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FLORBELA ESPANCA. Em forma de diário. Exibir próxima mensagem
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bbrian



Mensagens: 3982
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MensagemEnviada: Qua Mar 31, 2010 10:55 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
Vou deixar um poema, no qual sou uma folha…
Ainda do poema, sou só a sensação de ser arrancado à árvore e girar no vento!
Podendo, quero ser a folha.
Sobre o como das metáforas? Nada quero saber, gostaria de ser a alegoria duma alegria.
Mais certo, mais certo é estar com sono e ter gostado de ler a poesia trazida e a poesia feita em comentário. Quanto à poesia feita em comentário por mim tentada, mudo-a de cenário e convido quem a ler a vir até aqui.
BBrian, brilhante! Bjs


Obrigada Francisco por estar sempre a soprar as folhas! Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Sáb Abr 17, 2010 11:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vaidade



A um grande poeta de Portugal



Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade !


Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo ! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade !
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita !


Sonho que sou Alguém cá neste mundo ...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada !


E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho ... E não sou nada! ... FLOR BELA ESPANCA


Peixe nada
Eu sonho.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sáb Mai 01, 2010 8:27 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BBrian,
Espero estejas bem de saúde! Feita esta saúde, passo da saudação à leitura do último poema que trouxeste "...".
A Poesia não está nas palavras, está no que as alimenta. Vê o caso das anedotas, não precisam de ter graça, necessitam de quem as saiba contar. Florbela Espanca sabe contar os seus poemas como muito poucos poetas ou poetisas, ela plasma uma realidade, de modo que tudo o que lemos se torna verosímil.

PUXA!

eu choro as pedras da calçada
caminhando como quem espera
a todo o momento cair calçada
perdendo o sapato como esfera

saída dum rolamento desfeito
na companhia de outras peças
prontas a correr para o efeito
todas as distâncias que meças

é com a tua vida que as olhas
sabendo como as deves sonhar
SE a lavar as mãos as molhas

se teus dedos na água + sabão
dão com o sentido para puxar
O centro X entre PU + AR: balão!

à Florbela e à bela Smile BBrian
Francisco Coimbra

O que se pode dizer dum poema de Florbela, é o que se deve ler e sentir! Isso não depende das palavras, é o que delas se desprende!
Depois de escrever "DESDÉM"
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=37049#37049
Este é o comentário que deixo a quem agora quiser reler o poema da Florbela e ver como é verdadeiro e perfeito, como tudo que é feito e fica, ainda assim, inacabado sem uma profunda e inteira compreensão do sujeito (algo inalcançável sem a Fé que move os crentes). Bjs

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http://www.recantodasletras.com.br/autores/Francisco
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bbrian



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MensagemEnviada: Ter Mai 04, 2010 4:01 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
BBrian,
Espero estejas bem de saúde! Feita esta saúde, passo da saudação à leitura do último poema que trouxeste "...".
A Poesia não está nas palavras, está no que as alimenta. Vê o caso das anedotas, não precisam de ter graça, necessitam de quem as saiba contar. Florbela Espanca sabe contar os seus poemas como muito poucos poetas ou poetisas, ela plasma uma realidade, de modo que tudo o que lemos se torna verosímil.

PUXA!

eu choro as pedras da calçada
caminhando como quem espera
a todo o momento cair calçada
perdendo o sapato como esfera

saída dum rolamento desfeito
na companhia de outras peças
prontas a correr para o efeito
todas as distâncias que meças

é com a tua vida que as olhas
sabendo como as deves sonhar
SE a lavar as mãos as molhas

se teus dedos na água + sabão
dão com o sentido para puxar
O centro X entre PU + AR: balão!

à Florbela e à bela Smile BBrian
Francisco Coimbra

O que se pode dizer dum poema de Florbela, é o que se deve ler e sentir! Isso não depende das palavras, é o que delas se desprende!
Depois de escrever "DESDÉM"
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=37049#37049
Este é o comentário que deixo a quem agora quiser reler o poema da Florbela e ver como é verdadeiro e perfeito, como tudo que é feito e fica, ainda assim, inacabado sem uma profunda e inteira compreensão do sujeito (algo inalcançável sem a Fé que move os crentes). Bjs


Francisco, estou bem. Desejo-lhe toda saúde.
Florbela por mais que bela deixa-me a sensaçao do seu proprio desdém. Entendo sua descreça porque sou a mim descrente, nem por isso deixo de ser obstinada.
Nao veja nisso comparaçao entre nós, é apenas uma sensaçao que me faz forte ao tê-la. Apenas isso. Beijos no coraçao!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Seg Mai 10, 2010 8:40 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Vaidade
A um grande poeta de Portugal

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo ! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...

FLORBELA ESPANCA


BB,
Bom saber que estás bem!...
Volto ao poema, voltei ontem, fiz dueto...
Bjs

VAIDADE LUSA
A uma grande poetisa do Mundo

Sonho que sou o Poeta eleito
Capaz de dizer tudo que sente
Entrando à noite em teu leito
Para ser em teu sonho gente

Ser quem sonhas ao dormir
A acordar quem és acordada
Fazendo do desejo um sentir
Leve a palavra mais pensada

Acredito fazer da crença a Fé
Com a qual não sonho na cama
Apenas a despertando ao café!

