Fórum de Poesia
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Jun 24, 2008 2:39 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

1
Hoje é mais um dia em relação ao dia de ontem, um dia que passou e já não é Presente e pode continuar presente. Todos os dias são bons para falar de Poesia com quem a procura, mas o melhor é falar com quem a encontra. Nunca saberemos só pela cara quem poderá ser o “cara”, a cara? Uma cara que nos fica querida, só porque gosta de Poesia, porque não?
Deste lado das palavras, onde elas são escritas, onde elas são Escrita. Aqui, onde vou fazendo a minha, imaginando tudo e mais umas raspas, aquelas que sobram do atrito do corte quando neste lazer o laser não funciona. Coisa frequente sobrar palavras das palavras ou faltarem, dizermos de mais ou de menos. Como se não bastasse dizer uma vez, somos tentados a repetir. Como se não chegasse percorrer a escala harmónica, sendo essa a nossa verdade: toda a vida é repetição pedida à vida, um respirar de novo o ovo, o voo, a ave. Sê-la para voar, selar o acordo onde acordamos todos os significados e sentidos.
Em arte nenhuma como na Poesia a percepção é importante e exigente!
Imaginem ler um poema de alguém que não gostem, se não se abstraírem do autor, jamais aquela voz terá o encanto que teria se ao lê-la apenas nela procurássemos o seu canto. Muito do canto é encanto, pode ter muito pouco de técnico e a perfeição é a feição do afecto que nos afecta.
Como será o afecto quando se escrever afeto?
O importante nas palavras é quem as escreve, quem imaginamos que as escreva. O importante na Poesia é o verso ver-se, sentir-se, ser importante. O importante é a importância…
*

Agora acabei de fazer um poema desta prosa, coisa rara. Rara porque os versos são… como a bênção que transforma o vinho em sangue! Não são versos porque os fazemos, são versos porque acontecem: são… acontecer, autêntico tecer.
Se a Poesia fosse uma construção lógica da Lógica, é lógico que nos seria indiferente gostar ou deixar de gostar de quem os escreve. Em relação aos poetas prefiro não os conhecer, procuro as suas palavras para as viver, não quero saber quem sejam, procuro sentir quem são e/ou o que são.
Bom é poder dizer e desdizer e continuar dizendo a mesma coisa, é como saber que “há várias maneiras de esfolar um porco”. A linguagem, sendo a melhor forma de representação do mundo encontrada pelo homem, é mesmo… o mundo como o entendemos/ o nosso entendimento do mundo. A escrita é “apenas” o registo da nossa passagem pelo mundo e, isto…, é a História e a nossa história, todas as histórias.
Ao dar-lhe um nome, “IMPORTANTE É O QUE IMPORTA”, pergunto-me: o poeta é o que se exporta? Respondo: o poeta é o que abre a porta…

* Publiquei “IMPORTANTE É O QUE IMPORTA
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31600#31600

Comecei a súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Neste dia:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33393#33393

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qua Jun 25, 2008 10:38 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

2
Gosto da liberdade e de quem a pratica, o “mau gosto” deve só existir como sensação pessoal.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=30974&highlight=#30974
Deixo a ligação a uma poesia polémica, daquelas que só podem gerar diferentes opiniões entre duas opiniões diferentes. Terá de haver duas pessoas diferentes onde há duas opiniões? Claro que não, basta variar a perspectiva. Uma mesma pessoa pode ter tantas opiniões diferentes quantas as que lhe permita a sua cultura, imaginação e disposição.
Este ponto é fundamental, não haveria Teatro – nem se produziriam “falas” – se… discutir, analisar, produzir ideias e opiniões não fosse inerente ao pensamento. O tear do teatro é a matriz de todo o diálogo, interior ou exterior, o drama é-nos inerente!
Quanto à política, sendo a morte e os impostos inevitáveis, vivemos com ela. Para a evitar, só morrendo sós. A religião, essa política do espírito, nem sós nos livramos dela.

