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Mensagem |
Fatima Varella

Mensagens: 268
Localização: SJCAMPOS-SP-BRASIL
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Enviada:
Dom Dez 04, 2011 11:02 am |
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Sim, Humberto, tem dias que é mesmo assim, mas o sol sempre aparece. Porém se o sol demorar muito para aparecer, dá um berro bem dado, e rimado, como o som de uma flor abrindo, ou um gato no telhado, que somente pessoas sensíveis como você podem entender e escutar. Tem muita gente sofrendo sim, mas tem muito mais gente olhando por elas.Deixa rolar que a alegria vem, sem ansiedade, a alegria sempre vem.
Carinhosamente
Fatima Varella
| JorgeHumberto escreveu: |
ESTA ANSIEDADE, SEM RAZÃO
Esta ansiedade, sem razão aparente,
é o meu fado e triste sorte,
que me acompanha, escrupulosamente,
desde a nascença, até á morte.
Sempre um desassossego, se apresta
(neste meu ilusório, dia-a-dia),
lembrar-me, o bem pouco, que me resta,
o que da vida, tenho por companhia.
Espelhos oblíquos, em todo o seu desdém,
trazem-me o ridículo, de meu ser,
e eu, que sempre tento chegar, mais além,
nada alcanço, neste meu sofrer.
Em sublimes poemas, a exaltação do amor,
é para mim o oxigénio e a emoção;
e cantando-o, sinto um imenso estertor,
só não sei, de meu coração!
Ao povo elevo a minha voz, meu pendão!
E aí, sou a solidariedade,
àqueles, que, incrédulos, escutam o vil «não»,
de quem lhes nega, a liberdade.
Porém triste sou, sem quaisquer nostalgias,
que, a saudade, é carrasca,
de quem, sem ter nem porquê ou alegrias,
vai na vida, que o arrasta.
Jorge Humberto
27/11/11 |
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_________________ suas palavras me despertam...seja bem-vindo
POEMA VISUAL:
http://www.poemavisual.com.br/html/show_poeta.php?id=114
VIDEO POESIA:
www.youtube.com/varellbrazil
PROJETO MACROMICRO:
http://www.varellbrazil.multiply.com |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Dom Dez 04, 2011 3:47 pm |
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Olá querida Fátima, muito prazer em receber-te no meu cantinho da poesia,
com palavras tão incentivadoras. O sol não aparece para todos querida, mas quem escreve, sempre o faz nascer em todo o seu imenso encanto. Mas poeta que vagueia e vê as realidades, em tristeza se deixa mas depois vem o encaminhamento a quem nos lê. Muito obrigado pela tua presença e expressivas palavras.
Beijinhos
Jorge Humberto
| Fatima Varella escreveu: |
Sim, Humberto, tem dias que é mesmo assim, mas o sol sempre aparece. Porém se o sol demorar muito para aparecer, dá um berro bem dado, e rimado, como o som de uma flor abrindo, ou um gato no telhado, que somente pessoas sensíveis como você podem entender e escutar. Tem muita gente sofrendo sim, mas tem muito mais gente olhando por elas.Deixa rolar que a alegria vem, sem ansiedade, a alegria sempre vem.
Carinhosamente
Fatima Varella
| JorgeHumberto escreveu: |
ESTA ANSIEDADE, SEM RAZÃO
Esta ansiedade, sem razão aparente,
é o meu fado e triste sorte,
que me acompanha, escrupulosamente,
desde a nascença, até á morte.
Sempre um desassossego, se apresta
(neste meu ilusório, dia-a-dia),
lembrar-me, o bem pouco, que me resta,
o que da vida, tenho por companhia.
Espelhos oblíquos, em todo o seu desdém,
trazem-me o ridículo, de meu ser,
e eu, que sempre tento chegar, mais além,
nada alcanço, neste meu sofrer.
Em sublimes poemas, a exaltação do amor,
é para mim o oxigénio e a emoção;
e cantando-o, sinto um imenso estertor,
só não sei, de meu coração!
Ao povo elevo a minha voz, meu pendão!
E aí, sou a solidariedade,
àqueles, que, incrédulos, escutam o vil «não»,
de quem lhes nega, a liberdade.
Porém triste sou, sem quaisquer nostalgias,
que, a saudade, é carrasca,
de quem, sem ter nem porquê ou alegrias,
vai na vida, que o arrasta.
Jorge Humberto
27/11/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Dom Dez 04, 2011 3:47 pm |
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FIZ-ME POESIA
Esta minha vida, que à má sorte, foi
dada, encontrou na poesia,
o ânimo e a libertação, de tal desígnio,
que no olvido, inerme se quedou.
Liberto, enfim, sou de toda a gente e
de todo o mundo, aqui, onde
sou mais eu, inteiro: e que ao narrar-se,
máxima expressão, encontrou.
Então, conto-me em versos, que, à verdade,
nada devem nem temem,
pois que meu caminho, tem janelas abertas,
a todos quantos, me lêem.
