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Francisco Coimbra
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Dom Nov 02, 2008 5:33 pm |
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XV
MARIA
Estava a pensar a quem escreveria, a aperceber-me de nem saber o quê; "fazer o gosto ao dedo"...
Eis que me vejo a endereçar:
Maria
Como são as coisas e a fantasia, escrevo para a Maria que inventei fazendo concorrência ao Assim a escrever à Mim? Será ter a Maria ter-me a mim, eu que ainda não faço ideia de como a posso ter. Só se a imaginar como sendo a Mim, imaginando-me Assim? A ser assim, assinaria Assim, como assim? E o Assim?
O Assim é um indiferente diferente, deferente com a humanidade de toda a gente, ou, borrifa-se!? Não sei.
Maria,
Enquanto…
Chega um email, trás uma poesia, não a leio, vou agora dormir.
Nota: tenho variadíssimos textos, semelhantes a este, magico um dia juntar em: FINAIS DO DIA, FINANDO O DIA, AFINANDO O FIM DO DIA, FIM DO DIA, JUDAS HISCARIOTES DA JUDEIA, ISCAS DE FÍGADO, MOELAS; moelas, moê-las – como uma moela… Moelas, esse órgão dos animais granívoros onde moem a comida que vai para o papo. O meu canto desencantado de anotar qualquer coisa em dois dedos de prosa, aqueles com que seguro um lápis, caneta… ou teclando como aqui estou estando. Vou dormir agora.
FI-LA FILANDO-A NA FILA...
Não pensei nenhuma frase, mas como não se escreve sem elas, estou a fazê-la.
SobrePoesia(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32897#32897
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34376#34376 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Mai 21, 2009 5:07 pm, num total de 4 vezes |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Seg Nov 03, 2008 10:59 am |
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XVI
MARIA RESPONDEU
Maria respondeu enquanto dormia, acordei de manhã sabendo ser ela quem escrevia.
a noite cria as madrugadas
entrançando os seus cabelos
de olhos fechados toda tato
também eu faço os versos
a contar pelos dedos linhas
onde me escrevo a sentir
dizer que não contava assim
ser sonhada para aparecer
como se do nada eu fosse
mas sendo faço esta senda
abrindo no deslumbramento
uma janela a olhar o mundo
Dou-me conta de ser espírita, a espreitar um espírito a materializar nas letras uma dúzia de versos onde Maria se recria, fantasia. Como um fantasma branco, o título flutua, deixando como rasto seu perfume e a inspiração que não desejo acabar, mas tenho de respirar. Não estando escrito, escrevo – JANELA.
JANELA
Deste lugar para olhar e deixar entrar o ar, deixo-me estar contemplando palavras enquanto nascem, vendo-as crescer e viver.
Ainda hoje volto, o Assim também. Uma parceria, eu nas frases, ele nas poesias.
Continuo a ler os poetas do Fórum e hoje comentei:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32901#32901
e aqui:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32902#32902
SobrePoesia(s) – Assim – JANELA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32900#32900
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34386#34386 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Mai 21, 2009 4:50 pm, num total de 2 vezes |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Nov 04, 2008 2:29 pm |
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XVII
SEM GRAVIDADE
Agora, sempre que escrever, imagina que terei pensado “Maria”. Em qualquer altura interromperei o texto, escolhendo uma frase, como quem colhe uma cereja. Dizem que as palavras são como as cerejas, apanhando uma, outra ou outras vêm junto. Serve esta:
CEREJA…
As palavras são como as cerejas, apanhando uma, outra ou outras vêm junto.
O ideal da minha Escrita é não ter ideias, chegar às palavras como se elas tropeçassem na minha presença. A partir daí, este encontro desenrola-se como uma pequena pedra ou grande rocha que se liberta e rola pela Língua até uma língua, talvez a sua, a soltar no ar, sem peso, libertando-a da gravidade.
SobrePoesia(s) - Assim - CEREJA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32912#32912 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Mai 21, 2009 4:51 pm, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Nov 07, 2008 9:28 pm |
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XVIII
INSTANTES
Sabes como tento escrever? Como se pudesse tornar-me hábito teu, do mesmo modo que a escrita é vício meu. Acordo para escrever uma ideia, se não estava acordado, acaba de me acordar. Só a escrevo se dá as cores dum arco-íris completo, como a íris dos teus olhos, imagem a cores. O resultado é este, um enunciado anunciado, a frase depois das palavras. Antes da frase, por instantes, sinto-a por instinto:
POEMA BREVE
Escrita feita – nu instante (exclamação sem escamas)...
Mais que isto adapto o momento ou a ele me adapto, como se ele fosse uma coisa e a pudesse guardar, criar ou libertar!
SobrePoesia(s) - Assim – BREVE POEMA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32951#32951
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34423#34423 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Nov 08, 2008 2:01 pm |
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XIX
IDEIA INFINITA
Apetece-me escrever um conto que não faço ideia qual seja, conto… consigo? Você é a mulher dos meus sonhos, aquela que não tenho por falta de sonhos. No meu sonho está toda pintada de azul, de cabelo rapado, sem pelos, unhas da cor da pele. Falamos por telepatia sem dizer absolutamente nada, enquanto escrevo está a olhar o céu e é transparente, pois tua cor não te permite distinguir da cor do céu sem nuvens. Pairas na imaginação como uma nadadora nua deitada de costas em nuvem invisível, pairando nas nuvens, a boiar no ar. Como não há história, o conto fica igual a uma ideia infinita onde ele entra e se dá. Fim.
IDEIA INFINITA
Apetece-me escrever um conto, sem fazer ideias.
SobrePoesia(s) – Assim – NO INFINITO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32958#32958
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34432#34432 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Ter Mai 26, 2009 9:06 pm, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Nov 09, 2008 11:16 pm |
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XX
DISPONÍVEL PARA A ESCRITA
A ideia não é transformar, esta escrita forma-se… exactamente como é; vai sendo… a senda dum acumular de textos, ideias, reflexões, divagações. Di_vago, duas vezes vago: disponível para a escrita feita e a fazer, ausente de materializar uma realidade que não faço, pois dela me vou… fazendo.
DISPONÍVEL
Disponível para a escrita feita e a fazer, ausente de materializar uma realidade que não faço, pois dela me vou…
Registo a presença do espírito natalício, talvez já tenha escrito ontem o poema para enviar ou com ele agradecer “BOAS FESTAS” que não tardam estão aí. Por aqui, a cidade já está cheia de enfeites luminosos nas ruas, desde o princípio de Outubro! Ainda não foram acesas, a pressa em executar a sua instalação foi tomada por um acto político. No mês passado tivemos eleições, foi um lembrar da disponibilidade social do governo municipal para alegrar a cidade e o seu povo. No entanto, o que estava em causa era uma eleição legislativa. O resultado dos votos a nível deste município, desconheço. A força política em que se apoia, essa não ganhou as eleições.
O meu líder político é o Pai Natal! Pragmático, aposto na próxima grande ocasião de festa colectiva.
SobrePoesia(s) – Assim DISPONÍVEL e eu BOAS FESTAS!!
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32965#32965
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34459#34459 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Mai 31, 2009 12:02 am, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Nov 15, 2008 12:46 pm |
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XXI
Porque hoje é Sábado dou-me tempo para passar o XXI esquecido à meia dúzia de dias manuscrito.
Mas, como não me apetece passar, deixo passagem do Diário que ando a fazer.
MÚSICA INTERIOR
Porque hoje é Sábado…
Tenho todo o tempo do mundo
E as palavras estão aí
Mais e mais uma herança
Onde cada um entra na dança
Para dançar ao som da sua música
Feita “MÚSICA INTERIOR”, o poeta dança sem medo do ridículo, herdeiro das Cartas de Amor do Pessoa e da Loucura dos Mansos.
LOUCURA MANSA
endoideço meu amor,
falo contigo nu dormir
acordo sem dar acordo
mas é grande a certeza
com certeza não minto
deixo o sonhar acordado
Assim
A Poesia é a mais simples das verdades, quando nos dá prazer dizer ou escrever, disse.
Maria Alice (personagem tradicional, de tradição oral, agora também escrita)
– Que chatice Maria Alice!?...
(frase atribuída à estátua do Camões, no Largo Estreito em Idanha do Futuro, presentemente retirada para sofrer restauro)
Houve um milagre quando a estátua falou, mas no Vaticano ninguém (re)conhece o Pinguço, é mais um dos muito milagres não reconhecidos pela Santa Sé.
Não deixa de ser interessante conhecer e reconhecer estes milagres, disse.
Maria Alice (se cada um tem a Maria que merece, a Maria Alice agradece…)
QUEDA PARA O VOO
I
a arte dá-me asas para voar
e tenho tido tão grandes quedas…
II
o voo tão longe me vai alcandorando
que agora para poisar vai ser mais uma…
III
só perdemos tempo quando não temos
tempo para perder ganhando tempo para…
IV
paro a pairar, não me apetece parar, fui!
{com a numeração romana da Maria Alice
(quando ligar a Net publico, tb Maria Alice?)}
TUA BOCA
tentações têm os santos
ou alguém que aspire a ser diabo?
anjos certos ou errados
as tentações são-me só desejos.!.
tua boca rubra é meu pecado
por saber negado
meu desejo
«o meu desejo é dar-te um beijo,
é ter desejo de te beijar»,
não é apenas nas palavras
sei que estou acompanhado…
apanhado ou não, sem Céu
nem Inferno, vou ao caderno
escrever onde estes segredos
ficam no degredo a segredar
quem sabe hoje dê agrado
saber como o desejo inspira
a poesia dum poeta que pira
gostando ser caipira
e sair tocando um banjo
para cantar nas festas todas
«tudo que desejo é este desejo!…
TODOS OS DIAS
hoje amanhã do ontem
ontem de amanhã
e
muito possivelmente
continuo a ser quem sou
e
quem sou… sou... eu
eco dum ser
a
acontecer todos os dias!
DEVANEIO
devaneio sim
nada a dizer,
eu sou assim
nada a fazer.
ABRIR PISTAS
Não desistas de fazer crescer a Poesia,
abrir pistas onde as palavras
deixam ficar tuas lavras
à medida imensa ou carente da fantasia!
