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Cara & Amigo - CARTAS BRANCAS Exibir próxima mensagem
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Edvaldo Rosa



Mensagens: 307
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MensagemEnviada: Dom Mar 21, 2010 1:56 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Cara & Amigo - CARTAS BRANCAS (1)

Amigo, boa tarde!

Aqui em São Paulo é14h25min da tarde, de 14 de Março 2010, o dia nacional da poesia!

Amigo, fique aqui registrada a alegria que o teu contato em privado me proporcionou!
Não só pelo que me oferece, mas sim pela gentileza de teus comentários.
Em meu caso, estou empenhando esforços, para pouco a pouco, tornar-me um bom escritor!
Em principio caminhei incansável pela poesia, versos livres, para posteriormente aventurar-me pelos contos, e em meu site existem alguns, crônicas, resenhas, cartas, enfim, estou à procura de meu espaço.
Tirando este exercício criativo, busco aguçar o pensamento, aplicá-lo à escrita em suas diversas formas.
Tecer comentários ao Ereto Falo, livro que tenho em mãos, graças à gentileza da nossa amiga em comum, que mo presenteou, foi um exercitar, foi um penetrar em teu trabalho, e em minhas entranhas...
Agradeço assim, ao Amigo, por ter-me proporcionado esta experiência.
Reafirmo, no entanto a minha impressão, já manifesta, de que o teu livro, com os textos que apresenta esta um pouco além da realidade corrente neste momento no Brasil. Talvez Assim Mesmo seja uma síntese de toda a bagagem literária portuguesa, talvez Assim Mesmo seja um reflexo da realidade cultural de um Portugal moderno.
Teria muito gosto e curiosidade em aprofundar contigo o exame desta questão, posto que problemas desta monta sejam de meu interesse imediato!
O trabalho que o amigo empreende com as palavras, é no mínimo animador, me entusiasmando muito, incentivando até!
Uma diferença gritante entre os escritos de Assim Mesmo, e os meus, é que o trabalho do primeiro é mais artesanal que o meu, que em uma análise superficial, reside num jogo de imagens, sobre tons de sentidos, sensibilidades, com um alcance mais imediato para o entendimento do leitor.
O teu trabalho com a palavra é mais profundo.
Enquanto em meus escritos procuro dar um gran finale diferenciado do que normalmente seria esperado, em teus escritos toda a palavra, é essencialmente polivalente, multifacetada, verso e reverso de si mesma, beirando um jogo de enigmas, posto ao leitor para que os decifre.
Assim, Assim Mesmo, consegue dar um novo tom ao que escreve, pois a palavra, o vocábulo, o fonema, toma uma significação e um significado diferente em cada leitura que se faça.
Brinca com o contexto e com a contextualidade, toca profundamente as memórias mais inconscientes do leitor, se afastando a meu ver de sua memória mais superficial.
Outra vez, neste ponto retomo o questionamento sobre a pertinência de tua obra neste momento literário brasileiro!
Se por um lado, a leitura de poesia já não é um hábito, a leitura de Assim Mesmo, me parece um tanto difícil de ser feita.
E neste momento que cheguei em meu parecer, se engrandece a minha alegria em receber do amigo os comentários e a oferta que recebi!
Quanto à ALL PRINT, penso eu que, em se tratando de um trabalho pronto, não haja espaço para a minha presença, neste momento.
No entanto, muito me apraz o oferecimento.
Se o Amigo não se ofender farei aqui uma proposta; qual seja:
Em seus futuros comentários, a respeito de Ereto Falo se puder inserir o que lhe escrevi e como expus já me seria uma honra e uma alegria.
Em outros momentos, a sua visita em minhas páginas, por diversos motivos, será uma honra e um prazer, e se vier com comentários críticos, sem a necessidade de um tom amigável e polido, mas revestido do seu mais puro e inquisidor pensamento, creio que em muito me auxiliará nesta lide de escriba, em que estou saindo das primeiras letras.
Por outro lado, pedindo a sua licença para declarar as minhas mais intimas intenções, caso o meu trabalho, em conjunto, esteja de seu agrado, muito me alegraria em tê-lo divulgado pelo amigo, entre os teus contatos.
Saiba que Portugal é um sonho, onde desejo através do mérito de meu trabalho, estar inserido!
Por outro lado, se houver outro livro, outro texto, outro trabalho, que o Amigo gostaria de dar-me a ler, com a possibilidade de escrever uma resenha, um parecer, sinta-se à vontade para me enviar. Isto é, se o amigo não achar esta minha proposta imodesta demais.
Quanto aos meus trabalhos escritos, indico o site www.sacpaixao.net para leitura, onde o Amigo terá total liberdade para participar, com comentários, criticas e sugestões.
Quanto ao meu livro impresso, o Caminhando com as Borboletas, este o mais rápido possível ,lhe enviarei, esperando por sua leitura critica.
No mais, receba, por favor, meu abraço mais fraterno e amigo, abraço que representa o desejo de que não percamos o contato, e que este em se realizando, seja a troca de experiências, sensibilidades...
Irmãos que apenas o atlântico separa!
Abraços fraternos
O Cara

