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Autor Mensagem
Vinícius de Medeiros



Mensagens: 149
Localização: Porto Alegre

MensagemEnviada: Sex Jul 04, 2008 1:19 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vide-a, a bula

Perambulo no preâmbulo da bula:
vide-a, toda informação em forma de instrução: indicação.
Precauções, tudo o que você deve fazer depois.
Contra-indicações:não vá além das suas limitações!
Dosagem: de vida mente equilibrada é o ideal.
Aviso: manter fora do alcance de crianças!


O templo

Tudo é muito espantoso. A maneira como as coisas acontecem e o determinismo que têm sobre mudanças posteriores... Existe algo que transita, muda e se põe em movimento. Isso, pego sentindo, me sinto pequeno. Meu sempre ruindo, eu sinto presente, sentido momento, presente oprimido, mudo freqüente, mente, extrovertido; sem sentido, sentido da vida, devido à dádiva devida de vida. Devaneio, devo, de apego, de cego, não nego, supero de esmero, me intero e revelo e cedo se é tarde, e se têm quem me guarde, aguarde sem hora, não quero ir embora, mas vou com o momento. Eu vôo com o vento. Eu vou sem demora, e se não há hora...nos vemos no tempo.


A Corda

Irado, parado, olhando pro lado, calado, qual lado? O meu.

Dormente, ausente, que vive doente, que vive do ente querido; quer ido ou não. O mentecapto.

Dor.
Mente, ser sempre parado, estado de vasto Estado devasso. Devastado. Deve o Estado.

Cordado que acorda, está acordado, com a corda toda de acordo com a corda.

Detalhe importante: de talho importado! De porta em porta, importa o porte: opor-te, à parte. Departure.

Entretanto, destemidos, entre tantos temidos, temos tanto...
Devido à vida, ávida, que intima, estima;
que não há o que reprima,que dá a volta por cima, que vem de repente, que vai com a gente, urgente!, que urge de gente de mente sã...


O Beijo - baseado (...e põe baseado nisso!) na obra de Gustav Klimt

Desejo o beijo
Muito prazer
Em ti meu vigor, meu ardor
Muito querer
Já não sôo gracejos:
Suo meu amor, meu firme sabor
Entôo em minha voz tua importância em minha sina
Toda tua glória mulher, graça menina
Brilhante complemento: artista, mina minha dura geometria com teu teor orgânico!

Envolvem-me tuas espirais- umbilicais!
E não precisas ver que meu aperto é teu conforto
Poucas linhas definem teu corpo solto, seguro em meus braços
O gélido vazio nos teus pés nus não é sentido: Juntos, aquecidos, somos o que emana, [somamos o que ama nesta terra florida, que te faz, que me mantém!

Chamas, faíscas de almas!
Ama que emana!

Juntas, em tanto vazio, faíscam...
Piscam para luzes distantes, enquanto beijo-te - o quanto antes.


Muito sentido

Você vê como eu me sinto? Não... Então se eu contasse, como seria? É a própria experiência que quer se mostrar: Como quando se conta algo e por pouco tempo importa, até a distração de nossos ouvintes.

É que estes não são nossos.

Já essa experiência toda, passa amarrada em nossa lembrança, vibrando em nossa saudade e chorando em ir adiante, leve, viver de novo como mensagem, como idéia, ser mais que o frêmito de ser pronunciada... Ter atenção e a ambição de ser experimentada, passando para outro meio nos meios disponíveis.

Somos permeados de tanta vida! Como somos permeáveis! Escorrem as emoções, até em palavras! Vivas!


Algo

Algo agora
Algo
Alguma coisa
Aguda
Agonia
Algo
Algoz...

Meia Lua
Vejo
Meia
Meia luz
Minha sombra
Meia
Meia
Meia sombra

Meio fraco
Meio caco
Oco
Meio louco
Feio
Rouco

Meio triste
Meio sonso
Zonzo
Zanzo
Meio sentido
Meio morno
Ranço

Ânsia!
Meia morta
Porta
Bela
Meia mor
Meia aquarela

Meia fuga
Meio arruda
Aguda
Suga
Muda

Meia metade
Vida
Meada
Metade
Ida

A meio fim
De fim, ido
Enfim
Meu fim


Backspace

Apagar o que se escreve é tão triste…
Soca a criatividade, bate no que quer manifestar-se.
A maior das censuras.
O mal de uma forma bela, manifesto.
Quanta coisa feia linda que não se revela!


Brilhante

Eu preciso da luz
A luz está aqui
Eu não estou aqui para ver a luz
Ela chega até mim
Posso dar vazão aos meus delírios, amainar os meus anseios, criar o mundo novo de novo.
Aqui eu salvo o mundo.
Tenho muito espaço disponível.
Aqui eu vivo.


CAMISA DE FORÇA

Sentimento camisa de força esse de querer arrancar a espinha com as mãos que se agarram às costas.
Pelo menos a sensação de que ela quase atravessa a pele, há.


A vista embotada não é de graça: posta cara, salgada, sem receita.

Aceita a ação.

Pode-se, por dúvida de vida sempre em veste claramente sóbria, imensamente contida.
É, brios são de vento. Embriagam-se com o Éter no lençol dos gozos disaboreados da diva deidade! Tão passada! Enquanto um pacote já vai a quem, sonhando, flutua desconhecidamente, outros já vêem de forma divertida.

Ávida, confabula.
... E dá de comer aos mais novos.


Carona


Acordei não faz muito, não... Senti-me como o butiá que foi curtir uma cachaça e acabou inchado de caninha...