Anteontem publiquei:
SobrePoesia(s) – O MUNDO DE REPENTE MUDA…
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33035#33035
Hoje... http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34464#34464 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Mai 31, 2009 11:14 pm, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Nov 16, 2008 10:22 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Nov 23, 2008 5:49 pm |
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XX(I)II
ROL/E...
O que fazer do que fizemos? Farei o rol...
SobrePoesia(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33099#33099
(belo número!)
1
Hoje é mais um dia em relação ao dia de ontem, um dia que passou e já não é Presente e pode continuar presente. Todos os dias são bons para falar de Poesia com quem a procura, mas o melhor é falar com quem a encontra. Nunca saberemos só pela cara quem poderá ser o “cara”, a cara? Uma cara que nos fica querida, só porque gosta de Poesia, porque não?
Deste lado das palavras, onde elas são escritas, onde elas são Escrita. Aqui, onde vou fazendo a minha, imaginando tudo e mais umas raspas, aquelas que sobram do atrito do corte quando neste lazer o laser não funciona. Coisa frequente sobrar palavras das palavras ou faltarem, dizermos de mais ou de menos. Como se não bastasse dizer uma vez, somos tentados a repetir. Como se não chegasse percorrer a escala harmónica, sendo essa a nossa verdade: toda a vida é repetição pedida à vida, um respirar de novo o ovo, o voo, a ave. Sê-la para voar, selar o acordo onde acordamos todos os significados e sentidos.
Em arte nenhuma como na Poesia a percepção é importante e exigente!
Imaginem ler um poema de alguém que não gostem, se não se abstraírem do autor, jamais aquela voz terá o encanto que teria se ao lê-la apenas nela procurássemos o seu canto. Muito do canto é encanto, pode ter muito pouco de técnico e a perfeição é a feição do afecto que nos afecta.
Como será o afecto quando se escrever afeto?
O importante nas palavras é quem as escreve, quem imaginamos que as escreva. O importante na Poesia é o verso ver-se, sentir-se, ser importante. O importante é a importância…
*
Agora acabei de fazer um poema desta prosa, coisa rara. Rara porque os versos são… como a bênção que transforma o vinho em sangue! Não são versos porque os fazemos, são versos porque acontecem: são… acontecer, autêntico tecer.
Se a Poesia fosse uma construção lógica da Lógica, é lógico que nos seria indiferente gostar ou deixar de gostar de quem os escreve. Em relação aos poetas prefiro não os conhecer, procuro as suas palavras para as viver, não quero saber quem sejam, procuro sentir quem são e/ou o que são.
Bom é poder dizer e desdizer e continuar dizendo a mesma coisa, é como saber que “há várias maneiras de esfolar um porco”. A linguagem, sendo a melhor forma de representação do mundo encontrada pelo homem, é mesmo… o mundo como o entendemos/ o nosso entendimento do mundo. A escrita é “apenas” o registo da nossa passagem pelo mundo e, isto…, é a História e a nossa história, todas as histórias.
Ao dar-lhe um nome, “IMPORTANTE É O QUE IMPORTA”, pergunto-me: o poeta é o que se exporta? Respondo: o poeta é o que abre a porta
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33393#33393
2
Gosto da liberdade e de quem a pratica, o “mau gosto” deve só existir como sensação pessoal.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=30974&highlight=#30974
Deixo a ligação a uma poesia polémica, daquelas que só podem gerar diferentes opiniões entre duas opiniões diferentes. Terá de haver duas pessoas diferentes onde há duas opiniões? Claro que não, basta variar a perspectiva. Uma mesma pessoa pode ter tantas opiniões diferentes quantas as que lhe permita a sua cultura, imaginação e disposição.
Este ponto é fundamental, não haveria Teatro – nem se produziriam “falas” – se… discutir, analisar, produzir ideias e opiniões não fosse inerente ao pensamento. O tear do teatro é a matriz de todo o diálogo, interior ou exterior, o drama é-nos inerente!
Quanto à política, sendo a morte e os impostos inevitáveis, vivemos com ela. Para a evitar, só morrendo sós. A religião, essa política do espírito, nem sós nos livramos dela.
Estou a pensar a possibilidade de renovar um diário, pensando fazê-lo a escrever para Mim, isso transforma-me em Assim. O que aceito, escrever é uma transformação.
Curiosa situação para me questionar sobre o publicar-me num Fórum, escrevendo sobre a escrita que proponho como leitura? Sim, não ou quem dera… A escrita de um, é a escrita de todos.
A escrita de qualquer escritor é ou pode ser a escrita de qualquer leitor, tanto é o que se lê como o que se escreve. Qual é a minha escrita? O que escrevo. Qual é a minha leitura? O que leio. O que leio está escrito, leio várias escritas? Claro, evidente, bruxo sou eu?
Esta possibilidade de dizer várias coisas e não dizer coisa nenhuma é a coisa mais simples, dizer todas as coisas é a coisa difícil. Nada de particularmente difícil, apenas particularmente particular, é mais arte que ciência.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33404#33404
3
Sempre que tenha um quarteirão de leituras… estar-me-ei sentindo bem acompanhado e dou continuidade a este diário, esta(s)… Escrita(s). Enunciado este dado, vai a escrita a tomar forma.
Feliz se tiver a volta diária/mente… Deixo uma leitura aqui encontrada:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31607#31607
«Analisar um poema envolve…»
Pomos ideias nas palavras, encontramos ideias nas palavras, somos palavras por dizer, temos as palavras ditas ou escritas e temo termos o termo sempre inacabado do que se perpétua como as marés no mar, as fases na lua, os dias na semana. Tudo isto no dia de hoje, mais pro_pri_a_mente…, neste momento.
Curioso poder pedir aos leitores para lerem o que li, depois escreverem ou imaginarem a escrita. O imaginário ganha contornos de real, sendo a escrita a sua construção. Procurar essa construção para analisar um poema como uma hipótese a ser defendida em tese nos versos onde os vejamos vir, vejamos…
O Assim é muito mais expedito que eu a fazer o que o faz, fez TODA A VOLTA.
(os poemas só publicarei depois de pelo menos outro autor ter publicado, vale como forma de moderação…)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33414#33414
4
Quem seguir esta ligação
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=124&start=45
irá encontrar uma página com várias participações, chama-me a atenção esta:
Enviada: Sáb Jul 07, 2007 11:31 am
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a ideia
vai-se es-
vaziando
até que fica
vazia e nua
lua nas palavras
Assim
Surge este poema num tópico «Isso é Poesia?», o que está lá a fazer? Manifesta_mente é uma resposta ao tópico, o que quererá dizer? Tudo passa a ser leitura, interpretação, a dimensão possível duma possível idade, a mesma onde se materializou possibilidade. De quê ou para quê é o que está na mira destas perguntas, às quais vou tentar dar uma resposta em três itens:
1 – saber se uma coisa é Poesia não deve resumir-se a um sim ou não, sabendo que o que é Poesia para uns para outros poderá ser algo de diferente, se nos lembrarmos de quem contrapõe há escrita de versos como poema, a escrita de versos como versejar, deixando supor tratar-se duma actividade onde o poema enquanto actividade artística de criação não chega a ser uma ocupação, donde não tem de ser uma decorrência; desse modo escrever versos não obrigaria a uma poética, nem a preocupações poéticas, seria um tipo de escrita, um entretém, uma maneira de pontuar sem grande conhecimento ou preocupação com a pontuação; se tudo é possível, as possibilidades são infinitas;
2 – responder à pergunta com um poema, poderia ser a maneira de responder sim exemplificando: sim… Isso é Poesia! Seria um exemplo, como qualquer outro que Poesia fosse; aparentemente essa interpretação encontrou outros intérpretes;
3 – este último item não me surge, nem depois de estalar os dedos, num ápice. Obrigando-me a pensar nele um pouco mais, sou levado a pensar qual a poética do poema. Especular pois, qual a resposta do Assim à pergunta «Isso é Poesia?», o que será para ele Poesia?
Há poemas belíssimos, os orientais, com a sua escrita ideográfica, onde dois caracteres diferentes podem dizer “ave voando alta” e só a sua presença se nos pode impor como a mais bela das poesias, um poema-verso, um poema conciso, uma fulgurante abordagem capaz de apreender uma realidade onde nos remetemos para a imaginação imaginando um final de tarde com uma ave deixando uma linha no céu onde ainda a vemos (nós que não a vimos) a ser vista pelo poeta. Depois imaginamos ou vemos os caracteres orientais onde está escrito “o verso” que nestas palavras vemos traduzido, aí lemos/vemos a leveza da ave, a distância, uma noção de profundidade onde a imagem materializa a sensação da Beleza feita da substância de substantivos: Tempo, Espaço, Distância… Se um verso nos pode dizer tudo isso, que nos pode dizer um poema com seis versos?
Acho que este poema, esta breve poesia do Assim, me deixa na Lua ou me leva a imaginá-la para me ajudar a melhor compreendê-lo. Uma vez imaginando uma Lua Cheia, uma Lua Nova ou qualquer fase que ela possa apresentar, impõem-se à leitura considerações que mostram como a Poesia tem ou deve ter sempre uma correlação com a Metafísica e com a Filosofia. Por um lado temos por meta projectar-nos para lá duma realidade física, procuramos o ritmo, a música, o canto da voz que será a presença do poeta a cantar na Língua que usou e da qual somos utentes ou tentamos ser para a usar tentando interpretá-lo, senti-lo idealmente, para amar a sua poesia na Poesia que tentou deixar, deixou.
Temos de continuar a leitura, encontrar o que possa ser uma preocupação subjacente ao esvaziar duma ideia até ela ficar vazia. Esta ideia leva-me a pensar num balão, algo que se reduz e fica sem ar, sem leveza, sem poder voar. Olho para o poema e imagino o Assim a mostrar um balão vazio, mas a dizer-me que o devo ler como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo? Então ainda tenho de regressar e regressar sempre, lendo, procurando ouvir, sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema. Saber e sabor, a possibilidade mais eficaz e viável para obter uma sensorialidade plena das palavras.
Agora já nem existe um balão vazio, existe uma nudez das palavras a darem-se não como um corpo físico caído, vazio e sem sentido… O poema põe-me em contacto com a Lua e vejo-a brilhar, sinto o luar e sou iluminado pela presença da poesia: «Isso é Poesia?», sim.