Estou a pensar a possibilidade de renovar um diário, pensando fazê-lo a escrever para Mim, isso transforma-me em Assim. O que aceito, escrever é uma transformação.
Curiosa situação para me questionar sobre o publicar-me num Fórum, escrevendo sobre a escrita que proponho como leitura? Sim, não ou quem dera… A escrita de um, é a escrita de todos.
A escrita de qualquer escritor é ou pode ser a escrita de qualquer leitor, tanto é o que se lê como o que se escreve. Qual é a minha escrita? O que escrevo. Qual é a minha leitura? O que leio. O que leio está escrito, leio várias escritas? Claro, evidente, bruxo sou eu?
Esta possibilidade de dizer várias coisas e não dizer coisa nenhuma é a coisa mais simples, dizer todas as coisas é a coisa difícil. Nada de particularmente difícil, apenas particularmente particular, é mais arte que ciência.
O Assim escreveu “TODAS AS COISAS”.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31608#31608

Continuei a súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Escrevi:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33404#33404

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sáb Dez 27, 2008 7:16 pm, num total de 2 vezes
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MensagemEnviada: Qui Jun 26, 2008 3:26 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

3
Sempre que tenha um quarteirão de leituras… estar-me-ei sentindo bem acompanhado e dou continuidade a este diário, esta(s)… Escrita(s). Enunciado este dado, vai a escrita a tomar forma.
Feliz se tiver a volta diária/mente… Deixo uma leitura aqui encontrada:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31607#31607«Analisar um poema envolve…»
Pomos ideias nas palavras, encontramos ideias nas palavras, somos palavras por dizer, temos as palavras ditas ou escritas e temo termos o termo sempre inacabado do que se perpétua como as marés no mar, as fases na lua, os dias na semana. Tudo isto no dia de hoje, mais pro_pri_a_mente…, neste momento.
Curioso poder pedir aos leitores para lerem o que li, depois escreverem ou imaginarem a escrita. O imaginário ganha contornos de real, sendo a escrita a sua construção. Procurar essa construção para analisar um poema como uma hipótese a ser defendida em tese nos versos onde os vejamos vir, vejamos…
O Assim é muito mais expedito que eu a fazer o que o faz, fez TODA A VOLTA.
(os poemas só publicarei depois de pelo menos outro autor ter publicado, vale como forma de moderação…)

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33414#33414

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Dez 28, 2008 3:05 pm, num total de 3 vezes
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MensagemEnviada: Sáb Jun 28, 2008 12:37 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

4
Quem seguir esta ligação
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=124&start=45
irá encontrar uma página com várias participações, chama-me a atenção esta:

Enviada: Sáb Jul 07, 2007 11:31 am
________________________________________
a ideia
vai-se es-
vaziando

