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Mensagem |
Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Dom Jan 10, 2010 8:05 pm |
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GAIVOTA
à BBrian
uma gaivota tua
flutua no meu olhar
leve como o vento
este a leva, sustenta
tentação esta
de… a seguir a olhar
LANG_U_I_DEZ!
«gestos de sonho pelo ar...»,
in “Languidez”, Florbela Espanca
nas suas mãos
a escrita nasceu
ergue-se e voa
borboleta
dum movimento
batendo as as_as
Assim
LANG O FRITZ
a Fritz Lang*
captando um gesto
a câmara retém
na languidez
essa pausa
dum sentimento
na imagem em pauta
Assim
A poesia não requer comentários, apenas comentadores mudos no espanto de sentir! E... que se inspiram e a fazem.
* «Fritz Lang é um dos expoentes do Expressionismo, um estilo que tentava descrever emoções subjectivas e as reacções que os objectos e os acontecimentos provocam, e não a realidade objectiva»
http://www.arqnet.pt/portal/biografias/fritz_lang.html
Levei os poemas para SobrePoesia(s)
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36350#36350 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Seg Jan 11, 2010 11:08 am |
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Francisco, enquanto poetas somos pedaços nossos e o inteiro dos outros.
Obrigada por Gaivota, linda sutileza dos gestos!
Obrigada por tudo! beijos no coraçao! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Sáb Jan 16, 2010 7:28 pm |
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| bbrian escreveu: |
Gostaria de postar aos frequentadores do fórum poesias de FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário.
E começo com um comentário que encontrei na internet:
Esta é a sina de Florbela: a necessidade, a vontade de amar e ser amada; a procura e o sofrimento crônico.
“Ânsia de procurar sem encontrar”
Como ela pode ser tão querida se só versa amarguras?
CEGUEIRA BENDITA
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte! |
1
Comecemos às cegas, que poema é este?
«Ando perdida nestes sonhos verdes»
Palavras que começam, despontam, sem crescer para lá dum seu começo que não passa do ponto onde, já o poema fica…
«De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!»
Se a poetiza soubesse por quem se apaixonou, deixaria o poema na sua poesia de ser universal? Para a própria, sim. Assim é a Mim, para mim, todas as mulheres. Quem sou?
Eu, para narrador, nem que seja desta leitura, não devo ter jeito. Sirvo para desafiar quem queira a perceber ser tão certo uma coisa certa, como certa ser uma asneira. Da Poesia, cada um pensa o que quer e o poema, tem a sorte de ser lido quando queremos? Nem sempre estamos preparados para isso.
A cegueira é bendita, sempre que não deixando ver, dá a ver aquilo que o ceguinho deve querer dizer quando diz como toda a gente “a ver vamos se isto vai continuar melhor ou fica na mesma”, o ceguinho é que sabe.
Capítulo 1 de romance nenhum, antes deste.
Não deixe de ler os prolegómenos, aqui:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36405#36405 |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Dom Jan 17, 2010 11:20 am |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
| bbrian escreveu: |
Gostaria de postar aos frequentadores do fórum poesias de FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário.
E começo com um comentário que encontrei na internet:
Esta é a sina de Florbela: a necessidade, a vontade de amar e ser amada; a procura e o sofrimento crônico.
“Ânsia de procurar sem encontrar”
Como ela pode ser tão querida se só versa amarguras?
CEGUEIRA BENDITA
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte! |
1
Comecemos às cegas, que poema é este?
«Ando perdida nestes sonhos verdes»
Palavras que começam, despontam, sem crescer para lá dum seu começo que não passa do ponto onde, já o poema fica…
«De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!»
Se a poetiza soubesse por quem se apaixonou, deixaria o poema na sua poesia de ser universal? Para a própria, sim. Assim é a Mim, para mim, todas as mulheres. Quem sou?