Da inócua solidão, me aparto, pois que, no
escrever-me, sou nos outros,
no que lhes dou e recebo, como gratidão,
de quem se revê, na minha
poesia. Maior satisfação, jamais eu teria,
se meus versos, não fossem
eles, feitos de humildade, carinho e cuidados,
àqueles, que tanto me prezam.
E eis que assim, me descubro poeta, de todo um
povo, que, ao mundo, pertence –
e enquanto, a mi me venço, sou também eu,
quem na vida se excedeu.
Jorge Humberto
04/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Seg Dez 05, 2011 4:02 pm |
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AGRADECIDO À VIDA
Liberto de algozes e de vis correntes,
ao caminho, chamado vida,
me entreguei, com toda a força, de
quem, à vida, se quer dar.
Então construi jardins, de bem dizer,
onde pus as flores mais
belas, para que assim, só me vissem;
e onde era eu, a sós comigo,
deixei as ervas daninhas, enfim crescer.
Resquícios, do vil passado,
atreveram-se, mas cerces, pela raiz, os
cortei, para que não voltassem
a nascer. Então abri todas as portas e
janelas, fiz-me poeta,
e no me escrever, sou nos outros, o que
os outros, em mim deixam.
Jorge Humberto
05/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Ter Dez 06, 2011 4:29 pm |
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CONTEMPLAÇÃO
Meus versos, de plena contemplação,
são como um desabrochar
de flores, em todas as suas colorações,
repletas de mil fragrâncias.
Ou como Jardins imensos, nos parapeitos
das janelas, dando graça
às casas, debruadas de dúcteis filigranas;
que se desenham nos
meus olhos, como asas de pássaros, alçando
voo, num incomensurável
céu, indo nos azuis dos azuis, até desmaiarem
nas águas, de um belo rio.
Na imensidão do mar, são como ondas
cavalo, dando-se às
praias, em toda a sua terna mansidão,
arrepanhando caminhos,
na areia. E são ainda, uma chuva caindo, no
plano frio, das vidraças,
que de lágrimas, são só uma intensa ilusão,
de alguém, a entristecer.
E na ampola, de meus dedos, tacteio o
rosto, de uma criança –
minha deferência, em alta comoção,
pela alegria, de sua inocência.
Jorge Humberto
06/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Qua Dez 07, 2011 3:59 pm |
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ESTE AMOR QUE NÃO ESQUECE
A beleza, de teu rosto, me enternece…
me descubro, a cada traço teu:
como algo, que aos olhos, nunca esquece,
deste amor, que também é meu.
Nele me perco… para logo me achar…
entre silêncios e muito carinho…
e então, sou como um imensíssimo mar,
achando, na lonjura, seu caminho.
São minhas mãos, o toque a desvendar…
umas às outras, em sã harmonia…
e é tudo nosso, o que soubermos guardar,
no nosso coração, como na alegria.
Ah, musa e mulher amada, de ti sou cativo…
que não me negues o encantamento…
de, pela manhãzinha, ver-te em porte altivo…
em plena magia e deslumbramento.
E assim, um no outro, seremos esplendor…
eterno fascínio, a se perpetuar…
sangue… carne… devoção e muito amor,
que nos azuis do céu… irá reinar.
Jorge Humberto
07/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Qui Dez 08, 2011 4:19 pm |
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BREVE POEMA
Raso meus olhos na água; dou-me à vida
e a todo o seu imenso esplendor;
meus versos são a força viva, com que me
doo, sem quaisquer desfalecimentos.
Neste caminho, que me percorro e narro,
sou o espelho, feito reciprocidade,
de tudo o que me rodeia em simplicidade,
na grandeza, das coisas pequenas.
Só o despir-me, da roupa humana, que me
veste, faz com que tudo se
transcenda e imortalize, nas minhas mãos,
plenas de candura e de espanto.
Jorge Humberto
08/12/01 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Sex Dez 09, 2011 3:40 pm |
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DA LUTA QUE TRAVEI
Estendo uma corda de músculos
cravo meus braços com setas
dou-me à luta que não renega a sorte
de um fado marinheiro.
Nas esquinas e cantos mal-afamados
arremessei lanças certeiras
contra o focinho inquisidor da palavra
ao alto ergui meu pendão.
Ressurgido dos corpos amontoados
que jaziam inertes e pálidos
do ferro pungente travado nas veias
carne e nervos rasguei.
E expulsas as correntes e os algozes
libertos os braços e pernas
eis que me maquio em um novo sangue
meu propósito que se completa.
Jorge Humberto
09/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Sáb Dez 10, 2011 3:47 pm |
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GRITAREI ATÉ QUE A VOZ ME DOA
Minha voz, que não se deixa castrar,
deixo que o vento a leve,
até que poise, nas estames das flores,
ou no acre colo da solidão.
Pela brisa sempre se faz acompanhar,
levando um pouco de sua
solidez, aos que são mais necessitados,
e se deixam vencer pelo cansaço.
Ao mundo ela pertence e se agiganta,
quando se depara com a
iniquidade, que fere e mata, a dignidade
e toda a humanidade, que
é pertença devida, de todo o ser humano.
E eis não se cala, no propósito
de levar, a todos quantos se atemorizam,
a verdade, que lhes cabe.
