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Francisco Coimbra
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Qua Dez 31, 2008 7:01 pm |
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Lamento se te desaponto, aponto com a direita estas palavras, com o braço esquerdo faço pisca-pisca, a cabeça está onde está, os pés não andam mas nada está parado, o sangue circula. Por que hoje é Domingo, passo dum pequeno papel o que ontem escrevi já hoje quando o dia esperava a madrugada e ouvia música ao vivo. (…)
A minha avó não sabia quem era o meu avô pai da minha mãe, sempre cresci ao deus dará, falta na minha genealogia o índio que gostaria de ter sido duma Atlântida onde um vulcão tivesse submergido a ilha onde conheci o mundo. Escrevo isto na folha dum bloco que já virei, preencho agora o seu verso. A vida é pois breve, como esta folha.
Encontro o que leio ou leio o que encontro? Para escrever nem é preciso pensar, o disparate é uma arte díspar, não faz ninguém artista. Dominá-lo, usá-lo como quem nas suas linhas põe rédeas tensas, isto é alguma coisa! Cana de pesca usada para fazer foguete? Uso um cajado torto como um arrocho; quando já não houver pastores até os cajados passarão a chamar-se apenas varas, paus, varapaus.
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POESIA COMEMORATIVA
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Francisco Coimbra
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Qui Jan 01, 2009 6:26 pm |
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Em relação ao Assim não sei fazer da Lógica loja que frequente com cuidados de freguês, ou do que quer que seja. Freguês, para ele? Acho não encontrar tradução em português ou qualquer língua, nem naquelas onde a gramática ainda não foi estabelecida.
Estou a ligar o PC, na frase onde este ano começa. Verdade? Uma. Outra, saber o que escrevi já este ano antes de deitar. Certo é estar agora a começar o dia, iniciado com data e hora.
Vou interromper a súmula, deixando-a acontecer quando continuar a deixar (re)sumo? Pode não ser hoje, para não perder o jeito.
Saber se há duas verdades é daquelas meditações onde tiramos as medidas e descobrimos que a realidade não é fixa, elástica: dilata-se e contrai. Necessário dominar conhecimento das funções para, integrando agora, derivando logo, seguir a realidade. Sem Matemática, não dá para contar.
BOM ANO NOVO!
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TRÊS PALAVRAS + SOB TUDO
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Francisco Coimbra
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Sex Jan 02, 2009 6:17 pm |
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A linguagem é uma permanente viagem onde a paisagem muda, a substância essa não se altera muito, os substantivos são o que são, o que é e… assim somos. Assim é e continua a ser uma companhia, uma presença, uma ficção desta realidade. Tão real como amigos e desconhecidos que vou conhecendo, esta é a realidade que este diário pode e dever relatar.
Queres palavras todos os dias? Pensa num autor ou abre uma obra, manda uma frase onde encontres versos depois de nela leres poesia. Quer dizer, faz Poesia com «Palavras de Todos»: o “conceito”.
Vamos pensar num cronista, Fernão Lopes:
TEMPO
o céu lhe parecia mais azul
do que agora que quase o vê cinzento
e tudo lhe parecia mais saboroso nesse tempo
Fernão Lopes, na crónica “A DO MESTRE LOPO”
http://www.vidaslusofonas.pt/fernao_lopes.htm
Escrever também é ler, mas é sobretudo um grande teatro, assim R o diga ou digo eu do que ele escreveu (dialogando com Pessoa?).
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Sáb Jan 03, 2009 10:45 pm |
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Hoje escrevo dois números, o 9 já foi, vamos no 10. [A realidade ultrapassa sempre a ficção…] A nudez sempre me interessou, ver as coisas sem as roupagens da imaginação, moda ou seja não importa o quê, tudo aquilo que é acrescentado às coisas observadas, sentidas e escritas.
A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável…, é a minha compreensão da poesia do Assim. Quase não tenho dúvida de quando é ele a escrever…
“sei o que sinto"
Pego numa folha solta que deve ter estado dentro dum livro, nela:
Qual seja a função da Poesia ela varia de pessoa para pessoa, importante factor ser-se leitor ou autor. Criar poetas, esta é uma importante função da Poesia, é a sua função mais radical. Ser poeta altera a vida d(um)a pessoa, dá cor, música, profundidade e altura! (…)
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MORTE + CONVICÇÃO
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Dom Jan 04, 2009 5:08 pm |
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a escrita é uma matéria plástica para plasmar do pasmo ao espanto, circulando dos sinónimos aos antónimos, passando do santo antoninho ao extinto pássaro dodo, o todo é tudo e tudo é muito pouco para ser a imensidão do nada e o quase dos quasares.