Algo mais acompanhava esta sensação, de inchaço queimante, espaço furtivo, escuro muito claro: Sentia que me envolvia, fluindo em mim, refrescante!

Sonhei contigo. Muito. Situações, várias! Lembro. Nós, mãos, andar depressa e sorrisos ansiosos de boas risadas... Subimos escadas que não levavam para outros pisos, mas subíamos e um tempo lá nos detínhamos, em olhares, bocas... Radiantes! Boa palavra... Fomos ao cinema. Sentamos bem no meio e peguei tua mão. Ficamos com nossos carinhos - tão carentes nos ossos, até... Até dizer-me que tínhamos sido sorteados! Puxou-me pela mão, abandonamos nossos lugares e numa alegria louca, saímos...Acordei com este lençol.

Lembro que falei, não lembro direito das palavras... Tinha fumado. Foi sem filtro. Embora palavras, não meras. Elas, vão, embora caiam muito bem para certos dizeres. Não me toco: Tinha que te tocar... Quem sabe as palavras docemente encontradas molhem teus pés, salgadas, e reconheças meu toque - improvisação numa harmonia cadente, cheia de brilho, passageira...

... E venhas para mim, sorridente, ligeira!


COMUM MESMO

A cabeça bela... O que é: Foi, será mar até longe, enquanto mar ser, vir, for mar jovem, ao gozo verá o céu mil num iate: encontro consigo mesmo.


Conteúdo

Desfaço-me do meu tato
Desfaço-me do meu olfato
Desfaço-me da minha audição Sôo, outro
Desfaço-me da minha visão
Desfaço-me da gustação


Sem gosto: experimento novo
Outrora perceptivo
Agora, sem noção
Novidade- não vi
Amostra- não provei
Pistas por farejar
Desgostoso
Mundo sem retoques

Sem sentidos: Metageometria sem pontos nem retas!
Sem paralelismos, planos, pontos em questão: Problema nenhum!

Sem nada a ver, contudo... Conteúdo!


Continente Grão

É una a idade genial de entrar na ilha trocada palavra outra com teor em algum continente grão de amar, é de Éter no saber.


Contra-mão

Esquerda, direita, tanto faz...
Não há mão segura, mesmo!
Pegue a esquerda ou à direita
Você dirige
Escolha
Onde queres chegar?
Tens um mapa do caminho?
Quem foi que fez?
Ah, instruções...
De quem mesmo?
Não, nunca ouvi falar.
Vai insistir no mapa?
Tá bom...
Opinião, eu?
Pega a que achares melhor!
Você dirige, não eu!
Vou só apreciar a paisagem...
Não, eu gosto de guiar, mas é você quem está dirigindo!
Esquerda, direita, escolha você!
Sei lá onde vai dar, não, não olhei no mapa!
Parece estar fora de escala, ser de outra cidade.
... Ou quem fez não passou por aqui.
Tá, dirige aí que tu tá me incomodando, faz o que quiseres!
Esquerda, direita, tanto faz!
Não muda nada, não vamos chegar lá!
Já te falei que este mapa está errado!
...Ou falta alguma coisa, sei lá!

Esquerda, direita, esquerda, direita...
Alto lá!
Pega a primeira, qualquer uma!
Sei lá, instinto...
Azar que é contra-mão!


Conversos

I
Dor de junta
tudo que não passa, doendo
indo o tempo
tudo que passa, ruindo
foi-se o símbolo
aquele brado humano
e alinha não se guia no momento

II
Re vela a mente
Em canto sublime
à talho feito
esculpido fica
razão do ente
sem culpado
fia
ex-palha, queima
espalha convento.

III
Descompensado
frágil
tapa o meu canteiro
vendo olhar
da obra do meu dia
Há seita da vida
só cega com tempo
Alça do pensamento
ao cansado suor
de dica
divertimento
aquém fica
só ferimento

Quem ver - só diz algo de novo.


Çsdl

Çsdl/ptohj/´mÇLSNHMSCGL:nmjh/owa
/´hpok
[fh

(como eu gostaria que isto que me atormenta fosse embora sem estragar meu sensível conversor)


Estamos inertes nessa poeira toda. Nada acaba. Voltas e voltas sem redemoinho: Tudo ou nada. As mesmas posições, as mesmas conversas, versos e versos despertam sentimentos de voltas e voltas... Vamos indo. Indo e vendo, sem ver o que foi visto. Mas foi visto! Já foi. Presta atenção que vamos indo! Voltas e voltas... Redes, moendas... Visto. Veste? Não visto! Vou vendo... Voltas e voltas e renda e moeda: Tudo ou nada. As mesmas posições, os velhos papéis revoltam os versos versáteis: Nada acaba.

Estrondoso Projetar

...Quando sentindo eu agarro os fios que me movem e me atiro em estrondoso projetar! Livre! Livre prisioneiro louco, gargalhando sua espuma mais pura e leve! Afoga-se em fuga e afugenta-se em pulso crepitante de ruir falanges! Sem parte nenhuma que vaga de passagem, olhai o braço inchado de tempo e passa do ponto de encontro para se achar na perdição da vida! Vai, cai vertiginosamente e afoga tuas pernas dormentes até o grito de tua espinha chorar teu sangue, que aflora e pulsa novamente! Pulsa em toda esplêndida experiência de ser novo no que descobres! Vai! Escuta o que és, tão retumbante em ser um arrepio que respira por todo teu ser, sente esta onda que se espalha, que lava de leve e te libera para este o que quer que seja, tão sorridente! Vida, grata surpresa!


