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Mensagem |
bbrian
Mensagens: 3899
Localização: ES
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Enviada:
Ter Jan 19, 2010 1:19 pm |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
O ENCANTO
onde canta aquela ave
mora o encanto
do canto
fazendo meu
canto
canto que encanto faz
Assim
TEU CANTO
é o canto da ave que sou
tentando dizê-la
coração
uma pequena ave
cantando
escondida no meu peito
Mim
+
A PALAVRA À MÃO
«Vem a palavra à mão como um fio de água»,
Gonçalo B. de Sousa
vem a palavra à mão experimentar a sorte
da expressão
enquanto a manipulo sem o manipulo
do braço
manivela dum motor à vela aberta agora
ao vento
deixando soprar o vento da inspiração
dá espaço:
SE o tempo se encontra no seu elemento
como saber se o poema é narrativo sem
contar nele uma história?
há pois coisas que não se sabem e sabe
sempre bem poder adivinhar
como os pares se casam nos impares
formando o conjunto todo
dos números naturais aos reais e mais
primos, irracionais, fraccionários, inteiros
como vem – a palavra à mão!
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36403#36403 |
Que suas mãos verguem a perceber o vento da poesia! Beijos no coração! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Jan 19, 2010 6:09 pm |
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O₂
vou onde a palavra se perde
deixando-se aí ficar
esquecida
procuro onde ficou
a sensação
respirando do sangue seu O₂
Assim
H₂O
corre em mim transparência
viva duma aparência
semelhante
sem hesitação diria
ser pura água
talvez apenas I símbolo H₂O
Mim
+
SEM CONTAR…
Lili, procê
eu estava lá
quando sorriso
abriu e floresceu
em seu rosto
quis juntar
estas palavras
para guardar
na memória
só isto e
o fim breve
duma longa
história
comovente
como a flô
é plantada
ao vento
Grato pelo trato! BBrian
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36432#36432 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Jan 20, 2010 11:08 pm |
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INSTANTE DE VERSO
eu que faço duetos
até com a minha sombra
dançando vá
depois de ler-te
alerta ser
para um instante de verso
Assim
DIVERSO INSTANTE
tocada por teu canto
canto seu encanto
até fazê-lo meu
surge e vivi-
fica
diverso instante de verso
Mim |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Jan 21, 2010 11:00 pm |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Sex Jan 22, 2010 10:43 pm |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
ARTE
eu amo-te
como só as palavras
sabem dizer
sabê-la fazer
mulher
assim é ser um homem
Assim
TEAR
nas minhas malhas
o Império tece
a sua teia
dum tempo
intacto
tacto nu contacto
Mim |
Francisco...
teu jeito de tecer as palavras
encanta,
abraça,
e surpreende o olhar...
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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João Dinato Ferreira
Mensagens: 635
Localização: Minas Gerais
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Enviada:
Sáb Jan 23, 2010 10:57 am |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Jan 23, 2010 8:52 pm |
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HOJE MEU EU / SEU MEU
MEU EU
se puder não pense
a alegria é sempre a coisa
mais urgente
podendo se sinta
como sente
fazendo: SE/se nu poema
Assim
SEU MEU
o senhor não vem que
não tem outra
razão +
apurada de sê
sou eu
o) seu chamego amigo
Mim
+
DUETOS E ENCONTROS
GRANDE CORAL DE ACÇÃO DE GRAÇAS
Louvai a noite e as trevas que vos circundam!
Acorrei todos,
Erguei os olhos ao Céu,
Já o vosso dia morreu.
Louvai a erva e os bichos que junto a vós vivem e morrem!
Vede, como vós
Ervas e bichos vivem e morrem
E também de morrer tendes vós.
Louvai a árvore que pra o Céu cresce alegre da podridão
Louvai a podridão
Louvai a árvore que a comeu
Mas louvai também o Céu.
Louvai do coração a má memória que o Céu tem!
