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bbrian



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MensagemEnviada: Qui Jun 02, 2011 8:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:

Quando eu crescer quero ser igual a você.

BB,
Muito bom sermos iguais, para podermos ser diferentes.
Continuemos à conversa na escrita, beleza teu texto!

A BELEZA DA ARTE

Penso que a artista que se faz fotografar nua não deseja mostrar o corpo nu, quer mostrar o nu. A arte é o nu que todo o artista gosta de sentir, ter e mostrar. Quanto ao corpo? Isso dá uma outra frase, é outra fase da percepção, só conseguimos perceber aquilo em que estamos focados. Quem se foca no corpo de forma sensorial e fecha os olhos e beija de língua, não tem de estar focado no corpo. O corpo é o nu naquilo que escrevo: a arte da artista.
A artista escolhe uma pose, o artista é másculo, não faz po(s)se - penetra o real! Conhecer os preconceitos, este seria o melhor conceito para quem se prepara-se para dominar a sua arte. Logicamente, com toda a hesitação possível, as pernas do êxito não são a hesitação, a hesitação é o medo: o êxito é ser imóvel.
A verdadeira arte do artista, ou da artista, é não ter medo! Vibrar a espada do espanto e cortar a cabeça do dragão do Mal. Mostrá-la, como quem conquista o Bem, o Bom?
À escrita na escrita, estar naquilo que se escreve, é mostrar o nu. Então este é todo o processo da artista que posa, é o prazer da pose: a pose com Z. Permite ampliar algo que não existe, mas está lá: (é) recriar a Criação. Um mito que não é urbano, (é) muito anterior à fase de construir armadilhas para viver sem conseguir sair do mundo criado.
Pecado com q deve hoje dar lugar à fase com Z, do prazer. O prazer aqui não é satisfação do desejo, anterior, ainda é, só_mente… necessidade. A arte do artista é essa pista que trilha onde não existe uma trilha, onde “o caminho se faz caminhando”. Todo o artista procura seguir as palavras dum poeta que fala da Língua e segreda, coisas como “a vida não é pequena se a alma é grande”. A citação nunca é o original, o original é o que o artista procura des_cobrir…
Está na altura de voltar ao poema, o que diz o poema? O corpo está envolto em pudor, quem se atreveria a mostrar a dor, ou a dizer… vê-la? Dor e prazer são, devem ser, espiritualizados em arte. Nascidos da admiração e do espanto, são o próprio espanto e admiração. Vejamos então como pode ser lido o poema, sem que essa seja a Poesia. Olhar o corpo sem ver o corpo, espiritualizar as formas: em que nos transforma a Arte?
O artista cria para os artistas que gostaria de encontrar nos outros, para ser também ele um “outro”. Verdadeira_mente… ele sabe que os outros são possibilidade da sua possibilidade de ser o artista que deseja ser: isto é ser cru, admirar o nu. Isto não dá a Arte, faz-se arte sem necessidade da Arte. A arte é a Arte, com o Z da pose.
Com pu_dor… erremos, como acontece com quem erra por ermos sítios, desolados caminhos onde os nossos lados se formam na natureza das coisas, na beleza das formas sem pose, onde a pose pode e deve ser meditada, onde ela pode... deve ser descoberta:

COMPENSAR

I
o meu poema, que digo à Lua,
para lhe pertencer, nua
e silente, a brilhar

é o meu silêncio
dito na voz

com a fala da língua falada

II
uma fada me fada
e eu dou-lhe
a ela nua

como a Lua
no céu

tudo o que ela me dá

III
envolvemo-nos nus
valendo tudo
o que dá

fazer o prazer
a pensar

para nus pensarmos

Ainda vale a pena dizer o que diz o poema? Repisemos, como quem faz o vinho de pés descalços, o que nos apetecer: tecer o ser com o c tecido da pele, dos ossos, dos órgãos todos tocando um hino de “essências e raízes”!

COMPENSAR & COM_PENSAR…
(Poesia e prosa)

As palavras sem género são hermafroditas, reproduzem-se sozinhas. Escrevê-las, olhá-las, é fecundarmo-nos delas, contemplando a beleza da transformação; esta é a beleza da arte – (A) BELEZA DA ARTE, algo de genésico/genético. (O) Género do hermafrodita, ele e ela, na terceira pessoa do singular: D_eus… Pai, Filho e Espírito Santo. (As feministas não reclamam Deus fêmea?)
Os títulos dão nome às coisas, quando elas se revêem neles. Escrever coisas com nome, essa é a arte do artista: tiraR as palavras do anonimato.
O artista é aquele que tira a foto, a personagem é aquele ou aquela que fica personificada. O corpo é sempre a personagem, ao olhá-lo procuramos a arte e o ou a artista. Nunca nos cansamos? Felizmente! O cansaço dá o descanso? Canso, cansa? Descansa, nunca cansa: a alma é feliz enquanto pensa. Ninguém sabe, ela está no corpo onde o corpo não está quando deixamos de estar nele? Dizem que um corpo, no momento da morte, perde 21 gramas [a energia no(s) sistema(s)?] .