Ainda posso pensar se sou eu que estou cheio de imaginação e olhei para uns versos e neles insuflei vida, vigor, valor. Eu seria bom e o poema seria? Bom… podemos ser nós os bons, mas este já seria um pensamento medíocre. No entanto, é sempre bom pensar se as coisas são boas, isso é o que nos permite valorizar e garantir o prazer para o Presente e para o Futuro, sabendo que o vamos poder guardar como um bem efectivo que já tivemos no Passado.
Será bom o poema do Assim? Atribuímos valor objectivo à sua Poesia? Chegado aqui, o problema continua a ser o mesmo, para agora, para sempre! Nós temos de nos valorizar para saber dar valor, com isso não tiramos valor às coisas, é exactamente o contrário, aprendemos a valorizá-las.
Não faço ideia do que o Assim pensou, mas eu devo ter achado suficiente interesse na Poesia para a publicar, só tenho de tentar ver o que eu encontro na sua Poesia. Isto leva-me a pensar nela já ter encontrado várias imagens, sendo conduzido a mais que uma ideia: o insuflar de vida as palavras, o deixá-las ficar para outros o poderem também fazer, isso ser possível através dum corpo exposto, nu. Olho então para o poema, leio-o de novo e vejo e imagino, ele está lá todo e é mais do que lá está. Observo: «es-/vaziando» obedece à regra gramatical duma translineação, a divisão da palavra faz-se separando-a numa sílaba. Nesta palavra, trata-se da primeira. Ao fazer a separação, tentando ler os versos, fico com uma “palavra” (meia palavra?...) nova: “vaziando”. Um som sibilante, complementando o sentido, reforçando o significado do esvaziar do ar saindo do balão. Começo a acreditar que não invento, apenas me alimento do alimento que foi dado para ser achado. É o que acho. Mais poderia continuar a achar, acho que me chega para já. Como ainda não tenho um título para o texto que vim escrevendo, será: JÁ…
Irei juntar o poema do Assim às poesias, em «Sobrepoesia(s)» (um nome sem nenhuma beleza especial que ficaria melhor para «Escrita(s)», tendo surgido apenas como homenagem talvez pouco conseguida a este Fórum). Isto leva-me a pensar um nome para o poema: IDEIA LUA ou NUA, IDEIA LUA.
Procurei se pus um “assunto” quando publiquei o poema do Assim, positivo: “ideia”, escrita em minúsculas. O Assim, por vezes, usa os títulos em minúsculas, apenas os realçando em negrito, seria este o caso? Sou levado a considerar que sim, não me parece mal, seja: ideia.
Fazer duma “ideia” um poema, o poema uma ideia da Poesia? Não simplificar às vezes condena ao insucesso, complicar ainda é pior. Simplifico o que posso, fico por aqui.
Vou já...
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=5818&postdays=0&postorder=asc&start=30
5 (o quinto dia…)
Voltando ao ontem…
Sendo a Lua um astro sem luz própria, brilha iluminada por uma estrela. É assim a Lua, são assim os poemas. Mesmo aqueles dos quais dizemos terem “luz própria”, dizemos do que nele luz do canto que o desencantou. Contudo… somos nós leitores que iluminamos os poemas, é você leitor que ilumina a(s) Escrita(a), qualquer escrita mas – superlativamente – os poemas. São eles o máximo que a criação humana pode alcançar, não há som, não há forma capaz de igualar uma palavra igual a outra igual a ela que, pela junção única, pela divisão única, pela sua forma única, pelo seu som único, forma um canto único, encontrando na Língua as formas de sentir num pensar que se compensam sem se anular e se estimulam sem para: formas do infinito no Finito.
Mais uma vez, Assim Assina FINITO.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31629#31629
6
Lamento se te desaponto, aponto com a direita estas palavras, com o braço esquerdo faço pisca-pisca, a cabeça está onde está, os pés não andam mas nada está parado, o sangue circula. Por que hoje é Domingo, passo dum pequeno papel o que ontem escrevi já hoje quando o dia esperava a madrugada e ouvia música ao vivo.
«
Acordei com uma personalidade cigana, apenas a música a denunciar uma alegria viva e turbulenta. Dito isto, tendo escrito, comecei a despersonalizar-me até ficar Aníbal Quintas. A minha avó não sabia quem era o meu avô pai da minha mãe, nunca cresci ao deus dará, falta na minha genealogia o índio que gostaria de ter sido duma Atlântida onde um vulcão tivesse submergido a ilha onde conheci o mundo. Escrevo isto na folha dum bloco que já virei, preencho agora o seu verso. A vida é pois breve, como esta folha. Quero a imortalidade só para cada breve momento. Sou herdeiro dum poeta que assobiou ao vento. Pedirei ao Assim que o escreva (es_se poeta), vento que o para! Parir um verbo mágico onde magico deixar o ponto final deste final. 28/06
Aníbal Quintas
»
Com a calma de quem dormiu sobre o “assunto”, vou deixar endereços e passo à Poesia.
Depois de mais uma peça para um DICIONÁRIO DE ANÓNIMOS que ainda não fiz mas já comecei, continuar a deixar ligações:
http://www.kathleenlessa.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1052124
Esta é para agradecer uma homenagem fazendo homenagem, homenageando quem homenageia. Viagem no inter-texto onde as escritas confluem e a Língua se revela uma partilha de afectos de que somos feitos.
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1055807«mesmo sem glória quero viver»,
Zélia Nicolodi
Desta leitura deixarei uns versos do Assim, um poema que deixou sem título. Vou arriscar acrescentar A GLÓRIA DUM POEMA ou A AURORA DESTE MOMENTO? Junto os títulos e partilho a Poesia.
Junto outro poema e mais uma ligação
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/73632
ENCONTRO
7
Em relação ao Assim não sei fazer da Lógica loja que frequente com cuidados de freguês, ou do que quer que seja. Freguês, para ele? Acho não encontrar tradução em português ou qualquer língua, nem naquelas onde a gramática ainda não foi estabelecida.
Surpreendeu-me com mais um poema, feito depois de eu escrever PLATÓNICO DE PLANTÃO para uma resposta poética.
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Assunto: agradecido
Obrigado querida Ibernise, aqui me quero “PLATÓNICO DE PLANTÃO” em sua/tua companhia, agradecido pela atenção! Bjs
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31660#31660
Assim seja…, junto APURO DE RAÇA.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31659#31659
8
Comecei há oito dias, uma semana passada e outra entrada, nova terça-feira. Dum tempo onde a vida já quase não regista feiras, embora elas ainda habitem as palavras onde registamos os dias. A linguagem é uma permanente viagem onde a paisagem muda, a substância essa não se altera muito, os substantivos são o que são, o que é e… assim somos. Assim é e continua a ser uma companhia, uma presença, uma ficção desta realidade. Tão real como amigos e desconhecidos que vou conhecendo, esta é a realidade que este diário pode e dever relatar.
Um comentário que fiz ontem à noite, ainda antes de deitar e hoje aqui incluo:
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Assunto: parabenizar
Amiga Ibernise, és uma boa companhia, cara companheira de Letras feitas neste meio democrático e aberto onde o conhecimento é uma descoberta que nos faz ficar despertos permanentemente para a importância das “relações humanas”. Em breves palavras traças a presença duma leitura, agradeço e parabenizo usando o verbo parabenizar que a língua portuguesa ao Brasil deve.
Comecei por ler em “sobrepoesia(s)”, aqui também nos encontramos e volto a agradecer! Bjs e abç – simplificando: ficando na simplicidade, ergo os dois braços num adeus e inté, obrigadu:) !!
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31676#31676
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Mencionar a moderadora deste Fórum, Maísa, a Pupila para quem deixei uns versos para o poema “compreensão”.
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compreender
Tem muito que se lhe diga
Precisar de dizer pouco,
Necessita que consiga
Perceber até um mouco.
Dum gesto até ao resto
Um verso é movimento,
Com estes já me apresto,
Liberto nu sentimento…
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31681#31681
Mais uma ligação
http://marimarquesblogspotcom.blogspot.com/2008/06/escorres.html
e de novo Assim, com: ÉS CORES.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31683#31683
9
Desde ontem estou sem PC portátil, isto é, sem computador! Feita a nota, dizer que vou passar do caderno:
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Hoje escrevo dois números, o 9 já foi, vamos no 10. [A realidade ultrapassa sempre a ficção…] A nudez sempre me interessou, ver as coisas sem as roupagens da imaginação, moda ou seja não importa o quê, tudo aquilo que é acrescentado às coisas observadas, sentidas e escritas.
A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável…, é a minha compreensão da poesia do Assim. Quase não tenho dúvida de quando é ele a escrever…
“sei o que sinto"
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31713#31713
Passei e publiquei VÊ-O.
0
Estou a escrever um texto que já escrevi e se perdeu, um outro texto pois para ocupar o lugar dum outro que é, ficou: uma ideia…
Quando a escrita é uma matéria plástica para plasmar do pasmo ao espanto, circulando dos sinónimos aos antónimos, passando do santo antoninho ao extinto pássaro dodo, o todo é tudo e tudo é muito pouco para ser a imensidão do nada e o quase dos quasares.
Esgoto os números dos algarismos, remeto para mais um poema e nele me apresento como sou ou quero ser e será como creio ser. Depois, pois… a continuação virá depois.
Ter um leitor que me põe em contacto com o que escrevi, é o que todo o escritor procura. Ele, escritor…, fica suspenso nas suas reticências, o leitor devolve-lhe, dá-lhe, a poss(i_bi_li_da_d)e de se ler sem elas:
"A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável"
Obrigado ao leitor, obrigado aos leitores. Abraço, caro José Félix.
Não tenho uma teoria, basta-me o teor… todos somos personagens da nossa pessoa, idem… da persona dos outros, o poema é COIMBRA.
10
Um anónimo é alguém sem nome, como fazer um Dicionário de Anónimos? Nada melhor que uma tarefa impossível para se escrever uma ficção, assumo a responsabilidade no baptismo autoral dos autores que vou criando, até compilar o Dicionário de Anónimos.
O impossível nunca me assustou, morrer, estar morto, é uma impossibilidade para o morto. Conseguir dar vida a “cadáveres esquisitos” é a ocupação, nesta ficção particular de criar nomes inexistentes. Ora, não querendo inventar nada, não me preocuparei em inventar nomes. Pode pois estar o seu nome no Dicionário, esta é a ficção final da ficção: descobrir se ela fala de nós.
