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Mensagem |
Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sex Dez 19, 2008 2:18 am |
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NATUREZA PERFEITA
parece que as palavras te fogem
não ficando onde as soubesses dizer
mas vejo-te a escrever e fico a pensar
aos poucos começo a ler-te até
também eu me entreter
a escrever a natureza perfeita
em meia dúzia de versos
com os quais procurarei chegar
até a concluir uma dúzia completa
só para ter consciência de como é
ser poeta à quinta-feira entrando
pela noite fora enquanto sou poesia
Mim
IDEIA QUE TENHO
a ideia que tenho
[dum poema infinito
[[faria este crescer muito
[[[para lá de qualquer página
[[[[onde o olhar se quisesse fixar
[[[[seguindo a linha do poema (dele – ele)
Este verso/poema, dado à prosa, seria – qualquer coisa – como isto:
a ideia que tenho dum poema infinito faria este crescer muito para lá de qualquer página onde o olhar se quisesse fixar seguindo a linha do poema (dele – ele)
Assim
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33281#33281 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sáb Dez 20, 2008 11:06 pm, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sex Dez 19, 2008 10:58 pm |
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Leitura & Escrita
I
pois é
com palavras falamos
com elas também nos escrevemos
e
há um jeito, modo, mundo
onde nos movemos
dum modo
que
próprio, pessoal, único
dá a ler a quem ler o que somos
no conhecimento se soma
e
de nós passa
II
saber o que é meu
quando tu me reconheces
torna-se um exercício muito rico
é
um rito de iniciação
a descoberta deste ritmo
que se faz da própria respiração
que
sempre e para sempre
está e estará
ligada
à
inspiração
III
componho para ti
um poema em três tempos
torno-me mais humano que nunca
o
ato ata tua atenção
em minha afeição às letras
as quais sentes como sendo tu
ato
partilhado
de leitura & escrita
uma coisa bonita e boa
a
poesia se passa
Assim
Tu e as palavras
As palavras e tu
E eu com as tuas palavras
E as palavras em nós
Como tu as lavras e dás
A colher à colher
Ou melhor será dizer
Como calha?
E
Somos tão parecidos
Como os gomos
Que dás a comer
Para quem te colher
Acolher, à colher, calhar
&
O calcanhar de Aquiles
É o que não sabemos Assim?
(o que sabemos?)
Mim
deixa-me responder com a madrugada
pois só teremos dia depois de ver
nu Sol que há-de vir nascer
Assim
Despirei a alma e deixo-a ficar
Onde a possas encontrar
Toda eu serei tua
Desalmada
Como
Eu
Adoro te comer até doer/ A
emoção com que bate o coração
Mim
Escrita(s)
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Dez 20, 2008 10:51 pm |
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PRINCÍPIO E MEIOS A TODOS OS FINS
apenas a política nos conduz às cegas!
a poética da sinceridade é mais vaga
sendo importante que se diga como
um determinante uso da negativa
logo a seguir ao uso da afirmativa
num equilíbrio dinâmico para ter
o meio de atingir fins com e sem razão
desde que se adopte como política
sempre tendo em conta que a verdade
hoje pode ser mentira no amanhã
pode nem estar a acontecer se e só se
deixa em aberto várias possibilidades
cada um como se fossem dois ou mais
determina uma heteronímia política:
como os políticos são vários e um só?
(quando chegares ao fim começa
de novo a ler do fim para o inicio)
Assim
DEDICAÇÃO AO AMOR
querido eu só te quero mais e mais
pois quero sempre antes e depois
quando poder ser como então será
no enunciado duma política total
dedicação ao Amor na exclusividade
onde te garanto ser o meu garante
dando como garantia dar a primazia
sem ter azia depois de eu te comer
há coisas que não deixo de pensar
basta que tu me escrevas e leio
o meu enleio não é apenas paleio
por mais que queira menos, quero
sempre mais, digo isso sem tirar
ao pôr na boca as palavras certas
como as quero dizer meu coração
(quando chegares ao fim começa.
não acabes sem voltar ao inicio…)
Mim
P.S.