E por ele não saber
Nem a cara nem o nome que ides ter
Nem sequer que existis sabe ninguém.
Louvai o frio e as trevas, louvai a corrupção!
Erguei o olhar:
Nada de vós há-de ficar,
Podeis morrer sem preocupação.
Bertolt Brecht
Traduzido por Paulo Quintela
Mensagem 185391 em Escritas, por José Carvalho
[Começo por um "encontro"]
PARA PENSARDES
já tanta gente disse para pensarmos por nós
digo-vos para pensardes por mim
chegando à conclusão muito antes ainda
de eu lá chegar no vagar de versos
lentos como lendo vou a ideia de dizer
o que hoje não chega um verso
só para dizer
se pensardes por mim dar-vos-ei
toda a poesia do mundo e arredores
mais duas caixas de elásticos
novos e muito bons
para fazer uma fisga na ponta dos dedos
atirando clipes
só para dizer
que o que disse pode ser perigoso
tanto para o gato da vizinha
como um papagaio de estimação
cujas tendências políticas
lança ao ar de forma estridente pelo bico
só para dizer
mais meia dúzia de versos e acabo
tão feliz como se tivesse agora nascido
são e salvo a nado
aproveitando as águas da noite
saio do dia para ir deitar!
… só para dizer …
20.01.10
[o refrão no ouvido! 23.01.10]
Mensagem 185392 em Escritas, por Francisco [eu]
http://www.poesiapura.com/poesia/viewtopic.php?p=6857#6857
UM APRENDIZ DE SONHOS
Um poeta ajuda-me a pensar,
Pelos mergulhos tão breves e noturnos,
Falando as falas por um sol diurno,
No seu leve discurso a poetar.
Um bel poeta ensina-me a pensar,
A sonhar coisas em mui redondos turnos,
Pelo amanhar do dia nascituro,
Aberto o coração para amar.
Um poeta ajuda-me a pensar,
No seu hacer de vida a penetrar,
Ter pensamentos duma vida inteira.
Eu aprendiz de todo nesse encanto,
Sinto o peito reviver o espanto,
Por aprender a pensar desta maneira.
Fernando cunha lima. 21-01-10 Jampa
EXPRESSO
[encenando palavras (s)ou
a escrita ao vento/na praia dum rasto]
encenando palavras ponho-as em cena
escolhendo a fala
onde quase sempre prefiro
pintar o pensamento
ou ler outros
cuja poética forma
nos dá a ler nu sentimento
quero eu dizer haver um mundo
infinito de possibilidades
para o poema
retratar da realidade
um trato
onde a beleza venha
para deixar as sensações que dá
corpo o que quero dizer
quando solta se deixa a voz
na plástica forma
do movimento que avança
expresso
feito ritmo de versos
sem pressa correndo às voltas
uma criança erguendo em sua mão
o fio dum papagaio
de papel colorido brilhando no ar
enquanto deixa
na praia a escrita ao vento num rasto
21.01.10
EXPRESSO EM VERSO
Seja expressamente proibido,
Ou o expresso seja como for,
Fique consignado no amor,
Todo tremor que venha da libido.
Que seja categórico havido,
Sem delongas, sem mágoas, sem dor,
Gravado em lápis de fé e cor,
Atirado ao ar pelo sentido.
É coisa rápida, átimo disperso,
Distribuído no cantar do verso.
Escrito numa folha, bem impresso.
Dá-se gosto, ao lábio qual veneno,
Na ligeireza dum café pequeno,
Máquina a carvão do trem expresso.
Fernando cunha lima. 22-01-10.
