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bbrian, coisas que escrevo: VOZES QUE OUÇO Exibir próxima mensagem
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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Nov 17, 2009 12:50 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

VENTOS SICILIANOS

Do Alto da Lampadosa
Sopram ventos consoladores
Rogam na voz da brisa
Rimas a poesia dos trópicos

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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Nov 17, 2009 3:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

DA POESIA...

Penso o homem só,
Pela janela observando as tardes
Olhar imenso quando a sombra dava-lhe
Atrás da casa, o sol poente
Iluminava as copas

Sorriso largo
Boca desdentada
Semblante calmo
Língua seminua

Nada o importunava
Nem mesmo a morte lhe endurecera os traços.

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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Nov 17, 2009 3:21 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

OS LOUCOS TAMBÉM ESCREVINHAM

Que loucura essa minha
De escrever desordenado

Se não escrevo, enlouqueço
Se não enlouqueço,
Desvairo os outros.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Nov 17, 2009 8:45 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
JAZIDA

Apodera o amor dos seus discípulos.
Frágeis as visões pequenas
Míopes
Deliquentes desarmónicos
Confiam votos à matéria,
Bestiais fantoches movendo a própria insídia,
Visíveis mortos, corporificados.


Hoje "Jazida" deu a indicação – neste belo espaço que sempre vai crescendo – em "coisas que escrevo". Depois desta poesia, fértil foi o dia. Gosto da tentação epigramática de alguma de suas poesias, a brevidade nelas quase sempre deixa a marca duma resolução onde o tempo procura o máximo tempo no mínimo espaço.
Nesta poesia vivem todas as suas marcas e agrada-me sentir agarrado desde o primeiro verso, a ponto de sentir a necessidade de, a ele, regressar em cada novo verso. A tentação de procurar "os discípulos", caracterizando neles "as visões pequenas"? Certezas deixo-as só para o gozo de poder aprofundar cada uma das palavras em todas!
Amiga, esta é uma pequena tentativa de tentar dar, mostrar, a tentação com que também eu sou tentado pelo mistério, pela revelação, pelas evidências... de teus versos. Meu obrigado por sua presença e leituras! Bjs


Francisco, como é maravilhoso sentir a atençao com que me lê.
Imaginemos a retirada do ponto do primeiro verso e pontuar o segundo com dois pontos.
A poesia é mágica quando os que lêem estão atentos. Certezas não agrada-me deixa-las nem que deixem, justamente para olhares como o seu sintam tentados. O verso é meu enquanto escrevo, depois de escrito é do leitor.
Breve sou, talvez pelo fascínio do tudo ser pouco,do grande ser simples. Vivo esse desafio, juro que tento, na certeza que sempre procuro melhorar.
Quando fico evidente meus medos afloram temendo a minha coragem, me pego freiando para não capotar.
Bom você ser assim, com gosto pelo mistério, ter na busca do oculto as suas versões, fazendo da poesia,escritor ou leitor, a beleza que ela merece.
Obrigada,obrigada! beijos no coraçao!


Amiga BB,
Não quis publicar mais nada sem passar o que escrevi, só hoje o farei... Primeiro deixar aqui o meu agradecimento por valorizar(es) meu(s) comentário, como também o tento fazer em relação ao(s) teu(s). Ao fazê-lo entretenho-me a mostrar e sentir como o singular existe plural, onde se potencializa.
Na verdade ainda não fui ao meu caderno passar o que escrevi, mas já não atraso mais este meu agradecimento. Ou, atraso. Atraso, porque também hoje ainda não me apetece passar. Em boa verdade, nunca me apetece passar. Transcrever, a transcrição, é sempre um trabalho que não existe na inscrição onde a escrita acontece. Não, não atraso; fica o comentário, e meus parabéns pelo que sempre vais publicando. Parabéns! Bjs

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 12:11 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
JAZIDA

Apodera o amor dos seus discípulos.
Frágeis as visões pequenas
Míopes
Deliquentes desarmónicos
Confiam votos à matéria,
Bestiais fantoches movendo a própria insídia,
Visíveis mortos, corporificados.