é possível dizer melhor
mas é melhor não ficar apenas
à espera que o possível seja melhor!
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Dom Dez 21, 2008 8:51 pm |
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BOM NATAL
BOAS FESTAS!!
faço malha de letras
para fazer uma meia
pronta para o Natal!
apenas tendo a ideia
de ter o bom espírito
natalício como vitalício
desejo Boas Festas e Muitas Felicidades a todos os poetas ou escritores
para todos que sabem ler lerem para aqueles que não sabem ou para si
descobrindo onde pôr seu pé com desejo amor e muito boa disposição!
no Natal eu fui criança
até hoje ainda o ser,
todo ano é uma dança
esta data acontecer,
sua beleza se alcança
faz a vida apetecer:
no Natal sou a criança!
Eu – Natal 2008
BOA FESTA!
eu sou Jesus e vou nascer dentro de dias
para nesse dia se celebrar a alegria
da família em família ou não
tudo depende da situação vivida
por quem estiver onde esteja
se esse alguém for você pense
imaginando ou como melhor queira
ser eu capaz de falar na inocência
tendo por mim a alegria infantil
bem como desejaria ser poeta
sei que me custou morrer
tendo que padecer e sofrer
ao sucumbir sem heroísmo
sofrendo o ultraje em desespero
porque ainda não se celebrava o Natal
agora vivo nas imaginações
deixando os poetas vir cantar
com esta condição maravilhosa
de trazer a alegria em cada ano
neste dia que seja seu como meu
já não sou judeu nem Salvador
sou o filho do Senhor ou sou ateu
qualquer religião onde comungue
dá o prazer de companhia amiga
passa a ser a minha prática teoria
para pregador já dei e fui pregado
não quero voltar a esse fado
hoje abençoo o dia em que nasci
e faço dessa festa a minha festa
viver, a todos, é tudo que nos resta
Vivam o Natal todos com Festa!
Jesus – por un(s) instante
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Ter Dez 23, 2008 11:14 pm |
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Que o Natal seja iluminado de esperanças e de amor
Agradeço pelo convívio poético de 2008!
Muita saúde, paz, amor, prosperidade e um POST ÚNICO repleto de muitos versos para 2009!
beijos poéticos
PS: Sua participação foi fundamental!@
Obrigada! |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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Ibernise M. Morais Silva
Mensagens: 1033
Localização: http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net
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Enviada:
Qua Dez 24, 2008 4:21 pm |
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Querido amigo e ilustre poeta Francisco Coimbra.
Feliz Natal e Um próspero Ano Novo. Saúde, paz, amor e vitórias, p vc e os seus.
Muito Obrigada pelo carinho e dedicação a mim dispensados, principalmente nos momentos masi sutis.Muito grata mesmo amigo. Que sigamos de mãos dadas através da poesia e das emoções por ela suscitadas. Seja muito feliz Campeão, sua participação e contribuição para o engrandecimento deste site foi decisiva, uma presença brilhante que muito orgulga a mim enossos companheiros de escrita.
Bjs fraternos, de uma amizade plena entre mares. Um abraço lusobrasileiro p vc.
Bjs sua amiga
Ibernise |
_________________ AMIGOS E ANJOS...20.11.2006/Ibernise
Anjos amigos... Amigos anjos...
Anjos são guardiões e companheiros...
Amigos são irmãos aduaneiros...