A ESCRITA DUMA VOZ
ainda hoje estou onde ontem andava
o pensamento a vaguear
por onde moro na demora que leva
a vida que continua
no passar dos dias onde procuro
um nu poema
que me sinta capaz de vestir
nas palavras
é onde visito a emoção
deixando-me fazer como só você
amor quando chora
tendo um orgasmo no corpo
por nós dois partilhados
um só no outro
os dois um só como os sois
Universo em expansão
meu ser cresce feito de raízes
alimentando as folhas
onde se escreve
a história desta vida
tão boa às vezes
e deixo para ti a poesia
na esperança
de também esta forma de amor
se poder partilhar
entre mim e vós leitores
a escrita duma voz
23.01.10
+
Casida – o lenço de Alcobaça
Perco-me nas ruas da cidade.
É ao som da voz do muezin
que eu procuro o olhar da minha amada.
Nem o cheiro do rapé me prende
quando o sol brinca na oliveira
orlada com azeitonas pretas.
Todas as mulheres são a sombra
no vinho que me carrega os olhos
de tristeza e invade o coração.
Cai a gota do rapé no lenço.
Como um réptil, vai o meu amor
na dobra da esquina soalheira.
O meu olhar ausenta-se do dia.
Acaricio o jarro de vinho;
As lágrimas caem solidárias.
Afiz ibn Amahd Kuzman
Mensagem 185283 em Escritas, por José Félix
Casida – o lenço de Alcobaça
HAXIXE – de Marrocos
Perco-me nas ruas da cidade.
Olho para o mar com saudades
É ao som da voz do muezin
Das praias de ouro e seu mar de prata
que eu procuro o olhar da minha amada.
Pelas noites de luar
Nem o cheiro do rapé me prende
Uso o narguilé com tabaco fresco
quando o sol brinca na oliveira
Aromatizado pelas ervas
orlada com azeitonas pretas.
Deixando fumo enfeitar o ar
Todas as mulheres são a sombra
Dançam movimentos leves
no vinho que me carrega os olhos
Sonho com pés ágeis
de tristeza e invade o coração.
Cinturas flexíveis
Cai a gota do rapé no lenço.
O tempo vale
Como um réptil, vai o meu amor
Como uma música
na dobra da esquina soalheira.
À procura de palavras
O meu olhar ausenta-se do dia.
Acrescento à noite agora
Acaricio o jarro de vinho;
O sono que me leve
As lágrimas caem solidárias.
A dor me sendo
ADORMECENDO
olho para o mar com saudades
das praias de ouro e seu mar de prata
pelas noites de luar
uso o narguilé com tabaco fresco
aromatizado das ervas
deixando fumo enfeitar o ar
dançam movimentos leves
sonho com pés ágeis
cinturas flexíveis
o tempo vale
como uma música
à procura de palavras
acrescento à noite agora
o sono que me leve
a dor me sendo
20.01.10
+
LAMENTO
Toma nos lábios o silêncio
Escuta baixinho o lamento atento
Que traz na música ramos de amor
E muita saudade que insiste aqui
Os teus retratos rasgados
Deixaram o amor aos pedaços
Meu olhar naufragado às águas
Hoje na face são rugas de dor
Traz a fragilidade dos pássaros
Chilreando cantos do amor à alma
Abraça a serenidade da doce calma
Ao meu colo descansa teu amor
Cada hora que passa ventos desata
Um violino que toca a sofrida dor
Morre agora em algum lugar do mundo
Não mais te acho a procura de mim!
Luli Coutinho
http://www.lulicoutinho.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=2038939
LAMENTO/ LENTO
Luli Coutinho/ Francisco Coimbra
Toma nos lábios o silêncio
Soletro mudo o som vazio
Escuta baixinho o lamento atento
Um lento refúgio do cansaço
Que traz na música ramos de amor
Onde viajo até sentir-me vadio
E muita saudade que insiste aqui
Preenche-se a versos do que faço
Os teus retratos rasgados
Faço filmes sem nada fazer
Deixaram o amor aos pedaços
Flutuo a viver da existência
Meu olhar naufragado às águas
Onde respiro do interior ser
Hoje na face são rugas de dor
Energia viva a sobrevivência
Traz a fragilidade dos pássaros
O cântico e cantos de Lamento
Chilreando cantos do amor à alma
Passam da ave que desceu do ar
Abraça a serenidade da doce calma
Fazendo à tristeza meu contento
Ao meu colo descansa teu amor
Pois vindo de longe veio ela poisar
Cada hora que passa ventos desata
São as nuvens a mudar de forma
Um violino que toca a sofrida dor
Ganhando céu tonalidades novas
Morre agora em algum lugar do mundo
Sem a decisão de tudo transforma
Não mais te acho a procura de mim!