Hoje "Jazida" deu a indicação – neste belo espaço que sempre vai crescendo – em "coisas que escrevo". Depois desta poesia, fértil foi o dia. Gosto da tentação epigramática de alguma de suas poesias, a brevidade nelas quase sempre deixa a marca duma resolução onde o tempo procura o máximo tempo no mínimo espaço.
Nesta poesia vivem todas as suas marcas e agrada-me sentir agarrado desde o primeiro verso, a ponto de sentir a necessidade de, a ele, regressar em cada novo verso. A tentação de procurar "os discípulos", caracterizando neles "as visões pequenas"? Certezas deixo-as só para o gozo de poder aprofundar cada uma das palavras em todas!
Amiga, esta é uma pequena tentativa de tentar dar, mostrar, a tentação com que também eu sou tentado pelo mistério, pela revelação, pelas evidências... de teus versos. Meu obrigado por sua presença e leituras! Bjs


Francisco, como é maravilhoso sentir a atençao com que me lê.
Imaginemos a retirada do ponto do primeiro verso e pontuar o segundo com dois pontos.
A poesia é mágica quando os que lêem estão atentos. Certezas não agrada-me deixa-las nem que deixem, justamente para olhares como o seu sintam tentados. O verso é meu enquanto escrevo, depois de escrito é do leitor.
Breve sou, talvez pelo fascínio do tudo ser pouco,do grande ser simples. Vivo esse desafio, juro que tento, na certeza que sempre procuro melhorar.
Quando fico evidente meus medos afloram temendo a minha coragem, me pego freiando para não capotar.
Bom você ser assim, com gosto pelo mistério, ter na busca do oculto as suas versões, fazendo da poesia,escritor ou leitor, a beleza que ela merece.
Obrigada,obrigada! beijos no coraçao!


Amiga BB,
Não quis publicar mais nada sem passar o que escrevi, só hoje o farei... Primeiro deixar aqui o meu agradecimento por valorizar(es) meu(s) comentário, como também o tento fazer em relação ao(s) teu(s). Ao fazê-lo entretenho-me a mostrar e sentir como o singular existe plural, onde se potencializa.
Na verdade ainda não fui ao meu caderno passar o que escrevi, mas já não atraso mais este meu agradecimento. Ou, atraso. Atraso, porque também hoje ainda não me apetece passar. Em boa verdade, nunca me apetece passar. Transcrever, a transcrição, é sempre um trabalho que não existe na inscrição onde a escrita acontece. Não, não atraso; fica o comentário, e meus parabéns pelo que sempre vais publicando. Parabéns! Bjs


É verdade Francisco, a poesia é múltipla. Sós estamos enquanto cativos da busca, da escrita. Após somos pluralistas. Um todo que se aconchegam para aquecerem durante invernos.
Por favor não atrase, seus versos são esperados. Obrigada e beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 12:22 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

CHORO DA ÁFRICA QUE NADA! É BARBÁRIE MESMO

Nem Hitler foi mais
Que os barões-animais

Abriram feridas
Incuráveis e mortais

Esqueceram o condor (com+dor)
Da essência incolor

Se o amor fosse branco, seria o horror!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 2:13 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

DOO-LHE O DIREITO...

Dou-me o direito pecaminoso
Dou-me o riso
Os dedos cevados.
Dou-me porque sou minha.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 10:19 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
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JAZIDA

Apodera o amor dos seus discípulos.
Frágeis as visões pequenas
Míopes
Deliquentes desarmónicos
Confiam votos à matéria,
Bestiais fantoches movendo a própria insídia,
Visíveis mortos, corporificados.


Hoje "Jazida" deu a indicação – neste belo espaço que sempre vai crescendo – em "coisas que escrevo". Depois desta poesia, fértil foi o dia. Gosto da tentação epigramática de alguma de suas poesias, a brevidade nelas quase sempre deixa a marca duma resolução onde o tempo procura o máximo tempo no mínimo espaço.
Nesta poesia vivem todas as suas marcas e agrada-me sentir agarrado desde o primeiro verso, a ponto de sentir a necessidade de, a ele, regressar em cada novo verso. A tentação de procurar "os discípulos", caracterizando neles "as visões pequenas"? Certezas deixo-as só para o gozo de poder aprofundar cada uma das palavras em todas!
Amiga, esta é uma pequena tentativa de tentar dar, mostrar, a tentação com que também eu sou tentado pelo mistério, pela revelação, pelas evidências... de teus versos. Meu obrigado por sua presença e leituras! Bjs


Francisco, como é maravilhoso sentir a atençao com que me lê.
Imaginemos a retirada do ponto do primeiro verso e pontuar o segundo com dois pontos.
A poesia é mágica quando os que lêem estão atentos. Certezas não agrada-me deixa-las nem que deixem, justamente para olhares como o seu sintam tentados. O verso é meu enquanto escrevo, depois de escrito é do leitor.
Breve sou, talvez pelo fascínio do tudo ser pouco,do grande ser simples. Vivo esse desafio, juro que tento, na certeza que sempre procuro melhorar.
Quando fico evidente meus medos afloram temendo a minha coragem, me pego freiando para não capotar.
Bom você ser assim, com gosto pelo mistério, ter na busca do oculto as suas versões, fazendo da poesia,escritor ou leitor, a beleza que ela merece.
Obrigada,obrigada! beijos no coraçao!


