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Walter Medeiros



Mensagens: 483
Localização: Natal - RN

MensagemEnviada: Qui Dez 08, 2011 6:05 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Cordel do Português, que mostra o fácil da nova ortografia

--- Walter Medeiros

O mundo é muito bom
Para quem sabe viver
E quem gosta de aprender
Sabe usar palavra e som;
Por isso vou escrever
O que já pude entender
Sem estresse ou frisson.

Falo da formulação
Da nova ortografia
Pois está chegando o dia
De virar obrigação;
E agora, quem diria!
Coisas que a gente escrevia
Não pode escrever mais não.

Não esquente, meu amigo,
Pois não é um teorema
Começando pelo trema,
Pois ele foi abolido;
Agora o novo sistema
Não é mais nosso problema
Só estrangeiro é mantido.

Para ser bem comedido,
Acho bom lhe explicar
Você só vai aplicar
O trema, quando ocorrido,
Se o nome que encontrar
For de país ou lugar
No estrangeiro definido.

Para se ter mais firmeza
Sobre as alterações
Novas normatizações
Para a língua portuguesa
Vêm de acordo dos bons
Que elimina os senões
E que traz muita certeza.

Brotando da natureza
Essa mudança tão boa
Foi assinada em Lisboa
Mas não é uma moleza
Pode não ter mais coroa
Mas é bela a ressoa
De Brasília a Fortaleza.

Sem ardil ou esperteza
Vamos ver o que mudou
O alfabeto ganhou
Três letras da língua inglesa
Todo mundo já usou
Pois não desacostumou
K, w, e y – beleza!

Quilômetro e quilograma
Têm símbolos com k,
Watt com w está
E o k em kafikiano;
Agora vamos grafar
Yang e show em pá
E playground todo ano.

Sem o trema vai ficar
Aguentar, arguir, bilíngue,
Cinquenta, sagui, delinque
Eloquente, ensanguentar
Equestre, frequente, ringue
Lingueta, quinquênio, brinque,
Tranquilo não mais terá.

Precisa também olhar
Toda acentuação;
Em muita situação
As regras irão mudar,
Mas não tem complicação
Basta prestar atenção
Para logo assimilar.

Vamos deixar de usar
Acento em ditongo aberto
Éi e ói não é mais certo
Na penúltima sílaba
Não olhe agora pro teto
Precisa ficar esperto
Prá nova forma encontrar.

A forma certa agora
É alcaloide, alcateia
Androide, apoia, plateia,
Asteroide e boia, ora!
Celuloide e colmeia
Claraboia e Coreia
Estreia, não te apavora.

Tem ainda debiloide,
Epopeia, estoico, estreia,
Geleia, heroico, ideia
Paranoia, paranoico,
Jiboia, joia, odisseia
enfim tramoia e plateia
O acento não é mais lógico.

Todos precisam saber,
Continuam acentuadas
As palavras terminadas
Com aquele mesmo dizer:
Papéis, herói, não mudadas
troféu, troféus muda nada
assim vamos escrever.

Quando for paroxítona
Vinda depois de um ditongo
O rol não é muito longo
Cabe nas cordas da cítara:
Baiuca, Cauila, um gongo,
bocaiuva até no Congo
e feiura sem barítono.

Vamos ver também aqui
Acentos que continuam,
Pois ainda se acentuam
No antes e no porvir;
tuiuiú, até na lua
tuiuiús, do campo à rua
E o majestoso Piauí.

Não se usa mais o acento
Em palavras terminadas
Em êem e ôo(s), cada,
Basta olhar num momento;
A escrita facilitada
Nestas letrinhas dobradas
Parece ser o intento.

Outra medida legal
Para ser apreciada
Pode ser logo adotada
Com o diferencial
Permanece acentuada
Pôde, pôr e quase nada
Só têm e vêm, e tchau.

Usando hífen agora
Não precisa se estressar
A palavra com h
Recebe o sinal na hora;
Quando um prefixo há
O termo composto está
Como em macro-história.

Também em proto-história
E sobre-humano hífen dá
Porém a exceção está
Na palavra subumano
Pois ela perde o h
E vamos ter de grafar
Sem motivo prá engano.

Quando vogais diferentes
Querem juntar as palavras
Hífen ali não se lavra
Nem para ser eloquente;
Forma o que se esperava
Do jeito que se falava
É feito um só elemento.

Aeroespacial
Coautor, coedição
Também autoinstrução
E agroindustrial;
Antiaéreo, irmão,
Autoescola em sua mão
Sem hífen é o normal.

Pode parecer maçante,
Mas é melhor acordar
Não precisa cochilar
Pois tem coisa interessante;
Como é aglutinar
Alguma vogal que há
Com umas certas consoantes.

Hífen vem com r e s,
Outras consoantes não
Como em autoproteção
Veja lá se não esquece
Aneprojeto, então,
Bem como coprodução
O acento não merece.

Parece consolação
Como um amigo disse
Quando se junta com vice
Aparece a exceção;
Não é nenhuma tolice,
Pois tem hífen, como disse,
Da capital ao sertão.

