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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Out 26, 2008 10:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

NO FIM DO DIA

no fim do dia
se ainda não escrevi um verso
acrescento ao verso que ainda não escrevi

um verso que escrevo para escrever
o poema que quero fazer

para deixar do dia a existência viva da vida
Assim

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MensagemEnviada: Sáb Nov 01, 2008 12:00 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

TETRALOGIA FINAL

I

as palavras
juntam-se ao Universo
formando versos

são os poemas
a fazê-los ser e existir

da inspiração ao respirar

II

um corpo
representa a vida

na perfeição
existente no infinito

verso dum verso-poema

III
a obra
surge então
desejo magnifico

magma vivo
daquilo que fica

SE a poesia se liberta

IV
a vida
já por si só
escala a escala

de toda a história
sem a palavra

se acabar de inventar
Assim

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MensagemEnviada: Sáb Nov 01, 2008 12:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

AFINIDADES

as afinidades
não sendo fins
são afins de ter...

sem a deter
dando-lhe lugar...

o ser da eternidade
Assim

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MensagemEnviada: Sáb Nov 01, 2008 10:18 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

SAÚDO

saudade
é um voltar
sem poder ir

é um ficar
sentindo o longe

é também estar perto...
Assim

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MensagemEnviada: Dom Nov 02, 2008 5:36 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BEIJO

traçar duas linhas
que podem ser três
com um grande beijo
Assim

#

[tanka ou tanga…]

ao ler-te aqui
és de forma singela
palavras nuas

despindo todo o tempo
até um instante ter

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MensagemEnviada: Seg Nov 03, 2008 11:01 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

JANELA

uma janela pode ser
um portal mágico
para observar *

um poema a querer
* abrir para fora

verso que se liberta
Assim

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MensagemEnviada: Ter Nov 04, 2008 2:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

CEREJA

esse fruto saboroso
onde mordendo a polpa
se liberta o caroço

dá-me um gozo e prazer
que te dou a ler

como a cereja que desejo
Assim

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MensagemEnviada: Sex Nov 07, 2008 9:30 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BREVE POEMA

O alimento do espírito
vem como uma vontade
a querer satisfazer-se

O alvo é alvo e fica
invisível na folha branca

atingo-O com vontade!
Assim

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MensagemEnviada: Sáb Nov 08, 2008 2:04 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

NO INFINITO

na cor azul do céu
desenho os teus contornos
nu sonho destes versos

no revestir da forma
na cor azul
O verso acaba também azul
Assim

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MensagemEnviada: Dom Nov 09, 2008 11:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

DISPONÍVEL

o polegar oponível
o descoberto segredo
do nível dos hu_manos

o a_caso… responsável
do potencial de manipular

todos os versos deste poema!
{poema teclado com os polegares Smile}
Assim

#

BOAS FESTAS!!

faço malha de letras
para fazer uma meia
pronta para o Natal!

apenas tendo a ideia
de ter o bom espírito
natalício como vitalício

desejo Boas Festas e Muitas Felicidades a todos os poetas ou escritores
para todos que sabem ler lerem para aqueles que não sabem ou para si
descobrindo onde pôr seu pé com desejo amor e muito boa disposição!

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MensagemEnviada: Qua Nov 12, 2008 10:27 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O MUNDO DE REPENTE MUDA…
"Amor, o mundo
de repente muda, muda de cor. A luz da rua
perpassa por entre as vagens de laburno
que lembram a[s?] caudas dos ratos, às nove da manhã
é o árctico
" (Sylvia Plath)

I
A ILHA É NINHO NO MAR

11.08.08

quero cantar com um sorriso
poisado sobre os ombros
mas sendo o seu papagaio
senhor duma gaia ciência
desfrutando frutos exóticos
a voar a minha imaginação
emplumada como serpente
alada e solta encimando
os dez mandamentos mais
todas as variantes possíveis

escrevo numa esplanada
explanando toda a mímica
onde os dedos das mãos
têm a coerência do corpo
até os pés serem pintores
fazendo da arte a presença
integral e completamente
maravilhosa igual ao mar
rodeando a ilha onde vem
fazer ninho na rebentação

II
A AVE É ILHA NO MAR

11.09.08

«o mundo de repente muda»
volto onde deixei o poema
apanho as palavras e movo
no interior do ovo a espera
onde a esperança aguardou

uma ave está pronta a partir
para descoberta do exterior
à casca partida onde ela sai
numa novidade constituída
por cada coisa em todas elas

a ave é como ter o vulcão
da ilha entrado em erupção

III
PENSANDO VERSO

13.10.08

a linguagem metafórica
acompanha os pés na água
sobe da espuma às ideias
fazendo seu o movimento
onde os versos voam as asas

pássaros que passam o azul
atravessando do ar o mar
singrando céu no horizonte
onde poiso os meus olhos
pensando versos do poema

