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Francisco Coimbra
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Enviada:
Seg Set 07, 2009 11:47 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qua Set 09, 2009 12:58 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qui Set 10, 2009 10:23 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Set 11, 2009 12:47 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Set 13, 2009 10:55 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Set 15, 2009 4:12 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qua Set 16, 2009 2:07 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sáb Set 19, 2009 1:50 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Seg Set 21, 2009 4:08 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Set 22, 2009 4:55 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Seg Set 28, 2009 10:02 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Ter Set 29, 2009 3:40 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Sex Out 02, 2009 11:57 pm |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Seg Out 05, 2009 12:27 am |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Qua Out 07, 2009 11:11 pm |
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A MÚSICA DAS PALAVRAS
Há nos poetas qualquer coisa de único, mesmo se “essa coisa” é partilhada por milhares que, com regularidade, se entregam à procura da palavra mais certa para dizer algo de tão impalpável como é a poesia. Para atingirem esse fim, também um meio, princípio e não sei que mais possa dizer: a sua essencialidade, através de peças verbais elaboradas em verso, os poemas.
Enredado nestas frases perifrásticas, passei para este segundo parágrafo a missão de tentar dizer o que há de único nos poetas: a procura de fazer arte com as palavras, às vezes nada preocupados com a Arte e, tão só, a sua capacidade de dizer o que querem expressar através da escrita. Vai mau o tempo para os poetas serem o veículo da oralidade da poesia, as tertúlias são substituídas por esta inter-náutica experiência da partilha da escrita da Poesia.
Cada um olha para si, com certeza perguntando-se “O que há em mim que faça de mim único?”. Se não o faz, faz mal, deve fazê-lo. Pois o que se deve pedir ao leitor se não esse olhar transformador das nossas exposições em reflexões, para podermos fechar o ciclo acompanhando o dialéctico processo da leitura/escrita talvez por esta mesma ordem: ler em nós enquanto escrevemos, para escrever enquanto fazemos essa leitura que de imediato se abre numa perspectiva histórica ligando-nos ao Passado, remetendo para o Futuro, vivendo intensamente o Presente.
A Poesia faz-se vivendo “estados de alma”, no que é igual a todas as actividades que requerem emoção. Para dizer isto, penso colocar-me do lado dos que reconhecem a necessidade da inspiração no labor poético. Quase de certeza atribuindo à inspiração uma importância muito superior aos 1%, em oposição a 99% de transpiração. João Cabral de Melo Neto, foi dele que li esta matemática relacional entre o que seria trabalho e a componente mais espiritual do que nos leva a praticar esse trabalho. Ganho balanço para distinguir a importância das palavras empregues, componente espiritual e não componente mental; penso que o mental ocupa grande parte dos 99% sugeridos. Nesse trabalho da mente, o que será o espiritual? Essa fé, desejo, inspiração, emoção que, para mim, é muito mais que 1% do trabalho requerido é algo que me diz não estar muito enganado, veja-se o facto de a maioria das pessoas ser poeta apenas quando está apaixonado. Por pura paixão me dou à escrita, algo que amo fazer. Ultrapassa-me tudo o que não possui a procura da essencialidade da poesia que quero passar para a Poesia, mesmo se «nada do que é humano me exclui».
De súbito… «não mais que de repente» há demasiadas palavras, ideias, referências, a derramarem existência nesta ocorrência onde a Prosa goza da sua prorrogativa de não querer ser mais do que é e pode ser quando tenta dizer as coisas nela escritas. Neste caso com uma intencionalidade manifesta, gozar a ficção que se dá desta feição: criar uma história a contas com um tema onde, pegando pelas várias pontas das palavras, elas se entrançam como um cesteiro fará um cesto, ou outra peça.
A peça que quero saia daqui não visa mais do que ter a experiência do cronista a quem ocorreu fazer uma crónica sobre o que seja a Poesia, tendo como enfoque focar o surgir da aventura do texto feito “ao correr da pena” quando ela é substituída por um teclado onde tento “tocar piano e falar Francês” como o Gato Maltês duma história infantil, o que me reporta à vontade de ficcionar.