Eu, para narrador, nem que seja desta leitura, não devo ter jeito. Sirvo para desafiar quem queira a perceber ser tão certo uma coisa certa, como certa ser uma asneira. Da Poesia, cada um pensa o que quer e o poema, tem a sorte de ser lido quando queremos? Nem sempre estamos preparados para isso.
A cegueira é bendita, sempre que não deixando ver, dá a ver aquilo que o ceguinho deve querer dizer quando diz como toda a gente “a ver vamos se isto vai continuar melhor ou fica na mesma”, o ceguinho é que sabe.
Capítulo 1 de romance nenhum, antes deste.
Não deixe de ler os prolegómenos, aqui:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36405#36405 |
Francisco, a cegueira aprimora quase à perfeiçao outros sentidos,talvez por isso bendita.
Poemas são sempre universais, desde a sua exposição. Nunca deixam-se particulares enquanto os leitores forem multiplos. Cada olhar um poema, cada sentir um leitor.
E o ceguinho? somos todos. Orientados pelas mais diversas formas: alguns pela bengala, outros pelo sol, cheiros, sons, tato ...
A poesia é universal, porém individual aqueles mais ou menos capazes de senti-la o âmago.
Nunca faço afirmações Francisco, sempre opino o que eu acho e confio plenamente na sua mente, nas suas mãos para conduzir o livro, a obra, o ramance.Beijos no coração! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Ter Jan 19, 2010 6:56 pm |
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BB,
Fiz 1, sem ambicionar juntar mais um fazendo 2.
Tudo dá uma história...
Vou deixar uma, sem pedir autorização, pois a mantenho (autorização é acção de autor) …
Cada um se autoriza quando assina seu nome no que publica, ou nos deixa ver como seu o que escrito dá a ler; os “direitos de autor” de autores que dizem não dar direito… dá-me para o torto!
«É importante demais, para não partilhar. Não há pessoas inferiores. Há pessoas diferentes. Cena antológica do filme "Amargo Pesadelo"
O garoto não é actor, apenas um AUTISTA que residia no local onde estavam a ser feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo".
A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.
Repara na sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).»
Lilian Maial
Juntei uma poesia:
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=36430#36430
Bjs
F |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Dom Fev 21, 2010 9:04 pm |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
BB,
Fiz 1, sem ambicionar juntar mais um fazendo 2.
Tudo dá uma história...
Vou deixar uma, sem pedir autorização, pois a mantenho (autorização é acção de autor) …
Cada um se autoriza quando assina seu nome no que publica, ou nos deixa ver como seu o que escrito dá a ler; os “direitos de autor” de autores que dizem não dar direito… dá-me para o torto!
«É importante demais, para não partilhar. Não há pessoas inferiores. Há pessoas diferentes. Cena antológica do filme "Amargo Pesadelo"
O garoto não é actor, apenas um AUTISTA que residia no local onde estavam a ser feitas as filmagens de "Amargo Pesadelo".
A equipe parou num posto de gasolina para abastecer e aconteceu a cena mais marcante que o director teve a felicidade de encaixar no filme.
Vale a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.
Repara na sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" (Ano: 1972).»
Lilian Maial
Juntei uma poesia:
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Bjs
F |
Acaso, destino? Não.
Um diretor culto!Beijos no coraçao!
Florbela vai esperar eu recuperar meu computador que bixou todo! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Qua Mar 03, 2010 5:22 pm |
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Lágrimas Ocultas (Florbela Espanca)
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
POSFÁCIO
À sombra da acácia-branca
Coberta de folhas secas
Deixarei minha alma.bbrian |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Mar 03, 2010 11:04 pm |
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Se as Lágrima Ocultas de Florbela se desocultam em intensa beleza, teu POSFÁCIO guarda a beleza como um bem precioso que revela de forma alquímica, na transmutação dum “fácio” que admitimos possa ser tua leitura de "Lágrima Ocultas", mas o mistério fica possível!... |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Qui Mar 04, 2010 1:49 pm |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
| Se as Lágrima Ocultas de Florbela se desocultam em intensa beleza, teu POSFÁCIO guarda a beleza como um bem precioso que revela de forma alquímica, na transmutação dum “fácio” que admitimos possa ser tua leitura de "Lágrima Ocultas", mas o mistério fica possível!... |
Francisco, a poesia guarda mistérios sempre. POSFÁCIO é sim uma leitura de LÁGRIMAS OCULTAS, que se eu pudesse transformaria num PREFÁCIO.
