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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sex Jan 02, 2009 6:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

SENTE A TERRA ABERTA

SER IMAGINAÇÃO


os dias passam e eu fico
triste de os sentir passar
sem fazer por os merecer

faço então a poesia viver
para que viva mais com ela

imagino da imaginação ser!

SER TERRA

há nesta história
tristezas secas
como cinzas

frias
desgraças

onde volto terra!

SER VIVO

ser vida é tê-la
servida sob telha
com civilizada ideia

sendo verdadeira ideia
pensar o que se pensa ser

o poeta do poema ser vivo!

SÊ IDEAL

idealiza o nosso ser
pensar como se sente
e respira o que acontece

respira o que acontece
e faz do poema tua poesia

idealiza o nosso ser sempre!

SÊ DOS VERSOS

esta coisa estúpida
de não saber dar rumo
diferente e alegria à vida

faz parte da incerteza
com a incerteza da arte

enquanto do verso não é

… outra coisa:
SÊ TUDO


«ser tudo de todas
as maneiras» idealizou
Pessoa, o Fernando

ando sendo o que sou
lendo do seu ideário

enquanto sou não sou...

H_ouve ainda:
SÊ POIS…


o que dizer aos poetas
aqueles que fazem a Poesia
com um P de substantivo Pois!?...

dizer o que cada um escuta
quando ouve a água nascente

sente a terra aberta e fresca!
R

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MensagemEnviada: Sáb Jan 03, 2009 10:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MORTE

feri as palavras
ficando com a Morte
entre mãos

a servir de inútil
metáfora

para um poema acabado
Assim

#

CONVICÇÃO

deito-me com os ossos
pronto a ser a sua carne

quando for todo deles
ainda reclamarei a alma

sem qualquer convicção
ao fim a_cabo para quê
Assim

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MensagemEnviada: Dom Jan 04, 2009 5:04 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

GUERRA

eu que sou indiferente
à morte na guerra
vou atirar uns morteiros
para lá da Faixa de Gaza

como não sei
de que lado estou
espero dê logo na TV

tenho jeito para bronco
e a realidade é gira

gira o planeta – Guerra!
R

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MensagemEnviada: Seg Jan 05, 2009 9:28 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O FIM DA POESIA

o fim da Poesia
será procurar a poesia
todo o dia todos os dias

simplificar as rimas
descobrindo-as interiores
no interior nu de ler o…

… ver, ter, ser, sentir
evoluindo de Eva ao amor
da minha vida sempre

a recomeçar quando
amanhã sentir que hoje
fui mais ligeiro do que o…

o fim da Poesia
que queria fazer para
parar em Beleza!

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MensagemEnviada: Sex Jan 09, 2009 10:25 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

PALAVRAS À MÃO

deixo a mão
como se não me pertencesse
escrever-se
Assim

#

INDECISO LÍQUIDO
«No tempo respira o avanço da palavra
Indeciso liquido reconstruído na concha»,
Ana Maria Costa

uma palavra baloiça como um baloiço
tábua pendurada em cordas na árvore

a nuvem paira como uma pedra azul
num céu branco a cor acorda da folha

uma flor sem pé bóia sobre a água
recolho-a na concha da minha mão

no espaço o lugar ao lado é alegre
um soluço deixa-se engolir com riso

procurando a obscuridade da obra
vou encontrar a sua nitidez indistinta

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JOANA SOUSA FREITAS



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MensagemEnviada: Sex Jan 09, 2009 5:55 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
PALAVRAS À MÃO

deixo a mão
como se não me pertencesse
escrever-se
Assim

#

INDECISO LÍQUIDO
«No tempo respira o avanço da palavra
Indeciso liquido reconstruído na concha»,
Ana Maria Costa

uma palavra baloiça como um baloiço
tábua pendurada em cordas na árvore

a nuvem paira como uma pedra azul
num céu branco a cor acorda da folha

uma flor sem pé bóia sobre a água
recolho-a na concha da minha mão

no espaço o lugar ao lado é alegre
um soluço deixa-se engolir com riso

procurando a obscuridade da obra
vou encontrar a sua nitidez indistinta

Escrita(s)
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Querido Francisco

sempre perfeito mesmo ás vezes quando o universo está longe da perfeição.

Muitos beijos

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Joana sousa Freitas
Satierf
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Jan 11, 2009 2:20 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

PARA SABER O QUE ESCREVO

1
LIVRE!

para saber
o que escravo
escrevo

2
LIVRA

quantas uvas
teria de comer
até ficar bebido?