CORPO

sou no que sou
o corpo assim dito
onde me escrevo nele

Um corpo são muitos sistemas formados de órgão formados de tecidos formados de células formadas de átomos formados de nadas de energia que se liberta para ir para onde vêm em intersecção com o Universo


Francisco, leio o poema, a nudez é explícita como deve. Impedida de qualquer vulgaridade. Assim é a poesia, são as artes, arteiras e elegantes, aliadas à simplicidade e clareza (nuas). Encanta-me em pose com z.
Não expor ao artista a dor, não permitindo o espanto e o corte, deve ser da ‘personagem’ preservando-a à própria personificação. Suponho que personificar seja o oxigênio da vida, o último suspiro, a única gota d’água. Matar a nós mesmos é suicídio. Pode parecer um ato de extremo egoísmo, mas quem não é diante do morteiro?
Beijos no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sex Jun 03, 2011 10:31 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Suponho que personificar seja o oxigênio da vida (...) Pode parecer um ato de extremo egoísmo, mas quem não é diante do morteiro?


BB querida,
Se não existisse leitor, como imaginar o autor? Obrigado por me permitires continuar à conversa, voltando ao início "a beleza da arte".
Vamos imaginar a artista que se deixa fotografar. Neste caso, sendo ela a artista e sendo a foto a sua arte, deixar-se-ia fotografar sendo ela a manipular a máquina, ou seja, não se deixaria fotografar, fotografaria: fotografa se faria. Se a foto fosse tirada por uma criança, nem com toda a inocência do mundo, a foto já não seria sua dela, seria sua sendo ela nela. Toda a arte vive a posse, vai sempre além da pose. E é um mistério vivo, guardado no ADN, só é nosso o que o nosso organismo processa.
Há processos de coabitação que ultrapassam a partilha do espaço, podem ser outra coisa: partilha ou apropriação. A partilha pode ser simbiótica ou heterodoxa (a escolha das palavras, nossa escola ultrapassa a escolha), a apropriação será de parte a parte um perspectivar do quem no seu porquê, verdadeiramente é sem porquê quando é vital, dá a vida sem qualquer razão que dê à razão peso na decisão, surge duma união onde um se acolhe e outro recebe quase sempre sem opção de escolha, não escolhe o hospedeiro e o parasita, parasita apenas.
Bom, vou tentar escrever um poema inesquecível.

SIMBIOSE

quando canto o Universo desperta
começando o dia desde uma luz remota
onde as ondas chegam tocando a maré-cheia

desta ideia peço que guardes apenas
um verso solto como um remo caído à água

a mensagem do pássaro que solta um trinado
(oiço na margem, enquanto vou na corrente)

Tal como eu… sabes como é inesquecível tudo que é nosso, principalmente o que é feito para nós mais ainda do que o que é feito por nós. O porquê reside num porque… que alguma explicação há-de ter, sempre num prazer onde a recepção se intensifique. Em relação à relação com o que recebemos, concebo seja igual na concepção, recebendo também o que fazemos. Agora estou ficando com sebo nos ideia, não quero conceber mais nada. Espero gostes de “SIMBIOSE”, vou esperar o resultado deitado, desejo de bom findi semana!

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bbrian



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MensagemEnviada: Sáb Jun 04, 2011 12:22 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
Suponho que personificar seja o oxigênio da vida (...) Pode parecer um ato de extremo egoísmo, mas quem não é diante do morteiro?


BB querida,
Se não existisse leitor, como imaginar o autor? Obrigado por me permitires continuar à conversa, voltando ao início "a beleza da arte".
Vamos imaginar a artista que se deixa fotografar. Neste caso, sendo ela a artista e sendo a foto a sua arte, deixar-se-ia fotografar sendo ela a manipular a máquina, ou seja, não se deixaria fotografar, fotografaria: fotografa se faria. Se a foto fosse tirada por uma criança, nem com toda a inocência do mundo, a foto já não seria sua dela, seria sua sendo ela nela. Toda a arte vive a posse, vai sempre além da pose. E é um mistério vivo, guardado no ADN, só é nosso o que o nosso organismo processa.
Há processos de coabitação que ultrapassam a partilha do espaço, podem ser outra coisa: partilha ou apropriação. A partilha pode ser simbiótica ou heterodoxa (a escolha das palavras, nossa escola ultrapassa a escolha), a apropriação será de parte a parte um perspectivar do quem no seu porquê, verdadeiramente é sem porquê quando é vital, dá a vida sem qualquer razão que dê à razão peso na decisão, surge duma união onde um se acolhe e outro recebe quase sempre sem opção de escolha, não escolhe o hospedeiro e o parasita, parasita apenas.
Bom, vou tentar escrever um poema inesquecível.

SIMBIOSE

quando canto o Universo desperta
começando o dia desde uma luz remota
onde as ondas chegam tocando a maré-cheia

desta ideia peço que guardes apenas
um verso solto como um remo caído à água

a mensagem do pássaro que solta um trinado
(oiço na margem, enquanto vou na corrente)

Tal como eu… sabes como é inesquecível tudo que é nosso, principalmente o que é feito para nós mais ainda do que o que é feito por nós. O porquê reside num porque… que alguma explicação há-de ter, sempre num prazer onde a recepção se intensifique. Em relação à relação com o que recebemos, concebo seja igual na concepção, recebendo também o que fazemos. Agora estou ficando com sebo nos ideia, não quero conceber mais nada. Espero gostes de “SIMBIOSE”, vou esperar o resultado deitado, desejo de bom findi semana!