Dos mistérios pergunto: A poesia somos ou a poesia nos é?
Beijos no coração! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Mar 04, 2010 11:37 pm |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Sex Mar 05, 2010 10:04 pm |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
Eu gostaria de responder com propriedade:
- A poesia nos é o que somos!
Embora tenhas dito tudo falando dos mistérios... |
Não acordo alegremente
Nem sempre sou triste
Nem sempre feliz
Ontem fui puritana
Hoje sou meretriz
De manhã sou fazendeira
À tarde sou feirante
À noite sou amante,
Sou o estado da minha alma
Atrelada ao meu caráter.
Beijos no coração! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qua Mar 10, 2010 11:57 pm |
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| bbrian escreveu: |
Não acordo alegremente
Nem sempre sou triste
Nem sempre feliz
Ontem fui puritana
Hoje sou meretriz
De manhã sou fazendeira
À tarde sou feirante
À noite sou amante,
Sou o estado da minha alma
Atrelada ao meu caráter.
Beijos no coração! |
«Não acordo alegremente» pode ser "Nem sempre estou alegre", uma bela maneira de começar uma série de antíteses e comparações, com uma "conclusão" «Sou o estado da minha alma/Atrelada ao meu caráter» + "Um final feliz": «Beijos no Coração!" Bis  |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Qui Mar 11, 2010 12:49 am |
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| Francisco Coimbra escreveu: |
| bbrian escreveu: |
Não acordo alegremente
Nem sempre sou triste
Nem sempre feliz
Ontem fui puritana
Hoje sou meretriz
De manhã sou fazendeira
À tarde sou feirante
À noite sou amante,
Sou o estado da minha alma
Atrelada ao meu caráter.
Beijos no coração! |
«Não acordo alegremente» pode ser "Nem sempre estou alegre", uma bela maneira de começar uma série de antíteses e comparações, com uma "conclusão" «Sou o estado da minha alma/Atrelada ao meu caráter» + "Um final feliz": «Beijos no Coração!" Bis  |
A poesia me da a liberdade de varias faces. Faces que sou revelando minha alma.
Diferente da vida real que nem sempre permite chorar ou sorrir quando quero, etc.
Beijos no coraçao! |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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bbrian
Mensagens: 3927
Localização: ES
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Enviada:
Qua Mar 24, 2010 3:42 pm |
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Silêncio!...
No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...
Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!
Estou junto de ti, e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se pousou e se perdeu!
Trago-te como um filho nos meus braços!
E na tua casa... Escuta!... Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor!... Abre! Sou eu!...
FLORBELA ESPANCA
Eu um ramo seco
Molhado de gotas do orvalho
Espero o sopro do vento
Para saber o meu rumo. |
_________________ TODO SOFRIMENTO É UM INSTRUMENTO DE RESGATE! |
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Francisco Coimbra
Mensagens: 1414
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL
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Enviada:
Qui Mar 25, 2010 12:29 am |
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Vou deixar um poema, no qual sou uma folha…
Ainda do poema, sou só a sensação de ser arrancado à árvore e girar no vento!
Podendo, quero ser a folha.
Sobre o como das metáforas? Nada quero saber, gostaria de ser a alegoria duma alegria.
Mais certo, mais certo é estar com sono e ter gostado de ler a poesia trazida e a poesia feita em comentário. Quanto à poesia feita em comentário por mim tentada, mudo-a de cenário e convido quem a ler a vir até aqui.
BBrian, brilhante! Bjs |
_________________ http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco |
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