Esgoto os números dos algarismos, remeto para mais um poema e nele me apresento como sou ou quero ser e será como creio ser. Depois, pois… a continuação virá depois.
Ter um leitor que me põe em contacto com o que escrevi, é o que todo o escritor procura. Ele, escritor…, fica suspenso nas suas reticências, o leitor devolve-lhe, dá-lhe, a poss(i_bi_li_da_d)e de se ler sem elas:
"A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável"
Improvável é ter princípios e não os usar, não é algo que se possa ter sem dar uso. Mas, quando o poema entra em parafuso, o poeta é o visionário vesgo, um gesto de cego mudo, o tempo olhado por um canudo: lei_a-se R e não se ria se a real idade é porca_ria!
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GUERRA
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Enviada:
Seg Jan 05, 2009 9:32 pm |
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Só nesta vida que aqui escrevo poderei escrever para alguém de quem me lembro do nome em letras maiúsculas, escrito sobre um papel, pregado a um vestido. Estará o seu papel esgotado neste inicio de história, não precisando a história de imaginarmos quem será o seu leitor?
Há dias em que não se aproveita nada do que escrevemos, podendo ser verdade haver dias em que não conseguimos aproveitar nada, o problema tanto se pode pôr do lado da leitura como da escrita. O que hoje considero interessante no parágrafo citado é o mesmo se dar como estando completo, só porque está assinado? Será a sua “história” imaginar quem é o autor, o mesmo que nos pergunta se não precisa «a história de imaginarmos quem será o seu leitor?»?
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SobrePoesia(s)
O FIM DA POESIA
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Jan 09, 2009 10:28 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Jan 11, 2009 2:10 am |
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Analisar um texto, qualquer ele seja, para o criticar, é começar a transformá-lo em “literário”. Essa qualidade advém de como é dado a ler, a forma que lhe é dada não é toda escrita. Um texto é mais que (a) escrita, é pretexto para (a) comunicação.
A sinalética que utilizo faz parte duma apresentação, permite dar leitura ao acto. Desde o título, até às palavras utilizadas, a atenção procura ser crítica, porém é “literária” a qualidade que determina a existência duma “critica literária”. Ela, a critica literária, analisa todos os textos sem excepção, não se distingue pelos géneros.
A critica literária tornou-se também ela um género literário, quanto ao meu texto, este é um comentário.
Eis um assunto onde muito pode ser dito e pouco terei feito, ficando satisfeito se consegui chamar a atenção para a intenção predominantemente literária da “crítica literária”. Ainda bem, pois se a leitura não inspirar a escrita como acto “literário”, o que fica? Prática da amizade, exercício académico, divulgação?
Tento ter a escrita “d’obrada” sobre a leitura, prefigurando o “69” na sua dimensão figurativa, energética e estética: positivo/negativo, escrita/leitura, ideia/palavra, SE/se, dizer/fazer e tudo o mais que se_ja a (com) tecer… Feliz, hoje pude deixar o seguinte comentário:
«Se para a escrita não houvesse a leitura que merece ser escrita, “sem razão seria a dita”!
Parabéns para a leitora e para o poeta, poetisa e obra, poesia de s_obra!...
Sobra para esta abordagem do livro o melhor do género Poesia, a poesia e a compreensão onde ela se solta e salta, das palavras para a vida promo_vida – por elas para – promo_ver – os versos: nu ler.
Também o Assim leu e escreveu:
CITAR SEM CÍTARA
despir uma ideia
até ficar excitado
para a querer.!.
Assim
Sem se abandonar à prosa, acho que procurou o “verso” do título: CITAR COM CÍTARA?»
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31905#31905
SobrePoesia(s)
PARA SABER O QUE ESCREVO + ROSA SUBLIME
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Jan 13, 2009 11:26 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Jan 17, 2009 1:12 am |
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Fechou os olhos e vi o seu longo pescoço, a beleza dos seus malares largos, a boca que parecida um fruto maduro, vermelha e carnuda. Sorri; dei atenção às garrafas que fui pagar, a uma caixa discreta atrás do balcão.
Junto-me a uma leitura:
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com/2009/01/o-castelo-em-forma-de-nave.html
«Eis uma leitura, uma “crítica” que não crítica nem exalta ou vangloria com vã glória. Dá a real dimensão do poema que convoca, evoca e mostrando vai dialogando com a poesia, falando da Poesia, mostrando Filosofia no sentido etimológico “amor pelo conhecimento” que passa para os leitores. Assim fosse toda a crítica, poesia se faria ao ler Poesia! Parabéns ao autor-leitor e à autora poetisa: bela leitura, antes e depois.»