Poeta Poeta, onde sua poesia não chegará ovacionada de reciprocidade?
Os Poetas são assim, por mais que neguem há dias que a melancolia bate, sentem não queridos, incompreendidos e são na verdade amados.
Beijos no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Jun 07, 2011 9:13 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:

Poeta Poeta, onde sua poesia não chegará ovacionada de reciprocidade?
Os Poetas são assim, por mais que neguem há dias que a melancolia bate, sentem não queridos, incompreendidos e são na verdade amados.
Beijos no coração!


BB,
Podendo, devemos sempre ovacionar a poesia de reciprocidade, vou tentar.
SABEDORIA

Desde que tudo me cansa,
Este texto, que desejo não se torne muito longo, obedece à duração dum poema que te dou a ler. Como? Como se a poesia obrigasse, efectivamente ela obriga-se, a uma descoberta da palavra, dos versos, do conjunto.
Comecei eu a viver.
Há versos felizes, são esses aqueles que mais interessa descobrir e admirar. Determinar a sua existência, descobri-los e admirá-los, eis o que torna emocionante a descoberta do interior na relojoaria dessa peça de tempo, que é construção e guarda da Poesia, o poema.
Comecei a viver sem esperança...
Dada a evidente profundidade da frase anterior, deixo-a superficial como o espelho dum lago profundo onde uma sereia distraída caiu das nuvens não encontrando saída para voltar ao oceano.
E venha a morte quando
Os versos são dum poema do José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'; o que explica bem o próximo verso, com o qual termina a primeira estância ou estrofe, terminando eu ‒ a contabilidade verso a verso ‒ da transcrição, aqui feita e ainda inacabada.
Deus quiser.

Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.

Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . .
E venha a morte quando Deus quiser.

Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.


José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

Demorei um pouco a voltar a este tópico, a agradecer o comentário, a continuar ‘À conversa na escrita’. A continuação natural manuscrevi-a, depois faltou dactilografar, escrever na ponta da unha…, escrever com a ponta dos dedos sobre um teclado o que foi o gesto cursivo da caligrafia sobre uma folha. Escrever, descrever a diferença entre o que se escreve e o que se transcreve, daria da transcrição o desafio onde perco com facilidade o fio… do discurso.
A continuação natural… cá a deixo, com o que agora, aqui, neste momento, resolvi transcrever e escrever. Como e porquê? Fui buscar um poema do José Régio, procurei-o na Net. Imediatamente antes, estive a ver na TV alguém a declamá-lo. Muito provável terá sido lido dum teleponto, com fidelidade e de forma interessante. Despertou-me o interesse e a curiosidade, quando o leitor/declamador cantou um dos versos:
E venha a morte quando Deus
Este verso, subitamente interrompido, foi de imediato dito. O reforçar da leitura, dado pela repetição,
E venha a morte quando Deus quiser.
captou-me a atenção e fez-me querer trazer o poema para esta conversa. Beijos.

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MensagemEnviada: Ter Jun 07, 2011 9:44 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Nossa Francisco, parece que nos lemos. Tenho pensado muito um poema até que coloquei numa das coisas que escrevo. Acho de inteira relação com esse que você trouxe. Amanha vou procurar e postar no seu post de hoje, penso ser uma conversa interessante. Sao observaçoes feitas através do tempo, da sensibilidade que apuramos. Quanto ao tempo de agradecer, responder, cada um tem seu tempo. Importa vir, estar presente, o tempo não conta. Beijos no coraçao!

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MensagemEnviada: Ter Jun 07, 2011 11:17 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Confesso nunca tinha lido José Régio, fui ler. Como sempre você é um guia para o aprendizado. Chamou-me a atenção CÂNTICO NEGRO, é desse que vou começar, e começo me analisando: Tenho mania de intromissão, nem sei se intromissão mesmo, acho que sou mais provocadora, talvez seja meu álibi para buscar conhecimento. Provoco e tenho as reações e delas tiro às minhas, jamais chegarei perto da autenticidade do autor, sou uma alma flexível, achista, de natureza brincalhona, às vezes confundida com demasiada informalidade. Ser assim, provocadora, me tenho a policiar, porque pode parecer autoritarismo, imposição. Sou alérgica a imposições, tenho verdadeiro pavor que eu possa parecer assim. Prego a liberdade total e irrestrita a vida, sentimentos, crenças, ações, tudo... Também tenho necessidade de me expor e sempre demarco minhas posições. Acho que não consigo bem equilibrar esse anseio. Juro, tento melhorar a cada dia, mas é difícil. Sou extremamente curiosa pelas almas, sem jamais querer ditar alguma coisa, de arrogância não tenho uma célula sequer.
Do poema METADE, http://youtu.be/KAbPGRrNlvc de Osvaldo Montenegro, tirando o contexto,cujo contexto me vejo, tenho meditado muito sobre a última metade, outra vez, não absolutamente o contexto, a pausa. Os instantes em que o amor ocupa uma parte como parecendo dar a outra o tempo exato de desfazer das mágoas, raivas ou qualquer outro sentimento menor. Vejo o vento empurrando as ondas, como varrendo das areias as impurezas e dando vazão ao amor. É a minha visão que acoplo
aõ poema SABEDORIA de José Régio, quando marca nitidamente nossos espaços, nossas formas, nosso querer, nosso ser, nossos sentimentos, enfim nossa existência, singular a cada Ser.
O que têm as estrelas? Continuarão altas, belas e brilhando.
Tentei deixar pra amanha mas minha inquietude não permite.
Respeitosamente espero não ter abusado do seu tempo e cansaço.
Desocupada e flexível que sou estarei sempre aberta às conversas. Beijos no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sáb Jun 18, 2011 6:25 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Nossa Francisco, parece que nos lemos. Tenho pensado muito um poema até que coloquei numa das coisas que escrevo. Acho de inteira relação com esse que você trouxe. Amanha vou procurar e postar no seu post de hoje, penso ser uma conversa interessante. Sao observaçoes feitas através do tempo, da sensibilidade que apuramos. Quanto ao tempo de agradecer, responder, cada um tem seu tempo. Importa vir, estar presente, o tempo não conta. Beijos no coraçao!