Dou a essa vontade de fazer ficção uma função de distracção necessária, para me entreter enquanto escrevo. Posso procurar uma objectividade completa, total, não menos ficcional mas com a ideia duma racionalidade capaz de se pôr à prova tentando provar uma tese, servir uma anti-tese e chegar à síntese. Nada de tão sério que me leve a tentar reler o que quis dizer quem forneceu a humanidade desta articulação: tese anti-tese síntese.
Neste ponto, espero esteja na Internet e possa procurar num motor de busca o resultado para a pesquisa para esta entrada: tese anti-tese síntese. Isto porque, é legítimo já estar, tanto o leitor como eu, “pronto para outra”. No caso do leitor/a, para poder pensar escrever uma outra crónica onde rapidamente possa chegar à conclusão que, para escrever sobre Poesia, dá imenso jeito sentir-se poeta. Condição essencial não esquecer a essencialidade como necessidade necessária, podendo de seguida perder-se, dando curso à inspiração. Se se sentir inspirado/a, vai ver que só pára quando tiver a página cheia do que entretanto tiver escrito.
Onde gostaria de chegar com todo este relambório? Talvez a “A MÚSICA DAS PALAVRAS”, título que encontrarão se fizerem a pesquisa que sugeri. Como precisava dum título para esta crónica, está dado. Agora cada um jogue o dado como melhor souber, a minha sugestão é poder o leitor ser agora escritor e amanhã, quem sabe? Poder ser seu leitor.
Arrumada a crónica, cheguei ao fim da página, vou publicar um poema. Para o escrever escrevi-o, tentando fazer um dueto com “uma poetisa da casa”. Deixo para ela ligação, esperando me leve de forma leve e prazenteira o atrevimento de para ela chamar a atenção e tudo o mais. Mesmo se me recuso a sentir na obrigação de pedir autorização seja a quem for para fazer uma composição poética a partir seja do que for, poemas incluídos. Pese embora haver quem publique acrescentando, “não se autoriza que façam duetos a partir deste poema”. Se há coisas que ninguém me vai autorizar é a fazer o que me apeteça em relação à minha forma de ler e intervir com base na minha leitura, isto não elimina a obrigatoriedade de não plagiar, óbvio.
Só me falta qual o comentário a fazer? Para agradecer uma leitura de que gostei, tanto como da envolvente, gente a acarinhar gente.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35254#35254
Cara Marianna,
Convite para ler uma crónica, descobrindo que fiz um poema em “dueto” com o seu poema. Bjs
Se não gostar do resultado, eliminarei a referência ao seu poema como fonte da escrita do meu. Esperando no entanto que isso não aconteça, vou mesmo corporizar o dueto: fazer poesia a duas vozes.
Cá temos uma situação na qual não incorreria com quem manifeste desejo contrário à partilha das suas composições, com a legitimidade que todos temos de ter, assumindo como nossas as ideias que quisermos para nós, mesmo que as tenhamos lido ou ouvido importará o onde, quando e porquê a quem se importar ou quiser fazer Importação. Está dada uma importância a algo que verdadeiramente não importo, mas me importa. Ou seja, tento não dar demasiada importância, mas tem importância: não importo, entra a fronteira da atenção!
Dueto:
LINHAS
«linhas se avolumam»
diante dos meus olhos sôfregos
«diante dos meus dedos mudos»
eu tentando sair da imaginação
«linhas»
gestos
«trilhos»
mímica
«estradas»
palavra
«(o que sei das encruzilhadas e dos semáforos?)»
(às vezes a poesia procura dar forma ao silêncio!)
«um trem desgovernado»
uma imagem forte chocante
«pode estar nesta hora»
igual um touro enraivecido
«rompendo o ar cansado do dia»
desafia movimento da capa
«um rosto ainda informe»
é um filme inventando ver
«tenta compor seus traços»
a composição de imagens
«linhas simetricamente desenhadas»
numa harmonia essencial à vida
«estiram-se»
movemo-nos
«diante dos meus dedos»
numa escrita fílmica
«mudos»
mu_dança…
(o touro investe, o homem toureia:
poesia nasce onde o poeta se dá
... como um bandarilheiro!!)
Pode dar a ideia que estive a tourear a poesia duma poetisa? Seria, será uma bela ideia!
Nada que é duma pessoa é a pessoa, a não ser a pessoa enquanto pessoa: entidade da identidade.
SobrePoesia(s)
FAENA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35255#35255 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qui Out 15, 2009 11:34 pm, num total de 5 vezes |
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