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POEMAS DE JORGE HUMBERTO Exibir próxima mensagem
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Autor Mensagem
JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Dom Ago 30, 2009 3:17 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá querida Fatima, quanta honra tuas palavras a meus poemas, meu trabalho enfim, Obrigado pela presença e belas palavras.

Beijinhos e obrigado pela musica que gostei
Jorge Humberto



Fatima Varella escreveu:
JorgeHumberto escreveu:
A HONRA DE TRABALHAR

Tenho muita pena, de não ter continuado meus
estudos. Mas uma soberana imagem, tomou
conta de meu romantismo: ir trabalhar,
levando em minha mão, a mala com o almoço,
e, assim, sair para a rua, rumo a algo, que tinha
por grandioso.

Adorava levantar-me cedinho, preparar tudo,
arrumando bem a minha mala de couro,
despedir-me lá dos de casa, e, fizesse calor ou
frio, pôr-me a caminho da oficina, para
aprender uma profissão.

Naquela altura, lembro bem, dava-se valor a quem
trabalhava, não como nos dias que correm, onde
cada um passa por cima do outro, para atingir seus
fins sinistros e ainda nos olham de lado, simplesmente
por desempenharmos bem o nosso oficio.

Acabou-se o romantismo e o orgulho, pelo trabalho,
do dia-a-dia. Levantar inda mal raiava o sol, respirar um
pouco de ar à janela e vermos nossos companheiros,
dirigindo-se a seus postos, de passo firme a altruísta.

Por romântico ficaram-se as facilidades, para adquirir
cobiça, pelo que é dos outros. Fazer-se que se estuda,
para terem um carro, oferecido pelos pais, e, sair à noite,
embriagando-se, até encontrar a morte nas estradas.

Sociedade de plástico, onde o fútil é recomendável.

Mal-educados, que não respeitam quem trabalha e
se dão até ao desplante, de não ceder seu lugar, nos
transportes públicos, aos velhos, fazendo-os suportar
a viagem toda de pé e rindo-se, como cerdos na
engorda, satisfeitos com sua participação, nesta vil
sociedade, de bastardos e falhos de inteligência.

Jorge Humberto
16/09/08


Olá Jorge Humberto...tu também escrevestes: "
O amor é uma sementinha" , vamos regando até crescer...trabalhas muitíssimo bem em teus poemas, os amigos. Abração Fatima música pra ti: http://frizzeylights.ning.com/


Editado pela última vez por JorgeHumberto em Qua Set 02, 2009 3:40 pm, num total de 1 vez
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Dom Ago 30, 2009 3:18 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ESTRO


Com desvelo, um tanto despreocupado,
pouso meu cotovelo esquerdo sobre a mesa,
enquanto a mão descansa no encontro
com o queixo. Braço direito estendido, a
toda a largura da mesa, segura em sua mão
uma bela caneta e uma folha toda em branco,
assumindo a mesma disposição do braço.

Pelo chão várias são as folhas caídas a meus
pés, largadas em desgraça e sem inspiração.

Tento organizar ideias e trazer até mim os
ideais de uma vida (bem ou mal vivida) que
tragam alguma luz à minha fúria poética.

Acendo um novo cigarro e um pauzinho de
incenso, de cheiro embriagante… enquanto
preparo meu banho com pétalas
de rosas brancas, tão brancas como a neve.


Jorge Humberto
29/08/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Qua Set 02, 2009 3:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Apenas discutimos para manter posições de
poder, face
à amizade e ao respeito de causa perdida.

Discutir sempre foi sinal de mediocridade,
pois quem é inteligente não discute,
expõe suas ideias sem as impor a ninguém.

Quem vive o presente, abraçado ao medo,
de um passado, que deveria ter esquecido,
vive de porta aberta àquela ânsia perversa.

Por outro lado discutir é princípio de quem se
questiona e só se questiona quem não está parado
no espaço/tempo.

Agora gritar, como eu, assumo, já o fiz algumas
vezes, isso é sinal de total ignorância, resquícios
de um passado violento, que apesar de tudo me

deixou de coração puro. Mas é com o erro que
se aprende, nunca com dúvidas em mente –
que vive de um rancor de um dia menos bom.

Se te duvidas dos outros não fazes fé e tudo o
que te digam é motivo de zombaria, porque te
julgas mais do que eles, não te sabendo julgar a ti.

Porque temes quem és e teu cérebro é um
estranho
emaranhado de sentidos, com a soberba à janela.

Forma impar de defesa, que não raras as vezes
manda calar os outros, quando estes em nada te
ofendem, que não tu em tua própria solidão consciente.

Jorge Humberto
01/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Qui Set 03, 2009 2:32 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

POETA DO POVO


Tenho dentro de mim uma mui
forte convicção, de entre ao que vou
e ao que sou.