até que fica
vazia e nua

lua nas palavras
Assim

Surge este poema num tópico «Isso é Poesia?», o que está lá a fazer? Manifesta_mente é uma resposta ao tópico, o que quererá dizer? Tudo passa a ser leitura, interpretação, a dimensão possível duma possível idade, a mesma onde se materializou possibilidade. De quê ou para quê é o que está na mira destas perguntas, às quais vou tentar dar uma resposta em três itens:
1 – saber se uma coisa é Poesia não deve resumir-se a um sim ou não, sabendo que o que é Poesia para uns para outros poderá ser algo de diferente, se nos lembrarmos de quem contrapõe há escrita de versos como poema, a escrita de versos como versejar, deixando supor tratar-se duma actividade onde o poema enquanto actividade artística de criação não chega a ser uma ocupação, donde não tem de ser uma decorrência; desse modo escrever versos não obrigaria a uma poética, nem a preocupações poéticas, seria um tipo de escrita, um entretém, uma maneira de pontuar sem grande conhecimento ou preocupação com a pontuação; se tudo é possível, as possibilidades são infinitas;
2 – responder à pergunta com um poema, poderia ser a maneira de responder sim exemplificando: sim… Isso é Poesia! Seria um exemplo, como qualquer outro que Poesia fosse; aparentemente essa interpretação encontrou outros intérpretes;
3 – este último item não me surge, nem depois de estalar os dedos, num ápice. Obrigando-me a pensar nele um pouco mais, sou levado a pensar qual a poética do poema. Especular pois, qual a resposta do Assim à pergunta «Isso é Poesia?», o que será para ele Poesia?
Há poemas belíssimos, os orientais, com a sua escrita ideográfica, onde dois caracteres diferentes podem dizer “ave voando alta” e só a sua presença se nos pode impor como a mais bela das poesias, um poema-verso, um poema conciso, uma fulgurante abordagem capaz de apreender uma realidade onde nos remetemos para a imaginação imaginando um final de tarde com uma ave deixando uma linha no céu onde ainda a vemos (nós que não a vimos) a ser vista pelo poeta. Depois imaginamos ou vemos os caracteres orientais onde está escrito “o verso” que nestas palavras vemos traduzido, aí lemos/vemos a leveza da ave, a distância, uma noção de profundidade onde a imagem materializa a sensação da Beleza feita da substância de substantivos: Tempo, Espaço, Distância… Se um verso nos pode dizer tudo isso, que nos pode dizer um poema com seis versos?
Acho que este poema, esta breve poesia do Assim, me deixa na Lua ou me leva a imaginá-la para me ajudar a melhor compreendê-lo. Uma vez imaginando uma Lua Cheia, uma Lua Nova ou qualquer fase que ela possa apresentar, impõem-se à leitura considerações que mostram como a Poesia tem ou deve ter sempre uma correlação com a Metafísica e com a Filosofia. Por um lado temos por meta projectar-nos para lá duma realidade física, procuramos o ritmo, a música, o canto da voz que será a presença do poeta a cantar na Língua que usou e da qual somos utentes ou tentamos ser para a usar tentando interpretá-lo, senti-lo idealmente, para amar a sua poesia na Poesia que tentou deixar, deixou.