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31919#31919
Escrevi e publiquei:
SobrePoesia(s)
BAILADO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33554#33554 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Jan 18, 2009 5:36 am, num total de 2 vezes |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Jan 18, 2009 5:13 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Jan 24, 2009 2:49 am |
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Esta é a escrita onde me entretenho, deixando dos dias coisas escritas: em + estes = nestes – dias.
Só existem expressões numéricas de quantidades e a expressão escrita da qualidade é o adjectivar onde a expressão escrita vale o que vale, a qualidade que se lhe atribua. Ao dar atenção à quantidade, garanto a qualidade duma certeza Matemática de ordem, continuidade e correcção?
Posso não saber a resposta à pergunta anterior, mas como as respostas, para serem respostas, não têm de estar certas, sei sempre uma resposta: desde que a dê. A importância do número? É decisiva, sem número como a poderia somar, subtrair, multiplicar ou dividir?
É fundamental poder formular nova pergunta a partir duma resposta, desse modo dá-se fundamento à ideia de ser fundamental. Também podemos usar a afirmativa, negativa ou o elemento neutro duma voz passiva. Entre as operações numéricas e as falas gramaticais, gramamos tudo e mais alguma coisa. Sendo certo, as incógnitas são sempre representadas por letras.
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31980#31980
ROUBAR DO SÉRIO A CRENÇA
No dia em que deres o ânus quero que nasças para o amor que me despertas e agora não faz parte da realidade, faz a realidade, torna-se uma ficção. Qual reprodução? Queremos criação! O teu corpo passou a ser a minha almofada, adormeço entre as tuas pernas com a cabeça sobre a tua genitália e sintonizado nos teus ovários enceto todas as noites sonhos extra-terrestres dos quais acordo molhado de poluções noturnas inconscientes. Consciente apenas de tua presença, beleza e sedução, acordo cansado, sedado e sedento de ti. A coragem nem a pretendo ter pois nada substitui a força desta carência onde te impões aos meus sonhos, mais que realidade é como desejo que te sonho e vivo alienado. Nada podendo substituir esta loucura, escrevo para ti sem querer e tão pouco desejar que saibas quem és. És a ideia doentia dum homem apaixonado a declarar-se à primeira mulher carente que possa inflamar-se de amor pelo amor alheio como sendo o dela. Sim, tu, tu mesma, no mais íntimo de ti: tu és a minha bela, a imagem romântica do amor na sua acepção mais indefinidamente infinita, mais acabadamente acabada: a crença de que o amor nos completa.
Tens nos teus olhos a paleta do pintor, sentes através das impressões auditivas uma música de filmes e canções, mergulhas na pele as sensações tépidas e o calor húmido e deixas a Língua lamber as tuas partes mais insuspeitas descendo da nuca às nádegas como a língua áspera dum gato, vou lamber teu ânus onde fica a nu a contracção do esfíncter, o mecanismo da retenção inconsciente daquilo que o corpo sente quando apertas a Língua como um língua a penetrar nas tuas fendas, a aquecer teus lábios!
Deixa declarar o meu amor de forma animalesca, carnavalesca, burlesca, para roubar do sério a tua serenidade, só possível antes de conheceres estas sensações transbordantes exuberantes, estúpidas. Entupidas na consciência e agora despejadas como quem procura um esgoto no gosto de desaguar nas tuas emoções como se nelas chegasse o meu riso à alegria, como um rio ao mar. Enlouqueci e tornei-me carente duma substância desconhecida, esse amor fictício da ficção descoberta encoberta nas dobras dum sonho que acordou como uma ideia e agora rasgo como quem abre uma veia principal venosa, para ser um sangue quente, pestilento, saturado de dioxinas, esgotando o corpo, derramando a vida, num choque final e derradeiro, último e verdadeiro! Enceno a minha morte para nela descobrires como a vida descobriu a imortalidade, inventou os deuses e os fundiu: fodeu… num único Deus sem forma nem identidade. A exuberância da bestialidade mais besta que não nos basta, crer no Homem divinizado no seu Deus omnipotente, omnisciente, ubíquo e imbecil à quinta casa, capaz de gerar Papas e Reis coroados em linha directa pela sua divindade que profana o mais elementar dom de ser consciente, moderado, capaz de discernimento e identidade: eu, outro, tu. Tu e eu somos um só, a divindade faz-te adivinhar sangue do meu sangue, latejo nas tuas têmporas, bebo da tua realidade e o meu sonho vai ser adormecer e acordar onde poiso a cabeça quando volto à almofada e a deixo ser minha fada acompanhando-me em voos de tapete voador nas Mil e Uma Noites de vivência deste sonho onde nos sonho do teu sonho a acompanhar o meu até o apanhar e substituir. Passa a Vida a substituir a Morte que já não nos toca, toca… Abro um buraco, lura e cura: deixo a partitura desta música sem existência orquestral ou instrumental para lá da presença da nossa presença, leitura e escrita.
