.
«aparentemente essa interpretação encontrou outros intérpretes»,admitindo que quem lê não vai ler na “fonte” para poder perceber o “aparentemente”, aparentemente é de excluir.
«este último item não me surge, nem depois de estalar os dedos, num ápice», num ápice mudo: «este último item não me surge, num ápice, nem depois de estalar os dedos».
«num ápice. Obrigando-me a pensar nele um pouco mais, sou levado a pensar qual a poética do poema.», volto a mudar: «num ápice; obriga-me a pensar nele um pouco mais. Sou levado a pensar “Qual a poética do poema?”».
«como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo?», mudo mais uma vez: «como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar. Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo.», só na afirmativa a frase faz sentido.
«sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema», simplificar: «sentir com os outros sentidos até memorizar o poema».
«Eu seria bom e o poema seria?», necessitaria dumas reticências, outra possibilidade «Eu seria bom e o poema seria mau?».
«Nesta palavra, trata-se da primeira», mais uma frase que não me agrada, alteração: «Nesta palavra, ao fazer a separação tentando ler os versos, fico com uma “palavra” (meia palavra?...) nova: “vaziando”».
»
Neste momento nem me interessa reler, interessa mas não apetece. A nudez na escrita é também esta, uma autenticidade que “dá a cara”. O importante é não a pôr de costas, não a abandonar completa_mente. Então, pode ser como na vida ou na ficção das histórias, pode ser que melhore!
SobrePoesia(s) - NAS FOLHAS VIRTUAIS
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32817#32817


Francisco Coimbra escreveu:

5 (o quinto dia…)
Voltando ao ontem…
Sendo a Lua um astro sem luz própria, brilha iluminada por uma estrela. É assim a Lua, são assim os poemas. Mesmo aqueles dos quais dizemos terem “luz própria”, dizemos do que nele luz do canto que o desencantou. Contudo… somos nós leitores que iluminamos os poemas, é você leitor que ilumina a(s) Escrita(a), qualquer escrita mas – superlativamente – os poemas. São eles o máximo que a criação humana pode alcançar, não há som, não há forma capaz de igualar uma palavra igual a outra igual a ela que, pela junção única, pela divisão única, pela sua forma única, pelo seu som único, forma um canto único, encontrando na Língua as formas de sentir num pensar que se compensam sem se anular e se estimulam sem para: formas do infinito no Finito.
Mais uma vez, Assim Assina FINITO.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31629#31629


Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34301#34301

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JorgeHumberto



Mensagens: 2493
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Dom Out 19, 2008 2:27 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pena que deixes os contos, Francisco, todos temos momentos em que nos revoltamos connoscoi e nosso próprio trabalho mas temos de fazer aquilo que gostamos e se for preciso parar uns dias páras e enveradas por outro tipo de poesia, tá?

Abraços
Jorge Humberto

Francisco Coimbra escreveu:
VI
DOU A CARA


Faz sentido publicar textos mal escritos? Faz, fez. Por vezes a única maneira de escrever um texto é escrevê-lo mal, podemos sentir nem estar a pensar bem. Na altura nem temos a certeza, é esse agora o caso.
Antes de me deitar estive a ler o “4”, é quase um caos. Ficou feito um quatro, muito tremido…
«
Autor dum actor/autor que se dá a ler, hoje tenho bastante que fazer, vou ver o que escrevi.
«se nos lembrarmos de quem contrapõe há escrita de versos como poema», há um há a substituir por à. A partir de agora, deixa de haver. A beleza da realidade é ela poder ser irreal, sendo o real que nos remete para fora si, como se também nós pudéssemos viajar para fora do que antes era restrito ao conhecido.
«poderia ser a maneira de responder sim exemplificando», prescindo deste sim, assim: «poderia ser a maneira de responder exemplificando», serve melhor.
«aparentemente essa interpretação encontrou outros intérpretes»,admitindo que quem lê não vai ler na “fonte” para poder perceber o “aparentemente”, aparentemente é de excluir.
«este último item não me surge, nem depois de estalar os dedos, num ápice», num ápice mudo: «este último item não me surge, num ápice, nem depois de estalar os dedos».
«num ápice. Obrigando-me a pensar nele um pouco mais, sou levado a pensar qual a poética do poema.», volto a mudar: «num ápice; obriga-me a pensar nele um pouco mais. Sou levado a pensar “Qual a poética do poema?”».
«como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo?», mudo mais uma vez: «como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar. Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo.», só na afirmativa a frase faz sentido.
«sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema», simplificar: «sentir com os outros sentidos até memorizar o poema».
«Eu seria bom e o poema seria?», necessitaria dumas reticências, outra possibilidade «Eu seria bom e o poema seria mau?».
«Nesta palavra, trata-se da primeira», mais uma frase que não me agrada, alteração: «Nesta palavra, ao fazer a separação tentando ler os versos, fico com uma “palavra” (meia palavra?...) nova: “vaziando”».
»
Neste momento nem me interessa reler, interessa mas não apetece. A nudez na escrita é também esta, uma autenticidade que “dá a cara”. O importante é não a pôr de costas, não a abandonar completa_mente. Então, pode ser como na vida ou na ficção das histórias, pode ser que melhore!
SobrePoesia(s) - NAS FOLHAS VIRTUAIS
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Francisco Coimbra escreveu:

