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bbrian



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MensagemEnviada: Sex Mai 20, 2011 3:16 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Emprestando, sem autorização prévia, versos do Poeta Francisco Coimbra, sabedora que sou da generosidade peculiar, tomei a liberdade de transcrevê-los em fidelidade ao mundo revelador como sinto a poesia:

PELA LUA (3)
o meu poema
cresça idealizado
sem forma
andando pelos versos
das palavras
feitos de silêncio
prontos para ser
sonhados luares
de dias iluminados
Assim
Enviado: Qui Mai 19, 2011 10:03 pm


A poesia é a perfeição das artes.
Tem a musicalidade sonora vocabular articulada, incluídos os instrumentos metálicos, líquidos, gasosos... , vozes dos animais, dos fenômenos naturais e da natureza perene apesar das evoluções e regressões. É a única capaz de descrever do anonimato visual o conjunto de cores primárias e derivadas, é pintora. Expressa a geométrica em todas as dimensões, por isso, escultora. Possui espontaneidade manifesta dos sentimentos externados: exteriorizados ou interiorizados. Então afirmo que um ponto é poesia e a poesia representa.
Lembrando Pessoa, seriam os poetas fingidores?
Não. São sabedores. Sabedores que não são sós, acompanhados dos bichos, fadas, deuses, flores, cascatas, sóis, luas, amantes, abandonados, rugas, amados, feiticeiros, pássaros, ciganos, sons, magias... Saber a linha divisória entre humano e o poeta é distinguir a capacidade de amar e sentir, seus personagens e os alheios, não impondo lhes NENHUMA condição física e moral, padronizada a qualquer vestígio humano.
Há de entender que o amor, no caso poético, surge através de canais, da empatia, dos fios condutores de energia, do cordão umbilical, subsistente nutriente da seiva entre o leitor e quem escreve. Respeitando a obra, a personalidade, acho Olavo, um chato. Prefiro Nelson Rodrigues com sua passionalidade sexual, Clarice com seu desatino existencial, Neruda com seus fossos de solidão. Poderia eu, ter imposto a Olavo uma condição? Não. É a afirmativa ou negativa da química existente na escrita e leitura das almas. Os poetas procuram-se indiferentes a silhueta, cor dos olhos, tamanho das mãos. São gêmeos ou não. Transcendem-se na mais pura alquimia espiritual.
Enraizada a minha genealogia caipira, aonde a expressão QUEM ÉS TU POBRE TATU? Depreciativa, debochativa de algo ou alguém, surgindo a pergunta responderei: sou uma pobre TATUA. Não, seria demais! Sou um pobre tatu-FÊMEA! Mas subo em árvores!

Obs: O grifo maiúsculo, TATUA e FÊMEA em nada refere à sexualidade.

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Sáb Mai 21, 2011 11:43 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

UMA LUFADA DE AR

Hoje, antes de me ir deitar, ainda o dia de ontem não se dava por acabado, li. Responder, deixei para hoje. Convicto de que responder seja, agradecer.
Tenho seguido o que escreves, ultimamente movida pela música, inspiras e escreves. Penso ser o que aqui vim encontrar, leste «inspiras e escreves.»
Inspirar… respirar uma lufada de ar cheia de energia! Ser capaz disso, é uma inspiração.
Ontem escrevi um poema, não publiquei. Não o queria publicar sem responder a este sentir: «uma inspiração.»
Vou agora publicar, depois de agradecer.
O que penso ir fazer?
Agora tenho um blog, lá publicarei.
http://diariodedetrasii.blogspot.com/2011/05/ceu-aberto.html
Também publicarei em “Sobrepoesia(s)”,
http://www.sobresites.com/poesia/forum/viewtopic.php?p=38168#38168
agradecendo e acompanhando tua/sua presença. Beijos.

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bbrian



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MensagemEnviada: Sáb Mai 21, 2011 2:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco, respirar, inspirar, ofegar leva-nos ao ruidoso silêncio das harmonias.
Eu que agradeço a sua bondade de permitir-me um poema. E que suas noites sejam mais longas permitindo um saudavel descanso.
Falando em blog, que complicaçao é o seu, não consigo acompanhar, voltar a um texto ou uma poesia, comentar. Poxa, pensa nas que nao tem afinidade com computador. Mas eu continuo tentando!
Beijos no coraçao!

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Pupila



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MensagemEnviada: Sáb Mai 21, 2011 11:14 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian e Francisco,

Doce harmonia poética
Meus olhos agradecem!

beijos poéticos

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bbrian



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MensagemEnviada: Dom Mai 22, 2011 3:46 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

[quote="Pupila"]bbrian e Francisco,

Doce harmonia poética
Meus olhos agradecem!

beijos poéticos[/quote

Pois é Pupila, fizemos uma parceria, Ele é o Gigante, eu a formiguinha.
Tatus andam de cabeça baixa, mas com subo em árvores , olho o céu, rsrsrs.
Falando sério: Francisco é o Mestre da escrita, torce, contorce, retorce as palavras que alinham sedosas e sentidas.
E Mestre a gente segue, provoca, tentando aprender um cadinho.
Um dia ao menos piso o calcanhar Dele.
Eu que agradeço o espaço e sua leitura, querida!
Beijos no coraçao!

