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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Seg Dez 01, 2008 1:34 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XXIX

SEGUNDA-FEIRA
(em novo mês)
Colecciono aquilo a que se convencionou chamar poemas, nos textos onde escrevendo versos procuro algo essencial como é a poesia. Nela, dela, por ela, tudo entendo, estendo e tendo a entende-la a ela como princípio e fim, realidade e matéria, finalidade e fatalidade, poeira da maneira de chegar ao eixo onde se move ou fixa a meta física da Metafísica, sem ficção e contudo com toda a ficção possível e imaginária. Nela encontrei minha religião de ateu, teu ou de quem o apanhar, que é como quem diz: o brinquedo da criança, o feitiço do mago, a beleza do artista, a crença do crente, uma infindável infinidade de finitudes cuja definição transcende a gramática das formas, sons, cores, volumes, forças. Produzindo o tangível e o intangível, deste modo começo de modo ambicioso a segunda-feira. Num tempo em que elas, as feiras, se vão tornando estilizados espaços temáticos: livros, artesanato, etc. Vai-se acabando a vitalidade do comércio que começou nas trocas e acaba em compras e vendas a preço fixo, sem discussão e pouca vida. Não pensei nisto tudo para escrever a MATÉRIA DAS PALAVRAS, mas tudo elas guardam em símbolos onde vive a vida de alguém até outrem, enquanto elas forem lidas praticadas sentidas vividas vivas mesmo mortas, escultura de culturas esquecidas.
Um Viva pela Restauração de 1640!

SobrePoesia(s)
BEIJOS E CANTARES + A MATÉRIA DAS PALAVRAS + RESTAURAÇÃO
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MensagemEnviada: Ter Dez 02, 2008 11:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

XXX

UMA HIPÓTESE…

Gosto de imaginar que me lês, deste modo te invento sem acrescentar nada a tua pessoa, talvez uma hipótese minha.

Mais um diálogo da correspondência secreta (CANTATA A DOIS)!

SobrePoesia(s)
CANTATA A DOIS + SAGA CONTADA SANGRA E SANA
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MensagemEnviada: Qua Dez 03, 2008 9:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

101
DIALÉCTICA NOTURNA

Já tarde para marcar a confirmação dum encontro, agora só estou a agradecer de novo. Quanto ao poema, toda a poesia comporta uma ambiguidade, quando não a encontramos, mais devemos esforçar-nos por a procurar. Neste poema não precisamos de nos esforçar, a ambiguidade pode ser nenhuma ou vária, prefiro-a vária. Quanto à resposta, dou-a ao encontro da ambiguidade, arte dos políticos. Esses, se podem decidir sem nada decidir, têm a decisão tomada. Diria:

É um poema com uma poesia espessa onde o pensamento se adensa; fazendo-a passar pelo crivo da atenção, há palavras e frases dentro do texto que, sólidas, parecem não querer passar, só lidas como curso líquido duma voz que as procurou cantar vencem todos os obstáculos e correm – significantes com seus significados: lavando a alma de todos os pecados, Ámen!

Quanto ao poema? Vou publicar Assim…

SobrePoesia(s)
PURGA
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MensagemEnviada: Dom Dez 07, 2008 2:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

102

Manter uma “escrita” não é para todos: é para quem pode, quem sabe e quem quer. Será o meu caso? Amanhã continuo. Deixo continuação de Correspondência Secreta; é como se o Assim me desse a ler fragmentos duma correspondência, versos (poemas)…

SobrePoesia(s) – Mim e Assim – DOMINGO
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MensagemEnviada: Qua Dez 17, 2008 11:50 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

103
Passaram 10 dias!
«102

Manter uma “escrita” não é para todos: é para quem pode, quem sabe e quem quer. Será o meu caso? Amanhã continuo. Deixo continuação de Correspondência Secreta; é como se o Assim me desse a ler fragmentos duma correspondência, versos (poemas)…»
Passaram 8 dias:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33235#33235
A PRÓPRIA POESIA
No dia de hoje:
volto ao mais fácil, falar dos outros; passo + Correspondência Secreta.

Podia dizer hoje o que ontem deixei por escrever, por escrever diria o que podia ter escrito, dendo dito ficaria escrito o que não escrevi?
Não é necessário que não percebas, basta que percebas e não compreendas, não precisamos do Natal para nos darmos prendas!
Assim

Quando trazes um gato pela trela e soltas um cão no ar, eu respondo com uma zebra lisa e solto engalanada a Pomba Gira!
Aprecio sempre a coerência do teu discurso, sigo a poesia da nossa prosa, tento responder por igual à tua inspiração desigual?
Mim

Não faz mal, já te envio versos, só preciso dos anéis onde os teus dedos mergulham nos meus os caracóis dos teus cabelos.
Assim

Por mim, está sempre bem, além de Bom, é ideal. Quando te explicas sem nada dizer, sempre nos entendemos.
Fico à espera dos versos!
Mim

SobrePoesia(s) - Mim e Assim - Correspondência Secreta
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MensagemEnviada: Sáb Dez 20, 2008 10:57 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

104

Não tenho comentado, não tenho podido “perder tempo”... Agora entrei de férias, vou ver se faço algo que pensei fazer. Quanto a comentar: já estou a ficar farto de ser indiscreto com o Assim e a Mim, embora seja certo que me dá gozo lê-los.