5 (o quinto dia…)
Voltando ao ontem…
Sendo a Lua um astro sem luz própria, brilha iluminada por uma estrela. É assim a Lua, são assim os poemas. Mesmo aqueles dos quais dizemos terem “luz própria”, dizemos do que nele luz do canto que o desencantou. Contudo… somos nós leitores que iluminamos os poemas, é você leitor que ilumina a(s) Escrita(a), qualquer escrita mas – superlativamente – os poemas. São eles o máximo que a criação humana pode alcançar, não há som, não há forma capaz de igualar uma palavra igual a outra igual a ela que, pela junção única, pela divisão única, pela sua forma única, pelo seu som único, forma um canto único, encontrando na Língua as formas de sentir num pensar que se compensam sem se anular e se estimulam sem para: formas do infinito no Finito.
Mais uma vez, Assim Assina FINITO.
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MensagemEnviada: Seg Out 20, 2008 9:53 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VII
SENTIDO LIMITADO


O tempo a correr para o destino incerto das coisas inexistentes – chega às palavras para ficar – nu num verso aguardando e guardando da leitura do primeiro canto dum poema de dois cantos onde leio no segundo canto que há uma ponte acabada de formar-se entre o nada e o seu destino – onde se caminha pelo fundo – abrindo o céu para o mundo; vamos pela poesia onde nos leva a imaginação, compreende-la faz um sentido limitado, diria ser algo sem significado.

COMPLETO

significado tem
fazer o terceiro canto
dum poema

até aqui ainda
incompleto

só porque eu ainda o…
R

Um obrigado, pelo comentário anterior, ao Jorge Humberto!
Para completar o sentido, leia:
SobrePoesia(s) – Assim – A_GUARDAR O POEMA
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Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34309#34309

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MensagemEnviada: Ter Out 21, 2008 5:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VIII
LEITURA


Registo do dia um poema e pouco mais que isto, apenas salientar a pausa na tentativa de releitura do “69”; os comentários têm de ser simultâneos com a citação de cada texto.

DOS MICROCONTOS

A virtude dos microcontos era a construção duma frase que fizesse a sua história, desenhando de forma sucinta uma presença.

Já fiz mais uma frase à procura de ter uma história, memória e nova despedida.
SobrePoesia(s)MULHER
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Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34318#34318

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MensagemEnviada: Qua Out 22, 2008 7:21 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XIX
COISA COM COISA

A indiferença tornou-me diferente, com o tempo transformei-me. Comecei por não ligar às opiniões estranhas, acabei por estranhar as minhas opiniões. Quando escrevo, imagino estar a fazer o que faço sem precisar de imaginar nada. A falta da necessidade de usar a imaginação tornou-me objectivo, consigo escrever coisas que não dizem coisa com coisa, fazem a coisa em si.

SobrePoesia(s) - O NÚMERO DAS MÃOS
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Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34339#34339

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MensagemEnviada: Qui Out 23, 2008 3:12 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

X
FORMA INDISCRETA


Vou passar do caderno CORRESPONDÊNCIA SECRETA, publico de forma indiscreta.

Amor,
A magia do teu nome
leva a imaginação a navegar
até onde o tempo encontra
um lugar bom para sonhar!
Mim, te quero sempre
e muito
Assim

Amor,
Venho dos braços de Morfeu
para acordar para ti/você!
Queria ser a Poesia eu
para me dar a quem me lê!
Assim, te quero muito
e sempre
Mim

SobrePoesia(s)EM CADA UM + O AMOR É AQUI
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Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34357#34357

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MensagemEnviada: Dom Out 26, 2008 11:03 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XI
PORQUÊ?