Temos de continuar a leitura, encontrar o que possa ser uma preocupação subjacente ao esvaziar duma ideia até ela ficar vazia. Esta ideia leva-me a pensar num balão, algo que se reduz e fica sem ar, sem leveza, sem poder voar. Olho para o poema e imagino o Assim a mostrar um balão vazio, mas a dizer-me que o devo ler como foi escrito: cheio, leve, capaz de voar? Sendo minha obrigação, para poder dizer «Isso é Poesia!», recriá-lo? Então ainda tenho de regressar e regressar sempre, lendo, procurando ouvir, sentir com os outros sentidos, até o saber, memorizar o poema. Saber e sabor, a possibilidade mais eficaz e viável para obter uma sensorialidade plena das palavras.
Agora já nem existe um balão vazio, existe uma nudez das palavras a darem-se não como um corpo físico caído, vazio e sem sentido… O poema põe-me em contacto com a Lua e vejo-a brilhar, sinto o luar e sou iluminado pela presença da poesia: «Isso é Poesia?», sim.
Ainda posso pensar se sou eu que estou cheio de imaginação e olhei para uns versos e neles insuflei vida, vigor, valor. Eu seria bom e o poema seria? Bom… podemos ser nós os bons, mas este já seria um pensamento medíocre. No entanto, é sempre bom pensar se as coisas são boas, isso é o que nos permite valorizar e garantir o prazer para o Presente e para o Futuro, sabendo que o vamos poder guardar como um bem efectivo que já tivemos no Passado.
Será bom o poema do Assim? Atribuímos valor objectivo à sua Poesia? Chegado aqui, o problema continua a ser o mesmo, para agora, para sempre! Nós temos de nos valorizar para saber dar valor, com isso não tiramos valor às coisas, é exactamente o contrário, aprendemos a valorizá-las.
Não faço ideia do que o Assim pensou, mas eu devo ter achado suficiente interesse na Poesia para a publicar, só tenho de tentar ver o que eu encontro na sua Poesia. Isto leva-me a pensar nela já ter encontrado várias imagens, sendo conduzido a mais que uma ideia: o insuflar de vida as palavras, o deixá-las ficar para outros o poderem também fazer, isso ser possível através dum corpo exposto, nu. Olho então para o poema, leio-o de novo e vejo e imagino, ele está lá todo e é mais do que lá está. Observo: «es-/vaziando» obedece à regra gramatical duma translineação, a divisão da palavra faz-se separando-a numa sílaba. Nesta palavra, trata-se da primeira. Ao fazer a separação, tentando ler os versos, fico com uma “palavra” (meia palavra?...) nova: “vaziando”. Um som sibilante, complementando o sentido, reforçando o significado do esvaziar do ar saindo do balão. Começo a acreditar que não invento, apenas me alimento do alimento que foi dado para ser achado. É o que acho. Mais poderia continuar a achar, acho que me chega para já. Como ainda não tenho um título para o texto que vim escrevendo, será: JÁ…
Irei juntar o poema do Assim às poesias, em «Sobrepoesia(s)» (um nome sem nenhuma beleza especial que ficaria melhor para «Escrita(s)», tendo surgido apenas como homenagem talvez pouco conseguida a este Fórum). Isto leva-me a pensar um nome para o poema: IDEIA LUA ou NUA, IDEIA LUA.
Procurei se pus um “assunto” quando publiquei o poema do Assim, positivo: “ideia”, escrita em minúsculas. O Assim, por vezes, usa os títulos em minúsculas, apenas os realçando em negrito, seria este o caso? Sou levado a considerar que sim, não me parece mal, seja: ideia.
Fazer duma “ideia” um poema, o poema uma ideia da Poesia? Não simplificar às vezes condena ao insucesso, complicar ainda é pior. Simplifico o que posso, fico por aqui.
Vou já...
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?t=5818&postdays=0&postorder=asc&start=30