Amiga BB,
Não quis publicar mais nada sem passar o que escrevi, só hoje o farei... Primeiro deixar aqui o meu agradecimento por valorizar(es) meu(s) comentário, como também o tento fazer em relação ao(s) teu(s). Ao fazê-lo entretenho-me a mostrar e sentir como o singular existe plural, onde se potencializa.
Na verdade ainda não fui ao meu caderno passar o que escrevi, mas já não atraso mais este meu agradecimento. Ou, atraso. Atraso, porque também hoje ainda não me apetece passar. Em boa verdade, nunca me apetece passar. Transcrever, a transcrição, é sempre um trabalho que não existe na inscrição onde a escrita acontece. Não, não atraso; fica o comentário, e meus parabéns pelo que sempre vais publicando. Parabéns! Bjs


É verdade Francisco, a poesia é múltipla. Sós estamos enquanto cativos da busca, da escrita. Após somos pluralistas. Um todo que se aconchegam para aquecerem durante invernos.
Por favor não atrase, seus versos são esperados. Obrigada e beijos no coraçao!


BB,
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35801#35801
Bom poder conversar com as suas/tuas palavras, nelas colher a interlocutora. Vou tentar dar à colher, delicada_mente, palavras para a boca. A fala que gostaria de ter “por boca”, dizendo as palavras, aqui as deixo escrita(s).
«Um enigma, como no tabuleiro as peças movem[-se*] envolvidas entre si.
Ainda não cheguei ao xeque-mate mas já começo ordenar os versos.
Desafiador, confesso! Se sigo meu raciocínio é por demais passional e erótico.
Beijos no coração!»
*se: incluo por adopção plena, gosto pessoal [leva-me a acrescentar poema de 13.11.09]
Tentar interpretar o poema é procurar dá-lo a ler de forma literal, transformando-o em fala duma personagem: Mina. Agrada-me registar para a interpretação «passional e erótico», nada mais acrescento pois acho que está tudo dito.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35770#35770
[logo tento chegar ao “xeque-mate”, publico poemas] Bjs
---> http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35810#35810

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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 11:48 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

SE

Rompermos o infinito
Formos além da beleza
De Vénus,
Da montanha sagrada
Do olhar de Deus.
Aerificaríamos.

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 12:19 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

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Apodera o amor dos seus discípulos.
Frágeis as visões pequenas
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Confiam votos à matéria,
Bestiais fantoches movendo a própria insídia,
Visíveis mortos, corporificados.


Hoje "Jazida" deu a indicação – neste belo espaço que sempre vai crescendo – em "coisas que escrevo". Depois desta poesia, fértil foi o dia. Gosto da tentação epigramática de alguma de suas poesias, a brevidade nelas quase sempre deixa a marca duma resolução onde o tempo procura o máximo tempo no mínimo espaço.
Nesta poesia vivem todas as suas marcas e agrada-me sentir agarrado desde o primeiro verso, a ponto de sentir a necessidade de, a ele, regressar em cada novo verso. A tentação de procurar "os discípulos", caracterizando neles "as visões pequenas"? Certezas deixo-as só para o gozo de poder aprofundar cada uma das palavras em todas!
Amiga, esta é uma pequena tentativa de tentar dar, mostrar, a tentação com que também eu sou tentado pelo mistério, pela revelação, pelas evidências... de teus versos. Meu obrigado por sua presença e leituras! Bjs


Francisco, como é maravilhoso sentir a atençao com que me lê.
Imaginemos a retirada do ponto do primeiro verso e pontuar o segundo com dois pontos.
A poesia é mágica quando os que lêem estão atentos. Certezas não agrada-me deixa-las nem que deixem, justamente para olhares como o seu sintam tentados. O verso é meu enquanto escrevo, depois de escrito é do leitor.
Breve sou, talvez pelo fascínio do tudo ser pouco,do grande ser simples. Vivo esse desafio, juro que tento, na certeza que sempre procuro melhorar.
Quando fico evidente meus medos afloram temendo a minha coragem, me pego freiando para não capotar.
Bom você ser assim, com gosto pelo mistério, ter na busca do oculto as suas versões, fazendo da poesia,escritor ou leitor, a beleza que ela merece.
Obrigada,obrigada! beijos no coraçao!