“Isto que aqui está escrito, não foi ele, fui eu” lembrando-me uma anedota atribuída a Manuel Barbosa do Bocage. Merece uma pequena introdução: Bocage era um poeta boémio tido por desbocado e desavergonhado. Um dia uma senhora, durante um jantar, tem um “flatus voicis”. Estando sentada ao pé do Bocage, mas vendo toda a gente a olhar para ela, inclina-se para ele e segreda “Bocage, ajude-me, peça desculpa como se tivesse sido o autor do meu deslize!?”. Bocage levanta-se e diz: – Peço desculpa! Quero dizer que o peido que esta senhora deu, não foi dela, foi meu.
Escrevi a andar de comboio:
«
Quem sou? Essa é a boa pergunta que tem feito o Homem, homens, mulheres desde crianças se tiver sido o caso. Respondo à pergunta aproveitando férias, sento-me à beira rio a ler, escrevo.
Serei alguém parecido com A, B, C… Alguém semelhante, alguém que alguém deixe ficar suspenso em palavras escritas, à espera de resposta. São os personagens desta escrita.
Vou dar lugar a
A
Só nesta vida que aqui escrevo poderei escrever para alguém de quem me lembro do nome em letras maiúsculas, escrito sobre um papel, pregado a um vestido. Estará o teu papel esgotado neste inicio de história, não precisando a história de imaginarmos quem será o seu leitor?
Gus Aamdal
Dicionário de Anónimos – tem a particularidade das suas “entradas”, os nomes, serem escritos como “saídas”.
Publiquei COIMBRA.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31854#31854
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POR PÔR …
Às vezes não apetece pôr por palavras nada do que escrevemos, acabamos guardando a escrita como algo que aguardámos, veio e passou. As possibilidades são diversas, podem ser outras.
A Poesia é uma arte à qual me dedico, sobre a mesma gosto de escrever sem ser apenas a escrita necessária para compor o canto em que ela se dá. Identificar a Poesia como canto é redutor, o seu âmbito é superior ao da Música. A Poesia abarca tudo o que da expressão o Homem expressa, vejamos
POEMA EXPRESS
um rápido silêncio
Ficamos a ler o “um” até “rápido silêncio” se tornar uma lenta realidade, insólita, imponderável? De forma ponderada, decido-me pela ausência dessa forma. Imponderável pois, “rápido silêncio” é uma letra rap, sem continuidade. Alguém dançando, da ponta dos dedos ao equilíbrio nos calcanhares ou biqueiras. Depois, em t_ermo de imagens…, a imaginação fértil fará a coreografia que achar - possível, necessária, desejável para o corpo.
Deixo abater a espuma do “Express”, fica feito o poema: “poema express”.
Antes do publicar, dois poemas, Assim e eu, por esta ordem: AFINIDADE e MOMENTO IMPAR # POEMA EXPRESS.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31881#31881
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TEMPO REAL
– Alguma vida temos de viver para viver – a vida que temos.
É no mistério (mister) das falas que se passa todo o teatro, trabalhar estas peças é jogar o jogo da escrita. Permite…
Ontem li
A Esquerda da Vírgula
http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/search/label/Sobre%20poesia
«
10.2.08
A poesia na era dos replicants
Há algum tempo que venho pensando na importância social contemporânea da poesia…
»
Da margem… de A Esquerda da Vírgula para
http://letratura.blogspot.com/2008/07/folhear-desfolhar.html
Assim Mesmo
Notável, o meu heterónimo deu nome de blog! O nome do blog é o nome do meu heterónimo. Podia através das palavras, seguindo-as, continuar a pensar. Comecei a escrever para o autor do blog, fazendo o que estou a fazer aqui. Mas… Comecei a escrever:
«
Se alguém lê-se aqui o que vou escrever, leria…
»
Não foi exactamente esta frase, a frase que foi perdeu-se. Porquê? Porque vivemos num mundo vigiado, cheio de terroristas…
Como estava a copiar links para o texto no Windows Vista, estando ligado à rede, o texto que estava a escrever era e é directamente escrito, visto, lido, em “tempo real” no servidor da Microsoft. O “Word” passou-se, o que já não é a primeira vez que se passa, foi abaixo e apareceu com uma mensagem a pedir desculpa e para carregar numa tecla para permitir uma vistoria. Carreguei na tecla Cancelar e vou tentar mudar de sistema operativo, como funcionará o Linux? Usar um programa de código aberto?...
Escrevo no programa que tenho instalado, continuo instalado. Uma alternativa radical é deixar de escrever, um bocado parecida com deixar de viver para não ter de o fazer.
Continuemos a folhear virtuais páginas, em “tempo real”.
#
ESCULPIN(DO)ATURAL
Esculpi do natural alterando a natureza em escultura, deste modo produzindo obras de arte onde “anterior mente” Deus criou mu(n)do… Tão importante como as crenças, o Homem precisa de descobrir o que cobre a pele, indo directo (exterior – interior – exterior) ao sentir do que observa.
Antes de conceber qualquer uma das esculturas deste conjunto, tentei conceptualizar a intervenção onde ela se (SE/se) produz em primeiro lugar: na observação e imaginação de materiais. Comecei por pensar dar nome a uma “intencional idade”: A PEDRA A(O) FERRO.
Trabalhar com a pedra e o ferro, eis uma ideia que me agradou. Faltava um elemento que está presente, a acção natural da natureza nas formas a trabalhar. Desta ideia passei rapidamente a uma forma “definitiva” de dar nome ao que tentei conceber, podendo alargar o âmbito das peças a vários materiais.
Passeando nas praias, onde o mar trabalha o relevo da ilha, fui procurar materiais. Antes ainda, comecei a idealizar as peças.
ESBOÇOS é o nome dado ao conjunto dos desenhos onde as peças começaram a ganhar nomes, provisórios ou definitivos…
Trabalhando com o que é natural podemos criar algo “não natural”? O gótico tentou chegar a Deus, libertar a construção da gravidade! Só é grave não tentar, permitir novas idades há-de ser sempre a realidade da realização dos artistas & a sua arte.
#
BALOIÇA (A)O VENTO
Baloiça-se o objecto nas palavras que lhe dão o nome, como as suas pedras baloiço poderão ser, mesmo i_móveis: imagem e objecto.
#
coisa sublime
o amor
é a procura
das palavras únicas
onde sou
capaz de dizer
as coisas sublimes!
Assim
Quando o Assim escreve assim, eu escrevo assim:
– Eu estava onde não estava quando cheguei onde estava.
#
Estou onde a imaginação me leva…
Ainda antes de ESCULPIN(DO)ATURAL, escrevi GEO_GRAFIAS:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31892#31892
13
CRITICA LITERÁRIA
Analisar um texto, qualquer ele seja, para o criticar, é começar a transformá-lo em “literário”. Essa qualidade advém de como é dado a ler, a forma que lhe é dada não é toda escrita. Um texto é mais que (a) escrita, é pretexto para (a) comunicação.
A sinalética que utilizo faz parte duma apresentação, permite dar leitura ao acto. Deste o título, até às palavras utilizadas, a atenção procura a critica porém é “literária” a qualidade que determina a existência duma “critica literária”. Ela, a critica literária, analisa todos os textos sem excepção, não se distingue pelos géneros.
A critica literária tornou-se também ela um género literário, quanto ao meu texto, este é um comentário.
O Assim ajudou, expressando opinião? Publiquei O_PINIÃO.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31904#31904
Critiquei e corrigi, o último verso da quadra de ontem: «tu do Tempo des(a)fias». Do tudo resultou outro todo; desfias/desafias, tu (e eu) do que se queira, possa e consiga.
Só depois percebi perder no título, “GEO_GRAFIAS”, mas ficou feito…
14
NEM TE CONTO NEM TE DIGO
Um momento das minhas férias que me tenha marcado?
Imagina uma cidade linda à beira-mar, viaja em imaginação se não poderes ter a sensação física. Não esqueças que me pediste uma história, vou tentar fazer um conto. A cidade fica numa ilha vulcânica, é capital, tens tudo para imaginar uma Utopia. Na ilha há um vinho generoso de renome, chegámos à Madeira!
É uma ilha que funciona como um Paraíso na Terra para quem está de férias, foi aí que estive. Aí te quero levar a uma das casas que convidam os turistas a fazer uma prova dos seus vinhos, na expectativa de que o turista os conheça e adquira. Foi aí que ergui um cálice dum vinho cujo aroma aspirei e fechei os olhos instintivamente para melhor o apreciar, virei-me para a porta para ficar virado para o maior foco de luz. Vi-a entrar e ergui o cálice para a saudar, ela reparou!
Foquei-me de novo para o interior do cálice, voltei a aspirar para me inspirar e bebi. Bebi com prazer, desmedido prazer, a mulher soube-me a Sol e sumo de uvas amadurecidas na arte antiga e artesanal dos vinicultores. Prepara-te, vou tentar fazer poesia: sonhei aquele momento como se fosse infinito, até me doeu o coração!
Pousei o cálice, dirigi-me à jovem que me tinha servido e disse: – Garante-me uma garrafa onde vou encontrar o sabor do vinho que acabei de beber? Deu-me o nome do vinho, o ano, garantiu-me não haver, não poder haver diferença entre o vinho engarrafado e aquele que acabara de me servir. Distrai-me da mulher que acabara de cumprimentar, como se aquele vinho fosse a minha descoberta daquele momento e voltei a fazer outra pergunta: – O facto deste vinho estar arejado, ter sido decantado, estar aqui a ser servido, isso não alterará as suas características enológicas?
A rapariga, bastante jovem, talvez de férias e tendo ali uma actividade casual, respondeu cabalmente a minha dúvida. Disse: – Não, está a ser servido dum vinho cujo arejamento não irá influir e alterar substancialmente as suas características, não é como os vinhos de mesa, este é um vinho generoso, um néctar! Agradeci, pedi duas garrafas.
Por esta ocasião já estava a pensar de novo na bela estrangeira que cumprimentara erguendo o cálice, procurei-a e dou com ela a erguer um cálice e brindar-me enquanto virava o cálice dum trago. Fechou os olhos e vi o seu longo pescoço, a beleza dos seus malares largos, a boca que parecida um fruto maduro, vermelha e carnuda. Sorri; dei atenção às garrafas que fui pagar, a uma caixa discreta atrás do balcão do que parecia um bar corrido numa garrafeira.