E até que esta minha voz me doa, omissa
não será nem passiva,
pois que de peito aberto, bem alto há-de
gritar, por um mundo mais justo.
Jorge Humberto
10/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Dom Dez 11, 2011 4:18 pm |
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MALHAS DESTA VIDA
Palavra a palavra, ergo meus versos,
alicerçados pela emoção,
que do pensamento, se diz presente,
a tudo quanto sou nos outros.
(Flamejante sol, vindo de lá do horizonte,
debruando os meus dedos,
de finas filigranas, e que mais não são,
do que poesias, por nascer).
Malhas desta vida (que são tudo, o que
o meu olhar alcança),
construindo cidades e excelsos poetas,
nascidos de meu coração.
Jorge Humberto
11/12/11 |
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Pupila
Mensagens: 4057
Localização: São Paulo
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Enviada:
Dom Dez 11, 2011 10:12 pm |
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| JorgeHumberto escreveu: |
MALHAS DESTA VIDA
Palavra a palavra, ergo meus versos,
alicerçados pela emoção,
que do pensamento, se diz presente,
a tudo quanto sou nos outros.
(Flamejante sol, vindo de lá do horizonte,
debruando os meus dedos,
de finas filigranas, e que mais não são,
do que poesias, por nascer).
Malhas desta vida (que são tudo, o que
o meu olhar alcança),
construindo cidades e excelsos poetas,
nascidos de meu coração.
Jorge Humberto
11/12/11 |
construção poética que
nascem de seus dedos
e que cada vez mais crescem e emocionam nosso olhar leitor.
beijos poéticos |
_________________ *ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias. |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Seg Dez 12, 2011 7:52 am |
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Olá minha querida Maísa, bom dia!
Bom receber-te no meu cantinho, deixando-me palavras de elogio e incentivo, o que muito agradeço.
Desejo-te uma boa semana
Beijinhos
Jorge Humberto
| Pupila escreveu: |
| JorgeHumberto escreveu: |
MALHAS DESTA VIDA
Palavra a palavra, ergo meus versos,
alicerçados pela emoção,
que do pensamento, se diz presente,
a tudo quanto sou nos outros.
(Flamejante sol, vindo de lá do horizonte,
debruando os meus dedos,
de finas filigranas, e que mais não são,
do que poesias, por nascer).
Malhas desta vida (que são tudo, o que
o meu olhar alcança),
construindo cidades e excelsos poetas,
nascidos de meu coração.
Jorge Humberto
11/12/11 |
construção poética que
nascem de seus dedos
e que cada vez mais crescem e emocionam nosso olhar leitor.
beijos poéticos |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Seg Dez 12, 2011 5:05 pm |
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A CADA NOVA MANHÃ
De mãos nos bolsos, sereno
contemplo a natureza,
em toda a sua infinita beleza,
que, nos olhos, eu irei
guardar. O rio é um lençol
de linho, bordado
com o azul do céu, cravejado
de filigranas, prateadas.
No vai e vem das águas livres,
as ondas cavalo,
não sofrem qualquer abalo,
procurando sua foz.
E leve, levemente, são os
barcos, singrando
o Tejo, que vão almejando,
no deslizar da proa.
Ao longe, bem resguardadas,
as aves migratórias,
trazem mil e uma histórias,
da estranja, mátria.
E o cândido sol, traz-me, aos
passos, o caminho,
no qual, divagando sozinho,
sonho prenhes futuros.
Qual o colorido destes jardins,
nas flores, a esperança,
de um sorriso de uma criança,
a cada nova manhã.
Jorge Humberto
12/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Ter Dez 13, 2011 4:46 pm |
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FADO… QUEM TE ESCUTAR
Canto o fado com a alma na mão
me transcendo pela entrega
que faz vibrar este meu coração
soma exposta pela refrega
No cantar todo eu sou emoção
saudade e terna harmonia
que pela luz de um castiço lampião
leva adiante real melodia
Nas mesas o vinho bem refinado
andando de boca em boca
eis que traz à tona o fascínio do fado
se cantado com voz rouca
Que de preto me visto a preceito
para nele me enlear
pois todo eu sou o mui fatal trejeito
que à pele traz arrepiar
E de olhos fechados e à comunhão
deixo-me abandonar
por esta sempre eterna sedução
que é o fado a se cantar
Jorge Humberto
13/12/11 |
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JorgeHumberto

Mensagens: 2493
Localização: Lisboa
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Enviada:
Qua Dez 14, 2011 5:27 pm |
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EIS-ME ASSIM
Meu pensamento me diz
pela emoção sou nos outros
sou tal qual um chafariz
de águas límpidas e sedosas.
Sou tantos que me confundo
(passo errante no caminho)
e habita em mim o mais profundo
dos sentimentos a porvir.
E é pela poesia que me entrego
despido de vis pudores
a nada nem a ninguém renego
o amor que me conduz.
Trago pela mão uma criança
e mil flores coloridas
pois é delas a minha esperança
de um mundo a se sorrir.
Cabe ao poeta a generosidade
de a cada verso seu
levar a mais discreta humildade
que nos olhos se faz certeza.
Jorge Humberto
14/12/11 |
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