Sigo o dia levando como musa
A expressão dada a quem ama
Viver com esta paixão da tusa!...

Antes de poetar, aliás poetando já, fiz umas frases estrofadas descrevendo o poema de Florbela "Vaidade"

A poetisa sonha ser eleita
porque diz tudo e tudo sabe
sentindo a inspiração feita
ela à imensidão se abre...

Diz sonhar com claridade
para chegar onde deleita
até os que têm saudade
ou sofrem doutra maleita

Imagina iluminar o mundo
com saber vasto profundo
todos lhe fazendo vénias

Mas acorda dando conta
de que seu poema aponta
apenas para sua Vaidade

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bbrian



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Localização: ES

MensagemEnviada: Ter Mai 11, 2010 3:10 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Entendeu Francisco, vénias eu peço!
Poderia eu, semi-analfabeta que sou esconder-me . O fiz por muitos anos até que joguei o velho caderno guardado a sete chaves ao lixo e me mostrei inteira.
Entendi que a poesia nao tem donos. Desprendi as algemas, joguei-me na arena.
Não me importa o pobre vocabulário, os erros gramaticais, mando as crases ao léu.
Não consigo lembrar a primeira vez que nos comunicamos, mas com certeza pensei: Eu e um escritor, poeta , professor? Valeu a pena a ousadia, ler suas poesias, suas escritas e ainda me dar o luxo de ser lida por você.
Francisco, na vida é preciso coragem, teria eu perdido preciosas conversas e um carinhoso amigo. Veja com que vaidade eu leio sua expressão em VAIDADE LUSA? Cabível a minha imensidão pretensiosa de iluminar o mundo.Peço perdão!
Beijos no coraçao!

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Pupila



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MensagemEnviada: Ter Mai 11, 2010 9:19 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Parabenizo bbrian e Francisco...
Que lindo este tópico!
Um dia, quem sabe, aprenderei a ser poeta...

Vocês são demais!!!
em seus comentários e em seus versos...

beijos poéticos nos dedos e no coração.

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*ADESÃO AO POST ÚNICO - EM ASSUNTO: POEMAS DE...; DEPOIS use só o RESPONDER para novas postagens. *"INTERAJA com outros Membros";menos postagens e mais qualidade em comentários.
MAÍSA CRISTINA *Pupila
Membro Moderador do Fórum do Guia de Poesias.
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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Mai 11, 2010 10:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

BBrian e Pupila,
A sensibilidade é fundamental, sem ela até a ideia de "ser humano" fica em causa. Não quereria deixar de registar, em pé de igualdade, a presença das duas. Sem dúvida merecedora a BBrian de despertar a presença de qualquer leitora ou leitor sensível, bom a Pupila não nos querer deixar sozinhos... Parabéns merecidos a ambas!
E, porque nunca estamos sozinhos!..., neste tópico sob a égide duma poetisa, faço-me acompanhar de outra poetisa que muito preso e para quem acabo de escrever. Beijos em corações poéticos!

«
Guardei este seu poema, faz tempo, vou tentar fazer um dueto. Agrada-me também ser um poema de hoje, vou tentar lê-lo com atenção e escrever. Um anverso é o contrário dum reverso, ora tentarei fazer também eu "anversos" mas procurando variar a perspectiva. Vejamos:

Sou vida! --- Sou impulso!
Sou mulher! --- Sou homem!
Sou anjo! --- Sou demónio!
Sou lura! --- Sou antena!

Enquanto estiver a tentar evoluir e conciliar a abordagem destes tópicos, logo verei o que dará!

De versos

Sou impulso!

Horizonte distante
Mesmo ao pé, viagem
Do sonho até o imaginar
Acordado assim... diz perto...

Sou homem!

Bicho ávido do desejo
Um mentiroso da verdade
Alguém a experimentar o sentir
Como dizer do que pode ser "outro"?

Sou demónio!

O mais meigo afago
Das flores em teu peito
Ou dos raios de Sol no monte
Quando não cativo da luz nas ondas

Sou antena!

Desde o primeiro, Adão
Captando mesmo das estrelas
Para chegar próximo dum perfume
Alcançar e ter o amor dando-se ̶̶ Único!

Francisco Coimbra

Já está, não deixar para amanhã...
»

O poema recebido da Luli:

«
Anversos
LuliCoutinho

Sou vida!

Que pulsa florear
Pelos inatingíveis horizontes
Deslizando balés etéreos no ar
Pelas águas errantes, sou mar

Sou mulher!

Envolta em sono o sonho preclaro
Onde o silêncio dorme vão do infinito
Como zumbido de borboleta ao ouvido
Escuto-te em sinfonias de amar bonito

Sou anjo!