Edvaldo Rosa
Publicado no Recanto das Letras em 16/03/2010
Código do texto: T2141459

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Edvaldo Rosa



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MensagemEnviada: Dom Mar 21, 2010 1:59 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Cara & Amigo - CARTAS BRANCAS (2) - RESPOSTA ENTRELAÇADA

Amigo, boa tarde!



Aqui em São Paulo são 14h25min da tarde, de 14 de Março 2010, o dia nacional da poesia!



Caro cara (C.c. a quem estiver interessado - em quem escreve, como escreve, porque escreve, e tudo o mais que se escreva), ontem estive longe do PC e acabei escrevendo sem reler este seu email.



Amigo, fique aqui registrada a alegria que este teu contato em privado me proporcionou!



Um artista não tem intimidade, para ele tudo é intimidade! No intimo o meu intimo é nu, só desse modo percebo os "POEMAS NUS", todos os poemas do Assim. Serei eu Assim só por ser seu heterônimo? Todos somos Cristo, filhos de Deus, ou a teologia é uma burrice incomensurável!?



Não só pelo que me oferece, mas sim pela gentileza de teus comentários.



Fazes-me sentir importante o que escrevi, possivelmente escrevi ou mostrei escrevendo ter achado importante o que escreveste. Todos somos espelhos uns dos outros, quantas vezes não descobrimos uma expressão no nosso rosto só por descobrir a expressão de quem olha para nós.



Em meu caso, estou empenhando esforços, para pouco a pouco, tornar-me um bom escritor!



Nada de mais interessante pode dar um escritor à sua arte, entregar-se a ela procurando-a! Meus maiores parabéns, por tanto.



Em principio caminhei incansável pela poesia, versos livres, para posteriormente aventurar-me pelos contos, e em meu site existem alguns, crônicas, resenhas, cartas, enfim, estou à procura de meu espaço.



Seu espaço é o Universo e um verso, sempre mais alguma coisa...



Tirando este exercício criativo, busco aguçar o pensamento,aplicá-

lo à escrita em suas diversas formas.



Aqui tens uma forma maravilhosa, o teatro: o tear das falas.

Tecer comentários ao Ereto Falo, livro que tenho em mãos, graça a gentileza de nossa amiga em comum, que mo presenteou, foi um exercitar, foi um penetrar em teu trabalho, e em minhas entranhas...



Um livro de Poesia pode e deve ser um "Livro de Horas", descobrir o que de oração há num poema é descobrir "o espírito do poema".



Agradeço assim, ao Amigo, por ter-me proporcionado esta experiência.



Há coisas que se agradecem, mas não se podem nem se devem agradecer, felizmente é um "dever" onde nada se deve e tudo se recebe: obrigado eu.



Reafirmo, no entanto a minha impressão, já manifesta, de que o teu livro, com os textos que apresenta, está um pouco além da realidade corrente neste momento no Brasil. Talvez Assim Mesmo seja uma síntese de toda a bagagem literária portuguesa, talvez Assim Mesmo seja um reflexo da realidade cultural de um Portugal moderno.



O Assim é o meu mestre, o que ele escreve é o que sente. Acho que o imagino um Alberto Caeiro com tesão e vida na sua maneira de se exprimir, embora dar este enfoque seja algo de redutor deste heterônimo mestre de Pessoa, talvez o sento para o Assim Mesmo até pelos mesmos motivos.



Teria muito gosto e curiosidade em aprofundar contigo o exame desta questão, posto que problemas desta monta, sejam de meu interesse imediato!

O trabalho que o amigo empreende com as palavras, é no mínimo animador, me entusiasmando muito, incentivando até!



Cá estamos tomando um café...



Uma diferença gritante entre os escritos de Assim Mesmo, e os meus, é que o trabalho do primeiro é mais artesanal que o meu, que em uma análise superficial, reside num jogo de imagens, sobre tons de sentidos, sensibilidades, com um alcance mais imediato para o entendimento do leitor.