Vice-rei, vice-almirante
E por aí vai em frente
Mas a coisa é diferente
Quando a vogal vem antes
De elemento componente
Com r ou s iniciante
Duplica a letras da frente.

Antirrábico, ultrassom
Cosseno e contrarregra
Contrassenso, aí pega,
Antirracismo é bom
Antissocial é brega
Antirrugas, e a refrega
Minissaia e infrassom.

Para a mesma vogal
Deixar de se encontrar
O hífen tem de entrar
Na composição normal;
Veja contra-atacar
Como em semi-internar
Ficou assim bem legal.

Também com as consoantes
Acontece coisa igual
A mesma letra, e tal,
O hífen lá se garante;
Como em inter-racial
E inter-regional
Fica até bem elegante.

Diferentes consoantes
Se encontrando por ali
O hífen não vai surgir
Por mais que seja falante;
Hipermercado, já vi,
Superproteção senti,
E superinteressante.

Aqui não mostramos tudo
Pois era coisa demais
E nem mesmo os jornais
Mostraram tamanho estudo;
Quem quiser estudar mais
Pode ver os manuais
Que têm todo conteúdo.

Uma mensagem a vocês
Na hora de terminar
Precisam valorizar
Sendo assim o mais Cortez;
Língua mais bela não há
Aqui ou n’outro lugar
Que o nosso Português.

FIM

---

Mais cordéis - http://www.rnsites.com.br/cordeis.htm

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Pupila



Mensagens: 4057
Localização: São Paulo

MensagemEnviada: Dom Dez 11, 2011 10:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Walter Medeiros escreveu:
Cordel do Português, que mostra o fácil da nova ortografia

--- Walter Medeiros

O mundo é muito bom
Para quem sabe viver
E quem gosta de aprender
Sabe usar palavra e som;
Por isso vou escrever
O que já pude entender
Sem estresse ou frisson.

Falo da formulação
Da nova ortografia
Pois está chegando o dia
De virar obrigação;
E agora, quem diria!
Coisas que a gente escrevia
Não pode escrever mais não.

Não esquente, meu amigo,
Pois não é um teorema
Começando pelo trema,
Pois ele foi abolido;
Agora o novo sistema
Não é mais nosso problema
Só estrangeiro é mantido.

Para ser bem comedido,
Acho bom lhe explicar
Você só vai aplicar
O trema, quando ocorrido,
Se o nome que encontrar
For de país ou lugar
No estrangeiro definido.

Para se ter mais firmeza
Sobre as alterações
Novas normatizações
Para a língua portuguesa
Vêm de acordo dos bons
Que elimina os senões
E que traz muita certeza.

Brotando da natureza
Essa mudança tão boa
Foi assinada em Lisboa
Mas não é uma moleza
Pode não ter mais coroa
Mas é bela a ressoa
De Brasília a Fortaleza.

Sem ardil ou esperteza
Vamos ver o que mudou
O alfabeto ganhou
Três letras da língua inglesa
Todo mundo já usou
Pois não desacostumou
K, w, e y – beleza!

Quilômetro e quilograma
Têm símbolos com k,
Watt com w está
E o k em kafikiano;
Agora vamos grafar
Yang e show em pá
E playground todo ano.

Sem o trema vai ficar
Aguentar, arguir, bilíngue,
Cinquenta, sagui, delinque
Eloquente, ensanguentar
Equestre, frequente, ringue
Lingueta, quinquênio, brinque,
Tranquilo não mais terá.

Precisa também olhar
Toda acentuação;
Em muita situação
As regras irão mudar,
Mas não tem complicação
Basta prestar atenção
Para logo assimilar.

Vamos deixar de usar
Acento em ditongo aberto
Éi e ói não é mais certo
Na penúltima sílaba
Não olhe agora pro teto
Precisa ficar esperto
Prá nova forma encontrar.

A forma certa agora
É alcaloide, alcateia
Androide, apoia, plateia,
Asteroide e boia, ora!
Celuloide e colmeia
Claraboia e Coreia
Estreia, não te apavora.

Tem ainda debiloide,
Epopeia, estoico, estreia,
Geleia, heroico, ideia
Paranoia, paranoico,
Jiboia, joia, odisseia
enfim tramoia e plateia
O acento não é mais lógico.

Todos precisam saber,
Continuam acentuadas
As palavras terminadas
Com aquele mesmo dizer:
Papéis, herói, não mudadas
troféu, troféus muda nada
assim vamos escrever.

Quando for paroxítona
Vinda depois de um ditongo
O rol não é muito longo
Cabe nas cordas da cítara:
Baiuca, Cauila, um gongo,
bocaiuva até no Congo
e feiura sem barítono.

Vamos ver também aqui
Acentos que continuam,
Pois ainda se acentuam
No antes e no porvir;
tuiuiú, até na lua
tuiuiús, do campo à rua
E o majestoso Piauí.

Não se usa mais o acento
Em palavras terminadas
Em êem e ôo(s), cada,
Basta olhar num momento;
A escrita facilitada
Nestas letrinhas dobradas
Parece ser o intento.