Exclamações

Desenhar boca – tenho tanto gosto (... E tão repetitivo dentro do mesmo tema!)

- Traço como um beijo: vigor que verte sorriso brando – calor esplêndido em corpo colado, deslizar de versos em nossas línguas – tão prosas ao enrolarem-se em elogios de bom gosto:

O quanto meu olhar almeja , vibra e deseja em sentir teu rosto
Sede certeira
Cedo – no início de tocar:

Música! Música, em meu olhar!

Som e mundo todo, resumidos!
Haja querer!
Sou o traço sorridente em tuas profundas exclamações – esconderijo meu, alcovinha!

Desenhar sem riscos – preciso sentir!

Então...
Tinindo
Abraçado em forte querer, me embala doce –

beijo devolver-te:
Especial em viver!


Olha...

Fico absorto
Meio peito experimenta o conforto
Volto à busca que queria chegar
Redescobrir teus olhos

Tantos momentos, te olhar
Tanto tempo vidrado
Cuidando com todo o cuidado
Debruçando-me no teu desejo
Tomando-te um beijo
Esculhambando minhas dores
Tantos dissabores, ao léu!

Não tenho escolha
Sinto-me marcado para recebê-la
Pois feliz que posso tê-la
Quantas surpresas estás a me dar!

És o que sinto
Longas conversas ao sabor do vento
Minha razão recebe teu acalento
Tua ensolarada alegria menina
Segue simples, fina
Meus melhores carinhos a te desejar

Vou me aprimorando!
És meu encanto e meu canto
Deixaste-me só as mais belas lágrimas do meu pranto
Não há maior querer que tua chegada companhia
Cantarei todo o dia
Estando nos olhos teus

E nos meus olhos me encontras
Nos meus olhos, alcança o que não digo
Olha o que só assim consigo deixar conhecer
Vê!

Lá dentro

Bate lá dentro
com intensidade
com toda vontade
com muito prazer.

Bate lá dentro
de ver nos teus olhos
e provar na tua boca
o que não sabes dizer.

Bate lá dentro
por ser um pedido
por ser bem sentido
por ser por querer.

Bate lá dentro
gozando o lampejo
de saber entre beijos
que eu sou teu querer.


Majestoso

Alegria juvenil encantada
Sonho passado em vista
Energia vital irradia, gasta

Numa cidade cinzenta e nefasta
Atividade sombria intermitente
Tenta uma energia que cria
Compra o produto que vende

Vendo sua alegria
Ronca o cinza em desarmonia
Ecoa a chama de ousadia
Queima a vida em nostalgia

Liberta em produto do dia
Chega o herói da autofagia
Marca sua passagem
Registra sua euforia

Reflete distante o brilho do sonho
Aquele que o fez acordar
Fez força para ser belo
Chegou a ser feio

Enganado em justificar seu sonho
Destrói sua real beleza
O sonho nada tem de realeza
Só, tem no sonhar, sua majestade



Meu Canto

Só quero um canto meu.
Enquanto tempo mudo
mudo tempo em tempo.
Sempre em tempo:
a poesia eu tenho em canto.
De canto em canto,
tomo meu tempo
e, com o tempo,
vou de canto em canto e percebo que,
todo tempo, encantado, me encanto.



Navegador

O riso engasgado, o frêmito trêmulo desencadeia uma onda de dor entre as costelas e meus avariados tecidos. A sensação de fraqueza exposta na pele e a expressão das lágrimas nas órbitas dos olhos. A face inchada de dúvida. A cabeça pesada, cheia de ventos...

A tão dura certeza, clara em rompantes. O tremor frio. O desfecho fugidio. A sensação de desaparecer, queimando! O baque silencioso atordoante e a chuva de vida da negação! Não há voz para meu grito! Não há! Tampouco há na luz do Sol o quanto há nele, enquanto ecoa! Luminosidade plena, energia pura, irradiando! A todos que enxergam ajustados nesta sensível freqüência: Eu me alimento por estas bandas! Meu consumo, em suma: Sumo. Sumo, no momento em que quiser espremer um significado do ator, do ante nado peito: Mergulho em si ao enfrentar o mar, aberto. Sumo na correnteza, fluo, vago. Como correnteza, nada atravessando em meu caminho. Atravesso-me no marasmo da falta de ar... Miro o céu, degusto os reflexos! Transbordo a bombordo, a proa em cima da mente- vai, de venta em polpa! Minha própria labirintite! Grito: ME CHAMAS! Eis que minha bandeira é o estar no trepidar que chama, inflama até o doer ardente, sorriso sisudo. É fogo! Labaredas contorcionistas, nadam borboleta nos ares dos meus pulmões inflamados! No eco, dança! Nasce no Meio: Vem! Vive! Fala de vida! Logo, retrata... E mira. Vim gotejante, busca do porvir...Eis o riso... Este incendiário!


Pai

É isso aí, tenho um contato com você.
É só eu escrever e o que quero dizer
posso muito bem mostrar, muito melhor do que falar,
muito fácil de entender, está aí, é só ler, ver.
Ter o que se tem, não se deve à ninguém,
embora faça bem
reconhecer de onde vem,
ensinar a desenhar os que não vêem
e se encaminhar,
mesmo que não se veja o que acontece mais além.
Estou indo, não ouço chamado, mas vou
nunca vou ter toda compreensão de "onde estou"
vou errando
aprendendo
apreendendo
vou indo
vou estando
vindo
voltando
com planos em plano
comento rotina, relato insano
"mens sana in corpore sano"
o que me acorda
o que me dá sono
trabalho
vadio
dia-a-dia
adia a hora
chega o agora
me sinto sadio
me revelo o mundo
e o mundo me viu
e qualquer que seja o nexo
qualquer que seja a intensidade do complexo
eu estou presente.