Duplamente anjos, são arcanjos... |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Dez 24, 2008 9:21 pm |
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(ABC) PRENDAS
(A) PRENDA
primeiro
duas
coisas
entre
a palavra
que se segue
e
esta
que ainda
não se seguiu
o
poema
nasce cresce
reproduz-se até
se imortalizar SE/se
como?
isso agora
é a leitura que
se segue à escrita
e determinar o seu
futuro sempre incerto
como se sabe
não se sabe ainda
quem será esse alguém
capaz de se entre-
ter a descodi-
ficar
a
beleza
sublime que
todo o poeta tem
ou julga possuir-se nu
no momento em
presença
aqui
onde
faz o seu número
próprio
de prestidigitador
mago
de magia limpa
própria
de tão natural
ao
ponto
inconcebível
de nele incorporar
todas as coisas
possíveis
e também impossíveis
com as quais
concilia os contrários
(B)OM
respira fundo e entra noutra dimensão
o lugar mais surdo do teu coração
está a pegar fogo e quem não o ouve
és muito capaz de ser tu do ponto de
vista das palavras que te dizem
como te podes ver através delas
do modo como elas te vêm assim
duma outra dimensão muito mais
extraordinária que extra ordinária o
que só pode ser algo de… Muito Bom
S(OM)
todas as possibilidades em aberto
do sentir não são perto mas sim
bem dentro no centro dum nu
indizível indivisível previsível
como uma premonição feita
de munições cuja imaginação
não se imagina ter imaginando
antes vivendo sentindo e pronto
acreditando que é possível vencer
no nu se uno até o revelar múltiplo
verso a vir diverso com o seu verso S
Obrigado Pupila e Ibernise!
Escrita(s)
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Dez 25, 2008 8:20 am |
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O NATAL NO DIA DE NATAL
«um destino de palavras»
I
cada um possa quando chegar o momento
na hora deste encontro ler-me
sem duvidar que está a ler-se
tendo de ir à procura
do significado que pode e deve ser
atribuído ao poema
II
um dia não são dias
haver um dia nascido dum nascimento
e ser o mesmo dedicado à família
é tão maravilhoso como saber,
mesmo longe, estar
onde nos leva o coração!
III
quanto ao que dizem as palavras
elas entram pelos olhos
e são desenhos
onde com letras construímos
um destino de palavras
procurando canções desconhecidas
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
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Enviada:
Sáb Dez 27, 2008 12:21 am |
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MINHA VIDA
o dia a seguir
ao dia de ontem
é hoje
escrever
todos os dias
é a minha vida!...
Assim
#
ATO
vou aprender contigo
..... qualquer coisa,
fazendo dessa qualquer coisa
..... esta qualquer coisa
à qual poderei chamar
..... poema
a revelação é esta de transformar
..... a composição dos versos
numa notícia onde
..... poderás escutar
tudo o que leres em lírica
..... sedução
agora já só estou a pensar
..... num título
para coroar este acontecimento
..... elevando-o
à qualidade de peça de teatro
..... num ato
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Dez 27, 2008 7:03 pm |
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PASSAGEM DE ANO
para a Passagem de Ano
vou escrever um poema longo
capaz de durar pelo menos
uns bons três dias
nele aqui do agora
continuando a Hora sem hora
deixo a saudade dum ano
a ressoar nu saudar
dum ano novo onde espero
encontrar do amor e da paixão
a dose que preciso sempre
para viver felicidade
quero invadir o coração
de toda a gente e sentir o teu
bater no meu peito bem
junto do meu assim
como uma música nova
da qual a melodia é a do dia
dos dias que vierem nesses dias
aí a chegarem como vou já
começar a antecipar
vêm na calma dos dias
à velocidade das suas horas
na urgência de contar os minutos
sentindo segundos a correr
sem pressa conto ter
os meses todos para viver
esse novo ano que está a chegar
tão longamente longo
alongo o pensamento
ao longo do ano que passou
estando agora quase nu a acabar
despeço-me despindo-me
como se fossemos fazer
amor como tu sabes e queres
querendo dele uma invenção plena
dos corpos quando se unem
as palavras e o seu texto
no quadro das quadras feitas
em versos livres como me quero dar
abraçando com a Língua Lusa
as línguas que têm por pátria