Quando peguei nas garrafas fui ter com a estrangeira, apresentei-me e disse: – Uma das garrafas que levo quero abrir e prová-la contigo, quero ver se recupero o momento do brinde que fiz e se o consigo satisfazer bebendo contigo. Ela disse como se chamava, e estar com uma amiga que vi estar a ser atendida por um jovem bastante entretida. Combinei ir sentar-me na esplanada em frente, ficando à espera dela. Ficou combinado.
Fui-me sentar na esplanada e tentei escrever um poema, digo: tentei, pensei nisso. Acabei por pedir um café e saboreei, não demorou muito vi a minha valquíria vir ter comigo. Tinha acabado de beber o café e levantei-me para a cumprimentar, o que aconteceu como se nos estivéssemos a rever sendo já conhecidos. Ela deu-me um beijo na boca, perguntando se íamos ficar ali? Ao que perguntei se não esperava a amiga, perante a sua negativa resolvemos passear.
É aqui que este conto veio dar e é aqui que não fazes ideia do que irá acontecer, imagina? Estava uma tarde maravilhosa, eu tinha imaginado um poema onde iria cantar a energia e força dos navegadores vikings ambicionando encontrar as valquírias; isto já te dá alguma ideia? Vou imaginar que dizes que sim, continuando a ambicionar o que aconteceu!
Aproximou-se uma irmã gémea da gémea com quem ia passear, era irmã gémea da gémea que. Pelos vistos, era gémea. Em vez de ser eu a levar a valquíria a conhecer o meu quarto de hotel para lá deixar as garrafas, levaram-me para o quarto delas que era mais próximo. O resto, nem te conto nem te digo!
Em férias, ainda com mais razão, libertem a imaginação!
Publico TEORIA(S), acabada(s) de ser sentida(s) e assinada, Assim. A seguir escreveu NÓS, é uma noz para juntar a TEORIA(S)? Acho que é a melhor teoria de todas, o Amor pelo Amor faz mais sentido que “a Arte pela Arte”.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31918#31918
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VOLTA A DAR
A única forma de fazer uma coisa sem esforço e com prazer, é ter gosto em fazê-la e ela sair bem. Se o “ter gosto” já é ou pode ser inexplicável só de pensar explicar o “sair bem” sem ter um outro alguém a ajudar a aferir critérios para julgar o nosso juízo sobre o fruto duma nossa actividade (“com mil milhões de sabores”…) é ou pode ser…
Escrito isto (tudo/nada), não vou explicar nada. Embora esteja com veia de fadista falhado, apetecendo-me lamentar não ter já feito o que agora já não é o mesmo que ter feito na Hora, na hora H.
Vou fazer com esforço o que queria ter feito sem qualquer esforço, com alegria, entrega, boa disposição. Sem que me pergunte porque não há-de ser feito dessa forma e não tenha resposta, a não ser, aparentemente, uma só: gostava de já ter feito.
Quando temos tendência para a insatisfação pode não haver solução possível, nada é perfeito e a insatisfação é coisa garantida. Raramente há motivos para a insatisfação. Melhor, nunca há motivos para a insatisfação. Quando estamos insatisfeitos há qualquer coisa que não está feita, logo, não há tempo para estar à espera. Espera. E se tivermos tempo e não tivermos a possibilidade de fazer? Sim, há sempre possibilidade de ser ou ficar insatisfeitos. Não há volta a dar, somos o resultado do que somos: ser(es) satisfeitos ou insatisfeitos?
Voltei… o poema que vou publicar, do dia de ontem e relativo ao dia de ontem, é para todos os dias DIA DO AMIGO {realizo a Poesia, neste poema, fruto dum “comércio” com a vida, uso o & comercial!} & REGISTO do Assim.
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ENCHER NÚMEROS
Hoje decorre o 206º dia dum ano bissexto, este a decorrer.
Este dia onde aqui o Este é a nascente, onde nasce o Sol. Lês-te a ler este e Este, este aqui, Este a Leste. Venho escrever até 99, altura em que chegarei a cem sem chegar a 100, já incluí o 0.
Esta é a escrita onde me entretenho, deixando dos dias coisas escritas em + estes = nestes dias.
Só existem expressões numéricas de quantidades e a expressão escrita da qualidade é o adjectivar onde a expressão escrita vale o que vale, a qualidade que se lhe atribua. Ao dar atenção à quantidade, garanto a qualidade duma certeza Matemática de ordem, continuidade e correcção? Junto esta questão às que farei no próximo número! Vou-me entreter a preencher números…
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FINALMENTE TUDO
Ter a noção de que uma coisa começa e a mesma acaba, dá-nos a diferença entre o nada antes do começo, alguma coisa depois, e finalmente tudo: o que acaba.
A ideia de tudo que acaba ser o que existe é a matéria de que é feito o Universo, o qual, de acordo com os físicos, acabará por morrer. Assim como agora se expande, acabará por entrar em colapso. Bonito, belo, magnificas ficam as bases Matemáticas de todas as premissas: para quem vai à missa ou mesmo sem isso, Deus não teve inicio e não terá fim, Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade, Ámen!
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O HOMEM POR TRÁS DO HETERÓNIMO
Às vezes até a pensar estou distraído, talvez seja mais apropriado pensar estar a sonhar quando penso deste modo. Cheguei a um chavão “o homem por trás do heterónimo”, descobri-me em suspensão a boiar nas palavras, como sair desta situação?
Só ao fazer a pergunta – a fechar o parágrafo anterior – me lembro de ter deixado em aberto uma afirmação: «Junto esta questão às que farei no próximo número! Vou-me entreter a preencher números…», nº 16
{Darei continuidade ao 16 no 19}
19
QUALQUER COISA
Resolvi fazer uma entrevista sem admitir respostas, qualquer coisa que permita qualquer coisa, esta qualquer coisa?
Tentarei perguntas diferentes, agora vou dormir, amanhã, a terceira pergunta deverá ser diferente das anteriores duas?
A resposta para todas as perguntas, a começar pelo “Não sei” tão vulgar não deve ser invulgar, acabará sempre é por ser inconclusiva. Valerá a pena saber qual seja?
O Assim acabou de escrever e publiquei ROSA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32031#32031
20
Li um poema, "poema da foda",
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=4767&start=30
deu-me para fazer uns versos. Como a Poesia mesmo quando “cai do céu” a_terra em algum lugar, resolvi registar. Deste modo dou continuidade, pelo menos por hoje.
Para mim escrevo “qualquer coisa”, publicar qualquer coisa?
O resultado foi FODAS, deixo para amanhã.
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Deixei um comentário:
«
Assunto: parabenizar
«Neste momento dramático»...
acabei de escrever um poema
(tal_vez sinta a poesia viva!)
Um poema estranho
(amanhã o darei a ler!)
Agora parabenizo o poeta Iremar!
Dou por mim a escrever como falta um poeta que cante a tragédia das guerras dos que fazem guerras sem brio nem honra, apenas por petróleo.
Inspirou-me algo bem diferente, a força das palavras que têm força, a memória deixada vida pelos poetas (mortos)...
Abraço.
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32106#32106
Publiquei A IMPORTÂNCIA DOS POETAS MORTOS
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32112#32112
22
POESIA DÁ POESIA
Eco de mais uma leitura onde vou deixar comentário:
«
Pode_rosa(s) sensação(ões.!.) a voz da poetisa dando voz ao canto do poeta, palavras inspiradas, inspiradoras. Voz procurada, declamada, amada com calor e paixão. Basta ouvir fundo, até ganhar o mundo!... Tentei guardar este momento, aqui:
»
(lá deixarei o endereço daqui, aqui deixo o endereço…)
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/13406
Publiquei NATURAL & NATUREZA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32140#32140
24
ESTADO BRUTO
Às vezes há uma história que não está contada, só contando com uma personagem se pode contar com uma explicação que ela possa trazer. Se fizeres da personagem criação tua, será possível conhecê-la mesmo antes de nascer. O melhor, mesmo extraordinário, é a explicação ser a que queiras. Querendo tu, não encontrando explicação alguma, só tens de pensar como se o personagem fosse uma peça dum jogo. Resolvendo movê-la e colocá-la no mapa, bastará dizeres: – Aqui está a bandeira colocada junto do buraco nº, inventas um número.
R é narrador, inventou para si a designação “narradoR”, vê-se narrado naquilo que escreve? Não necessariamente e necessariamente isso pode acontecer, é necessária a mente para deslindar todos os casos possíveis da relação que se estabelece entre escritor e escrita, entre produtor e produto. Aqui deixo apenas um comentário em “estado bruto”, texto para assinalar a assinatura do R.
Publiquei ILUMINAR ÀS CEGAS + “MÚSICA DE OUVIDO”
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32170#32170
25
Cara amiga,
Melodia Estrutural de um Beija-Flor
http://varellbrazil.multiply.com/video/item/9
todos os meus poemas gosto de imaginar, gostaria de poder dizer, serem filmes: imagens sucessivas, captando movimento. Às vezes breves palavras, o meu poema ícone SE/se, uma palavra repetida mudada moldada dada da sua concepção para a materialização da matéria nela representada: sons n(u)a nua forma escrita dos assumir escrita música, diferente da escrita musical, letras duma letra: canto poético duma poética tão antiga que nos leva à origem, (a) nossa necessidade de invenção (da) escrita.
Cara amiga, imagino-me sempre a escrever para uma cara amiga. Quando a encontro, vendo-a ou imaginando, sentindo, lendo nos seus traços… procurando nas suas letras, é sempre um encontro!
Obrigado e agradecido pelo comentário da Fátima Varela hoje, um hoje que “hoje” sempre será: meu agrade_cimento (cimento:betão). Obriga_dão!...
Da importância dos outros para o nosso desenvolvimento e envolvimento com a Língua que usamos, com a escrita que interiorizamos para com ela nos exprimirmos, fui buscar e publiquei um poema de ontem, motivado num desafio para um poema colectivo com a seguinte epígrafe:
CARTA EM NOVEMBRO
"Amor, o mundo
de repente muda, muda de cor. A luz da rua
perpassa por entre as vagens de laburno
que lembram a caudas dos ratos, às nove da manhã
é o árctico” (Sylvia Plath)
http://br.groups.yahoo.com/group/Escritas/message/168590
http://escritas.paginas.sapo.pt/
Abraços (ninho de “boas ondas”)!!