Pátria Mãe

Quando se tem a consciência como um peito que bate como a pátria mãe, com dor no sangue que corre por todos os arroubos violentos, repentinos e repetidos, policiados em colegiados do consumo da glicose necessária para um grande porre, quando se tem que voltar para o umbigo de cabeça baixa e desaguar no sexo a elevação do espírito por demais cavernoso, encavernar-se de prazer e destinar atenção à pele sensível de contato externo, quando se tem a sensação de doar-se sem medo das perdas, das doenças dos podres e dos asseios tão particularmente alheios, tendo em vista cegamente fazer um bem com todo o mal que se tem também, quando se têm, tendo a sensação de que a loucura impera em se superar... É um brinde, a alegria de uma criança, é uma queda despencada em ilusões de cheiros suaves e gestos garbos num atino de tremor de erupção fabulosa! Uma cria por demais nova para ter experiência, puro instinto em maturação divina, em adivinhação ébria e terna. Sendo aos campos e aos montes de todos horizontes o lugar, o ser, o desenrolar e enrolar-se em memória. Busco o que é meu êxtase!


Pobre peito

O que dizer da dor no peito?


São tantas...

Tem uma dor que é meu leito
Tem outra que eu me deito!
Tem aquela que não me deixa em paz!
Outra, nunca me satisfaz...
Às vezes chega DOR tamanha
Que... Não há dor que passe que não se arreganha!
... E pressiona, o pobre peito!
Impressionante o que agüenta o sujeito...

Tem dor que dá a tardinha
Tem hora, que vem fraquinha
Tem agora, que vai e vem
Tem dor que mata o desdém

Agora, tem aquela que vem, à noitinha...
Essa, não tem vergonha!
Chega e fica, sozinha!

POEIRA LEVADA

Gostaria eu de escrever como minha cabeça ao travesseiro
Para estender-te minhas melhores palavras de encontro.

Passa por mim, arrebata-me e arrebenta-me o peito, o fulgor e o frescor delicioso de poesia descoberta, demoradamente.

Neste peito rasgado, perpassa um encontro desta maneira, maneira da poesia,
Tão querida, que retorna apaixonadamente à vida!

És, desta, feita;
Momentos nus envoltos em contatos de ardente sinceridade.

Com meus lábios inchados de dedicação,
Desnudo as gotas que elevam os meus versos.
Pairarão além do cessar de minha voz persistente,
Poeira elevada,
Asas pueris alçadas ao vento,
Que carregadas por vento quente, pairarão nas alturas de todos horizontes!

Passarão por turbulência, mas não tomba a poeira levada.
Revolta, será nova asa, asa de passarinho...


Saúde!

Estranhos tempos desdobráveis e maleáveis como a leve textura de nossos dedos através de fina película indecifrável e transparente. Tão distante vai o que é reconhecível, ali virando uma livre leve linha para bem longe onde quase perpassa a transparência. O que vive girando em seu próprio consumo sem perceber sua própria gordura como o que ela realmente é, mas acaba como sempre vai. Vai porque foi. Não tente achar nexo onde o nexo não vai. Sempre foi. Toda a natureza queima. Tira-teima do queimado que se vai chegar na queima. Teima a queimar. Porque queima! Flui e flutua com o seu apagar a prazo. O que pode ser à vista, visto foi. Breve break. Grave idade em demência que menciona a ação dos olhos... Saúde!

Sede

Cansei de tentar
Detento de minhas tentativas
Saio em mais um dia de Sol, triste
Sol a Sol, Sóis, tento!
Tentado: Tanto te quero!
Intenção que permeia inteiramente
Mas meio assim, de repente
Repetindo, entenda o tanto
Enquanto em goles, gulosos, leso meu peito
Peso o meu leito em lento lamento livre
Prisioneiro da escolha que tive
Colhida nos teus cabelos
Nos lábios, na boca que me faz falar
Acaricio na tua pele a minha vontade
Minha verdade de existência
Minha bela demência
Meu ser repleto de tanto deste mundo que não toquei
No meu simples toque
Dedicado

Repleto das coisas mais belas que guardei!
Hei-las, todas juntas de maneira que nunca as tive
Assim estão pela primeira vez, passando por ti
Tão significativamente breve
Despretensiosas da continuidade do tempo


São tuas!
Minhas súplicas, ostento-as, nuas
Tão doídas da exposição ao Sol
Secas: Te gotejei toda, leva de mim
Enxame do meu peito, ainda voa, busca do mel!
Zune: Trilha sonora de minha terra
Saudade anterior à espera
Derramada em meu cansar!


SEM MEIAS

Fiz do meu amor um sapato que calcei.
Com quantos calos fiquei! Se eu te pisei, foi pelo gosto da caminhada agradável que percorri, tantos terrenos entrei sem pisar em falso, pois estavas no meu encalço. Gostavas das minhas pisadas, esperavas sempre pelas minhas pisadas firmes! Fazia a minha base suavemente, tocava os meus pés, confortável, não simples formato, mas sim, substância que me deixava em pé!

... Não sei o que houve. Como te pisei tanto!


Sinto muito

Sinto-me vivo
Estou triste
Penso que estou amando
Sinto que penso muito

Estou sem falas
Sem fadas
Fadado ao fado
A lágrima mais cristalina

Noite insone
Insano amor
Farto de dizeres
Fossa de saber

Qual a alegria que em teus olhos persigo, tal o sentimento que me abrange
[na tua pergunta freqüente.