Volto em Escrita(s) transbordante como o riso do alienado, nado dum nada inteligível. Ou, se preferires, eu confessar-me-ei fiel à crença dum segredo que só te poderei dizer ao ouvido SE me deixares acordar e passear a língua onde a Língua toca se tocares e sentires com o teu dedo, primeiro a medo e depois com a consciência plena de que o desejo só existe quando nos entregamos ao prazer que, indubitavelmente, seja isso o que for, há entre nós uma empatia que não queremos deixar para tia sem a acasalar da forma mais leviana e absoluta. A tua leitura é o soluto, o pó do café solúvel da nossa Fé alquímica na química das almas, a escrita é o solvente que se dilui na gente e nos torna agentes duma loucura colectiva à qual chamaremos arte, amor; amar-te: um ao outro, nós o nó da nossa compreensível compressão na compreensão transportada até um constrangimento do Universo: a prosa transformada num poema, sem um único verso, um único verso.
Será este o poema onde cantarei o indizível que digo enquanto dizes que é possível deixar de acreditar no que quer que seja, já que Vida, Morte, Salvador, salvação e destruição se anulam como o Yin e o Yang no momento onde o movimento cinético do ió-ió se inverte da queda em ascensão. Nesta queda em ascensão nos abraçamos e damos, beijando as nossas bocas, sentindo as nossas línguas, partilhando os corpos onde saboreamos a água na boca um do outro, outro do UM. Doentes, alienados, alinhavados pelas palavras, cozidos e bem fundidos com o fundo das coisas onde se deposita o depósito dos solutos que entram em precipitação!
A minha mensagem é a massagem que peço dês aos teus dedos tentando escrever as impressões desta leitura que dou para me repousares no colo e mamar, deixando os meus lábios se colarem nas coloridas glândulas mamárias dos teus mamilos. Desculpa se antes desconhecias este amor que em ti desperto ou em mim desperto, procurando acordar o sonho de que falo.!. Usei-o para fazer um conto, desejando contes com ele sempre que queiras contar comigo. Beijos e abraços, ou um bagaço a acompanhar um café. Não deixes nunca que a nossa Fé seja menos que boa, pois a minha crença é que ela nunca poderá ser menos que excelente. Com amor te dedico, o meu amor.
Assim
Eu disse algures que nunca mais publicava a prosa do Assim, mas ele quis participar de Escrita(s) e, a ele, como dizer que não? Caso encerrado (!)
Acontece numa semana onde estive ausente de publicar e regresso publicando um poema de Dezembro; nascido dum assunto incontornável e triste, donde agora espero só resulte a alegria de ser ultrapassado.
Meu obrigado à Ibernize por o ter reconhecido e logo acolhido, com seu comentário fruto duma amizade que nasce desta prática de não indiferença que gera a deferência que mutuamente criamos. Esta atenção, ela a registou ao publicar o poema em 12/12/2008:
http://www.ibernisemaria.prosaeverso.net/blog.php
SobrePoesia(s)
NA INSEGURANÇA
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Jan 25, 2009 3:43 pm |
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Ter a noção de que uma coisa começa e a mesma acaba, dá-nos a diferença entre o nada antes do começo, alguma coisa depois, e, finalmente, tudo: o que acaba.
A ideia de tudo que acaba ser o que existe: é a matéria de que é feito o Universo! O qual, de acordo com os físicos, acabará por morrer. Assim, como agora se expande, acabará por entrar em colapso. Bonito, belo! Magníficas ficam as bases Matemáticas de todas as pre_missas: para quem vai à missa ou mesmo não indo, Deus não teve inicio e não terá fim, Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade, Ámen!
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31981#31981
Mais uma prova da inexistência de Deus, como não tem fim, não existe. Filosofia barata, cruzamento nojento entre rata e barata, com mais genes do pai fec_un_dador. O nojo, é o grande jogo, ganha quem o tem ganhador. Não se explica, tem-se; explica-se, calma_mente, perde-se.