Amiga BB,
Não quis publicar mais nada sem passar o que escrevi, só hoje o farei... Primeiro deixar aqui o meu agradecimento por valorizar(es) meu(s) comentário, como também o tento fazer em relação ao(s) teu(s). Ao fazê-lo entretenho-me a mostrar e sentir como o singular existe plural, onde se potencializa.
Na verdade ainda não fui ao meu caderno passar o que escrevi, mas já não atraso mais este meu agradecimento. Ou, atraso. Atraso, porque também hoje ainda não me apetece passar. Em boa verdade, nunca me apetece passar. Transcrever, a transcrição, é sempre um trabalho que não existe na inscrição onde a escrita acontece. Não, não atraso; fica o comentário, e meus parabéns pelo que sempre vais publicando. Parabéns! Bjs


É verdade Francisco, a poesia é múltipla. Sós estamos enquanto cativos da busca, da escrita. Após somos pluralistas. Um todo que se aconchegam para aquecerem durante invernos.
Por favor não atrase, seus versos são esperados. Obrigada e beijos no coraçao!


BB,
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Bom poder conversar com as suas/tuas palavras, nelas colher a interlocutora. Vou tentar dar à colher, delicada_mente, palavras para a boca. A fala que gostaria de ter “por boca”, dizendo as palavras, aqui as deixo escrita(s).
«Um enigma, como no tabuleiro as peças movem[-se*] envolvidas entre si.
Ainda não cheguei ao xeque-mate mas já começo ordenar os versos.
Desafiador, confesso! Se sigo meu raciocínio é por demais passional e erótico.
Beijos no coração!»
*se: incluo por adopção plena, gosto pessoal [leva-me a acrescentar poema de 13.11.09]
Tentar interpretar o poema é procurar dá-lo a ler de forma literal, transformando-o em fala duma personagem: Mina. Agrada-me registar para a interpretação «passional e erótico», nada mais acrescento pois acho que está tudo dito.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35770#35770
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Francisco, doação , adaptação ou interpretaçao não se discute. A cada poesia um olhar,ponto. Mesmo assim continua desafiador.
Obstinada que sou, minuciosamente concluirei. Atenta percorrerei 13-11-09.
Tenha certeza, será belo, sem prejuízo a sua arte.
Beijos no coraçao!

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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 12:48 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ESTÉTICA

Rugas são contas, é matemática.
Tenho muitas, poucas, algumas, compatíveis com a idade
Uso cremes, protetores, nada adianta
Gestos experimentalistas nunca escondem as verdades.

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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 1:04 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
CHORO DA ÁFRICA QUE NADA! É BARBÁRIE MESMO

Nem Hitler foi mais
Que os barões-animais

Abriram feridas
Incuráveis e mortais

Esqueceram o condor (com+dor)
Da essência incolor

Se o amor fosse branco, seria o horror!


Choro da África... Isto me fez recordar da guerra civil em Ruanda... Aliás, guerra... que tolice! Da chacina em Ruanda... Alguns não crêem na reencarnação, mas que eram aqueles homens alimentados por ódio senão os mesmos que dizimaram a Europa em 40?

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João
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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 3:45 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

jcm-medeiros escreveu:
bbrian escreveu:
CHORO DA ÁFRICA QUE NADA! É BARBÁRIE MESMO

Nem Hitler foi mais
Que os barões-animais

Abriram feridas
Incuráveis e mortais

Esqueceram o condor (com+dor)
Da essência incolor

Se o amor fosse branco, seria o horror!


Choro da África... Isto me fez recordar da guerra civil em Ruanda... Aliás, guerra... que tolice! Da chacina em Ruanda... Alguns não crêem na reencarnação, mas que eram aqueles homens alimentados por ódio senão os mesmos que dizimaram a Europa em 40?


Obrigada João! parodiando o programa: eles estão as soltas ,mas nós corremos atrás. Beijos no coraçao!

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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 3:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

FOSFORESCÊNCIA

Levada à corte a poesia defendia-se: do que me acusam Senhores!Se sou pedra, sou indolor? Se respiro tenho vida?
Surgem balbúrdias, alguns reafirmam, outros prontificam assinar a culpa.
Invade a sala uma mosca, ruidosa e descontrolada, voa de léu em léu, entre tapas e
ofensas: inseto! imunda!
Somente a poesia observa a bailaria tagarela.
O sol apaga, cai o dilúvio. É um corre-corre, ombradas , visível desespero.
Impossível encontrar os degraus, chão alagado e total cegueira.
Pousada no teto, fosforescente mosca verde, conduz rumo à escada encoberta, feito farolim noturno.
Sobem juntas, rumo ao terraço seguro.