Se hoje nada publicasse, seria o terceiro dia sem Escrita(s). Porquê?
Porque hoje é o 11º texto, depois de ter feito o 69.
O que é que agora pretendo, pretendia e quero pretender? Reler o que escrevi, fazer um 69 com o “69” feito.
É difícil! É difícil ler sem saber para que é que estamos a ler, para di_vertir (verter duas vezes, como já pensei e escrevi)?…
Objectivamente procurando a escrita no objecto, onde ela se transforma fazendo SE/se no desejo de aperfeiçoar o resultado: afeiçoar-me ainda mais a esse resultado e… Resultado?
Gostaria de mostrar como completar um 69 dá um 31, se nos metemos a tentar fazer isso numa centena: é uma grande cena! Vamos ver em que irá dar?
Matematicamente 61+31=100, contudo com tudo incluído e nada excluído, hei-de nadar para decifrar o mergulho efectuado. Com efeito, o que “está feito” não está feito: há-de fazer-se…
Divertido é saber que o divertido é que é divertido, é como se, sendo um produto bem definido, como são as bolachas, fosse sortido.

sortudos são os poetas
que só fazem os poemas
sem serem seus exegetas
nem fazerem teoremas

Assim é o Assim, assim não sou eu; azar o meu.
SobrePoesia(s) - Assim - NO FIM DO DIA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32855#32855

Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34360#34360

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MensagemEnviada: Sex Out 31, 2008 11:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XII
Esqueci-me do XII!
O Assim é que não se esquece de existir, vou publicar…
SobrePoesia(s) – Assim – TETRALOGIA FINAL
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32884#32884

Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34362#34362

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MensagemEnviada: Sáb Nov 01, 2008 12:05 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XIII
Invertendo os números do número 13 (1) 31
Esperei pelo primeiro 31

TRAMBOLHO?
Vou começar a coleccionar frases, da fala à escrita, andam por aí ao trambolhão!

«
RESOLVE lá ESTA!!!
Afinal a matemática não é assim tão exacta...
Eu, Tu e Ele... fomos comer ao restaurante e no final a conta deu
30,00 € Fizemos o seguinte:
- Cada um deu dez Euros...
Eu: 10,00 € Tu: 10,00 EUR Ele: 10,00 €
O empregado levou o dinheiro até à caixa e o dono do Restaurante disse:
- Esses três são clientes antigos do restaurante, então vou
devolver-lhes 5,00 € e entregou ao empregado cinco moedas de 1,00 €.
O empregado, muito esperto, fez o seguinte: ficou com 2,00 € para
ele e deu 1,00 € a cada um de nós. No final ficou assim:
Eu: 10,00 € (-1,00 EUR que foi devolvido) = eu gastei 9,00 €.
Tu: 10,00 € (-1,00 EUR que foi devolvido) = tu gastaste 9,00 €.
Ele: 10,00 € (-1,00 EUR que foi devolvido) = ele gastou 9,00 €.
Então, se cada um de nós gastou 9,00 EUR, o que nós três gastamos
juntos, foi 27,00 EUR. E se o empregado guardou 2,00 € para ele,
temos:
Nós: 27,00 €
Empregado: 2,00 €
TOTAL: 29,00 €
Pergunta-se: - Onde foi parar a outra moeda de 1,00 €?
»
RES_POSTA
O patrão não levou 30€, levou 25€. São esses 25€ que foram pagos, mais 2€ que ficaram com o empregado = 25€+2€=27€ (3x9)!
A pergunta seria: – Onde foram para duas moedas de 1€? A esta pergunta qualquer um saberia responder… O erro está em dar como pagos os 30€, aceitando como válida uma pergunta errada (ilógica).
A Lógica não é uma batata, caso fosse, podia-se comer. A Lógica é uma batata, porque tudo o que é lógico tem Lógica; uma batata é lógico é um objecto, logo, não se discute: tem Lógica?
SobrePoesia(s) – Assim – AFINIDADES
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32886#32886

Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34366#34366

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MensagemEnviada: Sáb Nov 01, 2008 10:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XIV
COMO UM POEMA


A frase deve ser tratada com a delicadeza dum verso, será como um poema.

SobrePoesia(s) – Assim – SAÚDO
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Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34373#34373

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