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FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário. Exibir próxima mensagem
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bbrian



Mensagens: 3982
Localização: ES

MensagemEnviada: Sáb Dez 05, 2009 12:51 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Gostaria de postar aos frequentadores do fórum poesias de FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário.
E começo com um comentário que encontrei na internet:

Esta é a sina de Florbela: a necessidade, a vontade de amar e ser amada; a procura e o sofrimento crônico.
“Ânsia de procurar sem encontrar”
Como ela pode ser tão querida se só versa amarguras?

CEGUEIRA BENDITA
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

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Editado pela última vez por bbrian em Sáb Dez 05, 2009 6:38 pm, num total de 1 vez
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bbrian



Mensagens: 3982
Localização: ES

MensagemEnviada: Sáb Dez 05, 2009 1:09 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

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Editado pela última vez por bbrian em Qua Dez 09, 2009 5:40 pm, num total de 3 vezes
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Francisco Coimbra



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Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Sáb Dez 05, 2009 4:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BB,
Parabéns, apoio, acompanho essa proposta!
Sugiro publicar um poema de cada vez, o que levaria a que apagasses "ERRANTE" e "77 ANOS". Também fica melhor se deres aos títulos o negrito, é usar o “b” de “bold” na formatação.
Uma outra sugestão, espera sempre que haja um comentário para fazer uma nova publicação. Como não há pressa… vamos dar uma semana para ver se mais alguém comenta. Se mais ninguém comentar, de semana a semana comentarei, prometo. Publica “ERRANTE” de novo, pode ser?
Não tens de te preocupar com os direitos autorais mais do que já fizeste!
Endereço para biografia e sítio dedicado a Florbela Espanca:
http://www.astormentas.com/biografia.aspx?t=autor&id=Florbela+Espanca
Beijos no coração!

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco

Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Seg Dez 07, 2009 4:48 am, num total de 1 vez
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bbrian



Mensagens: 3982
Localização: ES

MensagemEnviada: Sáb Dez 05, 2009 6:36 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
BB,
Parabéns apoio, acompanho essa proposta!
Sugiro publicar um poema de cada vez, o que levaria a que apagasses "ERRANTE" e "77 ANOS". Também fica melhor se deres aos títulos o negrito, é usar o “b” de “bold” na formatação.
Uma outra sugestão, espera sempre que haja um comentário para fazer uma nova publicação. Como não há pressa… vamos dar uma semana para ver se mais alguém comenta. Se mais ninguém comentar, de semana a semana comentarei, prometo. Publica “ERRANTE” de novo, pode ser?
Não tens de te preocupar com os direitos autorais mais do que já fizeste!
Endereço para biografia e sítio dedicado a Florbela Espanca:
http://www.astormentas.com/biografia.aspx?t=autor&id=Florbela+Espanca
Beijos no coração!


Obrigada Francisco, adorei sua opinião, vou fazer assim.
Ficará melhor mesmo. Como sempre sou apressada mas vou tentar apagar. Beijos no coraçao!
Francisco, o outro nao sei como apagar, rsrsrs levo surras de computador.

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Pupila



Mensagens: 4104
Localização: São Paulo

MensagemEnviada: Seg Dez 07, 2009 1:20 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Apoiada!... nem precisa pedir, o fórum é de todos nós!
Continue sempre enriquecendo este tópico DEBATES!
beijos poéticos

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*ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias.
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Francisco Coimbra



Mensagens: 1444
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Qua Dez 09, 2009 4:50 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Gostaria de postar aos frequentadores do fórum poesias de FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário.
E começo com um comentário que encontrei na internet:

Esta é a sina de Florbela: a necessidade, a vontade de amar e ser amada; a procura e o sofrimento crônico.
“Ânsia de procurar sem encontrar”
Como ela pode ser tão querida se só versa amarguras?

CEGUEIRA BENDITA
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!


BB,
A quem lê é possível fazer a citação se quiser responder, mas a quem publicou é dada a possibilidade de editar de novo. Desse modo podes efectuar alterações, depois de entrares na edição.
Fazes uma coisa que não sei fazer, alterar a designação do teu tópico geral, talvez me ensines?
Seria muito interessante se dissesses umas palavras sobre cada poema que vais escolhendo, porque escolheste este "CEGUEIRA MALDITA" para primeiro?
Vou deixar leitura(s)...