Neste entanto o dia à noite renova
18/01/10 – 20/01/10
São Paulo – SP – Açores – PORTUGAL
LENTO
Soletro mudo o som vazio
Um lento refúgio do cansaço
Onde viajo até sentir-me vadio
Preenche-se a versos do que faço
Faço filmes sem nada fazer
Flutuo a viver da existência
Onde respiro do interior ser
Energia viva à sobrevivência
O cântico e cantos de Lamento
Passam da ave que desceu do ar
Fazendo à tristeza meu contento
Pois vindo de longe veio ela poisar
São as nuvens a mudar de forma
Ganhando céu tonalidades novas
Sem a decisão de tudo transforma
Neste entanto o dia à noite renova
20.01.10
+
INFINDA SOLIDÃO
Márcia Sanchez Luz*
Por quem me tomas quando o amor que sinto
da carne dista, é sensação do peito?
O anseio que me assola é puro instinto
guardado no sonhar sem preconceito.
Por quem me tomas neste labirinto
de dor e medo e cheio de defeito?
O meu sentir não pode ser extinto
por conta de um conflito sem efeito.
Por ora busco alguma direção
para aquietar-me a mente tão doída
que só concebe o que não tem razão.
Se eu não achar porém explicação
passível de curar esta ferida,
me entregarei somente à solidão.
*Márcia Sanchez Luz é poetisa.
http://poemasdemarciasanchezluz.blogspot.com/2009/01/infinda-solido.html
SOLIDÃO INFINDA 1
materializa em mim matéria do sonho
com a tremura dum flan ainda fresco
para falar do amor e de onde ponho
a alma a beber de palha o refresco
sou a hesitação sem nenhuma graça
onde graça o medo vindo do afecto
trazendo infinito medo da desgraça
onde sem arte procuro um aspecto
dizer-te o Sim e Não duma decisão
trás à minha vida ficar comprida
dando o sentir como uma irrisão
ficam o Não e o Sim na sensação
essa sim tão bem dita cumprida
que o poema quero ser: poesia
20.01.10
[feito entrelinhas…
… agora no apelo do título]
SOLIDÃO INFINDA 2
não sei onde mora o meu amor
abandonou-me para me deixar
como se não tivesse meu valor
seja a sentir escrever 1 pensar
2 isto que escrevo infindo leito
onde o poema vem a deitar SE
na ideia que trás o seu direito
onde verso escrever a dizer-se
3 infinita melodia esta solidão
onde as canções nascem o dia
onde em tristeza dá repetição
onde do 4 compondo melodia
onde sou esta simples canção
fazer minha vida à imensidão…
23.01.10
+
COMO O SOL EM UM POENTE
E vem chegando a noite, adornada de estrelas...
Cerro todas as cortinas e me recolho.
Sensações lá de fora, já não quero tê-las...
Mergulhar nesse encontro é tudo que escolho.
Sobre meu corpo as finas vestes de cetim,
perfumadas por delicadas alfazemas.
Em minha boca, um breve traço de carmim
nos cabelos, é de flores o diadema!
Adorno o corpo, visto a alma de alegria...
Real encontro, dando vida à fantasia
deste amor tão grande, longamente esperado!
Hei de entregar-me como o sol em um poente
em cores várias, nesse encontro tão contente...
Você pra sempre... Eterno amante, meu amado!