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33425#33425

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Ter Dez 30, 2008 9:13 pm, num total de 2 vezes
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MensagemEnviada: Sáb Jun 28, 2008 10:51 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

5 (o quinto dia…)
Voltando ao ontem…
Sendo a Lua um astro sem luz própria, brilha iluminada por uma estrela. É assim a Lua, são assim os poemas. Mesmo aqueles dos quais dizemos terem “luz própria”, dizemos do que nele luz do canto que o desencantou. Contudo… somos nós leitores que iluminamos os poemas, é você leitor que ilumina a(s) Escrita(a), qualquer escrita mas – superlativamente – os poemas. São eles o máximo que a criação humana pode alcançar, não há som, não há forma capaz de igualar uma palavra igual a outra igual a ela que, pela junção única, pela divisão única, pela sua forma única, pelo seu som único, forma um canto único, encontrando na Língua as formas de sentir num pensar que se compensam sem se anular e se estimulam sem para: formas do infinito no Finito.
Mais uma vez, Assim Assina FINITO.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31629#31629

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33428#33428

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MensagemEnviada: Dom Jun 29, 2008 7:14 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

6
Lamento se te desaponto, aponto com a direita estas palavras, com o braço esquerdo faço pisca-pisca, a cabeça está onde está, os pés não andam mas nada está parado, o sangue circula. Por que hoje é Domingo, passo dum pequeno papel o que ontem escrevi já hoje quando o dia esperava a madrugada e ouvia música ao vivo.
«
Acordei com uma personalidade cigana, apenas a música a denunciar uma alegria viva e turbulenta. Dito isto, tendo escrito, comecei a despersonalizar-me até ficar Aníbal Quintas. A minha avó não sabia quem era o meu avô pai da minha mãe, nunca cresci ao deus dará, falta na minha genealogia o índio que gostaria de ter sido duma Atlântida onde um vulcão tivesse submergido a ilha onde conheci o mundo. Escrevo isto na folha dum bloco que já virei, preencho agora o seu verso. A vida é pois breve, como esta folha. Quero a imortalidade só para cada breve momento. Sou herdeiro dum poeta que assobiou ao vento. Pedirei ao Assim que o escreva (es_se poeta), vento que o para! Parir um verbo mágico onde magico deixar o ponto final deste final. 28/06
Aníbal Quintas
»
Com a calma de quem dormiu sobre o “assunto”, vou deixar endereços e passo à Poesia.
Depois de mais uma peça para um DICIONÁRIO DE ANÓNIMOS que ainda não fiz mas já comecei, continuar a deixar ligações:
http://www.kathleenlessa.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=1052124
Esta é para agradecer uma homenagem fazendo homenagem, homenageando quem homenageia. Viagem no inter-texto onde as escritas confluem e a Língua se revela uma partilha de afectos de que somos feitos.
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1055807«mesmo sem glória quero viver»,
Zélia Nicolodi
Desta leitura deixarei uns versos do Assim, um poema que deixou sem título. Vou arriscar acrescentar A GLÓRIA DUM POEMA ou A AURORA DESTE MOMENTO? Junto os títulos e partilho a Poesia.
Junto outro poema e mais uma ligação
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/73632
ENCONTRO

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33432#33432

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

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MensagemEnviada: Seg Jun 30, 2008 7:44 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

7
Em relação ao Assim não sei fazer da Lógica loja que frequente com cuidados de freguês, ou do que quer que seja. Freguês, para ele? Acho não encontrar tradução em português ou qualquer língua, nem naquelas onde a gramática ainda não foi estabelecida.
Surpreendeu-me com mais um poema, feito depois de eu escrever PLATÓNICO DE PLANTÃO para uma resposta poética.
«
Assunto: agradecido

Obrigado querida Ibernise, aqui me quero “PLATÓNICO DE PLANTÃO” em sua/tua companhia, agradecido pela atenção! Bjs
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31660#31660
Assim seja…, junto APURO DE RAÇA.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31659#31659

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33437#33437

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

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MensagemEnviada: Ter Jul 01, 2008 9:31 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

8
Comecei há oito dias, uma semana passada e outra entrada, nova terça-feira. Dum tempo onde a vida já quase não regista feiras, embora elas ainda habitem as palavras onde registamos os dias. A linguagem é uma permanente viagem onde a paisagem muda, a substância essa não se altera muito, os substantivos são o que são, o que é e… assim somos. Assim é e continua a ser uma companhia, uma presença, uma ficção desta realidade. Tão real como amigos e desconhecidos que vou conhecendo, esta é a realidade que este diário pode e dever relatar.
Um comentário que fiz ontem à noite, ainda antes de deitar e hoje aqui incluo:
«
Assunto: parabenizar
Amiga Ibernise, és uma boa companhia, cara companheira de Letras feitas neste meio democrático e aberto onde o conhecimento é uma descoberta que nos faz ficar despertos permanentemente para a importância das “relações humanas”. Em breves palavras traças a presença duma leitura, agradeço e parabenizo usando o verbo parabenizar que a língua portuguesa ao Brasil deve.
Comecei por ler em “sobrepoesia(s)”, aqui também nos encontramos e volto a agradecer! Bjs e abç – simplificando: ficando na simplicidade, ergo os dois braços num adeus e inté, obrigadu:) !!
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31676#31676
»
Mencionar a moderadora deste Fórum, Maísa, a Pupila para quem deixei uns versos para o poema “compreensão”.
«
compreender

Tem muito que se lhe diga
Precisar de dizer pouco,
Necessita que consiga
Perceber até um mouco.