Ao que sou não mente quando diz
de forma incondicional, que sou
o poeta do povo.

Ao que vou: poder ser nos outros, de
entre esse povo, o que ele me mostrar,
irrestritamente.

No fundo o que tenho dentro de mim
é um amor sem fronteiras, para com
essas pessoas.


Jorge Humberto
02/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Sex Set 04, 2009 3:50 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ENQUANTO LIA


Quem desse que todas as aves dos céus
à terra descessem
e entre cantos e chilreios se passeassem
por entre a terra molhada, depois de uma
manhã acidental de chuva.

Quem desse, quem desse, sem mostrar
medo algum, viessem pousar perto de mim,
curiosas por entender o que seria aquilo
no regaço de minhas mãos, de capa
colorida e letras esgarçadas, espaçadas.

E conforme a manhã se foi instalando, assim
as aves foram formando parelhas de casais,
aqui e ali nas árvores e pousando em meu corpo,
buscar-lhe a frescura, que umas rochas
salientes a devida e merecida sombra aquietava.

Jorge Humberto
03/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Sáb Set 05, 2009 2:57 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

REVISITANDO MEUS VERSOS



Por mais desertos onde me perder,
por mais jardins que ostente,
até hoje não houve semente,
que fizesse jus a todo este meu saber.

Como se uma bela flor a encontrasse
de seu jeito envergonhada,
vendo a luz ser-lhe negada,
por não ter enfim quem nela reparasse.

Pois só a indiferença lhe traz o vil algoz.
Ser quem é em si é e satisfaz.
E nada há que seja aqui capaz
de a um sentimento seu torná-lo atroz.

Muitos desejam a esta flor irresistível,
não julgando sua fragilidade.
Mais lhes importa a vaidade,
a cumprir agora e já com o exequível.

Na solidão extra de minha extensa vida,
mergulhado em meu pensar,
imenso de dor e tenso penar
são meus dias por esta gente mal vivida.


Jorge Humberto
04/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Dom Set 06, 2009 3:11 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MARAVILHAS DA NATUREZA



Depois das línguas de fogo terem cessado
seu horrível caminho,
levando consigo árvores e animais, prostrados
pelo chão, por não terem para onde fugir;
terra obscurecida, coberta de um pó preto;
certas castas de árvores mantiveram-se de pé,
esperando o verdejar de tempos futuros,
onde a vida renascerá, qual Fénix, do nada.

Por agora tudo é desolador, só composto pelo
arvoredo, que apesar de queimado, preservou
seus ramos e folhas, apesar da fuligem negra,
que tudo veste, de cima a baixo, incluindo o chão.

No inferno das chamas estas arguas da
sobrevivência, unindo seus ramos umas às outras,
num emaranhado de vida e de resistência, criaram
um impenetrável círculo, minimizando estragos
de maior para elas e para a paisagem circundante.


Jorge Humberto
05/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Ter Set 08, 2009 3:18 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

POETA QUE CALA… NÃO!



Das bigornas, do maço e do
martelo, do aço, do metal e do
ferro fundido, do esquadro e do
compasso nasce uma nova
dialéctica, rumo ao futuro.

Do soldador ao vidreiro, do pintor
ao sapateiro, do taxista ao talhante,
do camionista ao comerciante,
da cabeleireira ao vigilante
nasce assim um novo proletariado.

Das ceifeiras a ceifa, na terra o arado,
do pastor o pastoreio, do peixeiro
a pesca, dos guardas florestais
a redobrada atenção, contra as mãos
assassinas, na eira a desfolhada.

Dos emigrantes aos que cá ficaram,
da noiva chorando seu noivo,
dos que sem medo aqui ousaram
dos que elegeram seu país,
contra sucessivos governos sem presto.

Dos que pelo frio saem aos campos,
dos varredores aos engraxadores,
das novas tecnologias em progresso
contínuo, dos ricos aos pobres,
este é o nosso país e digníssima voz.

Dos que observam e preservam a
natureza, dos jardineiros aos que
lutam por um trabalho digno às suas
competências, contra os circos e tudo
que polui nosso Planeta Azul.

Podem chamar-me tudo o que
quiserem: drogado, ladrão,
assassino, demagogo, prostituto,
sem Deus… poeta que cala: NÃO!

Jorge Humberto
06/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Ter Set 08, 2009 4:27 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MENDIGO!


Não sabendo onde me dirigir, para
alcançar determinado objectivo,
sem pudor algum interpelei um mendigo,
que ali por perto resolvera passar
sua tarde, sentado na pedra da calçada.

Respondeu-me entre dentes com um «não
sei». Agradeci e pedi licença e quando
acabara de virar costas, para tentar a sorte,
junto de outra pessoa, ouvi ao longe, como
num murmúrio – o vinte e um passa por lá,
sim senhor o vinte e um passa
pelo local pretendido, pelo senhor.