1 > estudo >

CEGUEIRA BENDITA

An|do| per|di|da| nes|tes| so|nhos| ver|des (10)
De| ter| nas|ci|do| e| não| sa|ber| quem| sou, (10)
An|do| ce|gui|nha| a| ta|te|ar| pa|re|des (11)
E| nem| ao| me|nos| sei| quem| me| ce|gou! (9)

Não| ve|jo| na|da,| tu|do| é| mor|to| e| va|go… (12)
E| a| mi|nha| al|ma| ce|ga,| ao| a|ban|do|no (12)
Faz|-me| lem|brar| o| ne|nú|far| dum| la|go (10)
´Sten|den|do| as| a|sas| bran|cas| cor| do| so|nho… (11)

Ter| den|tro| d´al|ma| na| luz| de| to|do| o| mun|do (12)
E| não| ver| na|da| ne|sse| mar| sem| fun|do, (10)
Poe|tas| meus| ir|mãos,| que| tris|te| sor|te!… (10)

E| cha|mam|-nos| a| nós| I|lu|mi|na|dos! (10)
Po|bres| ce|gos| sem cul|pas,| sem| pe|ca|dos, (10)
A| so|frer| pe|los| ou|tros| té| à| mor|te! (10)


2 > dueto >

CEGUEIRA BENDITA/ BENDITA CEGUEIRA

Ando perdida nestes sonhos verdes
Nada mais vejo que tua beleza
De ter nascido e não saber quem sou,
Nem quero saber quem sou ou faço
Ando ceguinha a tatear paredes
Sou o crente que compõe a reza
E nem ao menos sei quem me cegou!
Querendo poder segredá-la abraço!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
Desejo as palavras como um corpo
E a minha alma cega, ao abandono
Procura sensações onde criaria
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
Um ninho de beleza flutuando
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Como quem a rir do sonho iria

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
Unindo o ir com esta continuação
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Vou aos confins de dizer o amor
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
Onde a alma se descobre canção

E chamam-nos a nós Iluminados!
A tristeza é triste a quem assiste
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
Mas como é quente com seu calor
A sofrer pelos outros té à morte!
Um coração dá a quem a assiste!

3 > acerto(s) bem pontuado(s) >

BENDITA CEGUEIRA

Nada mais vejo que tua beleza,
Nem quero saber se sou ou faço.
Sou o crente que compõe a reza,
Querendo nela segredar abraço!

Desejo as palavras como corpo,
Procuro sensações onde criaria
Um ninho de beleza flutuando…
Como quem a rir do sonho iria!

Unindo o ir com sua continuação
Vou, aos confins de dizer o amor,
Onde a alma se descobre canção!

A tristeza é triste a quem assiste,
Mas é bem quente no seu calor:
Um coração dá a quem a assiste!

4 > Mudando o nome e a pontuação >

CORAÇÃO

Nada mais vejo que tua beleza…
Nem quero saber se sou ou faço
Sou o crente que compõe a reza
Querendo nela segredar abraço

Desejo as palavras como corpo
Procuro sensações onde criaria
Um ninho de beleza flutuando…
Como quem a rir do sonho iria

Unindo o ir com sua continuação
Vou aos confins de dizer o amor…
Onde a alma se descobre canção

A tristeza é triste a quem assiste
Mas é bem quente no seu calor…
Um coração dá a quem a assiste

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Dez 09, 2009 11:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pupila escreveu:
Apoiada!... nem precisa pedir, o fórum é de todos nós!
Continue sempre enriquecendo este tópico DEBATES!
beijos poéticos


Obrigada Pupila, beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Dez 09, 2009 11:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco, estou lendo atentamente a transposiçao que você brilhantemente fez. Já comento como vi e senti. Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qui Dez 10, 2009 12:12 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Só os poetas conseguem transformar versos tristes de desalento em vida, em esperança. Construir sonhos, avivar a palidez é o ápice da escrita quando quem faz dispõe o ser poeta. Belo!
Quanto a escolha do primeiro poema foi porque vejo-me inclusa nele, durante minha peregrinaçao no meu eu, na minha existência que nunca consigo justificar. Sabe Francisco, tenho uma inquietude por saber o motivo que estou aqui: sempre tenho a sensação de pouco, de nada em relação a tudo que quero ser, sem nunca passar da possibilidade.
É como dizer sou assim,mas queria assim...
Considero-me uma ilusionista e vivo a procura de um verso de fato, que me fizesse sentir próxima da beleza poética.
Afirmo que me sinto querida, mas eu queria também me querer. Justifico então o comentário que postei junto.
Acho que expliquei.
Parabéns pela linda transposiçao!
Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Dez 15, 2009 9:33 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

ERRANTE

Meu coração da cor dos rubros vinhos
Rasga a mortalha do meu peito brando
E vai fugindo, e tonto vai andando
A perder-se nas brumas dos caminhos.