Dum gesto até ao resto
Um verso é movimento,
Com estes já me apresto,
Liberto nu sentimento…
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31681#31681
Mais uma ligação
http://marimarquesblogspotcom.blogspot.com/2008/06/escorres.html
e de novo Assim, com: ÉS CORES.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31683#31683

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33440#33440

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sex Jan 02, 2009 6:18 pm, num total de 1 vez
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qui Jul 03, 2008 1:00 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

9
Desde ontem estou sem PC portátil, isto é, sem computador! Feita a nota, dizer que vou passar do caderno:
«
Hoje escrevo dois números, o 9 já foi, vamos no 10. [A realidade ultrapassa sempre a ficção…] A nudez sempre me interessou, ver as coisas sem as roupagens da imaginação, moda ou seja não importa o quê, tudo aquilo que é acrescentado às coisas observadas, sentidas e escritas.
A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável…, é a minha compreensão da poesia do Assim. Quase não tenho dúvida de quando é ele a escrever…
sei o que sinto"
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31713#31713
Passei e publiquei VÊ-O.

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33445#33445

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Sáb Jan 03, 2009 10:53 pm, num total de 1 vez
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josefelix



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MensagemEnviada: Qua Jul 09, 2008 3:42 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
9
Desde ontem estou sem PC portátil, isto é, sem computador! Feita a nota, dizer que vou passar do caderno:
«
Hoje escrevo dois números, o 9 já foi, vamos no 10. [A realidade ultrapassa sempre a ficção…] A nudez sempre me interessou, ver as coisas sem as roupagens da imaginação, moda ou seja não importa o quê, tudo aquilo que é acrescentado às coisas observadas, sentidas e escritas.
A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável…, é a minha compreensão da poesia do Assim. Quase não tenho dúvida de quando é ele a escrever…
sei o que sinto"
»
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31713#31713
Passei e publiquei VÊ-O.


Caro Francisco

Desta vez é que é. A persistência é amiga da concretização. Sendo assim, digo-lhe que li atentamente os textos.
Terminando, cito:

"A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável"

Até mais ler.

José Félix
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qui Jul 10, 2008 1:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

0
Estou a escrever um texto que já escrevi e se perdeu, um outro texto pois para ocupar o lugar dum outro que é, ficou: uma ideia…
Quando a escrita é uma matéria plástica para plasmar do pasmo ao espanto, circulando dos sinónimos aos antónimos, passando do santo antoninho ao extinto pássaro dodo, o todo é tudo e tudo é muito pouco para ser a imensidão do nada e o quase dos quasares.
Esgoto os números dos algarismos, remeto para mais um poema e nele me apresento como sou ou quero ser e será como creio ser. Depois, pois… a continuação virá depois.
Ter um leitor que me põe em contacto com o que escrevi, é o que todo o escritor procura. Ele, escritor…, fica suspenso nas suas reticências, o leitor devolve-lhe, dá-lhe, a poss(i_bi_li_da_d)e de se ler sem elas:
"A nudez é um máximo pelo mínimo, uma conciliação do possível com o improvável"
Obrigado ao leitor, obrigado aos leitores. Abraço, caro José Félix.
Não tenho uma teoria, basta-me o teor… todos somos personagens da nossa pessoa, idem… da persona dos outros, o poema é COIMBRA.

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33450#33450

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Jan 04, 2009 5:17 pm, num total de 2 vezes
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sáb Jul 12, 2008 7:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

10
Um anónimo é alguém sem nome, como fazer um Dicionário de Anónimos? Nada melhor que uma tarefa impossível para se escrever uma ficção, assumo a responsabilidade no baptismo autoral dos autores que vou criando, até compilar o Dicionário de Anónimos.
O impossível nunca me assustou, morrer, estar morto, é uma impossibilidade para o morto. Conseguir dar vida a “cadáveres esquisitos” é a ocupação, nesta ficção particular de criar nomes inexistentes. Ora, não querendo inventar nada, não me preocuparei em inventar nomes. Pode pois estar o seu nome no Dicionário, esta é a ficção final da ficção: descobrir se ela fala de nós.