o corpo astral físico e mental idade
de dar em mentalidade completa
esse metal das cordas vocais
com que espero me lerás
“alto e bom som” para sentir
as palavras a entrarem pelos olhos
prontas a regressar pelos ouvidos
de tal modo que haverá um nós
neste poema onde, amanhã se verá,
continuarei os últimos dias deste
ano no ano vindouro
é uma vindima bela e boa
esta de colher os dias para ter
deles e com eles a poesia que vem
para fermentar nos versos
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Dez 28, 2008 2:30 pm |
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A LUZ
havia nos teus olhos
a luz dos milagres
e eu sorri só de te ver
Assim
#
ANTEVISÃO
[1]
gosto sempre de escrever
como se pudesse ter ainda
uma antevisão das coisas
preparando-me acontecer
[2]
o pensamento nu pensar
passa para lá do momento
para fazer parte do Futuro
mesmo sendo um instante
[3]
é este o instinto humano
desenvolvido como sentido
reservado desenvolvimento
até ser dado como herança
[4]
através das obras de arte
onde se sintetiza em poesia
toda a criação dos sentidos
nu desafiar do seu sentido
[5]
olhando as raízes e a terra
tudo parece nítido completo
até termos as raízes aéreas
bebendo humidade do ar
[6]
deito-me a adivinhar sobre
o que escrevo e escrevo o
que adivinho seja o Futuro
de mais um ano aí a chegar
[7]
deixo como herança a dança
da criança que balança e ri
ao ritmo dos sons com que
é ou compenetrada passa
[8]
solto a minha premonição
de ver dias quase parecidos
aos idos indo e vindo ainda
sendo “ainda” meus limos
[9]
no vaso do tempo receberei
a imaginação para a beber
com as duas mãos erguendo
notas musicais dos gestos
[0]
enquanto aguardo a vinda
guardo a vida derramando-a
para me banhar num vinho
com poderes de adivinho
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Dez 30, 2008 12:27 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Dez 30, 2008 9:53 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qua Dez 31, 2008 7:28 pm |
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toco na Lua com o olhar
guardo-a só para ti
bem em mim
onde o meu nome
corre na Língua
memórias partilhamos...
Mim
tua poesia acompanhar-me-á
a(com)panha meu prazer
por te sentir próxima
podem os anos mudar
és o meu tempo
templo de inspiração poética!
Assim
#
POESIA COMEMORATIVA
todos os dias cometemos um crime
sem eufemismo ou exagero
até respirar é mortal (pode ser)
para os microrganismos apanhados
no turbilhão duma inspiração!
se arte não houvesse em viver
por termos marcado golo entre pernas
ou em cesariana abertura dando
a César o que é de cada um?
te(r)mos de “saber que nada sabemos”
para poder alcançar o estatuto
de amantes da Filosofia!
fazer das palavras frases
(e) até chamar-lhes pomposamente versos?
acabo um ano desejando Bom Ano Novo!
(depois da composição
fico quieto: por mim e por Alá!?
um Cristo ressuscitado, bem disposto,
com vontade de ir pregar para outra freguesia
prega uma partida ao infiel que não se fia
um cangalheiro que havia enterrado um primo
pergunta à tia mãe do enterrado se gostou
do enterro que fez com muito carinho
gratuitamente por ser para familiar amigo
como sigo, consigo viver mais um ano,
mais dois, mais três, mais os que forem,
sem ondas nem dilemas ou abusos
de confiança, tal é o preceito da Fé onde,
pontualmente, darei os desejos por satisfeitos)
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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Jan 01, 2009 6:13 pm, num total de 1 vez |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qui Jan 01, 2009 6:05 pm |
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TRÊS PALAVRAS
(vida, começo, palavra)
como no interior da semente
está o embrião e no embrião
a vida
no primeiro dia já está todo
o ano que do ano há no dia
do começo
num único verso tudo existe
para quem a conhece a Fé
é palavra
(a vida do começo é palavra)
SOB TUDO
«para quem a conhece a Fé»,
FC
o que sei é o que não esqueço
o que faço e aconteço
o que teço
em cada coisa que digo
ou dito
medito sobre tudo como sinto
Assim
«o que está em baixo é igual
ao que está em cima», tradição
Escrita(s) |
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