3
LIRA

nu melodioso acordo
sentindo suaves acordes
para acompanhar o poema
Assim

{frase antes de verso(s):
para saber o que escrevo, escrevo}

#

ROSA SUBLIME

é Sábado e venho ler
tantos versos que outros escreveram
e leio

rendo-me depois a esta necessidade
de escrever
e faço-a

deixo-a encontrando na prosa a rosa
que corto
verso

fico com a rosa em mãos a Rosa sublime
nu meu verso
vertido

líquido liquido na saudade se solidifica
esta sensação
a de_ter

beijos, abraços, saudades e tremoços
a regar com a frescura
duma loura

uma metáfora acompanhada descrita
com a cerveja
bebida

da alma de crentes quererei que críeis
no Pretérito Imperfeito
do Indicativo

o meu motivo é simples mas a Poesia
é esta pagã em paga
da qual…

faço meu último e simples verso igual
à medida da inspiração
até expirar

fica-me o gozo de abrir o zoo à zoina!...
(a Poesia que se dá
a todos!)


Joana agradecido e obrigado pelo comentário!

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MensagemEnviada: Ter Jan 13, 2009 12:42 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

CALHAU VULGAR

1

o que está aí é o que está aí
e aí, aí é onde a porca torce o rabo
sinal que se enfurece e
é melhor pormo-nos a pau...

2
a minha maneira de encarar
toda esta realidade faz parte disto
que imagino seja a arte de criar
as obras onde obro esta necessidade

3
e faço-a na praça pública porque
«palavras leva-as o vento»
podendo ir a jacto ou asa delta
ou sem o delta neste abecedário

4
onde gosto de começar a escrever
como se pudesse ir até tão longe
visitar o esquecimento e voltar
encontrando a pedra filosofal

5
apanhada sem maiúsculas
semelhante a um calhau vulgar
apanhado ao calhas numa escrita
automática ou outra filosofia

6
para não explicar coisa alguma
enquanto não der os parabéns ao
inspirado e inspiradora, se é o Sim
num caso, no outro porque Não?

7
pelo Sim e pelo Não eu desejando
ser o inspirado tendo a inspiradora
depois a realidade na noite estando
eu de passagem passando e fico

8
esta é a paragem do poema onde
até apanhar a escrita fiz leitura
agora sigo esta aventura até ter
mi nar as congruências deixando

9
a fluência a falar da influência
deixando-se ir influenciada fluindo
fundo até jorrar do mundo a seiva
subindo no ar até cair na terra

10
há também o mistério do fenómeno
físico que acabei de descrever
e será como terá sido
pois aconteceu!

11
as árvores também se abatem
mas antes subiram a seiva onde
se alimentaram para crescer
até ao último gomo terminal...!

12
depois deste verso só posso
banalizar-me até alcançar
o perfeito esqueleto de osso
onde reencarno meu ser ideal

13
aquela dúzia com treze ovos
onde nasceu a primeira galinha
cuja presença inspira e inspirará
para sempre o Futuro e o Presente

já não falando do Passado onde
tudo começou

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qua Jan 14, 2009 12:09 am, num total de 1 vez
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MensagemEnviada: Ter Jan 13, 2009 11:54 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

DANÇAS

A BAILARINA


faço dos meus dias
uma fantasia e escrevo
a bailarina começa a dançar

regresso aos teus braços
onde me faço

sou da poesia nossos versos
Assim

VÉU SOLTO

no Inverno aquecemos
o sangue dos sóis brilhando
as estrelas do céu

levanto o véu solto
no movimento da dança

sou os teus versos em mim
Mim

TEU(S) BEIJOS

acordo na fantasia
com a cor dos teus olhos
no sabor dos lábios

onde os teus beijos
são = minuetes loucos

na luxúria de teus passos
Assim

AO SABOR

passas por mim
para eu ficar ao sabor
duma melodia pura

há nu silêncio
momentos-encontro

sou abraço a teus braços
Mim

CISNES

enlaço tua presença
pela cintura tão meiga
manteiga nas sensações

deslizas como cisnes
negro e branco

eu sou ele e tu és única!
Assim

CÉU E MAR ONDULA…

solta na clepsidra
água do tempo bebo
matando a sede

estou contigo
correndo horizonte

somos no azul unidos
Mim

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MensagemEnviada: Sáb Jan 17, 2009 1:07 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BAILADO

Faço da leitura olhar de ver o texto
Mas é no texto que encontro pretexto
Para procurar o paralelismo versando
A leitura onde vou lendo e andando

Não há um porquê quando o quando
Faz parte dum momento educando
O sentir que se acende da leitura
Sendo a escrita uma sua não usura

Apenas do gozo da partilha largo
Dizendo como amplo e não amargo
É o entendimento sentido e escrito

Esta procura da expressão vive
Liberta no desejo de se fazer livre
Sem cuidar de si ver o verso bonito!