Zélia Nicolodi
http://emmimumsonhoazul.blogspot.com/2009/12/como-o-sol-em-um-poente.html
DA LUA AO LUAR
dá-me a Lua ao luar o tempo e o lugar
vou deitar e fechar os olhos agora
enquanto acordado vou ainda sonhar
procurando ter mergulho na Hora!
ir até às memórias mais esquecidas
onde respiro perfume imaginário
feito pelo incenso de almas fluidas
nado como um peixe em aquário
vou até ao fim dum verso e volto
continuo até conhecer o espaço
apenas do desejo quero envolto
o resultado esperado disto faço
até ficar de pensamento revolto
vou desenhando o Infinito laço
21 e 22.01.10
+
{"encontro" com uma foto}
TEU ROSTO
[A inspiração têm-se,
quando ela nos tem.]
Teu rosto belo como o leio foto
É um fato a olhar-me e sinto
A inspiração de andar de moto
Quando no ar puro tudo finto
Indo direito ao coração de ser
A leitura do que tanto me toca
Beleza pura se dá a acontecer
Abro-a, é toca confortável oca
Espaço de búzio onde se ecoa
Um mar que em som SE escoa
Fazendo da Poesia um poema
É uma beleza com suave rosto
E o gosto a vinho ainda mosto
Onde venho provar deste tema
21.01.10
+
AL POETA
A veces me pregunto,
cuantos poetas te habitan,
o es uno sólo,
inmensamente grande,
con voz tan poderosa que engulle
-en un cerrar y abrir de ojos-,
a todos los sonidos
que repican en cada arista de la vida.
Desconozco tu propósito
aunque me lo sepa de memoria,
desconozco el picaporte
de los múltiples portones
que has tocado con tus palmas decididas.
Desconozco el parpadeo silencioso
de las sombras desfiladas,
que a fuerza de omitirse del ayer,
se estrellan con tu alma.
Soy apenas la novicia
en el oficio de pintar la vida.
¡Qué le voy a hacer!
En cambio tú,
eres el intenso desafío que jamás ha de olvidarse,
en quien se puede hallar aquél gigante,
el de las manos prodigiosas,
el dueño del primer renglón de todos los renglones,
donde bien sabes, escribir la historia.
VerdadCallada
©BlancaNieves Covalles
http://www.poesiapura.com/poesia/viewtopic.php?p=6775#6775
AL POETA/ A POETISA
A veces me pregunto,
Interrogando este respirar
cuantos poetas te habitan,
Onde aspiro inspiração
o es uno sólo,
Pergunto: – Quem és?
inmensamente grande,
E sem esperar resposta
con voz tan poderosa que engulle
Solto o canto do espanto
-en un cerrar y abrir de ojos-,
Viajando eu em Poesia
a todos los sonidos
Como uma terra estranha
que repican en cada arista de la vida.
Onde em sonhos te encontro
Desconozco tu propósito
Desconheço teu propósito
aunque me lo sepa de memoria,
Para o qual sem história
desconozco el picaporte
Sou a fábula dum fauno
de los múltiples portones
Correndo atrás de ninfa
que has tocado con tus palmas decididas.
Com péssima imagem!
Desconozco el parpadeo silencioso
Desconheço meu propósito
de las sombras desfiladas,
O qual se faz SE/se
que a fuerza de omitirse del ayer,
Poesía e poema
se estrellan con tu alma.
Ideia/palavra
Soy apenas la novicia
Sou apenas a notícia
en el oficio de pintar la vida.
Antes do acontecimento
¡Qué le voy a hacer!
Um desejo do meu desejar
En cambio tú,
E tu quem és?
eres el intenso desafío que jamás ha de olvidarse,
Intenso desafio
en quien se puede hallar aquél gigante,
Uma provação
el de las manos prodigiosas,
Contra o esquecimento
el dueño del primer renglón de todos los renglones,
Guarda contigo este momento
donde bien sabes, escribir la historia.