ISTO
As verdades caem-nos nas mãos para fazermos delas o que elas podem ser, e pronto: a verdade é a Verdade. De algum modo, a verdade é sempre uma ideia, mesmo que seja um texto ou um teste, por exemplo ISTO. Sempre, desde há muito tempo, associo isto a um istmo, uma ligação: o que impede que a verdade exista como ilha.
Nota: é mais verdade que Deus não exista, se for menos verdade que Deus exista. Se Deus é mais ao menos de acordo com as intuições, razões, deduções… semelhante a toda e qualquer questão humana, o Mano é humano.
Invulgar, voltei a Sobresites para fazer a alteração anunciada
… + AFINAÇÃO
Sobresites
BORBOLETA + EMOÇÃO + PONTO
… + AFINAÇÃO
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33629#33629 |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Jan 27, 2009 7:03 pm |
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Às vezes até a pensar estou distraído, talvez seja mais apropriado pensar estar a sonhar quando penso deste modo. Cheguei a um chavão “o homem por trás do heterónimo”, descobri-me em suspensão a boiar nas palavras...
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http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=32000#32000
A INTUIÇÃO
Pedi-lhe para me tirar uma fotografia, mas primeiro, como preparação, quis tempo para escrever um conto. Já sabia que iria ser uma prosa, na qual olharia para as palavras como quem p®osa.
Esta ideia merece ter direitos de autor, é boa, merece uma história e, essa, será o que for forma depois de encher esta forma e a virar do avesso desenformando o texto pretendido, tendido de vez, estendido perante os olhos do leitor, o meu personagem favorito (autor/leitor).
Se continuar a escrever parágrafos merecedores de direitos de autor, estarei a levar a coisa direita.!. Sem abdicar do lado libidinoso da prosa, o que muito me agrada. Sempre uma boa maneira da tornar mais grada, pois ela cresce como um membro que se distende, estende e mostra a sua (g)raça.
Para não exagerar na graça e leveza, um tropeção não tem de ser um tropeço, fácil ser um desequilíbrio onde ganhamos um impulso para a frente. Se nos espalharmos ao comprido, devemos fazer o filme de quem está a atingir um ideal cumprido.
Se é para o teatro, é para o teatro. E que é para o teatro, não falha nada, é para o teatro! Indo para lá da sugestão, o leitor faz uma pergunta:
– Quantos dentes tem uma formiga?
Não podendo deixar de saber a resposta à pergunta que fez, resolvo responder sem pensar.
– Não tem dente nenhum.
– Então porque mordem?
Aqui pondero, será que quero continuar a conversa?
– Terá que lhe perguntar, não sei. Sei que são insectos e dispõem de mandíbulas sem dentes, é o que sei. Como pode calcular, é o que julgo saber. Pode discordar, pode dar um número qualquer. Fazer números é a coisa mais natural, somos todos artistas…
– Que nome daria ao seu conto?
– Estou a tentar escrever um conto, enquanto o escrevo vou estando atento, o nome é sempre um elemento importante, uma espécie de apresentação para o texto.
Ainda bem que o leitor não está interessado em mais nenhuma pergunta, deixa-me pensar estar curioso de ver onde irei buscar o título. Nesse aspecto está como eu, terá é de esperar pelo dia de amanhã. Pois, tenciono introduzir esse elemento: o tempo, de forma a garantir um efeito que espero seja perfeito. Depois de feito veremos o resultado, talvez “No Dia Seguinte”?
No dia seguinte tirar-me-ia a foto com a mesma luz? A mesma disposição?
Se gosto do leitor como personagem, não gosto menos do autor como personagem.
– Vais continuar a escrever até amanhã?
Ela não vai permitir que eu deixe para amanhã o que, segundo ela, já devia estar acabado. Ela é uma personagem incontornável na minha vida, a personagem das decisões mais realistas. Escusado será dizer, das outras também.
Como já tive a intuição para o título, cabe-me agora considerar que foi falhada.
– Dás-me mais cinto minutos?
Faz-me um aceno amigável, levanto-me e vou-lhe dar um beijo. Mostra-me a foto, já está tirada!... Quando terá sido?
– Tirei a fotografia mal começaste a escrever.
– Parece que adivinhas as minhas perguntas!?
Neste ponto, desisto de deixar para o dia seguinte o que posso acabar hoje. Vou fazer o parágrafo, acabou. Continua o título por coroar o texto, já sei!…
Novo agradecimento para a Ibernise que me comentou em SobrePoesia(s)!
Igualmente para a Fatima Varella a quem - agradeci em família!...
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33639#33639
SobrePoesia(s)
AMA(ÇÃ)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33636#33636 |
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Enviada:
Qua Jan 28, 2009 11:26 pm |
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