(trata-se mui simplesmente de bailado
sem baile, apenas o bailado do bailado)

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Jan 18, 2009 5:24 am, num total de 1 vez
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Jan 18, 2009 5:04 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O MEDO E A VIDA
(subtema: a guerra)

I
firo-me
nas palavras,
angustia-me
não estar junto a ti

frio
é o que senti,
cortante a solidão!

só me salva
um terror que paralisa

o medo e a vida

II
a guerra
atirou o telhado
ao chão

com estardalhaço
chumbo e aço

balas e armas

III
mudo muda
ensurdecida

ferida em ferida

IV
ver a morte
e viver o pânico

V
fiquei já insensível
Mim


TEMA(S)

I
admiro-te,
temas só dão
problemas

eu faço poesia,
uso as sensações

a razão é excesso!

II
vês?
quando
há um motivo

até a música
vem descritiva

nada o justifica!?

III
tudo?
tudo justifica
tudo

tudo é excesso
tudo é carência

tudo é poesia…
Assim

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Ibernise M. Morais Silva



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MensagemEnviada: Qua Jan 21, 2009 3:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

[color=#]Francisco Coimbra escreveu:

ROSA SUBLIME

é Sábado e venho ler
tantos versos que outros escreveram
e leio

rendo-me depois a esta necessidade
de escrever
e faço-a

deixo-a encontrando na prosa a rosa
que corto
verso

fico com a rosa em mãos a Rosa sublime
nu meu verso
vertido

líquido liquido na saudade se solidifica
esta sensação
a de_ter

beijos, abraços, saudades e tremoços
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até expirar

fica-me o gozo de abrir o zoo à zoina!...
(a Poesia
que se dá

a todos!) [/color]


Ibernise escreveu:

Destaquei todo o teu poema querido amigo, porque está emocionante, a cada verso, aumenta a intensidade das sensações, despertadas. Na sua escrita se declama e se sente o poema na narrativa, um estilo inconfundível e terno. Intenso qdo fala verdades da alma em seus versos e reversos. Uma promessa e uma dádiva. Parabéns caríssimo. Seja muito feliz.

Feliz por vc está de volta.

Asta la vista

Ibernise

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MensagemEnviada: Sex Jan 23, 2009 9:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

NA INSEGURANÇA
à Ibernise

a tristeza nunca seja para você
aquele susto que aleija e continua
ferindo sem tino quando se lê
ter sido raptada uma criança sua

aí para lá de inseguro é o escuro
diferente de olhar a noite sem ver
dá o muito muito pior que murro
uma pancada surda em todo o ser

então dou a mão à palavra grito
fazendo da poesia talvez perfeita
litania para escrita se tornar rito

evocando aos deuses sem medo
de saber até a religião imperfeita
para vencer no inseguro degredo

Obrigado Ibernise!

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sáb Jan 24, 2009 3:37 am, num total de 1 vez
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Ibernise M. Morais Silva



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MensagemEnviada: Sáb Jan 24, 2009 1:26 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisbo Coimbra, ilustre poeta.
Vleu querido amigo, um poema forte e oportuno a um momento intenso, que graças a Deus e amigos como vc, se foi, ainda que deixando suas marcas. Obrigada sempre por este lindo poema e verdadeira mensagem. Bjs Bom dia ótimo findi semana

Bjs

Ibernise

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MensagemEnviada: Dom Jan 25, 2009 2:52 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BORBOLETA

perdi o tempo
tentando apanhar uma borboleta
sem lhe machucar as asas
Assim

EMOÇÃO

as tuas impressões
parecem ganhar vida vivendo
nas minhas emoções
Mim

PONTO

ponto de observação
onde paro quando quero
ler a vossa poesia
F

À Ibernise, de novo, meu obrigado.

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