Pois bem sabes, escrevi a história
VerdadCallada
Verdade dita/tida divertida?
©BlancaNieves Covalles
@Francisco Coimbra
A POETISA
Interrogando este respirar
Onde aspiro inspiração
Pergunto: – Quem és?
E sem esperar resposta
Solto o canto do espanto
Viajando eu na Poesia
Como uma terra estranha
Onde em sonhos te encontro
Desconheço teu propósito
Para o qual sem história
Sou a fábula dum fauno
Correndo atrás de ninfa
Com péssima imagem!
Desconheço meu propósito
O qual se faz SE/se
Poesia e poema
Ideia/palavra
Sou apenas a notícia
Antes do acontecimento
Um desejo do meu desejar
E tu quem és?
Intenso desafio
Uma provação
Contra o esquecimento
Guarda contigo este momento
Pois, bem sabes, escrevi a história
Verdade dita/tida divertida?
LA POETISA
Cuestionar esta respiración
En caso de aspirar inspiración
Pregunte: - ¿Quién eres?
Y sin esperar una respuesta
Perdida la esquina de la sorpresa
En la Poesía
Como una tierra extraña
¿Dónde se encuentra usted en los sueños
No se conoce su efecto
Para los que no la historia
Yo soy la fábula de un fauno
Ninfa buscando
Con la mala imagen!
No sé mi propósito
¿Quién se convierte en SE / se
Poesía y poema
Idea / palabra
Soy sólo las noticias
Antes del evento
Un deseo para mi deseo
¿Y quién eres tú?
Intenso desafío
Un ensayo
Contra el olvido
Esto te ahorra tiempo
Bueno, ya sabes, escribió la historia
Dijo la verdad / tomado diversión?
21.01.10
+
LAMÚRIAS
Eu deixo aqui amor, minha lamúria,
Escrita a fogo em teu coração,
Que, como fosse de pedra sabão,
Aceitou essa decisão espúria.
Meu coração então cheio de fúria,
Arrependeu-se de tanta paixão,
Largou tudinho em primeira mão,
Negou o bem considerou injúria.
Portanto aqui deixo meu lamento,
Excluído assim deste momento,
Em que jurava não chorar jamais.
É uma forma de fazer protesto,
E tu mesmo sabendo que não presto,
Aceitas o meu choro e muito mais.
Fernando cunha lima 17-01-10.
http://www.poesiapura.com/poesia/viewtopic.php?p=7347#7347
LAMÚRIAS/ * LAMENTO(S)
Eu deixo aqui amor, minha lamúria,
O teu amor devia ser e será amor
Escrita a fogo em teu coração,
Uma procura de plurais inteiros
Que, como fosse de pedra sabão,
Indo eu ao sangue ter tinteiro
Aceitou essa decisão espúria.
Cinzelando a forma singular dor
Meu coração então cheio de fúria,
Numa violência de espuma leve
Arrependeu-se de tanta paixão,
Vai levada pelos ventos alheios
Largou tudinho em primeira mão,
Ao sofrimento que me é a meio
Negou o bem considerou injúria.
Nenhuma verve apagar se deve
Portanto aqui deixo meu lamento,
Um sofrimento insano e aceno
Excluído assim deste momento,
Algo inteiro, estático, tão pleno
Em que jurava não chorar jamais.
O rebentar da primeira lágrima!
É uma forma de fazer protesto,
E não há gesto amor, só o doer
E tu mesmo sabendo que não presto,
Queimando na pele lava do ser
Aceitas o meu choro e muito mais.
Solto ais de silêncio onde rima…*
LAMENTO(S)
Teu amor devia ser e será amor
Uma procura de plurais inteiros
Indo ao meu sangue ter tinteiro
Cinzelando a forma singular dor
Numa violência de espuma leve
Vai levada pelos ventos alheios
Ao sofrimento que me é a meio
Nenhuma verve apagar se deve
Um sofrimento insano eu aceno
Algo inteiro, estático, tão pleno
O rebentar da primeira lágrima!