Teu olhar...

A liberdade eu encontro preso

... E em catarse
Mudo, doído, sem ti!
Hei de tomar-me em saudades
A coerência que me fazes!

Só Nata

Acordo sem meu solo
Acorde sem meu sono
Acordo sem meu selo
Acorda sem meu sino

Vôo numa noite mal dormida
Confuso numa ressaca ressequida
Disseco-me nos meus lençóis emaranhados

Seco e duro como um nó
Silva o vento e leva o pó
Saco o escuro de estar só
Selva faminta fita sem dó

Vôo profundo na pele amassada
Engulo seco com a garganta arranhada
A resistência desfalece nos meus olhos marejados

Corto-me em saudade
Canto-me em vaidade
Curto-me em vontade
Conto-me em verdade

Levanto comigo tantas lembranças
Choro um sorriso de tantas danças
Alongo meu corpo de momentos retesados

Sou a brevidade do contento
Saio leviano estiramento
Sôo a grave idade num lamento
Sei o que beijava com intento

Vejo suave sensação plena e vívida
Desculpo-me do que deixei de partida
Embalo em balanço de braços cruzados
Revolto-me em torno de esculpida ferida
Acendo a chama da manhã em frente à lida

Reviso meus títulos dos capítulos preferidos
Rasgo minhas páginas esquecidas
Soltas na mesa do tempo
Pesadas durante a chuva
Leves passando o vento!


Som

Se for falar em ti, terei de dizer o quanto há de devaneio em minha objetividade
Quanto encontro há com a saudade em plena luz de meus afazeres
O quanto jogo-me em encontros cheios de vontades e novidades

Falando em ti, tenho-me um ser potente!

Falo com minha voz mais grossa com a firmeza de um ser sorridente
Que o que há de mais belo em meu timbre conheci com teu “muito prazer”!

Sei o que dizer...

Em ti estão minhas palavras!

Trago-as à tona, embebido em tuas notas agudas
Sôo, surdo de ser!

... E ser, se ando em névoa densa
A dor alada:
Nó, se tensa!

EIS-ME!
Trago-me ao céu!

Alcovinha minha – descoberto, plano: Minha energia é a do Sol que queima – queimo-me planando iluminado em meu olhar – ... e as sombras são simples vultos que serpenteiam as chamas, vitais!

Ardor, me ferve!

Rebuliço, eis então meu estalo:

Teu som
Teu

Sorrisos

Sorrindo
Falo que te amo num idioma que não domino
Falo dormindo

Acordo em desamor
Escuto palavras que tornam meu dia pálido
Sons daltônicos
Sibilam tônicos, graves débeis cíveis cotidianos

Questão de ordem a toda hora
Têmpera sem tempo de temperar uma aguada de desbotar suave
Crítica ação de volver assim ao não
Talvez que tal vez seja
Tal vez, decerto errada, mas certamente determinada

Indetermino, para variar
Várias são minhas tentativas!

Chama: tua atenção!
Sentinela, exaure tuas vigílias, despertai!
Une sono, sibila ante teus sonhos!
Aço: via até o fim da ponte!
... E vento perpassa a massa. Ressoa ânsia de terminar ação.

Sabe-se lá...
Vê! Já!
Ver que precisa, ama.
Precisaremos, então!
Preciso do ar
Preciso do mar
Preciso em terra
A fogo
Ah! Te amo sem fim em sim, não: Em fim!

Estou cheio de tal vezes tantos
São estes magos nos meus cantos
Onde coro meus limites
Coral dos meus encantos
De vasto mar salgando-me os mistérios

Sendo ser etéreo, trago bêbado, uma sorte: Erre ante a morte!
Sorva-a em fartos goles!
Fulmina teu chão!
Cria e atura: retrata-os, fera!
Minha vez de sentir-me mundo
Vez de ver, minha cara, minha coragem
A cor da minha vontade, declara-me a luz
Ah, errante!
Sôo!

Sou meu amor ao seu
Ardo meu desejo incessante
Entrego-me como nunca mais, olhando teus olhos
... E de repente: É simples!


Vã tentativa

O cansaço reverbera e faz tremer as incertezas.
Os joelhos envelhecem, rasgando-se em perguntas.
A imagem distorcida de um triste sorriso amarelo estampa ao olhar esbugalhado os destroços da guerra: Manter-se vivo. Agarrar algo que não pode medir, não consegue dividir, nem ao menos expressar... Expressar é banal! Castiga a mera, vã tentativa!

Uma vã tentativa, sim! Sofrida arduamente para ser reconhecida, porque este reconhecimento é para ser mais, ser mais uma pergunta sentida! Em busca de ecos do indizível aperto aquecido do peito, reduz, primitiva sensação: Canais então desconhecidos, ser viço e vil, cheio de si: Rádio ante nada, além de ser, antes de tudo, uma dedicação! Única, se conhece, se sente desta maneira. Sempre em busca... Vai-se, queimando!

Sente o calor que te espalhará em cinzas!
Chora dentro do fogo, que estas lágrimas irão avivá-lo!
Tome-as em fartos goles e te afoga, explosivamente!
Detona o indizível em todas direções: A brisa quente já eleva tuas cinzas acumuladas!