Publiquei A ILHA É NINHO NO MAR
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32180#32180
26
NU OLHAR
Com prazer me inspirei em foto do dia 11, daqui sorrindo com a possibilidade de dizer onde encontro a origem duma emoção; poética: nu olhar.
Um comentário, o texto escrito; um pretexto, comentar; um motivo? Apenas votivo, como a crença dos crentes, para isso digo: creio.
Por vezes desfaço os poemas, procurando deles fazer prosa. Procurar das pétalas a corola, da corola a cor da flor, da cor aroma, no aroma… amor?
«teu peito uma mistura de emoções,/ não se compadece com a imagem/ duma fotografia; tirada ela fosse/ com pormenor irrepreensível:/ como mostraria meu sentir?»
«pelo teu peito em meu peito/ tiro as palavras feitas emoção/ até a despir duma lógica outra/ nesta retórica da descrição pura/ onde apuro os versos: em apuros!»
«só deixo visual a Língua no poema?»
O sentimento é a explicação inexplicável das emoções, talvez sim: assim seria inexplicável explicação?
Publiquei POEMA VISUAL junto de quem os faz, com prazer o fiz!
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32273#32273
27
D’AS IMAGENS
Aproveitei os assimeros (as composições poéticas mais usuais do Assim) para fazer dois “estudos”, entrando num domínio pictórico da escrita onde muito ou tudo devemos à imaginação. Não são imagens objectivas dum objecto, é uma procura de ser objecto do próprio poema através de ideias-sensação-sentimento-emoção produzindo “poesia de fusão” (designação emprestada à Musica quando esta no final do séc. XX começou a praticar de forma deliberada a fusão de diferentes tipos de músicas). Pensei o título sem talvez o merecer, divergindo da ideia desse «domínio pictórico da escrita», nem por isso deixo do usar.
Mais um obrigado para a Fátima Varella pelo seu comentário!
Irei publicar DOIS “ESTUDOS”
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32296#32296
28
ENQUANTO SIGNIFICADO
Há um grupo de amigos a quem escrevo a dizer que neste momento acabei de escrever um poema de que me orgulho, mesmo se esta palavra nada significa enquanto significado capaz de permanecer. Pense-se deste modo, pense se e depois pense-se, já se está à procura de algo novo e diferente: esse seria o meu orgulho!
Vou publicar POESIA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32302#32302
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QUALQUER COISA DO GÉNERO
Depois do Assim escrever um poema ponho-me agora a escrever sobre o que penso ter lido e paro logo perante o primeiro verso «enquanto penso», quase não preciso de mais nada para dar leitura ao título «INSPIRAÇÃO». Então… o que é que falta? Falta matar a curiosidade até, sem ela, ficar curioso de compreender o poema, até dizer qualquer coisa com(o): – Intui…
Intui que a arte faz parte duma parte do mundo onde nunca vamos se não sairmos de onde estamos para aqui voltarmos, melhor será escrever, tentarmos voltar, por onde saímos: é uma viagem astral ou “qualquer coisa do género”.
Publiquei INSPIRAÇÃO + DE SI DISSE
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32313#32313
30
ÓRBITAS VAZIAS
Olhando para dentro das palavras, o que é que encontramos? Cada um terá de responder por si, mas quem não souber, o que pode responder?
Foi tentando responder a estas questões, as palavras e o que podemos responder, que comecei a ler «INTERSTÍCIOS». «na nulidade do nu», é um verso central que me diz que a inocência não é possível. O poema começa a dizer que não é através do que dizemos que pensamos o que dizemos, a fala do poema fala-me daquilo que fala e não é fala. A escrita mostra-se, sem se conformar a ser forma, o que se possa pensar é o que se sente.
Não posso ir mais longe do que já fui, se é possível prolongar a vida e deixá-la viver, não é possível dizê-la como uma paragem: a vida é um lugar que não existe. Ela é preenchimento dum lugar onde voltamos quando procuramos vida onde sabemos que ela existiu, é como cravar/cavar numa caveira o nosso olhar através das órbitas vazias.
Publiquei INTERSTÍCIOS
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32319#32319
Convido a ler:
http://horabsurda.org/moodle/mod/forum/discuss.php?d=585#2626
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RUMO
Dar, ter, ser, ler, ver? Eis um conjunto de palavras que por vezes junto para… ver, ler, ser, ter, dar… rumo em vez de muro. Isso, essa – mutação, dúvida ou – incerteza, entrou na escolha da palavra certa que Assim escolheu, em «queremos dar amor e aroma».
Ler em SABOREAR D’A ROSA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32329#32329
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SENTIDO À PARTE
O artigo definido masculino do singular metido entre parênteses femininos como uma boca dando sentido à parte na frase, contendo todos os sentidos: é esse o ovo onde se gera a vida, o mistério de todas as revelações, a descoberta das pulsões, o milagre dos corações. Para falar de poesia, os poemas são construções onde ficamos em silêncio perante a música da Língua procurando o pensamento da mesma forma que dois corpos se unem procurando fecundar-se.
Vão encontrar o que isto quer dizer se encontrarem escrito o porquê disto estar escrito, “bonito bonito…” é um provérbio popular vernáculo, mostrando o receptáculo de que já falei .(!). ocupado em laboração, sem qualquer sentido à parte: (o) todo na parte.
Publiquei o poema MATRIZ DA MATÉRIA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32335#32335
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ESCRITA EPISTOLAR
«
Querido amigo e ilustre poeta Francisco Coimbra.
Me encanto com seus maravilhosos textos. Poemas modernos, utilizando-se de figuras de linguagem, perfeitas para nos fazer sonhar e dar asas a imaginação, pela exuberância dos significados. Parabéns pelo talento, belo momento poético. Bjs de reafirmação da nossa amizade.
Ibernise
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32365#32365
»
Querida amiga e ilustre poetisa Ibernise.
Até os nomes e tratamentos têm uma pompa e circunstância… muito própria, utilizo-a para entrar na prosa com que hoje faço a escrita neste espaço que chamei Escrita(s), abrindo para todas as escritas que encontro no singular que é procurar ter um diário do que ocorre e corre do que escrevendo nos fica. Hoje será a escrita epistolar que me faz sacar… as letras – tocadas em teclado informático, para dar forma à composição desta resposta – a agradecer e partilhar da linguagem. Onde, não querendo ser ilhas, somos o próprio mar da comunicação entre os seus nós.
Amadurecendo a ideia: ilhas-nós, os corpos podem estar apartados, longe, num algures em nenhures, não importa onde, somos as ideias, o pensamento, o nosso movimento: a_mar, o mar onde nos comunicamos.
Tenho ainda dois poemas de ontem e já hoje o Assim escreveu, vou publicar deixando pela ordem cronológica: FAZER AS PAZES; CIUMENTO ATO; SE QUEM CANTA ENCANTA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32369#32369
Vou visitar tua poesia neste simpático espaço, deixando ligação.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32370#32370
Deixa-me subscrever e transcrever: bjs de reafirmação da nossa amizade; gosto dos beijos assim, imaginando-os simplificação em figuração simbólica, boca a formular o gesto dum beijo, sopro que o envia à distância, bj ampliado: bjs.
Francisco
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ESPAÇO & REPRESENTAÇÃO
A minha ideia é esta: um espaço, e quem o venha preencher de poesia com Poesia e Teatro: a Poesia de vários autores aqui celebrados, seguindo a viagem dum autor; o Teatro nascendo da própria noção de Espaço & Representação, nome que escolhemos para o espectáculo.
Mais do que ser actor no palco, quero ser actor para o palco. Quero imaginar a peça, moldá-la, ajudando a erguê-la, fazendo-a fazenda com trabalho de estilista, criação à medida para todos: actores e espectadores. Aqui o espectador pode e deve ser actor, interagindo, representando também. Tendo em conta que é o que faz, desde o momento em que está presente, ele representa-se. Há uma escrita “de corpo presente” que lhe assenta como uma luva…
Deixem-me apresentar o palco, tudo o que está à vista e todos nós!
Cada um lê para si, todos ouvem da atenção que dão, damos e recebemos.
Para ninguém ficar parado, quem quiser, o convite é para todos, façamos uma fila indiana, tentemos delimitar um perímetro.
Já aqui, deste modo, podemos ter uma noção de quantos somos, de que modo preenchemos o espaço. Tudo o que tinha de começar, já começou. Passo a palavra, passemos às palavras escritas.
o Encenador [um parênteses (representado por um actor, pode ser ele ou outro)]
Publiquei QUARTA-FEIRA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32391#32391
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DIAS CORRENTES
Acabei de publicar poemas do Assim escritos faz hoje oito dias, no mesmo tempo do texto que foi a anterior publicação ESPAÇO & REPRESENTAÇÃO, aqui onde “debato” a Escrita(s).
O último da série, acabei de publicar DIAS CORRENTES
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32443#32443
36
FEITO A PULSO...
o Domingo começou
com esta leitura
ou o seu registo?
http://clubedecarteado.blogspot.com/2008/09/imagtica.html
o que seja o impulso
é um acontecimento
se feito com o pulso
37
CORRESPONDÊNCIA SEM RESPOSTA
Alterei para 36 – FEITO A PULSO…, o que estava para ser 36 vai ser 37.
Foi ontem [02-09-08] à noite que tive conhecimento e pude agradecer a minha publicação no GRUPO ECOS DA POESIA, faço hoje eco desse fa©to, deixo comentário-agradecimento que fiz para o Livro de Visitas:
«
Tentando coincidir com o conhecimento da minha divulgação aqui em ECOS DA POESIA, o meu tributo aos responsáveis pelo site, destacando a cordialidade do contacto e trato do Victor Jerónimo. O facto de não ser o primeiro a comentar, vindo já encontrar ecos de ECOS…, faz-me querer agradecer a recepção. A todos deixo um abraço amigo e agradecido (braços abertos erguidos)!!
»
Francisco Coimbra - Portugal
Membro nº 162
Admissão em 09/06/2008
http://ecosdapoesia.net/autores/francisco_coimbra.htm
Caro Victor Jerónimo,
Agradeci no vosso Livro de Visitas, em público, não o quero deixar de fazer também em privado com o meu mais sincero agradecimento.