Confesso nunca tinha lido José Régio, fui ler. Como sempre você é um guia para o aprendizado. Chamou-me a atenção CÂNTICO NEGRO, é desse que vou começar, e começo me analisando: Tenho mania de intromissão, nem sei se intromissão mesmo, acho que sou mais provocadora, talvez seja meu álibi para buscar conhecimento. Provoco e tenho as reações e delas tiro às minhas, jamais chegarei perto da autenticidade do autor, sou uma alma flexível, achista, de natureza brincalhona, às vezes confundida com demasiada informalidade. Ser assim, provocadora, me tenho a policiar, porque pode parecer autoritarismo, imposição. Sou alérgica a imposições, tenho verdadeiro pavor que eu possa parecer assim. Prego a liberdade total e irrestrita a vida, sentimentos, crenças, ações, tudo... Também tenho necessidade de me expor e sempre demarco minhas posições. Acho que não consigo bem equilibrar esse anseio. Juro, tento melhorar a cada dia, mas é difícil. Sou extremamente curiosa pelas almas, sem jamais querer ditar alguma coisa, de arrogância não tenho uma célula sequer.
Do poema METADE, http://youtu.be/KAbPGRrNlvc de Osvaldo Montenegro, tirando o contexto,cujo contexto me vejo, tenho meditado muito sobre a última metade, outra vez, não absolutamente o contexto, a pausa. Os instantes em que o amor ocupa uma parte como parecendo dar a outra o tempo exato de desfazer das mágoas, raivas ou qualquer outro sentimento menor. Vejo o vento empurrando as ondas, como varrendo das areias as impurezas e dando vazão ao amor. É a minha visão que acoplo aõ poema SABEDORIA de José Régio, quando marca nitidamente nossos espaços, nossas formas, nosso querer, nosso ser, nossos sentimentos, enfim nossa existência, singular a cada Ser.
O que têm as estrelas? Continuarão altas, belas e brilhando.
Tentei deixar pra amanha mas minha inquietude não permite.
Respeitosamente espero não ter abusado do seu tempo e cansaço.
Desocupada e flexível que sou estarei sempre aberta às conversas. Beijos no coração!


Juntei seus últimos dois textos, ambos igualmente importantes.
Do primeiro guardaria a importância do que guardamos na memória e nos empurra para... a história, toda a escrita que conta alguma coisa.
Do segundo noções de achismo, intromissão e achar

http://youtu.be/KAbPGRrNlvc
Metade

Oswaldo Montenegro
Composição : Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Fica agora a metade de Metade, a parte inteira.
É a minha vez agradecer, com gratidão, beijos do coração.

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Jul 17, 2011 2:47 pm, num total de 2 vezes
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bbrian



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MensagemEnviada: Sáb Jun 18, 2011 7:37 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
Nossa Francisco, parece que nos lemos. Tenho pensado muito um poema até que coloquei numa das coisas que escrevo. Acho de inteira relação com esse que você trouxe. Amanha vou procurar e postar no seu post de hoje, penso ser uma conversa interessante. Sao observaçoes feitas através do tempo, da sensibilidade que apuramos. Quanto ao tempo de agradecer, responder, cada um tem seu tempo. Importa vir, estar presente, o tempo não conta. Beijos no coraçao!

Confesso nunca tinha lido José Régio, fui ler. Como sempre você é um guia para o aprendizado. Chamou-me a atenção CÂNTICO NEGRO, é desse que vou começar, e começo me analisando: Tenho mania de intromissão, nem sei se intromissão mesmo, acho que sou mais provocadora, talvez seja meu álibi para buscar conhecimento. Provoco e tenho as reações e delas tiro às minhas, jamais chegarei perto da autenticidade do autor, sou uma alma flexível, achista, de natureza brincalhona, às vezes confundida com demasiada informalidade. Ser assim, provocadora, me tenho a policiar, porque pode parecer autoritarismo, imposição. Sou alérgica a imposições, tenho verdadeiro pavor que eu possa parecer assim. Prego a liberdade total e irrestrita a vida, sentimentos, crenças, ações, tudo... Também tenho necessidade de me expor e sempre demarco minhas posições. Acho que não consigo bem equilibrar esse anseio. Juro, tento melhorar a cada dia, mas é difícil. Sou extremamente curiosa pelas almas, sem jamais querer ditar alguma coisa, de arrogância não tenho uma célula sequer.
Do poema METADE, http://youtu.be/KAbPGRrNlvc de Osvaldo Montenegro, tirando o contexto,cujo contexto me vejo, tenho meditado muito sobre a última metade, outra vez, não absolutamente o contexto, a pausa. Os instantes em que o amor ocupa uma parte como parecendo dar a outra o tempo exato de desfazer das mágoas, raivas ou qualquer outro sentimento menor. Vejo o vento empurrando as ondas, como varrendo das areias as impurezas e dando vazão ao amor. É a minha visão que acoplo aõ poema SABEDORIA de José Régio, quando marca nitidamente nossos espaços, nossas formas, nosso querer, nosso ser, nossos sentimentos, enfim nossa existência, singular a cada Ser.
O que têm as estrelas? Continuarão altas, belas e brilhando.
Tentei deixar pra amanha mas minha inquietude não permite.
Respeitosamente espero não ter abusado do seu tempo e cansaço.
Desocupada e flexível que sou estarei sempre aberta às conversas. Beijos no coração!