E não há gesto amor, só o doer
Queimando a pele lava do ser,
Solto ais de silêncio onde rima…
Ao Fernando Cunha Lima, grato.
Francisco Coimbra 21-01-10 Açores
Pupila e João Dinato Ferreira,
um poeta muito agradecido.
Escrita(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36483#36483 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Seg Jan 25, 2010 9:47 pm |
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NUMA SINUSÓIDE
1
O MOMENTO
façamos dos poemas
o que os poemas não são
palavras soltas num montão
para isso é apenas preciso
isto que diz quando é
o momento
Assim
O LAMENTO
meu momento és tu
mais a tristeza de estar
agora a escrever para ter
uma ilusória sensação
de te poder tocar
“o lamento”
Mim
2
E/O/A
(minha leoa)
quis escrever para ti alguma coisa bonita e
a primeira coisa que fiz foi pôr no passado o
meu desejo apenas sobrando esta ideia a
semear versos onde eles ainda vêm,
penso eu, matar a sede?
“o lamento” matou-me!
Assim
A/O/E
Ah… está bem!
obrigas-me a responder de castigo
sem saber o que dizer
O que conta é a intenção
um ~ sobre o ão?
E, já agora, deixa-te de fitas
Mim
3
QUALIDADE ALTA
baixar a Poesia à qualidade
alta da discussão
dum casal
é caso para dizer
onde está
o cão?
Assim
ALTA QUALIDADE
a ressonância do poema
mantém-se longamente viva
tendo o timbre…
duma lâmina que entrou
na carne e cortou
tendão!
Mim |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Jan 26, 2010 10:40 pm |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1388
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Jan 28, 2010 9:22 pm |
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POESIA, CHAMA QUE CHAMA
I
A IDEIA DO POEMA
Ainda hoje não escrevi um verso.
Como saber se é um verso, a primeira frase?
Deixo-a amadurecer, até esta prosa
Se transformar no poema que sabia procurar
Embora duvidando conseguir
Sem estar mais tempo a procurar um verso
Que, pelos visto, podemos encontrar
Na prosa mais desinteressante dum enunciado
De alguma coisa que fizemos, no caso
Escrevendo algo ainda por fazer.
E o verso ficou feito:
ainda hoje não escrevi um verso
daqueles que sei o que são porque
eles se dizem saídos do processo
onde SE resolvem como Ideia
II
SONETO INEXISTENTE
Poesia
perdi paciência para te aturar
não sinto vontade de explicar nada
há coisas que são inatas
tu não és boa por natureza
estás sempre a cobrar
«olho por olho, dente por dente»
por dentro da mediocridade
dos teus sentimentos
fica dito que me sinto culpado
por ter perdido a paciência
mas é bom aceitar as evidências
tão bom ou melhor será
um soneto onde ele não existe
e fica sem emenda, Poesia
III
A CHAMA QUE ARDE
um drama não se inventa
pois vive-se imensamente manso
se dele queremos
o amor à arte capaz
de nos mandar para esta aquela
ou para a outra parte
onde tudo é silêncio e alma
e o poema nasce destas palavras
onde brinca a chama que arde
Escrita(s)
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Jan 31, 2010 12:21 am |
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GRAMÁTICA MÓVEL
I
ler e descobrir
o que pode querer
dizer
o que se lê
ainda
não é nu que se diz
Assim
a gramática
duma pontuação
móvel
onde se move
leitura
de agitadas marés
Mim
II
vens ao encontro
do que vou à procura
como golfinhos
procurando um
nu outro
o teu golfo e o istmo
Assim
teu istmo entrando
em minha terra
unindo nus
os nossos corpos
como um só
poema duma poesia
Mim
+
O MAIS BENDITO
«A Cifra// Deserto adentro/
acontece a aurora./ Alguém já sabe.»,
Jorge Luiz Borges
a história
vem cheia de lérias
e misérias
um Jesus Cristo
que acabou na cruz nu
nela pregado
tem essa fuga
para o – Egipto