“Isto que aqui está escrito, não foi ele, fui eu” lembrando-me uma anedota atribuída a Manuel Barbosa do Bocage. Merece uma pequena introdução: Bocage era um poeta boémio tido por desbocado e desavergonhado. Um dia uma senhora, durante um jantar, tem um “flatus voicis”. Estando sentada ao pé do Bocage, mas vendo toda a gente a olhar para ela, inclina-se para ele e segreda “Bocage, ajude-me, peça desculpa como se tivesse sido o autor do meu deslize!?”. Bocage levanta-se e diz: – Peço desculpa! Quero dizer que o peido que esta senhora deu, não foi dela, foi meu.
Escrevi a andar de comboio:
«
Quem sou? Essa é a boa pergunta que tem feito o Homem, homens, mulheres desde crianças se tiver sido o caso. Respondo à pergunta aproveitando férias, sento-me à beira rio a ler, escrevo.
Serei alguém parecido com A, B, C… Alguém semelhante, alguém que alguém deixe ficar suspenso em palavras escritas, à espera de resposta. São os personagens desta escrita.
Vou dar lugar a

A
Só nesta vida que aqui escrevo poderei escrever para alguém de quem me lembro do nome em letras maiúsculas, escrito sobre um papel, pregado a um vestido. Estará o teu papel esgotado neste inicio de história, não precisando a história de imaginarmos quem será o seu leitor?
Gus Aamdal
Dicionário de Anónimos – tem a particularidade das suas “entradas”, os nomes, serem escritos como “saídas”.
Publiquei COIMBRA.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31854#31854

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33456#33456

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MensagemEnviada: Ter Jul 15, 2008 6:07 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

11
POR PÔR …
Às vezes não apetece pôr por palavras nada do que escrevemos, acabamos guardando a escrita como algo que aguardámos, veio e passou. As possibilidades são diversas, podem ser outras.
A Poesia é uma arte à qual me dedico, sobre a mesma gosto de escrever sem ser apenas a escrita necessária para compor o canto em que ela se dá. Identificar a Poesia como canto é redutor, o seu âmbito é superior ao da Música. A Poesia abarca tudo o que da expressão o Homem expressa, vejamos

POEMA EXPRESS
um rápido silêncio

Ficamos a ler o “um” até “rápido silêncio” se tornar uma lenta realidade, insólita, imponderável? De forma ponderada, decido-me pela ausência dessa forma. Imponderável pois, “rápido silêncio” é uma letra rap, sem continuidade. Alguém dançando, da ponta dos dedos ao equilíbrio nos calcanhares ou biqueiras. Depois, em t_ermo de imagens…, a imaginação fértil fará a coreografia que achar - possível, necessária, desejável para o corpo.
Deixo abater a espuma do “Express”, fica feito o poema: “poema express”.
Antes do publicar, dois poemas, Assim e eu, por esta ordem: AFINIDADE e MOMENTO IMPAR # POEMA EXPRESS.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31881#31881

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33485#33485

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MensagemEnviada: Qua Jul 16, 2008 11:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

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TEMPO REAL

– Alguma vida temos de viver para viver – a vida que temos.
É no mistério (mister) das falas que se passa todo o teatro, trabalhar estas peças é jogar o jogo da escrita. Permite…
Ontem li
A Esquerda da Vírgula
http://esquerda-da-virgula.blogspot.com/search/label/Sobre%20poesia
«
10.2.08
A poesia na era dos replicants
Há algum tempo que venho pensando na importância social contemporânea da poesia…
»
Da margem… de A Esquerda da Vírgula para
http://letratura.blogspot.com/2008/07/folhear-desfolhar.html
Assim Mesmo
Notável, o meu heterónimo deu nome de blog! O nome do blog é o nome do meu heterónimo. Podia através das palavras, seguindo-as, continuar a pensar. Comecei a escrever para o autor do blog, fazendo o que estou a fazer aqui. Mas… Comecei a escrever:
«
Se alguém lê-se aqui o que vou escrever, leria…
»
Não foi exactamente esta frase, a frase que foi perdeu-se. Porquê? Porque vivemos num mundo vigiado, cheio de terroristas…
Como estava a copiar links para o texto no Windows Vista, estando ligado à rede, o texto que estava a escrever era e é directamente escrito, visto, lido, em “tempo real” no servidor da Microsoft. O “Word” passou-se, o que já não é a primeira vez que se passa, foi abaixo e apareceu com uma mensagem a pedir desculpa e para carregar numa tecla para permitir uma vistoria. Carreguei na tecla Cancelar e vou tentar mudar de sistema operativo, como funcionará o Linux? Usar um programa de código aberto?...
Escrevo no programa que tenho instalado, continuo instalado. Uma alternativa radical é deixar de escrever, um bocado parecida com deixar de viver para não ter de o fazer.
Continuemos a folhear virtuais páginas, em “tempo real”.