NATUREZA PERFEITA + IDEIA QUE TENHO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33274#33274
Leitura & Escrita
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33276#33276
PRINCÍPIO E MEIOS A TODOS OS FINS + DEDICAÇÃO AO AMOR
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33280#33280

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MensagemEnviada: Dom Dez 21, 2008 10:04 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

105

Com agradecimento à Mel,
http://delasnievedaspet.ning.com/profile/MelRacional35

Para se celebrar e viver o Natal não é necessário ser cristão, conhecer Deus ou ter recebido a Revelação! É preciso ter espírito festivo e saber fazer as pazes com o Pai Natal, se for caso disso! Com as renas, é bom deixar os animais em Paz, com as cartas, meias e sapatinhos, ninguém faça beicinho! Uma boa ceia e melhor almoço de Natal, de barriga cheia tudo corre melhor!
Um abraço fraterno a meio mundo dado pelo outro meio mundo, que seja a todos e a ninguém confundo. Sejamos todos irmãos e os que não quiserem ser irmãos, primem por ser primos, tentem ser da família dos que fazem Festa!
O espírito de Natal, já que não dura todo o ano, deixemo-lo durar o mais tempo possível.
Grande abraço!!
Francisco Coimbra

SobrePoesia(s) - BOM NATAL
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33290#33290

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MensagemEnviada: Ter Dez 23, 2008 8:30 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

106

Porque o Natal está aí à porta, deixo um poema – evocando a tradição das prendas. Todo ele é um trabalho numérico sobre a palavra, um número de magia, uma ilusão da Lógica! O que quer isto dizer? Será o que cada um ler. Para mim, tentei dar-me uma prenda, até escrever uma capicua da unidade dobrada… 11

Estamos aqui:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33300#33300
Fecho aqui um ciclo, hei-de voltar…
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
SobrePoesia(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33379#33379

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qua Dez 24, 2008 9:26 pm, num total de 1 vez
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Pupila



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MensagemEnviada: Ter Dez 23, 2008 11:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Que o Natal seja iluminado de esperanças e de amor

Agradeço pelo convívio poético de 2008!

Muita saúde, paz, amor, prosperidade e um POST ÚNICO repleto de muitos versos para 2009!

beijos poéticos Wink

_________________
*ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias.
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MensagemEnviada: Qui Dez 25, 2008 8:23 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

107

Bom Natal!
Hoje é um dia especial. É um dia especial para muita gente, alimenta expectativas das mais humanas. Não as que se prendem apenas com prazeres físicos, como sabores de saborear um almoço especial. O abraço fraterno com a família, sem esquecer o motivo por onde teria começado se ainda mantivesse o ritual de infância das prendas na manhã do Dia de Natal. As que o Pai Natal teria deixado, durante a noite, descendo pela chaminé, no sapatinho, meia, na Árvore de Natal. Agora as crianças já sabem que os pais são ajudantes do Pai Natal, motivo?, agora ele já não desce pela chaminé, as crianças deitam-se mais tarde e fazem parte da consoada.
Acho que acabei de alimentar a imaginação de memórias, agora deixarei o dia continuar a sua história: a escrita simples dos gestos e rituais onde ele inexiste, transportadas as palavras para a oralidade onde, numa comum idade mais próxima, lemos-nos olhos nos olhos. Mas, se isto é verdade, também verdade será olhar as roupas, sapatos, prendas dadas e recebidas, tentar tocar a alegria fazendo por ela.
Hoje deve ser um belo dia para os lamechas, já acendi a mexa, vou-me por a mexer, deixo-a acesa qual pavio de vela aromática para alimentar os espíritos, evocar parentes ausentes hoje também presentes, e viva o Menino Jesus!
Estaria na altura de encontrar mais um heterónimo anónimo, um daqueles que se apresentam como um nome que psicografamos: afirmação cheia de espiritismo, diz-me o optimismo.
Em breve passará a otimismo, qual o smile a usar não sei, passarei a otimista para continuar o mesmo.