Juntei seus últimos dois textos, ambos igualmente importantes.
Do primeiro guardaria a importância do que guardamos na memória e nos empurra para... a história, toda a escrita que conta alguma coisa.
Do segundo noções de achismo, intromissão e achar

[url]http://youtu.be/KAbPGRrNlvc[/url]
Metade

Oswaldo Montenegro
Composição : Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Fica agora a metade de Metade, a parte inteira.
É a minha vez agradecer, com gratidão, beijos do coração.


Pois é, a vida é bela, cabe a poesia, cabe as gargalhadas!
Me agradecer nem conto! Poeta, te tenho com tanta grandeza e referencia que fico sem palavras! Perdidas as palavras, lasco um beijo no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Jul 17, 2011 2:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ÍBLIA

A história desta palavra, recolhida de ABíblia, em curso…
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794

Primeiro veio a prosa, deixou... por fim:

PERFEITA
(a flor e a pedra)

a flor
aproveitou o calor
abateu o seu viço na calma
deixando poisar numa pedra bem lisa
as pétalas sedosas da corola

a pedra
nem respirava
para lhe ser travesseira

bbrian, sem preço, meu apreço por tua companhia. Beijos do coração!

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MensagemEnviada: Dom Jul 17, 2011 10:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
ÍBLIA

A história desta palavra, recolhida de ABíblia, em curso…
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794

Primeiro veio a prosa, deixou... por fim:

PERFEITA
(a flor e a pedra)

a flor
aproveitou o calor
abateu o seu viço na calma
deixando poisar numa pedra bem lisa
as pétalas sedosas da corola

a pedra
nem respirava
para lhe ser travesseira

bbrian, sem preço, meu apreço por tua companhia. Beijos do coração!


Versos perfeitos dizendo a perfeição! De um carinho imenso. Beijos no coraçao!

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MensagemEnviada: Sáb Jul 23, 2011 4:50 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

PESE EMBORA…

Há uma clara tendência a encontrar-se o que se procura, pese embora… muitas vezes ser o inesperado o que nos espera. Partir à procura do inesperado não é nada inesperado, será mesmo o mais espectável na variável x, y ou z da criação artística. A criação da arte é uma recriação, uma brincadeira à procura da infância perdida, outro filme qualquer...
http://tatuaanalfabeta.blogspot.com/2011/07/pompoaristas.html
Neste guião não existe um filme em embrião, é um livro. Estou livre para escrever o que quiser…
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/07/arte-de-nos.html

bbrian escreveu:

Versos perfeitos dizendo a perfeição! De um carinho imenso. Beijos no coraçao!


bbrian, ÍBLIA não bole, não tenho tido paciência para passar um letra de poema que passa por todas as letras. Quanto ao carinho da pedra pela flor, é o mesmo que, em sonhos, a flor nutre pela pedra. Dar conta disso, desse carinho, é o que só aos poetas está reservado. Beijos do coração
Já cheguei ao K
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794

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bbrian



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MensagemEnviada: Dom Jul 24, 2011 12:35 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
PESE EMBORA…

Há uma clara tendência a encontrar-se o que se procura, pese embora… muitas vezes ser o inesperado o que nos espera. Partir à procura do inesperado não é nada inesperado, será mesmo o mais espectável na variável x, y ou z da criação artística. A criação da arte é uma recriação, uma brincadeira à procura da infância perdida, outro filme qualquer...
http://tatuaanalfabeta.blogspot.com/2011/07/pompoaristas.html
Neste guião não existe um filme em embrião, é um livro. Estou livre para escrever o que quiser…
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/07/arte-de-nos.html

bbrian escreveu:

Versos perfeitos dizendo a perfeição! De um carinho imenso. Beijos no coraçao!


bbrian, ÍBLIA não bole, não tenho tido paciência para passar um letra de poema que passa por todas as letras. Quanto ao carinho da pedra pela flor, é o mesmo que, em sonhos, a flor nutre pela pedra. Dar conta disso, desse carinho, é o que só aos poetas está reservado. Beijos do coração
Já cheguei ao K
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794


Francisco, essencial mesmo que dolorido este momento mágico, de impaciência, inquietude, solidão, fanfarras, calcificação, liquefação que o poeta agita o capote e toureia a si.
Das variáveis, tenho aprendido a ler com você. Já quase acho ler, melhor que escrever, estou que nem pavão, abrindo meu leque à leitura. Antes a minha primeira percepção sempre prevalecia, atualmente já faço muitas concessões, lógico sem interpretar o autor.
A liberdade da escrita é uma conquista dos grandes, é fruto das grandes obras. Você vai de A a Z, de Z a A com muita desenvoltura e importância. Possui a capacidade de inventar um alfabeto.
Da pedra e da flor é sim carinho mútuo. Beijos no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Jul 24, 2011 8:37 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