indo num burro
é muito bonito
seguir a vida do ser
(o) mais bendito |
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Francisco Coimbra
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Enviada:
Dom Jan 31, 2010 9:47 pm |
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ACENTUAR UMA IMPRESSÃO
I – o assombro
o assombro não me ensombra
ilumina
a ponto de me motivar
à Poesia
é nesta arte onde cada acento
conta
para acentuar uma impressão
e realçar
toda a expressão onde mergulha
a mão
quando quer ser corpo entregue
à escrita
II – a espessura
se comecei pelo assombro
continuo
agora pela sombra desta palavra
luminosa
sigo a espessura do corpo
projectada
pela vontade de deixar sobressair
este aspecto
a meta duma física transcendente
feita
por uma projecção luminosa
onde
III – a natureza
o que da luz fica é a barreira
construída
por um corpo projectado
até os confins dum átomo
revelar
a natureza deste verso final!
Assim
NA IMPRESSÃO ASSENTA
amor, olha…
haja paz no mundo.
quando crescer,
vou ser como te imagino?
quanto ao resto,
a poesia é o meu protesto!
(um projecto puro
onde elevo cada razão
até uma dimensão onde
cada uma dá lugar
a outra e mais outra
até sobrar uma sombra…)
Mim
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Francisco Coimbra
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Seg Fev 01, 2010 10:27 pm |
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IDEIAS DO POEMA
A IDEIA DO POEMA 1
I
já há dois dias que estou a construir
este poema silenciosamente
esconjurando não sei
que inominável
condição
de me ver um cão preso em corrente
II
ando a sentir a raiva mas ainda não
comecei a espumar pela boca
e como tal aguardo ser
possuído mais
tão completamente
que quando quiser escrever me rirei
III
virei com a importância dada toda
em sentimento concretizado
num osso ruído onde
nem aparas
caíram para o chão
tendo devorado a ideia do poema!
A IDEIA DO POEMA 2
a emoção na ponta da guita
que segura o papagaio
feito de plástico
para emprestar
cor ao céu
levado pela mão escrevendo
A IDEIA DO POEMA 3
dá-me um nome
com três palavras apenas
e dois dentes de alho
posso mandar-te
apanhar Arte
onde as amoras estão verdes
(estarei eu aí
preso nas silvas
para surpreender
os melros negros
com o bico amarelo
no chão aos pulinhos)
R |
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Francisco Coimbra
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Ter Fev 02, 2010 10:39 pm |
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Francisco Coimbra
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Qui Fev 04, 2010 10:15 pm |
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AMOR
quando o tema é o amor
eu penso em ti e com imagens
sonho a cores com odores
um perfume duma infância
descoberta em corpo
alma contigo a aprender amar
Assim
ROMEU…
quando o tema és tu
toda eu sou outra ou sei
lá onde me levo em poesia
acordando para sonhar
aspectos desejáveis
do desejo ter o teu corpo.!.
Mim
+
O LADO VIVO
em memória de
Rosa Lobato de Faria
há um lado fúnebre da Poesia
quando com ela tentamos
o lado vivo do obituário
deixando em verso
nossa homenagem àqueles
que partindo deixam saudades
+
A PALAVRA QUE RESTA
num instante passa um ano
e (usando a pausa)
volvido esse tempo
estamos a ter um aniversário
trata-se duma pura verdade
e (procurando a forma)
para uma celebração
procuro do silêncio o som
esta voz da escrita do poema
e (tornando-o refrão)
obtenho do gesto
a gesta d’a palavra que resta
(a aventura da palavra
que fica e
temos estas que vindo
podemos colorir de poesia)
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