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Francisco Coimbra



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MensagemEnviada: Ter Mai 24, 2011 9:35 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
respirar, inspirar, ofegar leva-nos ao ruidoso silêncio das harmonias.


BB e Pupila,
Senhoras de coração generoso!
Este tópico daria uma bela tatuagem na pele da escrita, assim ganhasse corpo e se desenvolvesse. Ficará como tatu, crescendo em carapaça?
Um cara passa... ninguém fica indiferente onde se sente que quem escreve sente, à BB agradeço poder citar as palavras poéticas que nos deixou. Beijos poéticos.

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Editado pela última vez por Francisco Coimbra em Ter Jun 07, 2011 9:34 pm, num total de 1 vez
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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Mai 25, 2011 2:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Gostei,copiei, colei, pensar e pensar incluindo as crases!





Um acento grave, tão grave como toda falha grave.
São os erros íntimos de nós, porque nos dizemos seres imperfeitos. E como isso nos ampara! Quanta certeza absurda advém da consciência de nos acharmos humanos e falhos! Quanta pretensão falsa se alegra com a perfeição que não existe! Culpemos o teclado avariado que todos temos na ponta da caneta!
Façamos o seguinte: Deixemos que a preposição e o artigo conversem a sós.
Autora AMORA.
1. www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?... - Em cache - Similares

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Mai 25, 2011 2:59 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:
respirar, inspirar, ofegar leva-nos ao ruidoso silêncio das harmonias.


BB e Pupila,
Senhoras de coração generoso!
Este tópico daria uma bela tatuagem na pele da escrita, assim ganhasse corpo e se desenvolvesse. Ficara como tatu, crescendo em carapaça?
Um cara passa... ninguém fica indiferente onde se sente que quem escreve sente, à BB agradeço poder citar as palavras poéticas que nos deixou. Beijos poéticos.


Francisco,e que a carapaça suavize, ungida por deuses, anjos, poesia e musica.Beijos no coraçao!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qui Mai 26, 2011 2:49 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Dizem que numa madrugada chuvosa, nasci.
No buraco, onde judas perdeu as botas, e Deus não esteve ali.
Cresci trabalhando árduo, lida requerida de uma fazenda. Acho aquilo um sítio. Aos 7 anos sabia as dificuldades da sobrevivência. Sem direito ao estudo, sob um regime familiar rigoroso, fui alfabetizada por uma irmã mais velha: debaixo do telhado de um rancho rústico, em bancos de madeira bruta.
Minhas bonecas eram de pano, guardo uma até hoje.
Tenho boas lembranças:
Minha mãe semi-analfabeta escrevendo peças teatrais, dirigindo, sendo a figurinista, maquiadora, (como sabia manipular pó de carvão, trigo tingido com pigmentos de flores), iluminadora... Meu olhar nunca se perdera daquelas tochas incendiadas iluminando a noite escura, refletidas num palco ao ar livre sobre o chão de terra batida. A plateia era os convidados da vizinhança.
Naquela época, entre uma tarefa e outra eu ja surfava. Minha prancha era troncos de coqueiro que eu fazia deslizar sobre os pastos molhados de capim gordura.
Bem, mudamos dali. Estudei até os 12 anos, era o Brasil comandado por Militares, os colégios públicos eram bons, mas nenhum regime governamental impede os olhares um tanto indiferentes aos mais simples. Os colégios abrigavam filhos dos ricos e dos plebeus. Mas em todo lugar e em toda época existe pessoas boas, do coração puro e generoso, por isso me lembro o Professor Rubens, que alma elevada. Sou eternamente agradecida.
Aos 13 anos adquiri minha independência financeira, trabalhando numa indústria. Isso me prejudicou o estudo. Conclui o primeiro grau, equivalente a oitava série, ou seja, nada.
O tempo passou, me casei, constitui família. Meus filhos, homens e mulheres trabalhadores, honrados, graduados e me enche de mimos e cuidados.
Sou simples dona de casa e entre colocar o café, retirar a mesa, assar o peixe, lavar, passar, fazer quitutes escrevo coisas. Coisas sim. Tenho completa consciência do que é um poema uma poesia: requer regras, cultura,talento e gramática. Por isso escrevo coisas, coisas são emoções.
Nenhum vestígio dos meus sentimentos guarda o gene da competição e da crítica a quem quer que seja. Nunca, agora e sempre serei poetisa. Sou, como diz meu amigo e Poeta Horácio Xavier, uma dizedora de sentimentos. Aos poetas, verdadeiros poetas, eu reservo a visão emocional de seres superiores, incapazes de mesquinharias, despidos de arrogância, maledicências e deboche.
Tive aqui no forum, alguns atritos, me reporto a um com quem considero um Baita Poeta: The Nigtht, peço desculpas, não arrependimento, aprendi com a vida que a rédea curta faz os vitoriosos. A você The Nigtht o meu abraço maternal e com esperança que volte a postar poesias grandiosas em beleza e arte.
Voltando as minhas coisas, sempre as escrevi, guardadas no cofre da timidez e do medo. Até que um dia me encorajei e postei, no forum antigo, as quais perdi todas. Para minha surpresa não recebi críticas pesadas e aos poucos chegaram os insentivos, perdão se esquecer algum: Xavier, Tere, minha lágrima de saudade Galho de Arruda, Joana, Jorge, Isnard, Nanci, Carlos Félix, Marcelo Bastos, Lucia Constantino, Walter, Lilian, Marianna, João Dinato, JCM, Pupila,Francisco O Gigante, meu guia e muitos outros guardados no coração.
É obvio que adotei um pseudónimo, bbrian que abrigou Olara e suas encarnações de bichos, fadas, mulher fatal, rios, luas, flores, amante, crianças desamparadas, paz, guerras, tatua analfabeta...
A Olara, bbrian deu um castelo de sonhos, castelo com portões abertos que permite entradas e saídas para o mundo num piscar de olhos. Não tivesse Olara minhas células eu diria que é um fantasma ou a finalizaria agora. Não sou adepta aos homicidas, vivo Olara sonhadora e grandiosa, minha Fenix. Eternizará meu sonho. Dou-me esse direito. Orgulho-me delas, nada tenho a esconder, até porque meu Email no perfil é aberto a todos do fórum, quer aqueles que me lêem, os não leitores ou leitores a quem desagrado.
Voltando ao sítio me criei enfrentando enchentes, olhar de bois enfurecidos, enfrentando nao, correndo muito. Fosse seguir o instinto seria maratonista. Das enchentes me salvei, dos bois bravos também. E sem perder a cesta, embalagem dos calderões levados à lavoura. Homens e mulheres eu olho nos olhos, afinal somos racionais.
Aos que sentem na poesia um composto fabricado de palavras, deixo-os em seus concretos. Aos que se desnudam, meus confetes, purpurinas e aplausos!
As pessoas podem não ter uma história, mas podem ter contos. Esse é o meu!
Os outros, só para alguns eu conto.