#

ESCULPIN(DO)ATURAL

Esculpi do natural alterando a natureza em escultura, deste modo produzindo obras de arte onde “anterior mente” Deus criou mu(n)do… Tão importante como as crenças, o Homem precisa de descobrir o que cobre a pele, indo directo (exterior – interior – exterior) ao sentir do que observa.
Antes de conceber qualquer uma das esculturas deste conjunto, tentei conceptualizar a intervenção onde ela se (SE/se) produz em primeiro lugar: na observação e imaginação de materiais. Comecei por pensar dar nome a uma “intencional idade”: A PEDRA A(O) FERRO.
Trabalhar com a pedra e o ferro, eis uma ideia que me agradou. Faltava um elemento que está presente, a acção natural da natureza nas formas a trabalhar. Desta ideia passei rapidamente a uma forma “definitiva” de dar nome ao que tentei conceber, podendo alargar o âmbito das peças a vários materiais.
Passeando nas praias, onde o mar trabalha o relevo da ilha, fui procurar materiais. Antes ainda, comecei a idealizar as peças.
ESBOÇOS é o nome dado ao conjunto dos desenhos onde as peças começaram a ganhar nomes, provisórios ou definitivos…
Trabalhando com o que é natural podemos criar algo “não natural”? O gótico tentou chegar a Deus, libertar a construção da gravidade! Só é grave não tentar, permitir novas idades há-de ser sempre a realidade da realização dos artistas & a sua arte.

#

BALOIÇA (A)O VENTO

Baloiça-se o objecto nas palavras que lhe dão o nome, como as suas pedras baloiço poderão ser, mesmo i_móveis: imagem e objecto.

#

coisa sublime

o amor
é a procura
das palavras únicas

onde sou
capaz de dizer

as coisas sublimes!
Assim

Quando o Assim escreve assim, eu escrevo assim:
– Eu estava onde não estava quando cheguei onde estava.

#

Estou onde a imaginação me leva…
Ainda antes de ESCULPIN(DO)ATURAL, escrevi GEO_GRAFIAS:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31892#31892

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33529#33529

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Qua Jan 14, 2009 12:12 am, num total de 3 vezes
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MensagemEnviada: Qui Jul 17, 2008 2:22 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

13
CRITICA LITERÁRIA

Analisar um texto, qualquer ele seja, para o criticar, é começar a transformá-lo em “literário”. Essa qualidade advém de como é dado a ler, a forma que lhe é dada não é toda escrita. Um texto é mais que (a) escrita, é pretexto para (a) comunicação.
A sinalética que utilizo faz parte duma apresentação, permite dar leitura ao acto. Deste o título, até às palavras utilizadas, a atenção procura a critica porém é “literária” a qualidade que determina a existência duma “critica literária”. Ela, a critica literária, analisa todos os textos sem excepção, não se distingue pelos géneros.
A critica literária tornou-se também ela um género literário, quanto ao meu texto, este é um comentário.
O Assim ajudou, expressando opinião? Publiquei O_PINIÃO.
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=31904#31904
Critiquei e corrigi, o último verso da quadra de ontem: «tu do Tempo des(a)fias». Do tudo resultou outro todo; desfias/desafias, tu (e eu) do que se queira, possa e consiga.
Só depois percebi perder no título, “GEO_GRAFIAS”, mas ficou feito…

Súmula:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33100#33100
Hoje:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=33512#33512

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Dom Jan 11, 2009 2:24 am, num total de 2 vezes
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