Ouço voz de pássaro cantor alvorecer
Recebo néctar nos beijos do beija-flor
Colhendo dos seios das montanhas
Flores silvestres ao meu amor

Sou lura!

Cama leoa, Eva...
Do Sol de amor intenso... Às vezes treva
Remota como o nunca, dispersa, fada.
Mas para o amor, Única!

11/05/10
»

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bbrian



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MensagemEnviada: Qui Mai 13, 2010 3:36 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pupila, Francisco é mesmo enriquecedor, o estímulo, o recanto memorável da boa leitura. Sou-lhe aprendiz de aprendiz.
Quanto a você, bordadeira dos versos, em palavras sempre feminil, proprios da sua generosidade. Beijos no coraçao!

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bbrian



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Localização: ES

MensagemEnviada: Qui Mai 13, 2010 3:58 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Obversa e reversa seus homens com impulsos irradiados e captados dos demonios e anjos.
Da toca assopra vida iluminando as trevas, canta a poesia se mostrando único.
Beijos no coraçao!

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João Dinato Ferreira



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MensagemEnviada: Sex Mai 14, 2010 2:42 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:


Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Florbela Espanca

Sempre há margem emotiva para construírmos castelos.


Muito bonito e inspirador.

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bbrian



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MensagemEnviada: Seg Mai 17, 2010 7:55 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

João Dinato Ferreira escreveu:
bbrian escreveu:


Eu tecerei uns sonhos irreais…
Como essa mãe que viu partir o filho,
Como esse filho que não voltou mais!

Florbela Espanca

Sempre há margem emotiva para construírmos castelos.


Muito bonito e inspirador.


Pois é João, Florbela é inspiradora.Um altar de sonhos contrastando a realidade tão dificil principalmente nesse Brasil imoral.
Ainda bem que temos a poesia! Beijos no coraçao!

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Francisco Coimbra



Mensagens: 1444
Localização: Ponta Delgada - Açores/PORTUGAL

MensagemEnviada: Qui Mai 20, 2010 7:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Olá Jaqueline,
Ando com muito pouco tempo, estou a procurar ler os emails e responder.
Tenho mais coisas escritas sobre Florbela, há muitos anos que escrevo e é antigo e fiel o meu prazer na leitura de Florbela Espanca. Variada bibliografia sobre a autora li, tendo recolhido ideias e apontamentos. Nada que tenha disponível, no entanto lembro-me de alguns momentos de intensa fruição desta autora. Às vezes não é tanto a descoberta do autor, é o nosso momento, enquanto autores (ou meros leitores) que nos faz descobrir reflexões onde se agitam as águas mais profundas do ser. Lembro-me que quando li o "Diário dos Últimos Dias", acho terá sido publicado com este nome, essa leitura levou-me à escrita com uma entrega de quem descobre como somos frágeis e perecíveis. Sendo curioso como, postos perante os limites, de certo modo, é quando os ultrapassamos: pois todos os limites são ultrapassados de algum modo, até a morte. O que leva a extrapolações de ordem religiosa, mágica, intelectual. Com a curiosidade de, todas estas indicadas, se fundirem no cadinho da alquímia da química do desejo e pulsões.
Ler Florbela põe-nos, ou põe-me, em permanente debate. Aproveitei seu email para me expor ao tema, esperando que não leve a mal ir aproveitar este email para endossar estas palavras também à BBrian e aos poucos mas bons que gostam do Fórum onde terá encontrado a abordagem à Florbela que nos trouxe à fala onde ela é escrita.
Grato pelo seu contacto; caso lhe queira dar continuidade e me der permissão para melhor a identificar *, terei muito prazer.
Francisco Coimbra

* BB, Jaqueline é uma estudiosa que me abordou, na sequência de nos ler neste seu tópico! Bjs

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MensagemEnviada: Qui Mai 20, 2010 9:06 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco,
A leitura pulsa minha alma ou aquieta meus movimentos interiores. Sou dela sujeiçao.
Procuro em Florbela o anseio da liberdade aprisionado a amargura.Me encanta essa alquimia psíquica e poética.Fazendo-me lê-la, vou do infinito cósmico ao fundo do mar em instantes.
É interessante o sentir do leitor: Pablo Neruda me coloca em erupçao igual lava expelida, suspense de explosao.
Os poetas são assim, ecléticos. De diferentes sensações aos leitores.
Quanto ao tópico é mais seu que meu, quem o alimenta de beleza é você.
A Jaqueline digo que não há um centro de aprendizado maior que o POETA FRANCISCO COIMBRA, com certeza aprimorará conhecimentos compartillhados do saber humano acasalado ao poeta que é.
Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Mai 26, 2010 11:18 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Vozes do mar


Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d’oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...


Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?


Tens cantos d'epopeias?Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!


Donde vem essa voz,ó mar amigo?...
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!
FLORBELA ESPANCA


SOBRE AS ÁGUAS

Murmúrio do mar
Nítido ninar,
À deriva ôndula
Embalada adormeço,
Mar que eu amo
E faz sonhar

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