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wton
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Enviada:
Ter Jun 09, 2009 9:07 am |
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A Loucura de Susan Boyle
Cantar é perigoso.
Por isso,
Nós mortais o fazemos na segurança de nosso banheiro,
Tendo o espelho como jurado.
Dentre tantas patologias a que mais me preocupa é a
Famosidade.
A grande sacada da vida é ser único,
Ainda assim procuramos por nos tornar iguais,
Sermos aceitos numa totalidade unicamente falsa.
Nascer único aqui só e válido se outros puderem contemplar essa tal
Singularidade.
Então nos atiramos nesse mar de pessoas,
Nadando contra o revés,
Galgando a famosidade tão cobiçada.
Pobre Susan,
Queria apenas ser aceita neste mundo hipócrita,
E foi, embora que por algumas semanas.
Mas os tigres vêm à noite, com sua voz como um trovão,
E Susan partiu.
Talvez o seu problema fosse o de apenas ser feia,
Mas quem não é?
A sociedade não suportaria ver sua própria face refletida.
Acho que a loucura de Susan Boyle é apenas uma:
Querer viver neste mundinho canibal.
Loucura que todos temos o prazer de imitar. |
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wton
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Enviada:
Qua Jun 24, 2009 12:53 pm |
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Das Lendas Que Não Existem II
Ouvi de bocas mais sábias,
A história que eternizo aqui.
Tudo sempre volta,
Um ciclo,
Infinito,
De coisas tão mais simples do que viver,
E a vida,
Essa sim finita,
Segue seu itinerário.
Nascer, crescer, morrer,
E tão mais bonito assim,
Rimando.
Renascer, existir e rimar,
Coisas que espero não mais fazer enquanto homem.
Mas o que importa aqui é a curta história da pequena estrela-do-mar que se apaixonou por um oceano,
E que versos longos não combinam com histórias curtas.
"A pequena estrelinha e o grande oceano.
Pela lei da atração oposta,
Muito bem aproveitada aqui,
A estrelinha se apaixonou pelo marzão.
Só que o marzão,
Muito do orgulhoso,
Não queria saber da pobre estrela marinha.
Ela se atirava de contra a maré,
E o grande azulão a mandava de volta à areia.
E assim ficaram durante anos.
Um dia o sol,
Astro rei e por si só superlativo,
Ficou com pena da pequena cinco pontas, e,
Achando que ajudava,
Levou-a para morar no céu.
Deprimida pela separação,
A estrela suicidou-se numa brilhante supernova,
Indo repousar eternamente,
Em partes ainda menores,
Nos braços azuis esverdeados de seu amor não correspondido.
O mar não teve tempo para uma ressaca moral,
Pois logo havia outra estrela por ele apaixonada."
É...
São tantas as estrelas e tão pouca é a poesia. |
Editado pela última vez por wton em Qui Jul 16, 2009 1:21 pm, num total de 1 vez |
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wton
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Enviada:
Seg Jul 06, 2009 3:32 pm |
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Bzzzzzzzzzzzzz...
Sorvo de flor em flor,
Devagarzinho feito saudade,
O amor amarelado dos girassóis.
Suave em caricias ao vento,
Transcendo alturas vertiginosas,
Deixando o ar rarefeito balançar
Minhas antenas,
Vôo no meu melhor traje âmbarnegrecido.
Espalho minhas felicidades misturadas ao pólen.
Trabalho,
Dia a dia,
Abelhando em comunidade e
Voando,
Fazendo aquilo para o que fui feito. |
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wton
Mensagens: 228
Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Seg Jul 06, 2009 3:52 pm |
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Hávidainteligentenaterra?
Houston,
Nóstemosumproblema,
Nãoháespaçoparaoamornesteplanetinhazul,
Eavidaqueachavamosinteligente,
Escrevedeumjeitoestranho,
Ilegível. |
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wton
Mensagens: 228
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Enviada:
Ter Jul 07, 2009 9:47 am |
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Olhares
Ela tinha olhos afogados em mágoas.
Marejados olhos azuis,
Faziam das lágrimas um oceano.
E eu sentia tanta falta de mim mesmo.
As borboletas,
Indiferentes ao sofrimento,
Coloriam o teto da sala.
O tempo passava pesado,
Testemunhava o tédio,
Movendo-se inútil rumo ao fim da vida.
Tudo tem um fim.
O amor assim como a dor vicia,
Carícias antagônicas ao mesmo ego.