Quando querendo ser o que espanca, quando tiver a calma fria, muda e parada, que clama um som para apreciar e ser, suavemente, envolvida pelas ondas tão marcadas e tão semelhantes aos passos bêbados na escuridão, quando tal tontura rodopiar a tentativa de expansão de uma lágrima só, esta ainda tão cheia de sal e emaranhada em cílios, então, usarei expressão com palavra - tão significante para expressão tão usada para o que convencionalmente diz-se com vontade e sem pensar, ou pensando e temendo alguma conseqüência dolorosa: Amo-te. Ampliarei com outra expressão que mostre o quanto entendo ser vital dar continuidade ao que me faz sentir solto, dizendo isso em meus anseios: Quero-te. Além disso, vai o que me excita, machuca e te pertence, sem teu sentir: Espero-te.

Quão mesclada é a percepção da realidade e meu fazer, à dor que sinto quando não tenho tua resposta!

Basta-me, nas minhas miúdas migalhas conseguidas do banquete, uma impressão tua: Agora.

Escreverei-te. É minha investida, minha tão ousada e por mais explícita ainda secreta tentativa, dentre tantos dignos signos que desprezo para alcançar-te. Não sei em que parte, contudo, há de existir o que quer que seja identificada como resposta – em certas formas, há tão frutíferos precedentes!

De qualquer forma, te acho sempre, sem te procurar: Me acompanhas num sigilo retumbante! E assim que eu for mais alguma coisa parecida do que não conheço, assim que estiver mudado e sentir-me retornando a rotina, sentirei-te em meu sorriso pleno!


Vida inteira

Coração abarrotado
Carregado pela mão
Vai subindo a ladeira
Flutuando sobre o chão

Vai cantando alegremente
Sorridente, lomba acima
Esparrama bem contente
Sua água, cristalina

Vai voando bem molhado
Gosto bom, de envolvimento
Vai gozando arrepiado
Nas suas gotas, sob o vento

Vai subindo na alegria
Tem Maria pela mão
Vai sorrindo em poesia
Vista de contemplação

Vai o dia e a noite rega
Conversinha e movimento
Vem de novo e não sossega
Alvorece meu momento

Sol a Sol com muita entrega
Enamorados, lomba acima
Molhado voo em paixão cega
Quando um versa o outro, rima

Quero ver-te bem molhada
Sorriso novo, minha pequena
Flutuando, pela estrada
Fotografo esta cena!

Vai sorrindo todo dia
Encharcando o coração
Vai, vem, vindo, vem Maria
Traz na mão minha canção

Em meu canto, enquanto ando
flutuando, contra o vento
Em minha boca, estrelada
Canto Maria to-do tempo!


Você

Em um momento, a vi.
Havia algo mais em você.
Até você eu fui.
Chamei-te de tu.
Ouviste-me.
Ecoou em mim.
Admiro-te em silêncio.
Expresso meu fascínio.
Justo com os momentos intensos que me revelam a face bela da vida.
A vida me sorrindo!
Achei algo em mim, uma descoberta.
Estou apaixonado pela vida!
Quero comemorar contigo, minha paixão.
A espera é torturante, mas...
Assim que eu ver tua imagem, assim que sentir teu cheiro de mel e assim que eu puder nos teus olhos olhar e receber o beijo sorridente da vida, assim ficarei como quero: me sentindo uma usina de alegria, capaz de energizar todo o universo!


... Vinícius, Vinícius...

...Onde mora Moraes, mede Medeiros...

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Editado pela última vez por Vinícius de Medeiros em Qui Jul 14, 2011 9:09 am, num total de 3 vezes
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Pupila



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MensagemEnviada: Sex Jul 04, 2008 10:03 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá Vinícius de Medeiros
Um Post único,
por enquanto,
que seja único,
mas de tão belas palavras
vivas e de muitos versos!

beijos poéticos Wink

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MensagemEnviada: Seg Jul 21, 2008 8:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Que agradável!

Pupila - dilatas assim em minha escrita!
Rumo na lisa melodia
Ao léu no árduo respirar do fole inflado
Cataclipse anexo: página com logística
Bacha-rel_ho-menage-a-dor_e_hei de_ter-no cor-ação
Sim
Não
Assim
... E assim, não!

Beijão, Pupila!

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MensagemEnviada: Qui Out 09, 2008 12:08 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Derramado

Derramo minhas lembranças de meu peito
Aperto a memória onde me deito
Conclamo o riso do ar de tonante matreiro
Afogo, à lago, rima: puro e tenro

Troco da minha passagem que rege minha pá, ciência
Foca-me, louco malabar: Tento em toa.

Trago-me em minhas doces luzes e, por sua vez, curo-me cegamente

Olhos secos
Dormentes

Em sí


Lá do Sol, fados solfejantes: Sibilos brincam de ver meus versos
Sinam, sem ser modestos
Adestram-me em mim: Canhestra e seresta melodia abelhuda
Zune intermitentemente...

Temperada, florida

Canta, ressoa a ave: olá, ria!

Empilha - dá forma, a energia.
Contraventa paredes, alegrias.
Derrama-se a força no solo – com o solo, queima-se...

... Enxada de cá, enxada de lá...

Nascimento (A Terra adora, mexam com ela!)

Em ventre
Avante!

Em frente
Inventa!

(... Quantum volta em gem com objetivo que evoca ou atormenta.)

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MensagemEnviada: Qui Out 09, 2008 2:40 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pele/Ar

A pele absorve e, ex-pele, é absorvida, surda em grave marcação gritante

Vivi: sorri, chorei e experimentei um tanto mais - tocante.

Este é meu presente: Tocar.

Adianta ou estou perdendo tempo?

Minha voz: Adiante.

A melodia muda está desnuda para quem jogar um tempo fora, jogar fora do tempo

Olhai para esta pele
Louca, que se revele

Em notas que estão no ar

Sussurra e estremece a superfície errante

Tece, mais adiante e leva...