Zumbir dos tímpanos
Sacrossanta liberdade
Luz da vida
Guia da Arte.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qua Nov 18, 2009 11:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
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bbrian escreveu:
JAZIDA

Apodera o amor dos seus discípulos.
Frágeis as visões pequenas
Míopes
Deliquentes desarmónicos
Confiam votos à matéria,
Bestiais fantoches movendo a própria insídia,
Visíveis mortos, corporificados.


Hoje "Jazida" deu a indicação – neste belo espaço que sempre vai crescendo – em "coisas que escrevo". Depois desta poesia, fértil foi o dia. Gosto da tentação epigramática de alguma de suas poesias, a brevidade nelas quase sempre deixa a marca duma resolução onde o tempo procura o máximo tempo no mínimo espaço.
Nesta poesia vivem todas as suas marcas e agrada-me sentir agarrado desde o primeiro verso, a ponto de sentir a necessidade de, a ele, regressar em cada novo verso. A tentação de procurar "os discípulos", caracterizando neles "as visões pequenas"? Certezas deixo-as só para o gozo de poder aprofundar cada uma das palavras em todas!
Amiga, esta é uma pequena tentativa de tentar dar, mostrar, a tentação com que também eu sou tentado pelo mistério, pela revelação, pelas evidências... de teus versos. Meu obrigado por sua presença e leituras! Bjs


Francisco, como é maravilhoso sentir a atençao com que me lê.
Imaginemos a retirada do ponto do primeiro verso e pontuar o segundo com dois pontos.
A poesia é mágica quando os que lêem estão atentos. Certezas não agrada-me deixa-las nem que deixem, justamente para olhares como o seu sintam tentados. O verso é meu enquanto escrevo, depois de escrito é do leitor.
Breve sou, talvez pelo fascínio do tudo ser pouco,do grande ser simples. Vivo esse desafio, juro que tento, na certeza que sempre procuro melhorar.
Quando fico evidente meus medos afloram temendo a minha coragem, me pego freiando para não capotar.
Bom você ser assim, com gosto pelo mistério, ter na busca do oculto as suas versões, fazendo da poesia,escritor ou leitor, a beleza que ela merece.
Obrigada,obrigada! beijos no coraçao!


Amiga BB,
Não quis publicar mais nada sem passar o que escrevi, só hoje o farei... Primeiro deixar aqui o meu agradecimento por valorizar(es) meu(s) comentário, como também o tento fazer em relação ao(s) teu(s). Ao fazê-lo entretenho-me a mostrar e sentir como o singular existe plural, onde se potencializa.
Na verdade ainda não fui ao meu caderno passar o que escrevi, mas já não atraso mais este meu agradecimento. Ou, atraso. Atraso, porque também hoje ainda não me apetece passar. Em boa verdade, nunca me apetece passar. Transcrever, a transcrição, é sempre um trabalho que não existe na inscrição onde a escrita acontece. Não, não atraso; fica o comentário, e meus parabéns pelo que sempre vais publicando. Parabéns! Bjs


É verdade Francisco, a poesia é múltipla. Sós estamos enquanto cativos da busca, da escrita. Após somos pluralistas. Um todo que se aconchegam para aquecerem durante invernos.
Por favor não atrase, seus versos são esperados. Obrigada e beijos no coraçao!


BB,
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Bom poder conversar com as suas/tuas palavras, nelas colher a interlocutora. Vou tentar dar à colher, delicada_mente, palavras para a boca. A fala que gostaria de ter “por boca”, dizendo as palavras, aqui as deixo escrita(s).
«Um enigma, como no tabuleiro as peças movem[-se*] envolvidas entre si.
Ainda não cheguei ao xeque-mate mas já começo ordenar os versos.
Desafiador, confesso! Se sigo meu raciocínio é por demais passional e erótico.
Beijos no coração!»
*se: incluo por adopção plena, gosto pessoal [leva-me a acrescentar poema de 13.11.09]
Tentar interpretar o poema é procurar dá-lo a ler de forma literal, transformando-o em fala duma personagem: Mina. Agrada-me registar para a interpretação «passional e erótico», nada mais acrescento pois acho que está tudo dito.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=35770#35770
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Francisco, doação , adaptação ou interpretaçao não se discute. A cada poesia um olhar,ponto. Mesmo assim continua desafiador.
Obstinada que sou, minuciosamente concluirei. Atenta percorrerei 13-11-09.
Tenha certeza, será belo, sem prejuízo a sua arte.
Beijos no coraçao!


BB,
Grande árvore... já dá nossa conversa(s)
Gostei e amanhã lerei com nova atenção FOSFORESCÊNCIA!
Boa noite, beijos no coração!
Cheque-Mate: Cheque-Vida! Acabei de publicar:
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