Meu coração o místico profeta,
O paladino audaz da desventura,
Que sonha ser um santo e um poeta,
Vai procurar o Paço da Ventura…

Meu coração não chega lá decerto…
Não conhece o caminho nem o trilho,
Nem há memória desse sítio incerto…

Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Florbela Espanca

Sempre há margem emotiva para construírmos castelos.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Dez 15, 2009 10:40 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BB,
Virei comentar!
O teu comentário ao primeiro poema é muito bonito! Só agora o percebo, melhora pondo as aspas na citação do poema da Florbela.
Beijos no coração!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qui Dez 17, 2009 1:31 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
BB,
Virei comentar!
O teu comentário ao primeiro poema é muito bonito! Só agora o percebo, melhora pondo as aspas na citação do poema da Florbela.
Beijos no coração!


Aguardo o comentário!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Qui Dez 17, 2009 6:03 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BB,
Mais uma vez gostei do comentário, este que acompanha a publicação do poema:
«Sempre há margem emotiva para construirmos castelos.»

“Castelos no ar”, todos conhecem o dito popular. Não me admirava se tivesse nascido num poema, onde esta imagem representasse os “pés de barro” de quem sonhando constrói a realidade. Nada melhor que um castelo, fortaleza, morada protectora em escala e função social, para mostrar como nada nos defende dos nossos sonhos e como eles, mesmo durando uma vida, acabam com ela. Excluímos desta fragilidade o que da vida ganha vida em outro ou outros, nós connosco dum plural que se torna através da Língua património humano.
Haverá algo de mais humano que a Língua? Os poetas trabalham com esta matéria, mais que todas, nossa. Florbela, fadada pelo próprio nome, é a bela flor delicada sofrendo a influência do coração, mais uma vez metáfora rica ricamente ornada: «cor dos rubros vinhos», «místico profeta».
Quanto aos comentários aos poemas, sempre que posso, deixo sejam outros poemas nascidos da sua leitura a dar fala à voz que descubro lendo-os. Não vai ser o caso deste, pelo menos hoje.
[apontamento feito no intervalo dum jogo de futebol que não tarda via ser retomado]

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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Dez 22, 2009 12:03 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
BB,
Mais uma vez gostei do comentário, este que acompanha a publicação do poema:
«Sempre há margem emotiva para construirmos castelos.»

“Castelos no ar”, todos conhecem o dito popular. Não me admirava se tivesse nascido num poema, onde esta imagem representasse os “pés de barro” de quem sonhando constrói a realidade. Nada melhor que um castelo, fortaleza, morada protectora em escala e função social, para mostrar como nada nos defende dos nossos sonhos e como eles, mesmo durando uma vida, acabam com ela. Excluímos desta fragilidade o que da vida ganha vida em outro ou outros, nós connosco dum plural que se torna através da Língua património humano.
Haverá algo de mais humano que a Língua? Os poetas trabalham com esta matéria, mais que todas, nossa. Florbela, fadada pelo próprio nome, é a bela flor delicada sofrendo a influência do coração, mais uma vez metáfora rica ricamente ornada: «cor dos rubros vinhos», «místico profeta».
Quanto aos comentários aos poemas, sempre que posso, deixo sejam outros poemas nascidos da sua leitura a dar fala à voz que descubro lendo-os. Não vai ser o caso deste, pelo menos hoje.
[apontamento feito no intervalo dum jogo de futebol que não tarda via ser retomado]


Francisco, que sentido teria a vida não fossem os "Castelos no ar"? Seriamos a solidão não fossemos plurais. No outro a vida se faz complemento.
Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Sáb Jan 09, 2010 11:02 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Florbela Espanca
Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...


Comentário meu:Talvez uma gaivota nua.

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