Te ser

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MensagemEnviada: Ter Nov 04, 2008 11:07 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ALFORRIA



O coração que se liberta

Paga o preço em ribombar

Convalesce em efervescência

Valor impresso a chegar

Bate, bate, bate e apanha (em sua luta) - libertai!

Se agüenta - se levanta - bate no peito: Soai!



Não há quem sustente

Em tanta gente

Enquanto mente

Enquanto mata no meio da cidade

Enquanto vale nas compras do verão

A promoção do coração



Que paga no dia-a-dia

Com toda a alegria

Esforçado

Ribombado

Até o escuro do que lhe é bem claro

Sua

Cor

Sua

Ação



Rima em alforria

Seu signo

Ser digno





Sua e doura: Indignação



Ama mais do que mama!

Chama mais do que clama!



... Mas como reclama!



Segue, um tanto doente...

Segue, contudo, cadente...



... E INFLAMA!

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MensagemEnviada: Qua Nov 05, 2008 10:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Do riscado

Arrisco mesmo que arisco
Vou jogar tudo de uma vez
Sem revisão, sem diagramação
Sem qualquer coisa que eu possa prever
Eu vou escrever

Vou-me indo nesta vida
Vou nestas letras, vou na batida
Bato uma por uma, com um certo debater
Vou-me, vou sem medo de me ter
Sem seguro, no escuro, que é onde há
É onde vejo o que não vejo que sei que está
Sou eu
Só eu e eu
É o que quero dividir
Mostrar
Para receber quem possa ficar à vontade neste lugar

O que eu tenho não é correto
Não é direto
Não há alfabeto, mas teima em palavrear
Me lavra , revolver-me
Atira na cara
Tirano que encara
Deriva o viver

É o meu querer
Sentir bem sentido
Sem ordem, quer ido
Querido ou não

Que bate em refrão ou sai da sintonia em tardes quentes ou debaixo de chuva fria

Que me dói de monotonia, quando não há!
É irritar-se por ter que falar de calor em tarde fria - ... e tentar dizer que é noite, para não parecer a tarde vazia

Tenho dias de agonia

... Mas minha vida não é assim!
Não como a penso
Não é assim que a condenso

Me arrisco no vazio da alegria
... E não desejo anos de dores que já julguei serem suficientes em um só dia

... E haja conteúdo para tanto querer!
Quero viver, viver!

... E tanto que trabalho e tem tanto que não pareço estar vivo
E o meu trabalho em trabalhar em momentos aflitivos... Dá pena!

Dura pena, mas faço lá o que quero!
Faço e também foda-se se o meu melhor não foi suficiente para o que quero!
O elogio vem, mas não me engana...

Não diminui a farra em mim de cobrança e nem de saber meu lar maduro e meu correr criança

Desempenho, projeções, mudanças de rumo, interrupções, falta de previsão, de tecnologia, seja lá quem vai fazer e como vai ser - doida; dor, doida euforia - que eu transpire meu valor e se respire meu quê de magia: Sendo um tanto contra o vento ou a favor...

... Que a metáfora, a palavra, o traço
O passo dentro do compasso ou fora da métrica seja, em si

Dono de sí - seja lá maior ou menor que aqui!

Que seja

... E que eu ainda lá, sinta.

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Nov 05, 2008 10:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vinícius de Medeiros escreveu:
ALFORRIA



O coração que se liberta

Paga o preço em ribombar

Convalesce em efervescência

Valor impresso a chegar

Bate, bate, bate e apanha (em sua luta) - libertai!

Se agüenta - se levanta - bate no peito: Soai!



Não há quem sustente

Em tanta gente

Enquanto mente

Enquanto mata no meio da cidade

Enquanto vale nas compras do verão

A promoção do coração



Que paga no dia-a-dia

Com toda a alegria

Esforçado

Ribombado

Até o escuro do que lhe é bem claro

Sua

Cor

Sua

Ação



Rima em alforria

Seu signo

Ser digno





Sua e doura: Indignação



Ama mais do que mama!

Chama mais do que clama!



... Mas como reclama!



Segue, um tanto doente...

Segue, contudo, cadente...



... E INFLAMA!


Vinicíus, seus versos libertam nossas almas, sustentam nossas esperanças. Beijos no coração!

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Vinícius de Medeiros



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MensagemEnviada: Qui Nov 06, 2008 1:08 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Alma LIVRE!

Servi um pão no banquete!

... E só de baguete já ia um dia de lanchonete!

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Marianna



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MensagemEnviada: Sáb Nov 08, 2008 1:08 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vim conhecer seus trabalhos e gostei muito!!! Parabéns!!!!

Bom sábado!
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Marcelo Basto



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MensagemEnviada: Dom Nov 09, 2008 1:02 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vinícius de Medeiros escreveu:
ALFORRIA



O coração que se liberta

Paga o preço em ribombar

Convalesce em efervescência

Valor impresso a chegar

Bate, bate, bate e apanha (em sua luta) - libertai!

Se agüenta - se levanta - bate no peito: Soai!



Não há quem sustente

Em tanta gente

Enquanto mente

Enquanto mata no meio da cidade

Enquanto vale nas compras do verão

A promoção do coração



Que paga no dia-a-dia

Com toda a alegria

Esforçado

Ribombado

Até o escuro do que lhe é bem claro

Sua

Cor

Sua

Ação



Rima em alforria

Seu signo

Ser digno





Sua e doura: Indignação



Ama mais do que mama!

Chama mais do que clama!



... Mas como reclama!