Outra medida legal
Para ser apreciada
Pode ser logo adotada
Com o diferencial
Permanece acentuada
Pôde, pôr e quase nada
Só têm e vêm, e tchau.

Usando hífen agora
Não precisa se estressar
A palavra com h
Recebe o sinal na hora;
Quando um prefixo há
O termo composto está
Como em macro-história.

Também em proto-história
E sobre-humano hífen dá
Porém a exceção está
Na palavra subumano
Pois ela perde o h
E vamos ter de grafar
Sem motivo prá engano.

Quando vogais diferentes
Querem juntar as palavras
Hífen ali não se lavra
Nem para ser eloquente;
Forma o que se esperava
Do jeito que se falava
É feito um só elemento.

Aeroespacial
Coautor, coedição
Também autoinstrução
E agroindustrial;
Antiaéreo, irmão,
Autoescola em sua mão
Sem hífen é o normal.

Pode parecer maçante,
Mas é melhor acordar
Não precisa cochilar
Pois tem coisa interessante;
Como é aglutinar
Alguma vogal que há
Com umas certas consoantes.

Hífen vem com r e s,
Outras consoantes não
Como em autoproteção
Veja lá se não esquece
Aneprojeto, então,
Bem como coprodução
O acento não merece.

Parece consolação
Como um amigo disse
Quando se junta com vice
Aparece a exceção;
Não é nenhuma tolice,
Pois tem hífen, como disse,
Da capital ao sertão.

Vice-rei, vice-almirante
E por aí vai em frente
Mas a coisa é diferente
Quando a vogal vem antes
De elemento componente
Com r ou s iniciante
Duplica a letras da frente.

Antirrábico, ultrassom
Cosseno e contrarregra
Contrassenso, aí pega,
Antirracismo é bom
Antissocial é brega
Antirrugas, e a refrega
Minissaia e infrassom.

Para a mesma vogal
Deixar de se encontrar
O hífen tem de entrar
Na composição normal;
Veja contra-atacar
Como em semi-internar
Ficou assim bem legal.

Também com as consoantes
Acontece coisa igual
A mesma letra, e tal,
O hífen lá se garante;
Como em inter-racial
E inter-regional
Fica até bem elegante.

Diferentes consoantes
Se encontrando por ali
O hífen não vai surgir
Por mais que seja falante;
Hipermercado, já vi,
Superproteção senti,
E superinteressante.

Aqui não mostramos tudo
Pois era coisa demais
E nem mesmo os jornais
Mostraram tamanho estudo;
Quem quiser estudar mais
Pode ver os manuais
Que têm todo conteúdo.

Uma mensagem a vocês
Na hora de terminar
Precisam valorizar
Sendo assim o mais Cortez;
Língua mais bela não há
Aqui ou n’outro lugar
Que o nosso Português.

FIM

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Water Medeiros,
Amei,
trouxe através de sua arte a nova ortografia
uma forma de aprender deliciosa
cantando as regras com sintonia...
beijos poéticos

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*ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
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Walter Medeiros



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MensagemEnviada: Sáb Dez 31, 2011 10:38 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

FELIZ 2012!

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Walter Medeiros



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MensagemEnviada: Qui Jan 05, 2012 11:18 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Triunfo

--- Walter Medeiros

Essa tristeza novamente,
Esse sofrer na despedida,
Essa tua nova partida,
Essa igualdade diferente.

Um novo adeus que entristece,
Uma nova hora da viagem,
Um novo avião nessa paisagem,
Que pelo céu desaparece.

A lágrima que cai, fria e brilhante,
Pelo rosto tão sofrido de uma mãe,
A repetir “Deus te acompanhe”,
Filho querido e triunfante.

Os olhares silentes e carinhosos,
A saudade que envolve e aquece,
Nessa hora que ninguém esquece,
Com solfejos pré-silenciosos.

E o tempo que a tudo nos conduz,
Até no esperar do reencontro,
Traz o consolo que tá sempre pronto,
De que voltará com amor e luz.

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Pupila



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MensagemEnviada: Seg Jan 16, 2012 10:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Walter Medeiros escreveu:
Triunfo

--- Walter Medeiros

Essa tristeza novamente,
Esse sofrer na despedida,
Essa tua nova partida,
Essa igualdade diferente.

Um novo adeus que entristece,
Uma nova hora da viagem,
Um novo avião nessa paisagem,
Que pelo céu desaparece.

A lágrima que cai, fria e brilhante,
Pelo rosto tão sofrido de uma mãe,
A repetir “Deus te acompanhe”,
Filho querido e triunfante.

Os olhares silentes e carinhosos,
A saudade que envolve e aquece,
Nessa hora que ninguém esquece,
Com solfejos pré-silenciosos.

E o tempo que a tudo nos conduz,
Até no esperar do reencontro,
Traz o consolo que tá sempre pronto,
De que voltará com amor e luz.


Walter Medeiros,
belos versos,
que tocam o coração do leitor.
beijos poéticos

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