Gostaria também de deixar dois pedidos:
1 – em Divulgação fazer constar o seguinte link:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31602#31602
o mesmo corresponde à publicação que presentemente tenho vindo a actualizar;
2 – na Prosa gostaria de propor e pedir duas alterações:
http://ecosdapoesia.net/autores/francisco_coimbra23.htm
a) À noite leio…, em vez de «Há noite…» (logo na primeira linha)
b) (na penúltima linha) Magico a pensar:, em vez de «Mágico a pensar, “…»
Além de Mágico por Magico, também a virgula pelos dois pontos.
Gostaria de fazer divulgação do GRUPO ECOS DE POESIA no site onde venho publicando, peço autorização para o efeito.
Parabéns pelo trabalho efectuado, gostei muito da apresentação.
Grande abraço,
Francisco
O que aconteceu entre a data de admissão 09/06/2008 e a data de divulgação 02/09/2008 corresponde a uma espera, esperei até perguntar o que devia esperar e ter como resposta a divulgação. A partir da divulgação (não se espera), a escrita está ex_posta.
Esta CORRESPONDÊNCIA SEM RESPOSTA “a toda a hora” pode ter resposta, registo nela e com ela alterações feitas ou por fazer, em qualquer dos casos: leituras.
Com gosto divulgo quem divulga, fazendo eco dessa divulgação. Quanto à escrita dum escritor, ela é tão intima e discreta quanto a fantasia e imaginação que possua, tão manifesta e exposta quanto tudo o que escreva. Por tudo isso, que vai da descrição à indiscrição, o escritor é lido e julgado.
Nada vai mais longe ou é mais profundo que este fa©to fundamental: o escritor tem a noção que a sua escrita o torna escritor, aceita-o e mostra-se como é.
Ao fazer este “flash back” encontro um poema assinado pelo R, vou publicar ANDO ONDA de 03.09.08
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32473#32473
38
Cabe na minha escrita tudo o que pode influenciar a sua leitura, a minha escrita é uma leitura. A minha leitura é esta, tudo o que produz o que escrevo. Nem sempre escrever bem é tão natural e possível como sempre poder escrever melhor, o que me conduz à certeza como uma coisa incerta inserta no caos do cosmos. Seria surrealista militante se não fosse tentado pelo realismo, mesmo sabendo os “ismos” estarem cheios de abismos! Não faço fé em nenhum fanatismo, a perfeição…
O que poderia hoje acrescentar? Vejamos:
Há duas coisas na vida, uma terceira a chegar. As duas que há não sei, a terceira deito a adivinhar? Já bastam as duas que não sei!
39
R e a INSPIRAÇÃO
R – Ela morrera… mudara completamente a minha vida!
I – Não mais as torradas na cama ao pequeno almoço, o sumo de fruta bebido mergulhando no aroma dum café com leite e a manteiga fresca espalhada nas torradas, quase sempre de pão de centeio.
R – Inspiração, não me tortures? Não, por favor, não!
I – Quem se não eu (te pode falar, dentro da tua cabeça, sem que tenhas de mexer um cabelo)?...
R – Esse é o grande “senão”: – Quem senão tu descobre o actor!?
I – Então, convocas-me?
R – Sim, porque não?
I – É com essa convicção que queres que eu venha visitar-te?
R – Porque não? Sim.
I – Sabes estar enganado, desengana-te!
R – Vou tentar. Tenta não me abandonar, como fez ela!
(R tapa a cara com as mãos, a música começa enquanto o cenário muda)
Cara Ibernise,
Quis ler com atenção antes de escrever, para falar de Poesia, ou es_cre_vê-la, preciso de Teatro. O tear de emoções onde mergulho, quantas vezes levado/trazido por «uma primeira frase»; «O primeiro verso é dado pelos deuses», como escreveu Paul Éluard. Hoje, para dizer ter lido, dei mais uma peça ao R. Todo e qualquer leitoR a pode escrever, ou imaginar, como quiser. A arte, a função da Arte, é preencher a vida das pessoas de Vida. Por isso digo a Poesia ser a minha Bíblia, o Livro dos livros…
Se “dramatizo” quando escrevo, é porque o faço tentando ir para lá do “perfeito juízo”, converso com os versos, ou contigo, lendo, procurando a (procurando-a)… “perfeita Imaginação”.
Posso não dizer uma palavra do que li, é o que geralmente acontece mas, se não lesse, escreveria o quê e para quem?
Obrigado por teres escrito.
Bjs
F
Comentário:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32486#32486
Outro:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32487#32487
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AMO-TE
Eu amo-te é o mote para a mais fantástica revelação das nossas vidas, dizer a alguém que se ama o amor sentido. Surge duma necessidade imperiosa de revelação, uma libertação capaz de nos trazer do mais escuro da dúvida em relação à sua/nossa aceitação ou aceder à liberdade da certeza mais desenfreada, insofismável, indestrutível, imperiosa, escancarando à luz a Luz da verdade: Verdade dessa mesma luz. Algo de maravilhoso liga o Amor à Fé, é um axioma sem demonstração possível, nunca atingindo a condição de teorema: te(ore)ma, teo rema… Tem o divino e a viagem, a voragem da fome, o saciar da satisfação. Do desejo e carência à saciedade e satisfação, o Amor é a expressão indefinida do que procuramos finito no Fim: depois dele tudo pode voltar ao início.
O fim é ter o mote, como princípio e fim: amo-te. Demos inicio à finalidade recriando situações onde os personagens sejam pessoas a copiar, a evitar, a odiar ou a amar. Todas as emoções não chegam para completar as possibilidades, pois é na sinestesia, na mistura e confluência das possibilidades: várias, variadas, variando podemos, pudemos e devemos, pensar, enunciar, representar as potencialidades da expressão capaz de gerar sonhos e pesadelos. Tudo depende de pouco e mesmo nada, é como saber o que nos reserva uma revelação antes de ser revelada: antes, nada, depois, tudo?
A ambição do teatro é ser o tear das emoções vividas nas vidas, vidas vividas onde vi-vemos a união entre o vi e o vemos nas nossas vidas: vivemos! Isto é de tal modo imperioso que o Amor é o que quisermos, soubermos, e, acima de tudo, desejarmos. Desejaríamos nós ao apresentar esta peça pedir aos espectadores que se sentissem próximos dos actores, próximos de se sentirem a observar a vida que vivemos próximos uns dos outros. O que cada um possa fazer desta experiência?
Se cada um pensar dizer “amo-te” sentirá, para glosar o mote, a necessidade de ser quem é, quem quer ser e ter, a quem quiser dizer: – Amo-te; ao mar, uma parede, o gato, a vizinha, cada pessoa da família, santos de igreja, pessoas na rua. Há uma verdade súbita, inopinada; quase, mesmo sem quase, uma piada a pedir: pia, pia, pia…
Amo-te, pronto, ponto, está dito; tido ainda não está, mas já não falta tudo. Não será por falta de exemplos, viajemos até à beira mar à noite ao luar e então poderemos todos dizer à Lua: – O amor é o mais perfeito dos sentimentos, a emoção mais pura, só temos da dizer – ao dizer: – Amo-te!
Publiquei VOCÊ SABE
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32500#32500
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A(COM)PANHADO
Na minha escrita sinto-me bem acompanhado quando alguém me responde, é o caso do José Félix aqui, é o caso do Fernando Reis Costa, da Maria Dolores por email, da Efi aqui:
http://www.avspe.eti.br/avspe/francisco/index7.html
Um grande abraço para todos, para si que me lê: tu ou você, do coração!
Amanhã escreverei, espero eu, sobre o poema que hoje escrevi e publiquei: AMO-TE
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32501#32501
Acabei de introduzir os sublinhados que amanhã quero comentar!
42
VERDADE NECESSÁRIA
Se um poema não consegue emocionar, misturar a emoção com a leitura, dar sentimento às sensações, não o consigo sentir. Até o posso pensar, entender, dizer “interessante”. Mas, nessa condição de distanciamento, não o sei apreciar como ele é: sem preço, sem valor algum capaz de dele me separar. Há algum poema capaz de preencher esses requisitos? Todos os poemas.
Todos os poemas merecem a poesia, só assim devem ser Poesia. São no entanto como toda a arte, uma parte manufactura, outra pura ilusão. A ilusão, não nos dê ilusões, é o que torna os poemas poesia.
No mundo actual, as ilusões são mal-vistas, são vistas como enganos.
– Ponho o meu amor neste poema!
Quem arriscaria dizer esta “verdade necessária” para apreciar um poema, sem medo de cair no ridículo?
A minha resposta é amar a Poesia, escrevê-la, senti-la, necessariamente como quem escreve cartas de amor ou, pelo menos, não esquece o Pessoa que dizia que todas as cartas de amor são ridículas. Ao dizê-lo escrevendo, conseguiu definir essa condição risível da nossa risível condição de ser: sede e sede: o que falta, o que está presente. E, tudo isto…, é toda a gente com gene humano.
O que escrevi já ontem para publicar hoje, publico amanhã. Agora vou publicar do Assim, o poema com que me inspirou. Escreveu [ESCREVO (O)] …CORAÇÃO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32515#32515
Será?, “verdade necessária” para apreciar um poema? Não amem um poema, descubram nele a alma. Ar_risco dizer ser impossível!
43
O (SEU) POEMA
Imagine o texto [de antes de ontem]
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32499#32499
como uma fala introdutória, dela passamos para várias cenas, representadas a dois, dizendo “Amo-te”. Esta é a ideia duma peça imaginada por um amigo, iremos encenar e pôr em palco. O poema AMO-TE
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32500#32500
é apenas mais uma das muitas cenas que a peça irá ter. Imagino um casal jovem. Imagino que se tenham conhecido lendo, comentando este poema, passando o poema a ser "o (seu) poema".
Chegam(os) à cena, em palco, evoluem como quem constrói o espaço. Escolhem uma música, movem-se num círculo, caminham para o seu centro e começam a declamar o poema em simultâneo: AMO-TE.
O uso dos tercetos foi escolhido de modo a, no princípio de cada terceto, o “Amo-te” ir sucessivamente pertencendo a cada um deles.
A encenação, as nuances no poema, são os elementos onde a representação representa… este salto da vida para o palco, o salto do palco para a vida.
Amo-te é… amo-te!
A melhor maneira é a que nos toca na alma, os lábios dizendo sem som o que nos ecoa no coração. Essa imagem, a articulação da palavra na expressão da sua mímica sem som, pode ser usada por um casal onde um dos elementos seja um surdo-mudo e a linguagem gestual tenha de ir sendo traduzida para o público.