PONTO DA SITUAÇÃO

A ideia de que quando escrevemos produzimos um texto, esta deve ser uma característica que diferencia o artista, que procura criar um texto, do escrevente que escreve para tirar um apontamento para si ou para dizer alguma coisa a alguém. No caso, isto advém de ter feito um título.
À conversa com a escrita ganhou muito de À conversa com bbrian, fruto do seu companheirismo, uma dá_diva...
Minha diva,
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/07/pele-do-corpo.html
Escrevi e publiquei no blog, já não vou aproveitar para deixar aqui À conversa...
Aproveito para ver, como de ontem para hoje, os dias se contagiam. Será interessante ler o que ontem escrevi:

POEIRA DAS ESTRELAS

primeiro experimento
para ver o que dá,
depois dá
o que experimento

como está bom tempo
e temos mesmo
(é) de vencer
os nossos desafios…

seguro por um fio
o papagaio de papel
cujo fio escrevo
enquanto desenrola

a coisa é Zen e só
para…
quando poeira
das estrelas ele for

depois de acabar
por cair, desejo
seja nas areias aqui,
desta praia

Cá deixo poema que caiu da praia… para os versos do universo.
Podemos forçar as palavras “poeira das estrelas” a entrar no poema, quando for lido, a lide (o toureio) depende da arte do leitor. O poeta ajuda no que pode, no que pôde.
Públicos Parabéns aos intervenientes que poderá ler, quem seguir o link…
http://escobarfranelas.blogspot.com/2011/07/entrevista-alessandra-espinola-poesia.html
No poema:
papagaio de papel (em Portugal) = pipa (no Brasil)
Junto um segundo link, porque é uma aposta ganha, basta que continue.
A junção faz-se para dar a ouvir e ler Poesia, medi_t_ando também…
http://wwwmeandyou-meandyou.blogspot.com/2011/07/apresentacao_14.html
A_braços!!
Francisco Coimbra

…DAS ESTRELAS

deixo o que deixo
meu eixo
é
este dizer
onde se toca
a língua no canto
e
bebe
a água se
ela se forma assim
Assim

Faria sentido no blog, espero sempre que a poesia faça sentido em todo o lado onde a leitura, ou a sua audição, permita à atenção a acção suficiente.
Estou a escrever na janela aberta para a inserção do texto, vou deixá-la aberta, enquanto vou de K a Z. Volto já!
Antes de ir, vou já deixar gravado, depois edito... mais qualquer coisa.

bbrian escreveu:

Francisco, essencial mesmo que dolorido este momento mágico, de impaciência, inquietude, solidão, fanfarras, calcificação, liquefação que o poeta agita o capote e toureia a si.
Das variáveis, tenho aprendido a ler com você. Já quase acho ler, melhor que escrever, estou que nem pavão, abrindo meu leque à leitura. Antes a minha primeira percepção sempre prevalecia, atualmente já faço muitas concessões, lógico sem interpretar o autor.
A liberdade da escrita é uma conquista dos grandes, é fruto das grandes obras. Você vai de A a Z, de Z a A com muita desenvoltura e importância. Possui a capacidade de inventar um alfabeto.
Da pedra e da flor é sim carinho mútuo. Beijos no coração!


Pois é, amiga,
«sem interpretar o autor», deixemos o autor interpretar por ele. Por vezes ele faz uma coisa sofrida, imagina mostrar de si uma imagem de sofredor, se é que se dá a imaginar nesse depois que já nem tem de ser dele. E nós? Sim, qualquer um, o mais sisudo, pode descobrir uma caricatura tão irreal que se põe a rir “às bandeiras despregadas” (imagino seja quando voam ao vento…) com o que se poderá pensar seja… a caricatura imagi_nada…
Já deixei em Sobrepoesia(s), “ABíblia” completa:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794
Também passei para lá as poesias:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38835#38835
Missão cumprida, ficou comprida! Beijos do coração, palpitações:lol:

Uma viagem...
http://celularubra.blogspot.com/2011/07/ferreia-gullar-saraiva-conteudo.html
Outra...
http://mnemosine-musas.blogspot.com/2011/07/don-juan.html
Daqui, começou aqui:
«
Francisco Coimbra disse...

Guardo. Selecciono… «o meu corpo forte te comemora», gosto de pensar que toda a arte nasce de, enquanto objecto, ter uma “chave”, ter algo que abre o seu conteúdo. Artistas que dizem que a crítica é para os críticos e nada sabem dizer das suas criações, são a coisa mais próxima de me sentir a contactar com impostores. A sua postura está tão difundida, tornou-se moda. Desse modo, arte para que te quero!?...
Gosto desta poesia forte, onde Don Juan é feminino. A_braços!!
(não identifico a modelo da foto, mas ficou li(n)da)
22 de julho de 2011 23:44
»
Agora:
«
Francisco Coimbra disse...

MUSA VOLÚVEL (* nada?)