Que saudades que tenho de brincar no parque,
Sem incertezas,
Tendo um vasto mundo a me esperar,
A me engolir.
Ela tinha olhos salgados e a boca doce.
Eu vagava preocupado,
Com coisas tão importantes que agora não me lembro.
Eu não a amava apenas me amava nela,
Ela sofria,
Eu nunca percebi.
Ela tinha olhos úmidos e um coração quente,
Olhos de saudade,
Olhos perdidos como um sonho,
Olhos de calmaria,
Olhos que nunca mais poderei ver. |
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wton
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Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Ter Jul 07, 2009 2:34 pm |
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Grande Circus Veritas apresenta:
A Marionete.
Eu sou uma marionete.
Mas não sinta pena,
Pelo menos me dou conta disso.
Sorrisos, aplausos e consagração,
Aposto que o grande artesão estava de bom humor quando criou esta tríade.
Meu dever no mundo é ser manipulado e,
Para ser sincero,
Até gosto.
Noites de espetáculo me deixam brilhando...
Um pouco de óleo para madeira também ajuda.
Moro numa caixa apertada,
Tudo que minha condição de artista pode oferecer,
Sou propriedade do grande manipulador Tevus, o outro.
Tenho nos holofotes o meu sol,
Conheço tudo o que diz respeito ao picadeiro,
E lá fora não existe nada.
Faço tudo sempre igual, uma rotina de apresentações,
Mas nunca me canso,
Já Tevus está sempre cansado, dedos machucados e voz rouca.
Já pensei em me libertar,
Mas para que?
Vai que um dia eu fique igual a Tevus.
Aqui no Grande Circus tenho grandes amigos,
O elefante amestrado,
A pomba da cartola que não voa (a pomba, não a cartola),
O leão banguela,
A mulher barbada e
Tevus, meu manipulador.
Meu sonho é aposentar-me no circo e ser transformado em lenha para fogão,
E o seu qual é? |
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wton
Mensagens: 228
Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Qui Jul 30, 2009 4:57 pm |
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Relógio Biológico
A vida passa,
Tic, tac...
Tic,tac...
Passa a vida.
E o que fiz,
Tic,tac...
De meus ideais?
Tic,tac...
De meus amores?
Tic,tac... Que não voltam mais.
Só me resta o tempo, tic,tac...
Espesso, feito sangue,
Escorrendo,
T
i
c,
t
a
c
.
.
.
A minha vida parou,
Só o tempo passa... |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Dom Ago 02, 2009 11:29 pm |
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| wton escreveu: |
Relógio Biológico
A vida passa,
Tic, tac...
Tic,tac...
Passa a vida.
E o que fiz,
Tic,tac...
De meus ideais?
Tic,tac...
De meus amores?
Tic,tac... Que não voltam mais.
Só me resta o tempo, tic,tac...
Espesso, feito sangue,
Escorrendo,
T
i
c,
t
a
c
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A minha vida parou,
Só o tempo passa... |
olá wton!
criativo!
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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wton
Mensagens: 228
Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Ter Ago 25, 2009 4:50 pm |
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O Homem Que Se Esqueceu De Nascer
Na loucura descabida que é o mundo,
Sempre a girar, uma mania antiga que ele tem,
Vivia um senhor a que todos o queriam bem,
Num casebre velho, aconchegante e imundo.
Esse senhor levava um segredo ao peito,
Mas o seu olhar assim meio sem jeito,
Denunciava os mistérios que ele abraçava.
Denunciava e muito esse seu jeito recolhido,
E apesar de muito amado e querido,
Essa aura misteriosa a muitos instigava.
O mistério que eu sei bem o que é,
Afinal a historia é minha e eu invento o que quiser,
É algo que muitos julgavam impossível,
Seja a homem, menino ou mulher,
Animal, vegetal ou qualquer coisa que termine com al,
Parente, sentimental ou sensível,
Tudo o que vive e está prestes a morrer,
O mistério que ele carregava é o esquecimento que teve de nascer.
Mas como?
Pergunta-me o ouvinte, estarrecido,
Isso não existe, é invenção de gente que não sabe escrever,
Um homem que existe se esquecer de nascer é como vento sem ar,
Querer e não amar,
Falar sem nunca ter ouvido.
Eu digo que pode,
E minha mentira não é mais mentira do que a própria vida,
Que todos vivem sem ter questão de entender,
Só por que eu digo que um senhor barbado se esqueceu de nascer,
Não tem o porquê de ser questionado,
Porque este conto é embasado numa licença poética muito antiga que é o
Faz de conta,
Usado e aproveitado sempre quando o autor não sabe dar razões a suas
Loucuras.