Uma outra situação pode ser a do actor que diz à actriz sentada junto ao palco: – Amo-te! Ela levanta-se, esbofeteia-o, olha-o e responde: – Amo-te igualmente! Começam a transformar-se, soluçam, choram, abraçam-se e a cena é contagiante, constrange, choca, emociona. No fim assoam-se, abraçam-se, quem necessitar, poderá fazer o mesmo.
Ainda não imagino como irá acabar a peça, lá havemos de chegar. Quanto ao inicio do poema, AMO-TE, é uma declaração clara, audível, dita, sentida, bela como a emoção que lava um rosto dando-lhe a felicidade para brilhar na pele. Também eu gostaria de fazer este papel, representar contigo. Quem sabe?
Quem sabe lemos o poema a duas vozes? Agora: o título em simultâneo, experimenta ler os sublinhados, leio enquanto pausas.
Troquei “dois dedos de prosa” com o JorgeHumberto.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32526#32526
44 -> http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33955#33955 |
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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Ter Mai 05, 2009 12:05 am, num total de 66 vezes |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Nov 25, 2008 9:49 pm |
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XXIII
O QUE SE SEGUE…
Queria escrever algo que escrevi, bastaria passar as palavras escrevendo-as de novo. Aparentemente não quero, não apetece. Fica o que escrevi escrito, fica a transcrição por fazer. Só tenho de aceitar como feito o que não fiz e contar outra história diferente da anterior, para não me repetir.
Proponho-me uma coisa fácil, bastando conjugar duas coisas: tempo e passatempo. Só divertindo-me consigo escrever, mesmo nas situações mais sérias! Nessas, faço como fiz – esta exclamação – deixando-a: no cachaço do touro!!
Gosto de fazer pares de bandarilhas, outras vezes simulo a morte do touro, substituindo a espada. O touro fica com as bandarilhas ao penduram, sem fúria nem irritação. Isto se do gesto sai o movimento certo, o recorte apropriado para o contacto; a lide é um pacto, o touro investe, o toureiro toureia.
Quando escrevo, é a ideia da escrita lançada sobre as letras, cavalgando as palavras com os sinais ortográficos onde se semeia o ritmo, à semelhança das sementes que queremos dêem fruto na planta onde ele surja, para ser colhido pelo leitor.
Ainda hoje penso que escrevo para ler, isto quando não desisto de pensar isso. Escrevo então sem pensar, para dar a ler o que sinto. Sinto, pressinto, que é isso que faço agora. Fica estranho determinar qual a diferença que isto possa fazer: escrevo para esquecer.
Isto não corresponde a nada… nada que sinto, nada que pense, nada de nada… apenas me sugere a prática dum acto sugestivo: escrever para escrever.
O SANGUE
a escrita a correr
como o mosto da uva
esperando dar-lhe tempo
para fermentar e ser
generoso vinho
onde me possa embriagar
Assim
Não sei o que leva os poetas a escrever, mesmo quando como eles me solto no Verbo: nascimento e vida. Talvez – tema – ser desperto por uma palmada que me atinja no rabo, suspenso pelos pés, de olhos fechados. Estou de olhos abertos e abro os olhos, isto faz sentido! Não faz muito sentido é dizer mais alguma coisa quando se disse tudo, a não ser quem escreve de castigo…
SoprePoesias recentes sem ligação para Escrita(s)
VENHO-ME DIZER ESCRITO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33067#33067
MARIA ROSA {MIM} + {+ 1} ABC
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33090#33090
BOA NOITE
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33099#33099
O SANGUE + AMOR + ÚLTIMO BEIJO
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qui Nov 27, 2008 1:55 am |
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XXIV
AS HORAS POR FAVOR?
– Porque chegas depois de ter subido a cortina?
– Agrada-me a ideia de ter quem esteja à minha espera.
– Mesmo nos ensaios?
– Se nos ensaios podermos viver a peça sem a imaginar, estamos a fazê-la.
– Dar vida ao teatro?
– Não sei, talvez não.
– A tua resposta, se está completa, é para me deixar intrigado?
– Desde o começo ainda não paraste de fazer perguntas.
– Concordo, agora não faço pergunta alguma.
– Desse modo tornas possível fazer da conversa um interesse mútuo, onde ambos falamos como se nos apetecesse falar.
– Suponho possa este ser um jogo, ver quem… Quem se cala primeiro? Ou, quem fala depois?
– Tiveste uma fala sem perguntas, mas regressaste logo com duas seguidas.
– Eu posso ser a mulher das perguntas.
– Porque estás disfarçada?
– Olha, fizeste uma pergunta!
– Não impede que não sejas: a mulher das perguntas, disfarçada de homem.
– A peça é muito curiosa:
«Um homem e uma mulher encontram-se num palco para falarem perante uma plateia, não representam um casal. Ela, sem tentar disfarçar ser mulher, vem vestida “à homem”. Ele, supostamente, não vem disfarçado. O motivo é estabelecerem uma conversa onde, o que os diferencia, é serem diferentes: a mulher disfarçada faz mais perguntas, o homem tanto responde como faz de conta. O jogo de faz de conta é interrompido quando chega um homem em camisola de meia manga a reclamar a camisa vestida pela mulher, nessa altura começam a conversar sem regras sobre quem faz mais perguntas, apenas vão contar uma história onde se perceba quem são aqueles dois homens e aquela mulher», o que quer dizer vestida “à homem”.
– Deve querer dizer vestida de homem.
– Se assim fosse, porque razão está escrito entre aspas?
– Para dares ênfase à expressão, talvez para teres feito mais uma pergunta apropriada.
– Foi apropriada ou apropriei-me da expressão?
– Podemos pensar sobre o assunto, também podemos continuar a conversar dando a conhecer o que combinámos nos ensaios.
– Queres dizer tu?
– Talvez mais daqui a pouco, depois de fazeres mais umas perguntas.
– Ai sim, sobre quê?
– O que te apetecer, desde que o público fique com curiosidade de voltar.
– Boa! Porque há-de o público ficar curioso? Será, com a profundidade psicológica das perguntas?
– Todas as hipóteses para a curiosidade do público são bem vindas, experimenta fazer perguntas ao público.
– Isso é a sério?
– Imagina terias dito: – Isso é “a sério”? Este “a sério” com aspas eu teria de o interpretar, penso ser essa a razão pela qual em vez de vires vestida de homem, estás vestida “à homem”.
– Explicação bem metida!
– Vais ter de voltar a lembrar-te dessa explicação, mas como te irás lembrar de quando a deves dar?
– Será quando ela me ocorrer, no decorrer da nossa conversa.
– Corremos o risco de uns dias ser bestiais e noutro poder ser bestas?
– Se assim fosse poderia ser bestial, bastava as pessoas virem para tirar a limpo.
– Achas que podemos pôr aspas nesse “a limpo”?
– Acabaste por não falar com a plateia.
– Ainda só passaram 15 minutos, combinámos que só íamos chamar o “segundo homem” ao fim de 20 a 25 minutos. Não foi?
– Foi, estava a tentar pôr-te à prova.
– O que queres comprovar?
– Como nos iremos sair tentando interagir com a plateia.
– Parece-me uma boa ideia, desse modo tínhamos a certeza que o público teria a certeza de saber que a peça seria diferente em cada representação. Embora, talvez possam duvidar dos elementos que representem da plateia sejam actores?
– Só temos uma maneira de saber…
– Estimado público, como as perguntas são comigo: – Quem me pode dizer as horas por favor?
– Se quiseres, pergunta ao luminotécnico se é possível acender a luz.
– Camões, é possível acender as luzes da sala?
– A interpretação das respostas é que determina as perguntas, também as pode terminar.
– Estás a sugerir alguma coisa?
SobrePoesia(s) - TU E EU + DIÁLOGO DESTE ALGO...
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Nov 28, 2008 1:52 am |
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XXV
LEITURA ÍNFIMA
Quando publicar, terei viajado.
Já não estarei onde estava, pelo meio (terá ficado) a viagem.
Viajar de avião transforma-se com facilidade numa coisa banal, esquecemos olhar pelas janelas (pequenos postigos), apenas participamos no ritual de apertar os cintos (ao descolar e aterrar). Esta indiferença perante algo tão magnífico é o que perdemos da vida, o prazer da poder respirar: penetrar o ar, recebê-lo, ter equilíbrio, caminhar, …, gozar a leitura das mais ínfimas coisas.
SobrePoesia(s)
TENTAÇÃO + PURA SENSAÇÃO
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DIGO EU
dizes tu-
do,
meu
comentário:
é
abrir
a
boca:
do, espanto!…
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Nov 28, 2008 9:44 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Nov 29, 2008 8:32 pm |
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XXVII
MOMENTO DE SÍNTESE
Sou como uma criança que cresceu e continua a querer explorar o Universo, astrónomo das ideias com que encaro o mundo, uso os apetrechos herdados do Homem. A linguagem é o grande veículo, uso-o como a criança explora um instrumento que ainda não domina ou do qual nunca se cansa, com ele procurando o seu próprio espanto na satisfação duma curiosidade insaciável. O Tudo e o Nada considerados como substantivos e grandes categorias com as quais poderíamos dividir o Universo em duas partes iguais, dum lado tudo, doutro lado nada, preenchem a minha atenção desde sempre. Motivo suficiente para gostar de mais um momento de síntese percorrendo a linha divisória de toda a realidade, penetrando-a… como uma ideia:
TUDO E NADA, o poema, uma breve poesia que me deu o gozo suficiente para dela estar a fazer o que estou a fazer, o que mesmo depois de feito, mesmo satisfeito, fica sempre incompleto. É o que se disse entregue a ser o que se entende e estende do Infinito ao Finito, isto é isso e isso é isto: (iço) icei (como quem tira do chapéu um coelho?)!
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Nov 30, 2008 1:01 pm |
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XXVIII
HOJE É DOMINGO
Onde começa e acaba o que começa?
Deitado na cama, da caderno na mão, o pintor que há em mim faz um estudo. Desenha um esboço onde ouve as palavras para deixar a prosa que antecede a poesia que houve quando, depois de escrever, o poema está feito.
O poeta que há em mim está a trabalhar, hoje deixarei as palavras virem, procurarei deixá-las de pernas para o ar, no exercício amoroso das penetrar. O resultado darei a ler em AMOR EM PÚBLICO, deste modo existe o que ainda não existe.
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