Prestando-lhe vénia mais um vez agradeci
sua prestação e o ter-me ajudado, enquanto
outros passando por mim, de clara
repugnância se faziam surdos e cegos ante
minha humilde presença.

Conclui que o «não sei» é apenas uma defesa,
inocente e sincronizada, contra uma sociedade
repressora e estigmatizada.

Vendo que lhe querem de sua ajuda seus
conhecimentos, em paz tornou-se (como
seria de prever) naquilo que é. Um Ser
Humano, igual a mim e a todos vós, que ledes
estes meus versos.

Um momento, um conceito
que virou eternidade nos vossos corações e
que de ora em diante passarão a tratar a
essa pessoa, como a uma de entre vós.

Mendigo não quer pena, tão só que respeitem
sua humanidade e infortúnio.

Jorge Humberto
07/09/09
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JorgeHumberto



Mensagens: 2493
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MensagemEnviada: Qua Set 09, 2009 2:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

MINHA MÃE MINHA VIDA
(poema a seus 72 anos de idade)


Deixa-me abraçar-me a ti mãe
como quando eu me escondia
esperando a saída do trabalho,
num salto encher-te de beijos.

E embora não fosse novidade,
sempre um pulo a cada susto….
E depois felizes peito no peito,
sentíamos o bater do coração.

Não dum mas dois, mãe e filho,
que eram inseparáveis e muita,
muita era a beleza que os unia,
num respeito de sorriso largo…

E embora cansada do trabalho
e a roupa lavando na água fria,
soletravas para mim de somar
as contas, ensinando-me a ler.

Quando acabavam as aulas e a
a noite se aproximava a passos
lassos lá fora chovia a cântaros
à luz do candeeiro jantávamos.

Com o pai por fora trabalhando
sem luz e depois de arrumada a
cozinha deitávamo-nos os dois,
contando as coisas do dia-a-dia.

Até que adormecíamos no calor
um do outro, e, em sobressalto,
meus ouvidos colava a teu peito
para ouvir o teu coração bater…

Jorge Humberto
08/09/09
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Francisco Coimbra



Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Qua Set 09, 2009 3:53 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vou sempre actualizando a leitura da tua Poesia. Cito um poema que me chamou a atenção pelo balancear das frases nos versos, nele em movimento. Agradeço a visita, o comentário deixado. Abraço amigo,
Francisco

n) O balancear…

Ao Jorge Humberto

http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34868#34868

JorgeHumberto escreveu:
ENQUANTO LIA


Quem desse que todas as aves dos céus
à terra descessem
e entre cantos e chilreios se passeassem
por entre a terra molhada, depois de uma
manhã acidental de chuva.

Quem desse, quem desse, sem mostrar
medo algum, viessem pousar perto de mim,
curiosas por entender o que seria aquilo
no regaço de minhas mãos, de capa
colorida e letras esgarçadas, espaçadas.

E conforme a manhã se foi instalando, assim
as aves foram formando parelhas de casais,
aqui e ali nas árvores e pousando em meu corpo,
buscar-lhe a frescura, que umas rochas
salientes a devida e merecida sombra aquietava.

Jorge Humberto
03/09/09

_________________
http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
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JorgeHumberto



Mensagens: 2493
Localização: Lisboa

MensagemEnviada: Qui Set 10, 2009 3:47 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá Francisco muito obrigado pelo teu Balancear, minha poesia é um pouco assim, mas julgo nunca perder o fio à meada, detesto o estereotipado, e gosto como tu do expirimentalismo, de ir ao ínfimo pormenor, fazer jogos de palavras, brincar com o pensamento no fim o poema tem de ser algo de útil para o leitor

Abração
Jorg Humberto
Francisco Coimbra escreveu:
Vou sempre actualizando a leitura da tua Poesia. Cito um poema que me chamou a atenção pelo balancear das frases nos versos, nele em movimento. Agradeço a visita, o comentário deixado. Abraço amigo,
Francisco

n) O balancear…

Ao Jorge Humberto

http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=34868#34868

JorgeHumberto escreveu:
ENQUANTO LIA


Quem desse que todas as aves dos céus
à terra descessem
e entre cantos e chilreios se passeassem
por entre a terra molhada, depois de uma
manhã acidental de chuva.

Quem desse, quem desse, sem mostrar
medo algum, viessem pousar perto de mim,
curiosas por entender o que seria aquilo
no regaço de minhas mãos, de capa
colorida e letras esgarçadas, espaçadas.

E conforme a manhã se foi instalando, assim
as aves foram formando parelhas de casais,
aqui e ali nas árvores e pousando em meu corpo,
buscar-lhe a frescura, que umas rochas
salientes a devida e merecida sombra aquietava.