IV
VERSOS PENSANDO

12.11.08

«o mundo de repente muda»
volto onde deixei o poema
para lhe dar mais uma volta

as palavras transportadas
em nada já são exteriores
depois de levadas pela lava
onde agora se dão expulsas
no movimento trazido nu
às sensações de as sentir

sou no meu olhar o voo
onde mergulho de longe
como se viesse dum ovo
iniciado vida pela dádiva
de viver de toda a poesia
o dever a assentar devir

(um ciclo onde se prova
… mais uma experiência)

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MensagemEnviada: Dom Nov 16, 2008 10:25 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

TUDO É ELEMENTAR

tal como uma folha movida
nos diz da presença do vento

elementar a compreensão
diz nu um verdadeiro verso
Assim

#

A ALUNAR O AMOR
«transforma-se o amor na coisa amada»,
Camões

olhando a Lua sentindo o amor em visita
esqueço-me de acabar os versos que
continuo até da poesia ir onde me incita
procurando fazer mais um poema que

possa dizer como o amor poisa na Lua
vindo do teu rosto a luz qual um luar
filtrado pela pele realidade mais nua
se sobre o papel desenho meu chegar

onde as sombras na Lua são o amor
lendo relevos onde vivemos o enlevo
entregues na poesia prazer sem dor

onde o soneto é a realidade vivida
de tudo que me prometo e te devo
como se escrevendo te desse a vida!...

#

LEMBRETE

toda a sensualidade feminina
me toca e vibra iluminando
o filamento rubro que ilumina
imaginação ao sangue dando

incha o meu estro logo túrgido
do corpo captando o Universo
a procurar ver dele ser ungido
pela tua presença a cada verso

como poder negar a evidência?
aquilo que sinto além Ciência
vive das raízes, capta essência!

é a beleza das palavras à letra
eliminarem consciência à treta
mais veloz a pé que lambreta…

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MensagemEnviada: Qua Nov 19, 2008 11:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VENHO-ME DIZER ESCRITO
ejaculo a voz da fala em si

leio-te
a carne do poema
sinto-a e espremo-a pulsante

sangue e músculos sinto-os
do teu corpo em minha mão agora
enquanto acompanho
meus versos de teus versos

lê a tua imaginação
e da imagem deixa a poesia
beijar teus dedos

introduzindo a mão na boca
sentindo os teus lábios quentes
macios e cortantes como os dentes
lisos e frescos no calor do verbo

onde levo na língua
à tua boca e todo o corpo
o sentir de imagens imaginação

e já quase não é necessário
escrever o dizer a fazer-se escrito
onde verso no teu rosto este meu rasto

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Ter Nov 25, 2008 9:51 pm, num total de 2 vezes
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MensagemEnviada: Qui Nov 20, 2008 10:34 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MARIA ROSA {MIM}

as pétalas com teu aroma
secam tão bem que não secam
guardo-as como flores vivas

se ab_rindo na leitura são
como botões abertos

soltam no ar seu aroma inteiro
Assim

Ler
FOLHETINS DOS SONHOS IMPOSSÍVEIS
de Maria José Limeira
http://navblog.uol.com.br/comment.html?postFileName=2008_08-10_23_04_58-117535357-0&idBlog=1546270
Se não der este endereço, experimente:
http://maria-limeira.zip.net/

+

{+ 1} ABC

[A] CASA DO POEMA


(o caso é também ainda este:
precisamos da pausa… vírgula)

se vou estar à espera de saber
porque é que hei-de publicar aqui
levanto um problema
para o qual não tenho resposta
se não a procurar aqui.
é pois entre a interrogação
conjugada com uma afirmação
e a produção duma resposta aqui
que o poema define a sua p_rosa

o aqui é este lugar que se quer
construir como casa do poema


[B] SES
{faça de conta que está se repeti[n]do…}

queremos que as palavras tenham finalidade
temos de lhes dar Princípio (pode ser este)…

não temos pressa podemos pensar devagar
é muito mais fácil chegar ao Fim depressa

só quero fazer a conta que Deus fez basta
contar de um até três e fazer de conta…


[C] SEI

eu sei
aquilo
que só
eu sei

aquilo
que eu sei
é aquilo
que nem eu sei

aquilo que sei
é que nem eu
sou o que sei

somos os gomos
ao somar o eu
com outros

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MensagemEnviada: Sex Nov 21, 2008 11:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BOA NOITE

uma palavra solta

aqui
-------ali
-----------acolá

a poesia viaja e vai
onde o poema a leva
onde versos a trazem?

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