Mas voltamos ao tal senhor desnascido.
Ele, em já avançada idade, temia em esquecer-se de morrer,
E,
Para quem já teria visto muita coisa neste mundo sofrido,
Nada era mais cruel do que uma vida eterna,
Pois ele sabia que os prazeres e desprazeres da vida são feitos para serem desfrutados no tempo certo.
Seu destino era incerto,
Queria chegar logo ao ultimo verso,
Saber o final desta historia,
Mas historia boa tem suspense,
E antes que alguém diga ou pense,
Eu afirmo,
Isto aprendi na cartilha: Como escrever sem métrica ou estilo em doze lições.
Esclarecido esse assunto vamos direto ao ponto:
Como não nascer e morrer?
É até cômico, uma pessoa esquecer-se de nascer e ter a máxima vontade de morrer,
Não nascer seria não existir?
Como morrer sem existir?
Mas o senhor existia e muitas das vezes sozinho sorria ao lembrar-se de seu
Esquecimento.
Mas esse não é o momento para gracejos,
E sim do desejo dos desejos:
Morrer.
Então,
Nessas coincidências que só acontecem na literatura,
Ele conheceu uma jovem que existia ao contrário,
Inverso era também o horário que o relógio dela marcava.
Era uma sábia, muito bela e pura,
E o mais importante é que já teria morrido,
Lembrava-se muito bem do acontecido e poderia a ele ensinar a desfalecer.
Os dois viveram felizes,
Ele sem ter nascido aprendeu a esperar o destino e ela morrera no dia do seu
Nascimento.
Estranha historia,
Mais estranho é como ela me parece tão bela.
Fico a pensar que não me lembro do dia em que nasci... |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Seg Set 21, 2009 3:16 pm |
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| wton escreveu: |
O Homem Que Se Esqueceu De Nascer
Na loucura descabida que é o mundo,
Sempre a girar, uma mania antiga que ele tem,
Vivia um senhor a que todos o queriam bem,
Num casebre velho, aconchegante e imundo.
Esse senhor levava um segredo ao peito,
Mas o seu olhar assim meio sem jeito,
Denunciava os mistérios que ele abraçava.
Denunciava e muito esse seu jeito recolhido,
E apesar de muito amado e querido,
Essa aura misteriosa a muitos instigava.
O mistério que eu sei bem o que é,
Afinal a historia é minha e eu invento o que quiser,
É algo que muitos julgavam impossível,
Seja a homem, menino ou mulher,
Animal, vegetal ou qualquer coisa que termine com al,
Parente, sentimental ou sensível,
Tudo o que vive e está prestes a morrer,
O mistério que ele carregava é o esquecimento que teve de nascer.
Mas como?
Pergunta-me o ouvinte, estarrecido,
Isso não existe, é invenção de gente que não sabe escrever,
Um homem que existe se esquecer de nascer é como vento sem ar,
Querer e não amar,
Falar sem nunca ter ouvido.
Eu digo que pode,
E minha mentira não é mais mentira do que a própria vida,
Que todos vivem sem ter questão de entender,
Só por que eu digo que um senhor barbado se esqueceu de nascer,
Não tem o porquê de ser questionado,
Porque este conto é embasado numa licença poética muito antiga que é o
Faz de conta,
Usado e aproveitado sempre quando o autor não sabe dar razões a suas
Loucuras.
Mas voltamos ao tal senhor desnascido.
Ele, em já avançada idade, temia em esquecer-se de morrer,
E,
Para quem já teria visto muita coisa neste mundo sofrido,
Nada era mais cruel do que uma vida eterna,
Pois ele sabia que os prazeres e desprazeres da vida são feitos para serem desfrutados no tempo certo.
Seu destino era incerto,
Queria chegar logo ao ultimo verso,
Saber o final desta historia,
Mas historia boa tem suspense,
E antes que alguém diga ou pense,
Eu afirmo,
Isto aprendi na cartilha: Como escrever sem métrica ou estilo em doze lições.
Esclarecido esse assunto vamos direto ao ponto:
Como não nascer e morrer?
É até cômico, uma pessoa esquecer-se de nascer e ter a máxima vontade de morrer,
Não nascer seria não existir?
Como morrer sem existir?
Mas o senhor existia e muitas das vezes sozinho sorria ao lembrar-se de seu
Esquecimento.