SobrePoesia(s) - O NATAL NO DIA DE NATAL
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MensagemEnviada: Sáb Dez 27, 2008 12:23 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

108

Saber o que escrevo quando leio o que escrevi mostra-me como escrever pode ser um acto de embriaguez do qual só sabemos o que fazemos enquanto o estamos a fazer, não sabendo o que dizer quando a embriaguez é outra? Que é capaz de ser difícil faz do fácil outra coisa que não esta, a ser desse modo, continuemos esta coisa difícil como se fosse fácil.
1
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MINHA VIDA + ATO
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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sáb Dez 27, 2008 7:10 pm, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Sáb Dez 27, 2008 7:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

109

A escrita de qualquer escritor é ou pode ser a escrita de qualquer leitor, tanto é o que se lê como o que se escreve. Qual é a minha escrita? O que escrevo. Qual é a minha leitura? O que leio. O que leio está escrito, leio várias escritas? Claro, evidente, bruxo sou eu?
Esta possibilidade de dizer várias coisas e não dizer coisa nenhuma é a coisa mais simples, dizer todas as coisas é a coisa difícil. Nada de particularmente difícil, apenas particularmente particular, é mais arte que ciência.


A melhor maneira de ler, ver as palavras que estão escritas e entendê-las. Mostrar as palavras com esta evidência é, possivelmente, a melhor maneira de dar a ler.
2
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SobrePoesia(s)
PASSAGEM DE ANO

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MensagemEnviada: Dom Dez 28, 2008 2:57 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

110

Pomos ideias nas palavras, encontramos ideias nas palavras, somos palavras por dizer, temos as palavras ditas ou escritas e temo termos o termo sempre inacabado do que se perpétua como as marés no mar, as fases na lua, os dias na semana. Tudo isto no dia de hoje, mais pro_pri_a_mente…, neste momento.
Curioso poder pedir aos leitores para lerem o que li, depois escreverem ou imaginarem a escrita. O imaginário ganha contornos de real, sendo a escrita a sua construção. Procurar essa construção para analisar um poema como uma hipótese a ser defendida em tese nos versos onde os vejamos vir, vejamos…


O gozo de poder ler palavras que não são palavras, palavras como coisas. Trabalhar com elas, compor: com por… por ordem da invenção do momento! Até a vertical da exclamação – entrar no horizonte de tudo que imaginamos quando amamos aquilo que fazemos, dando à leitura – o mais amplo horizonte da vida.
3
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SobrePoesia(s)
A LUZ + ANTEVISÃO

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MensagemEnviada: Ter Dez 30, 2008 12:39 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

111

Temos de continuar a leitura, encontrar o que possa ser uma preocupação subjacente ao esvaziar duma ideia até ela ficar vazia. Esta ideia leva-me a pensar num balão, algo que se reduz e fica sem ar, sem leveza, sem poder voar. Olho para o poema e imagino o Assim a mostrar um balão vazio, mas a dizer-me que o devo ler como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo? Então ainda tenho de regressar e regressar sempre, lendo, procurando ouvir, sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema. Saber e sabor, a possibilidade mais eficaz e viável para obter uma sensorialidade plena das palavras.


Continuo a revisitar a escrita, para escrever com o que escrevi. Vou buscar uma nota:
«Ainda alguém virá a desenvolver uma Teoria Crepuscular da Leitura, apercebendo-se da sua natureza semelhante à da Luz que se propaga de forma crepuscular e ondulatória. Sem levantar mais ondas, passo à onda seguinte.»
Agora deixo o endereço para o texto de onde, donde, retirei a citação a negrito. Continuo na onda…
4
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SobrePoesia(s)
BAILA_R_INA

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MensagemEnviada: Ter Dez 30, 2008 9:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

112

Sendo a Lua um astro sem luz própria, brilha iluminada por uma estrela. É assim a Lua, são assim os poemas. Mesmo aqueles dos quais dizemos terem “luz própria”, dizemos do que nele luz do canto que o desencantou. Contudo… somos nós leitores que iluminamos os poemas, é você leitor que ilumina a(s) Escrita(a), qualquer escrita mas – superlativamente – os poemas. São eles o máximo que a criação humana pode alcançar, não há som, não há forma capaz de igualar uma palavra igual a outra igual a ela que, pela junção única, pela divisão única, pela sua forma única, pelo seu som único, forma um canto único, encontrando na Língua as formas de sentir num pensar que se compensam sem se anular e se estimulam sem parar: formas do infinito no Finito.

Há um gozo que não se avalia qual seja nos outros, em nós mesmos ele vai do insignificante matar a sede sem nem nela pensar – um assassinato sem assassino nem assassinado, ao superlativo onde tudo o que é relativo se torna absoluto – prazer da sede em satisfazê-la! Beber em seus lábios, do cálice do amor, um exagero de beijos. Claro, em casos destes, o próprio, o público, até as aves de emigração, agradece escrever: uma peça de Teatro, com muito género e substância.
5
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SobrePoesia(s)
gosto dos poemas que mudam
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