Jorge Humberto
03/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Sex Set 11, 2009 2:55 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

LIBERDADE É DIGNIDADE



Nasci para ser nos outros o melhor de
cada um e trazer as ovelhas
tresmalhadas para junto de suas irmãs,
sem redil nem reprimenda, que não
um chamado de atenção,
dizendo-lhes que a liberdade não se
consuma assim, mas de entre os outros
dar a mostrar suas opiniões e só depois,
se se der o caso de se sentirem presas
a um destino que não o seu partirem,
nunca fugindo sem dizer
ao que vão e porquê, pois esse é seu cenho.

Devemos assumir sempre as nossas ideias
e ideais, sejam elas políticas ou científicas,
ou nenhum dos casos, nunca escondendo nem
tão pouco de nós, quanto mais dos outros,
o que somos, pensamos e idealizamos para
nossas vidas presentes e futuras.

Quem se esconde é o avarento, julgando-se
mais que os demais, sorrindo para o espelho
oblíquo, onde não entra luz nenhuma…,
autêntico serviçal na sua arrogância pueril.

Quem não conquista sua liberdade ante
o arrostar convencional, luta e sai
de nome soletrado em cada boca,
não conquista nada, que se preze ou valha –

Frustrado vai na vida, olvidado da prata.

Jorge Humberto
10/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Seg Set 14, 2009 3:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

OS FILHOS DA LUTA



Oh, vós que sois, toda esta minha
alegria, pela luta que travais por um
mundo melhor; oh, vós aqueles, que
empunhando a bandeira da revolução,
disseram «não» ao patrão e à
inquisição no mal julgar-vos…

Oh, médicos, oh, enfermeiros, oh
cientistas, oh, escritores,
sede vós a força deste nosso Portugal!

E que o ilustre trabalhador, aquando
de um novo alvor, não tema nunca
de sua a sua palavra nem a responsabilidade
de um povo, que soube dizer «não»,
à demagogia retrógrada e omissa.


Jorge Humberto
13/09/09
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JorgeHumberto



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MensagemEnviada: Ter Set 15, 2009 4:03 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

HOLOCAUSTO


Quando se deram os primeiros actos inumanos, perpetrados
por selvagens, sequazes de Hitler, a todos maltratando,
quem não fosse da raça Ariana, não olhando sequer a crianças
ou a velhos, que o povo ia cego, idolatrando um impostor e viciado
em drogas, muitos tiveram de fugir para outros países, enquanto
os demais, filhos e filhas do infortúnio, por ordem e mando de
Mengele, o anjo da morte, foram deportados, como carne para
canhão, em carruagens, onde respirar mal podiam, de tão apertados,
para Auschwitz e outros campos de concentração.

Mengele era alguém que tinha um fascínio invulgar
e doentio por gémeos e anões, injectando tinta nos olhos
das crianças, unindo veias a seu belo prazer e tratando
crianças com laser, deixando os corpos queimados e os
pacientes calados, pois sabiam que enquanto servissem
a Mengele, não iriam para outros campos de concentração.
Houve até quem ganhasse certa empatia com este monstro,
jovem e de sorriso no rosto, tal era a falta de afecto de
estas crianças que já haviam perdido seus pais, sodomizados
e assassinados, por ordem do mesmo e do chefe das SS,
Heinrich Himmler, pior ainda que o primeiro.

Ao chegarem a Auschwitz crianças eram separadas de
suas mães, homens de mulheres. Mengele à porta de sua
maldita clínica de rastreio, saia à rua, pegava nas crianças
e mandava os demais para os trabalhos forçados ou para
as celas de gás, dizia por causa dos parasitas. Antes tiravam
qualquer réstia de humanidade, cortando o cabelo, quer
a homens quer a mulheres e despindo-os por completo,
faziam-nos entrar numa grande sala de porta hermética.
Por cima, pelos ventiladores deitavam o gás mortífero, e num
desespero e incompreensão, muitos morriam agarrados uns
aos outros, para se sentirem menos sozinhos estou em crer.
E quando o pó se dissipava, fantoches vendidos aos Nazis,
com desprezo cuidando as vítimas gaseadas, dirigiam-se
para os fornos, que não paravam noite e dia de queimar e
de deitar um cheiro nauseabundo que a tudo impregnava…

Mal sabiam os sobreviventes que o pouco do sabão que lhes
davam semanalmente, era feito dos restos de seus entes
queridos e houve mães enlouquecidas comendo-o para terem
de novo seus filhos dentro de si… Triste… muito triste.

Ainda hoje em dia fanáticos têm suas células Neo Nazis, por
todo o mundo, pois estão em crer que tudo isto foi propaganda
contra o terceiro Reich por parte dos americanos, ingleses e Russos -

O cobarde suicidou-se e todos os que com ele privaram mais de
perto, obrigando esposas e filhos a assumirem o mesmo acto…

Jorge Humberto
14/09/09
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