Mas esse não é o momento para gracejos,
E sim do desejo dos desejos:
Morrer.
Então,
Nessas coincidências que só acontecem na literatura,
Ele conheceu uma jovem que existia ao contrário,
Inverso era também o horário que o relógio dela marcava.
Era uma sábia, muito bela e pura,
E o mais importante é que já teria morrido,
Lembrava-se muito bem do acontecido e poderia a ele ensinar a desfalecer.
Os dois viveram felizes,
Ele sem ter nascido aprendeu a esperar o destino e ela morrera no dia do seu
Nascimento.
Estranha historia,
Mais estranho é como ela me parece tão bela.
Fico a pensar que não me lembro do dia em que nasci... |
wton,
muito interessante
esta estranha história...
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
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wton
Mensagens: 228
Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Seg Set 28, 2009 8:44 am |
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Sobre Chuvas e Tristezas
A chuva deixa todos um pouco mais solitários.
Não que a solidão precise de água para crescer,
Ainda que se alimente de lágrimas.
Acordei um dia desses muito cedo,
Chovia,
E minha vontade era de formar poças,
Escorrer junto da corrente d’água,
Ir encontrar meu oceano.
Dessa manhã cinzenta surgiu um poema feio como o dia.
Em dias assim rostos são substituídos por guarda-chuvas cada vez mais coloridos.
Preferia o tempo em que os guarda-chuvas eram negros,
Combinavam mais.
Vivo numa ilha,
Na chuva os homens se tornam ilhas e minha solidão se completa.
Torrencial é uma palavra bonita,
Perfeita para se usar quando chove,
Tenho em mim gotas torrenciais de tristeza.
Sou triste, não nego,
O problema é que em dias de chuvas essa tristeza fica maior e choro,
Competindo com o céu,
Vendo quem alaga a vida
Primeiro. |
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wton
Mensagens: 228
Localização: Florianópolis - Santa Catarina
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Enviada:
Qui Dez 03, 2009 7:51 am |
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Ainda Que Eu Sobreviva, Serei Sempre Um Animal
O animal observava e era observado,
Não entendia muito das coisas que lhe atribuíam,
Pensava em morrer só por ser questionado.
Sofria de uma cólera muda,
Invisível,
Impotente.
Era castigado pela sua falta de iniciativa,
Iniciativa ausente pela falta de cuidados.
O animal gemia fonemas incompreensíveis,
Ecos de dores que já se foram,
Martelos que lhe viviam a esmurrar sua cabeça.
Estava preso na popularização da mediocridade.
Não tinha saúde,
Não tinha estudos,
Seu amor já morrera numa fila do SUS.
Estava inerte atravessando pela existência.
Quantos animais são necessários para se construir uma sociedade?
Quanto sofrimento é necessário para se construir um animal?
Quantas letras serão necessárias para acordar uma geração?
O animal não sabia...
Pensava em morrer só por ser questionado. |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Dez 03, 2009 1:53 pm |
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| wton escreveu: |
Hávidainteligentenaterra?
Houston,
Nóstemosumproblema,
Nãoháespaçoparaoamornesteplanetinhazul,
Eavidaqueachavamosinteligente,
Escrevedeumjeitoestranho,
Ilegível. |
COMUNICAÇÃO INTERGALÁCTICA
o teu nome deve dizer mais alguma coisa
do que apenas permitir nomear a tua presença
o que descubro quando não estás presente
no ficar do que ficou do que escreveste
este é apenas um exemplo lido e pensado
observando os teus poemas como se tratassem
da presença dum extra-terrestre a habitar
neste planeta Terra com as antenas
(sinto em ti a alma dum insecto) besourando
a história do nosso planeta sem deixar
secretas as coisas sagradas
por ignorância?
…………………………Vou deixar esta mensagem,
ovo de réptil – senhor do mais primitivo cérebro
herdado pelos herdeiros de deus – trata-se
duma oração sobre a natureza (humana)… |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Seg Dez 07, 2009 3:57 am |
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Só o “bem entendido” é criador, útil e estimulante. Para não ser, de modo algum, "mal entendido" pelo comentário anterior (um poema inspirado pela leitura da poesia que citei), aqui torno. Forçosamente tendo um fundo que é, em mim como em qualquer um, o mundo. Como o vemos, vivemos, fazendo parte dele, somos.
Um apreciador da sua/tua Poesia, abraço português! |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Dom Dez 13, 2009 11:31 pm |
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passando para ler-te,
colocando em dia minha leitura de teus trabalhos...
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
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