I
apaixonei-me pela tua imagem,
ela aceitou ser minha
musa volúvel

veio estar comigo
com ela sou

o poeta inspirado dum desejo

II
num segundo momento sou
muito mais racional
como podes…

comprovar sentindo
esta vibração

calma, a alma que se acalma

III
o poema só nos pede a dis-
posição para o verso
vir de imediato

e podermos ser nós
comandantes

duma viajem alucinada ao…*

Afáveis e bonitas, que mais é necessário para me declarar fã incondicional, perante tão belas e boas condições. Isto nem comenta o comentário mas, na medida do possível, agradeço-o embria_gado… Ou seja, tipo besta, por causa da embraiagem não largar suavemente… Não, provavelmente não é uma questão mecânica Smile Bjs
24 de julho de 2011 21:48
» Mr. Green

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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Jul 26, 2011 12:48 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
PONTO DA SITUAÇÃO

A ideia de que quando escrevemos produzimos um texto, esta deve ser uma característica que diferencia o artista, que procura criar um texto, do escrevente que escreve para tirar um apontamento para si ou para dizer alguma coisa a alguém. No caso, isto advém de ter feito um título.
À conversa com a escrita ganhou muito de À conversa com bbrian, fruto do seu companheirismo, uma dá_diva...
Minha diva,
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/07/pele-do-corpo.html
Escrevi e publiquei no blog, já não vou aproveitar para deixar aqui À conversa...
Aproveito para ver, como de ontem para hoje, os dias se contagiam. Será interessante ler o que ontem escrevi:

POEIRA DAS ESTRELAS

primeiro experimento
para ver o que dá,
depois dá
o que experimento

como está bom tempo
e temos mesmo
(é) de vencer
os nossos desafios…

seguro por um fio
o papagaio de papel
cujo fio escrevo
enquanto desenrola

a coisa é Zen e só
para…
quando poeira
das estrelas ele for

depois de acabar
por cair, desejo
seja nas areias aqui,
desta praia

Cá deixo poema que caiu da praia… para os versos do universo.
Podemos forçar as palavras “poeira das estrelas” a entrar no poema, quando for lido, a lide (o toureio) depende da arte do leitor. O poeta ajuda no que pode, no que pôde.
Públicos Parabéns aos intervenientes que poderá ler, quem seguir o link…
http://escobarfranelas.blogspot.com/2011/07/entrevista-alessandra-espinola-poesia.html
No poema:
papagaio de papel (em Portugal) = pipa (no Brasil)
Junto um segundo link, porque é uma aposta ganha, basta que continue.
A junção faz-se para dar a ouvir e ler Poesia, medi_t_ando também…
http://wwwmeandyou-meandyou.blogspot.com/2011/07/apresentacao_14.html
A_braços!!
Francisco Coimbra

…DAS ESTRELAS

deixo o que deixo
meu eixo
é
este dizer
onde se toca
a língua no canto
e
bebe
a água se
ela se forma assim
Assim

Faria sentido no blog, espero sempre que a poesia faça sentido em todo o lado onde a leitura, ou a sua audição, permita à atenção a acção suficiente.
Estou a escrever na janela aberta para a inserção do texto, vou deixá-la aberta, enquanto vou de K a Z. Volto já!
Antes de ir, vou já deixar gravado, depois edito... mais qualquer coisa.

bbrian escreveu:

Francisco, essencial mesmo que dolorido este momento mágico, de impaciência, inquietude, solidão, fanfarras, calcificação, liquefação que o poeta agita o capote e toureia a si.
Das variáveis, tenho aprendido a ler com você. Já quase acho ler, melhor que escrever, estou que nem pavão, abrindo meu leque à leitura. Antes a minha primeira percepção sempre prevalecia, atualmente já faço muitas concessões, lógico sem interpretar o autor.
A liberdade da escrita é uma conquista dos grandes, é fruto das grandes obras. Você vai de A a Z, de Z a A com muita desenvoltura e importância. Possui a capacidade de inventar um alfabeto.
Da pedra e da flor é sim carinho mútuo. Beijos no coração!


Pois é, amiga,
«sem interpretar o autor», deixemos o autor interpretar por ele. Por vezes ele faz uma coisa sofrida, imagina mostrar de si uma imagem de sofredor, se é que se dá a imaginar nesse depois que já nem tem de ser dele. E nós? Sim, qualquer um, o mais sisudo, pode descobrir uma caricatura tão irreal que se põe a rir “às bandeiras despregadas” (imagino seja quando voam ao vento…) com o que se poderá pensar seja… a caricatura imagi_nada…
Já deixei em Sobrepoesia(s), “ABíblia” completa:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38794#38794
Também passei para lá as poesias:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38835#38835
Missão cumprida, ficou comprida! Beijos do coração, palpitações:lol:

Uma viagem...
http://celularubra.blogspot.com/2011/07/ferreia-gullar-saraiva-conteudo.html
Outra...
http://mnemosine-musas.blogspot.com/2011/07/don-juan.html
Daqui, começou aqui:
«
Francisco Coimbra disse...

Guardo. Selecciono… «o meu corpo forte te comemora», gosto de pensar que toda a arte nasce de, enquanto objecto, ter uma “chave”, ter algo que abre o seu conteúdo. Artistas que dizem que a crítica é para os críticos e nada sabem dizer das suas criações, são a coisa mais próxima de me sentir a contactar com impostores. A sua postura está tão difundida, tornou-se moda. Desse modo, arte para que te quero!?...
Gosto desta poesia forte, onde Don Juan é feminino. A_braços!!
(não identifico a modelo da foto, mas ficou li(n)da)
22 de julho de 2011 23:44
»
Agora:
«
Francisco Coimbra disse...

MUSA VOLÚVEL (* nada?)