O Assim, se escolhesse este momento para estar a ver o que dás ler, possivelmente encontraria as palavras certas para fazer da escrita um poema. Eu contento-me com esta nossa prosa.



O teu trabalho com a palavra é mais profundo.

Não sei se neste ponto estabeleces-te uma diferença tripartida: tu, Assim, eu? Cabendo-me a mim o trabalho "mais profundo"? O mais profundo da linguagem é o que nos dá, nos trás a poesia. A simplicidade do Assim, só equiparada à sua complexidade. Imagino seja com um pensamento como o que por certo não consigo transmitir que um Yoga se senta à frente duma flor para aspirar a compreendê-la?



Enquanto em meus escritos procuro dar um gran finale diferenciado do que normalmente seria esperado, em teus escritos toda a palavra, é essencialmente polivalente, multifacetada, verso e reverso de si mesma, beirando um jogo de enigmas, posto ao leitor para que os decifre.



Acho que esta é uma herança partilhada, eu ou Assim só nos entendemos procurando ler em nós Mesmo o que outro leria. Ou seja, eu herdaria o Mesmo, não gostasse demais de ser Coimbra.



Assim, Assim Mesmo, consegue dar um novo tom ao que escreve, pois a palavra, o vocábulo, o fonema, toma uma significação e um significado diferente em cada leitura que se faça.



Como vês, podes observar, quando te tornas o que estás a escrever ès como aquilo que descreves! Beleza...



Brinca com o contexto e com a contextualidade, toca profundamente as memórias mais inconscientes do leitor, se afastando a meu ver de sua memória mais superficial.



Exactamente, em acta: a mente é exacta, ou a sua razão?



Outra vez, neste ponto retomo o questionamento sobre a pertinência de tua obra neste momento literário brasileiro!

Se por um lado, a leitura de poesia já não é um hábito, a leitura de Assim Mesmo, me parece um tanto difícil de ser feita.

E neste momento que cheguei a meu parecer, se engrandece a minha alegria em receber do amigo os comentários e a oferta que recebi!



Haja Fé! Smile



Quanto à ALL PRINT, penso eu que, em se tratando de um trabalho pronto, não haja espaço para a minha presença, neste momento.

No entanto, muito me apraz o oferecimento.

Se o amigo não se ofender farei aqui uma proposta; qual seja:

Em seus futuros comentários, a respeito de Ereto Falo se puder inserir o que lhe escrevi e como expus já me seria uma honra e uma alegria.



Meu caro, esta correspondência pode corresponder ao que pretendas?



Em outros momentos, a sua visita em minhas páginas, por diversos motivos, será uma honra e um prazer, e se vier com comentários críticos, sem a necessidade de um tom amigável e polido, mas revestido do seu mais puro e inquisidor pensamento, creio que em muito me auxiliará nesta lide de escriba, em que estou saindo das primeiras letras.



Meu caro "entrar nas primeiras letras" é o mistério deste mister, embora este seja um comentário meio, ou inteiramente, metafísico.



Por outro lado, pedindo a sua licença para declarar as minhas mais intimas intenções, caso o meu trabalho, em conjunto, esteja de seu agrado, muito me alegraria em tê-lo divulgado pelo amigo, entre os teus contatos.



Cara & Amigo, somos nós?



Saiba que Portugal é um sonho, onde desejo através do mérito de meu trabalho, estar inserido!



Este é o ponto onde citar Pessoa sai sempre bem «a minha pátria é a língua portuguesa», é a ponte sobre a margem de todos os mares.



Por outro lado, se houver outro livro, outro texto, outro trabalho, que o amigo gostaria de dar-me a ler, com a possibilidade de escrever uma resenha, um parecer, sinta-se à vontade para me enviar. Isto é, se o amigo não achar esta minha proposta imodesta demais.



Só há imodéstia nos modestos, os poetas nunca sofrem com essa virtude.



Quanto aos meus trabalhos escritos, indico o site www.sacpaixao.net para leitura, onde o amigo terá total liberdade para participar, com comentários, criticas e sugestões.



Quem quiser descobrir quem sejas só tem que te ler!



Quanto ao meu livro impresso, o Caminhando com as Borboletas, este o mais rápido possível lhe enviarei esperando por sua leitura critica.

Espero seja um voo...



No mais, receba, por favor, meu abraço mais fraterno e amigo, abraço que representa o desejo de que não percamos o contato, e que este em se realizando, seja a troca de experiências, sensibilidades...

Irmãos que apenas o atlântico separa!



O Atlântico nos una!



