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Autor Mensagem
Francisco Coimbra



Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Sáb Jun 27, 2009 12:01 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marianna,
Espero me perdoe o ab_uso:
«
Hoje tem marmelada

é noite alta
silêncio no picadeiro

vai, vai, vai
começar a brincadeira...

(explodem os aplausos)

palhaços tristes
de risos falsos
destilam amarguras
gargalhadas cruas

“e o palhaço o que é?
é ladrão de mulhé”...

(calam-se os aplausos)

senhoras e senhores!
neste circo de horrores
choram os risos
por trás das máscaras
corações feridos
sangram suas dores

“se calem os aplausos!”

(o circo dorme)
»
É um poema muito bonito, os parênteses parecem didascálias, como se notas de encenação numa peça de teatro, as aspas dão lugar a “falas”, está cheio de vida! O fechamento do último verso dentro dum parênteses, dá harmonia com os anteriores, parece que é a encenação da vivência dum Circo dentro da imaginação do poeta - até o encerrar para dormir.
As alterações valem como forma de mostrar o gozo para a minha leitura, gozo que agradeço por me ser dado a ter/ler.
Bom findi! Bjs

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Sáb Jun 27, 2009 5:51 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá Francisco,

agradeço as suas sugestões, não foi abuso algum, pelo contrário.

Abraço.
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Marcelo Basto



Mensagens: 592

MensagemEnviada: Seg Jun 29, 2009 2:01 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marianna escreveu:
Hoje tem marmelada (revisitado)

é noite alta
silêncio no picadeiro

vai, vai, vai
começar a brincadeira...

(explodem os aplausos)

palhaços tristes
de risos falsos
destilam amarguras
gargalhadas cruas

“e o palhaço o que é?
é ladrão de mulhé”...

(calam-se os aplausos)

senhoras e senhores!
neste circo de horrores
choram os risos
por trás das máscaras
corações feridos
sangram suas dores

que se calem os aplausos!

o circo dorme


Cara poetisa,
que gritem os aplausos... muitos aplausos...
Parabéns!

Grande abraço,

MARCELO BASTO

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"A poesia não se entrega a quem a define." Mario Quintana
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Seg Jun 29, 2009 8:29 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Obrigada pela presença, poeta Marcelo!

Abraço.
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Seg Jun 29, 2009 8:43 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Entre linhas (revisitado)

linhas se avolumam
diante dos meus dedos mudos

linhas
trilhos
estradas

(o que sei das encruzilhadas e dos semáforos?)

um trem desgovernado
pode estar nesta hora
rompendo o ar apático do dia

um rosto ainda informe
tenta compor seus traços

linhas simetricamente desenhadas
estiram-se
diante dos meus dedos
mudos
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Francisco Coimbra



Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Seg Jun 29, 2009 10:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

O comentário
Versos felizes aos quais dedico O deslizar duma prosa que acabei de escrever:
PROSA POÉTICA
Vou agora descansar, levo a imagem duma canção, a bailar de preto no branco, branco e escrita, o escrever dum ritmo, as palavras à procura dum verso, sem pressa... a escrita a mergulhar no sonho, a antecipá-lo, a sê-lo. Selo seguro de encontrar a correspondência para um verso que chega quando chegar, surpreendendo-nos por já contarmos com ele. Depois, se os poemas se transformaram nesta escrita rítmica onde saciamos a nossa necessidade de sentir e sentido, pronto a dar-se, para ser ultrapassagem gravada, na impressão: da suspensão dum movimento…
Tu lês e o poema está a Leste, vem de Nascente, é como uma ideia a que dás vida! É quando podes ter a identificação duma identidade mutante, a prosa poética.
Boa noite, obrigado! Bjs

{um texto poder ter mais dum destinatário(a), é o destino múltiplo do sentido (a) consentir todas as sensações!}

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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Seg Jun 29, 2009 10:47 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Maravilha de prosa poética, Francisco! Um presente para os olhos e para a alma!

Eu é que agradeço!

Abraço.
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Marcelo Basto



Mensagens: 592

MensagemEnviada: Ter Jun 30, 2009 12:43 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marianna escreveu:
Entre linhas (revisitado)

linhas se avolumam
diante dos meus dedos mudos

linhas
trilhos
estradas

(o que sei das encruzilhadas e dos semáforos?)

um trem desgovernado
pode estar nesta hora
rompendo o ar apático do dia

um rosto ainda informe
tenta compor seus traços

linhas simetricamente desenhadas
estiram-se
diante dos meus dedos
mudos


É sempre muito bom poder (re)visitá-la, caríssima poetisa...

Beijo,

MARCELO BASTO

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Marianna



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Localização: SP

MensagemEnviada: Ter Jun 30, 2009 7:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Poeta Marcelo,

mais uma vez agradeço suas palavras generosas e incentvadoras!
Abraço.
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Sex Jul 03, 2009 7:14 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Num dia de vento (revisitado)

esse desassossego
bramindo tempestades
marejando a alma
dorme
jaz
em mim
perdida assim
tão branda
a calma

e quando
impetuoso
o vento
desatinar minhas esquinas
desnudarei meus pés
e partirei
com asas de menina
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Marcelo Basto



Mensagens: 592

MensagemEnviada: Sáb Jul 04, 2009 10:17 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marianna escreveu:
Num dia de vento (revisitado)

esse desassossego
bramindo tempestades
marejando a alma
dorme
jaz
em mim
perdida assim
tão branda
a calma

e quando
impetuoso
o vento
desatinar minhas esquinas
desnudarei meus pés
e partirei
com asas de menina


Marianna,
que venham os ventos impetuosos...
Belíssimo poema, minh'amiga!

Beijo,

MARCELO BASTO

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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Sáb Jul 04, 2009 2:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Poeta Marcelo,

suas palavras são sempre bem-vindas!
Obrigada!

Abraço.
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Pupila



Mensagens: 4057
Localização: São Paulo

MensagemEnviada: Sáb Jul 04, 2009 11:36 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Marianna escreveu:
Num dia de vento (revisitado)

esse desassossego
bramindo tempestades
marejando a alma
dorme
jaz
em mim
perdida assim
tão branda
a calma

e quando
impetuoso
o vento
desatinar minhas esquinas
desnudarei meus pés
e partirei
com asas de menina



e teus versos sempre soprarão
a brisa em comunhão
com teus dedos poéticos.

amo tua poética

beijos poéticos

_________________
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MAÍSA CRISTINA *Pupila
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Qua Jul 08, 2009 6:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Querida poetamiga Pupila,
suas palavras sempre carinhosas são tão especiais para mim!

Grande abraço poético!
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Marianna



Mensagens: 441
Localização: SP

MensagemEnviada: Qua Jul 08, 2009 6:36 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Cinzas do dia (revisitado)

soluçava
a manhã
sem sol
inerte
a face do dia
chovia
chuvas, chuvas
chovia cinzas
o dia
a luz
fugia
entre as frestas
entreaberto peito
rugia o céu
coração
sem sol
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