I
apaixonei-me pela tua imagem,
ela aceitou ser minha
musa volúvel

veio estar comigo
com ela sou

o poeta inspirado dum desejo

II
num segundo momento sou
muito mais racional
como podes…

comprovar sentindo
esta vibração

calma, a alma que se acalma

III
o poema só nos pede a dis-
posição para o verso
vir de imediato

e podermos ser nós
comandantes

duma viajem alucinada ao…*

Afáveis e bonitas, que mais é necessário para me declarar fã incondicional, perante tão belas e boas condições. Isto nem comenta o comentário mas, na medida do possível, agradeço-o embria_gado… Ou seja, tipo besta, por causa da embraiagem não largar suavemente… Não, provavelmente não é uma questão mecânica Smile Bjs
24 de julho de 2011 21:48
» Mr. Green


Francisco, poetas elaborados se dão ao luxo das variantes: corporais, gramaticais e outras tantas.
Escrevedora de coisas preciso da sintonia entre o corpo e alma. Meu corpo só arrepia se minha alma sentir calafrios e por ai vai.
Interpretar o autor, só e somente só ele se interpreta. Acredito sem fechadura e aos leitores um molho de chaves entregues aos devaneios, fantasias e hipóteses... Podemos sim caracterizar os títulos.
Nas minhas coisas desconheço a racionalidade, sou vôos e mergulhos. Por isso não sirvo de modelo a nada. Até que procuro à lógica e depois de muito tempo estou numa trilha, possivelmente de levar-me à razão. Torço para conseguir.
São emocionantes as poesias nascidas dos poetas desejosos e inspirados de suas musas. Sua poesia cada dia mais esplêndida! Muita chuva de estrelas na sua praia! Beijos no coração!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Dom Out 02, 2011 9:57 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:

Francisco, poetas elaborados se dão ao luxo das variantes: corporais, gramaticais e outras tantas.
Escrevedora de coisas preciso da sintonia entre o corpo e alma. Meu corpo só arrepia se minha alma sentir calafrios e por ai vai.
Interpretar o autor, só e somente só ele se interpreta. Acredito sem fechadura e aos leitores um molho de chaves entregues aos devaneios, fantasias e hipóteses... Podemos sim caracterizar os títulos.
Nas minhas coisas desconheço a racionalidade, sou vôos e mergulhos. Por isso não sirvo de modelo a nada. Até que procuro à lógica e depois de muito tempo estou numa trilha, possivelmente de levar-me à razão. Torço para conseguir.
São emocionantes as poesias nascidas dos poetas desejosos e inspirados de suas musas. Sua poesia cada dia mais esplêndida! Muita chuva de estrelas na sua praia! Beijos no coração!


Bem Bom... Belo!!!

Há quanto tempo!... Demos seguimento em sentimento a este e outros momentos:
«
Tudo que escreves é tudo que quero ler, porque sempre estou disponível para me deliciar com a tua existência. Se isto é literatura, seja, nela a palavra se dá para quem a deseja e só desse modo ela existe! BB, Saravá!
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=39327#39327

Nem “eu” poderia dizer melhor, pois “no mais profundo de mim” tocas com tuas palavras.
Beijos do coração!
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=39329#39329

Vou-te confessar, sou Luz! As palavras não me chegam, atravessam-me! Sou Luz interior, não a luz que nos dá a ver com os olhos, sou o que me Ilumina. Esta consciência mais profunda que a consciência dum "eu" faz de mim um ilumi_nado...
Nado da Luz, nado no nada e no tudo. Com tudo, contudo... tenho dúvidas mortais, quando morrer meus ossos serão cinzas só porque pedi para ser incinerado? Que acontece se o forno estiver estragado?
Costumo atirar para trás das costas estas incertezas, a metáfora cai no chão e parece bosta, rebenta quente e urgente, como uma poia enorme!
Quem se apoia na literatura paga sempre uma fatura altíssima, fala com o Altíssimo!...
Dos excrementos intelectuais resulta a Razão, divinizada e absoluta, pronta a guiar os mais fervorosos adeptos da inépcia mental. A razão não serve para nada, meu coração! Serve para fazer Leis, para serem contornadas por argumentos assentes noutras leis. Só a Lei divinizada realiza aquilo que o vinho, tão facilmente, nos mostra. Bebei e comei todos, estas são as minhas palavras, esta é a minha Luz!
Uma escuridão abate-se sobre o meu coração, é a tua mão a acariciar suaves batimentos nestes momentos em que ele, feliz, parece ronronar como um gato: miau...
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=39330#39330

*
A poesia, como diz o poeta (metonímia: tomando o poeta pela poesia), procura os sons do silêncio. Não para os dizer ou escrever, procurando incluir na realidade. O poeta procura, no real, fazer da realidade poesia: a ideia do silêncio, uma das mais belas, onde a música se toca na sinestesia de todos os sentidos no aroma das flores, do tato da pele mais sedosa que a seda, numa sede mais apetitosa ao paladar, só comparável à audição do silêncio que nos enche duma música inaudita e nunca ouvida, apenas quando vemos a beleza de olhos fechados, sentindo-a a aflorar como uma lágrima quente a quebrar o gelo dando-nos a inocência de encontrar a nascente das emoções onde em consciência se funde(m) Audição Visão Tato Paladar Aroma seguindo todos os caminhos para ir dar... ao amor. * beijos *
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=39331#39331

Vejamos você a participar da minha imaginação, é viajar... seguindo as ligações, fazem a leitura... ditada pelo coração! Beijão *
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=39328#39328
Voltando ao ponto de partida:
«aos leitores um molho de chaves entregues aos devaneios, fantasias e hipóteses...», bbrian.

*
Autor pela obra:
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil3.php
ou
http://cursodeportugues.blogarium.net/o-que-e-metonimia/

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