Segue, um tanto doente...

Segue, contudo, cadente...



... E INFLAMA!


Versos fortes e contundentes!
Parabéns amigo.

Um grande abraço

MARCELO BASTO

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Vinícius de Medeiros



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MensagemEnviada: Dom Nov 09, 2008 11:31 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Caros colegas, gratíssimo.

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Pupila



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MensagemEnviada: Ter Dez 23, 2008 11:02 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Que o Natal seja iluminado de esperanças e de amor

Agradeço pelo convívio poético de 2008!

Muita saúde, paz, amor, prosperidade e um POST ÚNICO repleto de muitos versos para 2009!

beijos poéticos Wink

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MensagemEnviada: Qui Jun 30, 2011 2:18 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Destino

De quê maneira se dá?
Se dá...

Seara se há asfalto
Que falta faz ir sem auto
Solfejo de ser sem ar
(Queria a nota plena)

Qual pano que não foi tecido
Nau - pane que raia ao ouvido
Tal sina que se forma ao mar

Que sono que traiu o mote?
Que sino que previu o trote?
Que sorte que faltou no bar?

Mal vejo o olhar do dia
Gracejo, sai por ironia
Praguejo sem dó meu amar!

Quem disse que me escapa a sorte?
Crendice que me pega à morte?
Apego, tenho por esporte!
Me leva onde não sei dançar!

... Eu danço...

Danço à procura da minha dama!
Dou meu preço – pago tudo que tenho à vista, prazo e tudo que me pedir, cigana

... E não a terei...
(Flush perdido: sem cartada final)

Quero me amar na vida
Quero-me, sem uma ferida
[e com a presença das cicatrizes]

Se acontecer, sinto que direi: Foi por um triz!

Triz, te quero!

Tonto, tento com meu todo o tanto que te quero!
(Tenho em conta as notas que me saem, em prantos)

Sigo meus inchaços confortado pelas feridas, formadas/ pós-graduadas
Minha dor soa melhor
Uso-a em meu canto (aprendi a usar!)

Reconheço: A sinfonia não me pertence
Me usa, sem pudores, abusa
Permeia-me deixando rastros de estar sem limites
Me diz: Te toca!

Bate-apalpa de maneira morna
Pega – escolhe feito cão sem dono
PC on-line
Sem sono
Doa a quem doer!

Tememos o rumo, esse é nosso dono
Ao menos, nos enfrenta em nosso coração!
... E se nos ganha nesse nosso lanho
Temos som de rebanho, de quem faz natação!

É muita braçada na vida
Viradas de perder a conta
O frio da ponta de toda a rotina
Entremeada de maestria ( de onde?) – pronta!

(Faça a monta)

Esse monte
Pico de todos
Chão plano
Desenhado de ar
É fértil - Graças, ó ventania!
Traçada via: Sol, finge soar!

E até que um dia... (Mais um dia)
Ecoa a pisada em falso
Esquenta a dor em descalço...

...E derrama!
O amor, de andar!

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MensagemEnviada: Qui Jun 30, 2011 12:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vinícius de Medeiros escreveu:
Destino

De quê maneira se dá?
Se dá...

Seara se há asfalto
Que falta faz ir sem auto
Solfejo de ser sem ar
(Queria a nota plena)

Qual pano que não foi tecido
Nau - pane que raia ao ouvido
Tal sina que se forma ao mar

Que sono que traiu o mote?
Que sino que previu o trote?
Que sorte que faltou no bar?

Mal vejo o olhar do dia
Gracejo, sai por ironia
Praguejo sem dó meu amar!

Quem disse que me escapa a sorte?
Crendice que me pega à morte?
Apego, tenho por esporte!
Me leva onde não sei dançar!

... Eu danço...

Danço à procura da minha dama!
Dou meu preço – pago tudo que tenho à vista, prazo e tudo que me pedir, cigana

... E não a terei...
(Flush perdido: sem cartada final)

Quero me amar na vida
Quero-me, sem uma ferida
[e com a presença das cicatrizes]

Se acontecer, sinto que direi: Foi por um triz!

Triz, te quero!

Tonto, tento com meu todo o tanto que te quero!
(Tenho em conta as notas que me saem, em prantos)

Sigo meus inchaços confortado pelas feridas, formadas/ pós-graduadas
Minha dor soa melhor
Uso-a em meu canto (aprendi a usar!)

Reconheço: A sinfonia não me pertence
Me usa, sem pudores, abusa
Permeia-me deixando rastros de estar sem limites
Me diz: Te toca!

Bate-apalpa de maneira morna
Pega – escolhe feito cão sem dono
PC on-line
Sem sono
Doa a quem doer!

Tememos o rumo, esse é nosso dono
Ao menos, nos enfrenta em nosso coração!
... E se nos ganha nesse nosso lanho
Temos som de rebanho, de quem faz natação!

É muita braçada na vida
Viradas de perder a conta
O frio da ponta de toda a rotina
Entremeada de maestria ( de onde?) – pronta!

(Faça a monta)

Esse monte
Pico de todos
Chão plano
Desenhado de ar
É fértil - Graças, ó ventania!
Traçada via: Sol, finge soar!

E até que um dia... (Mais um dia)
Ecoa a pisada em falso
Esquenta a dor em descalço...

...E derrama!
O amor, de andar!



Vinícius, você nã pode imaginar a alegria que sinto lendo os poetas voltando ao forum. Inspirados, aspirados de poesia. Servindo o banquete de versos, levantando a poeira, praquejando o amor seja de qual modo for. Bemvindo sempre a voz da poesia! Beijos no coração!

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