Abraços fraternos



Abraço fraternal



O Cara



Amigo



Ponta Delgada às 16-03-2010 01:38:37, iniciado um dia outro dia acabando, somos sempre outro?... Mudando com os dias, hora de ir dormir!



Desculpa, vai sem reler...

Edvaldo Rosa
Publicado no Recanto das Letras em 16/03/2010
Código do texto: T2141552

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Edvaldo Rosa



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MensagemEnviada: Dom Mar 21, 2010 2:02 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Cara & Amigo - CARTAS BRANCAS (3)
Caro Cara,

Espero ainda chegar no amanhã de teu email, aqui já virou para terça-feira, trago o que escrevi:

Caro cara,
Gosto desta leveza da Língua que sopra palavras iguais de forma diferente vindo desse lado do Atlântico, um amigo, nem é importante amigo ser, é um/a cara. A pessoa é a sua cara, uma coisa fácil de perceber, “está na cara”… tudo (se) simplifica.
A escrita pode ganhar contornos novos e definitivamente inovadores, onde a novidade é como a nuvem dando à luz natural cambiantes, naturalmente diferentes.
Espero que tenha orgulho em ser brasileiro, do mesmo modo que tenho de ser português. Gosto de ser filho deste povo com o seu quê de quase tudo, dizendo de si mesmo enquanto nação: «somos um país de poetas». Dizem isso e muito mais, mas isso basta para pôr em hasta pública a ideia de sermos o que somos, poetas? Sim, “Porque sim” é pouco, mas porque não? Serve, fica feita a introdução.
Você é o cara, meu amigo. Sejamos apenas: O cara & O amigo, Cara & Amigo.
O amigo,
Amigo
{experimentar não é só fazer a experiência, é radicalmente mais: ser radical}
Raiz – R a i z
{R, um personagem com raiz na língua, indo de a a z, juntando a i z…}

Quero escrever para você de modo a interessar qualquer um pela nossa conversa, o nosso tema inicial ser o Assim é uma ideia que me agrada. A ideia de ter um “outro” como ponto de partida e convergência em nosso interesse comum, parece-me muito interessante.
Quanto a nós, produzirmos um diálogo pessoal e simultaneamente civilizacional, no encontro fraterno de dois representantes de povos habitando diferentes margens em distintos hemisférios dum mesmo planeta banhado por um mesmo oceano…
Desde logo fazer sentir a diferença nesta correspondência onde as pessoas passam a personagens para, como personagens, valerem o que valham como pessoas. Um prazer, (o) da amizade.
Lê-te com atenção, qualquer diferença será “liberdade poética” pronta a servir de análise para uma abordagem literária. Se a mesma não se puser, não for posta em evidência, vale a correspondência a funcionar ao nível público e/ou privado.
Para quem lê é muito bom poder imaginar que a realidade literária é criação, aperfeiçoamento, procurada beleza, podendo o seu resultado ser o gozo duma sensação plena de gosto e gozo, a bela expressão do brasileiro para dizer gostei: “beleza”.
Mais importante do que quem lê saber quem é você, é poder interessar-se por saber quem você é. Enquanto estivermos no será que é outro ou invenção sua, avançamos e a interrogação sobre se avançámos só vem dar uma certeza se tivermos a dúvida e algo lhe podermos responder de positivo.
Importante saber quem alguém é, quando esse alguém existe e tem identidade própria. Isto vai permitir-me enunciar um enfoque muito pessoal, dizer o que mais gostei do que vou dar a ler. Foi da clara percepção da sua/tua parte do Assim ser, Assim Mesmo.
Para mim o Assim é o Assim, mas, na verdade, ele é o Assim Mesmo. Como acabou por acrescentar ao nome com que se assina Assim, o nome de família Mesmo. Vou deixar de conversa, para passar à leitura.
«…»
Como já escrevi demais, só em abstracto respondendo ao que escreveste, eu irei reler e responder em função da leitura. O que fica veio, assim fica, envio. Saboreia o prazer deste movimento interior à realidade da palavra: «o que fica veio, assim fica, envio», implicitamente, está feita a aceitação dum diálogo que vá para algo mais que a escrita na compreensão da mesma.
Cá me assino, com este abraço
Amigo

{Não esquece assinar Cara, para alimentarmos a correspondência de Cara & Amigo; tens carta branca para publicar as “Cartas Brancas”? Poderás dar a medida fechada dos nomes, eu só publicarei depois de ver se o Cara aceita a parada.}

Amanhã, farei a leitura acompanhando teu texto!


Edvaldo Rosa
Publicado no Recanto das Letras em 16/03/2010
Código do texto: T2141554

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