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MensagemEnviada: Sáb Mai 28, 2011 11:43 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:
Dizem que numa madrugada chuvosa, nasci.
No buraco, onde judas perdeu as botas, e Deus não esteve ali.
Cresci trabalhando árduo, lida requerida de uma fazenda. Acho aquilo um sítio. Aos 7 anos sabia as dificuldades da sobrevivência. Sem direito ao estudo, sob um regime familiar rigoroso, fui alfabetizada por uma irmã mais velha: debaixo do telhado de um rancho rústico, em bancos de madeira bruta.
Minhas bonecas eram de pano, guardo uma até hoje.
Tenho boas lembranças:
Minha mãe semi-analfabeta escrevendo peças teatrais, dirigindo, sendo a figurinista, maquiadora, (como sabia manipular pó de carvão, trigo tingido com pigmentos de flores), iluminadora... Meu olhar nunca se perdera daquelas tochas incendiadas iluminando a noite escura, refletidas num palco ao ar livre sobre o chão de terra batida. A plateia era os convidados da vizinhança.
Naquela época, entre uma tarefa e outra eu ja surfava. Minha prancha era troncos de coqueiro que eu fazia deslizar sobre os pastos molhados de capim gordura.
Bem, mudamos dali. Estudei até os 12 anos, era o Brasil comandado por Militares, os colégios públicos eram bons, mas nenhum regime governamental impede os olhares um tanto indiferentes aos mais simples. Os colégios abrigavam filhos dos ricos e dos plebeus. Mas em todo lugar e em toda época existe pessoas boas, do coração puro e generoso, por isso me lembro o Professor Rubens, que alma elevada. Sou eternamente agradecida.
Aos 13 anos adquiri minha independência financeira, trabalhando numa indústria. Isso me prejudicou o estudo. Conclui o primeiro grau, equivalente a oitava série, ou seja, nada.
O tempo passou, me casei, constitui família. Meus filhos, homens e mulheres trabalhadores, honrados, graduados e me enche de mimos e cuidados.
Sou simples dona de casa e entre colocar o café, retirar a mesa, assar o peixe, lavar, passar, fazer quitutes escrevo coisas. Coisas sim. Tenho completa consciência do que é um poema uma poesia: requer regras, cultura,talento e gramática. Por isso escrevo coisas, coisas são emoções.
Nenhum vestígio dos meus sentimentos guarda o gene da competição e da crítica a quem quer que seja. Nunca, agora e sempre serei poetisa. Sou, como diz meu amigo e Poeta Horácio Xavier, uma dizedora de sentimentos. Aos poetas, verdadeiros poetas, eu reservo a visão emocional de seres superiores, incapazes de mesquinharias, despidos de arrogância, maledicências e deboche.
Tive aqui no forum, alguns atritos, me reporto a um com quem considero um Baita Poeta: The Nigtht, peço desculpas, não arrependimento, aprendi com a vida que a rédea curta faz os vitoriosos. A você The Nigtht o meu abraço maternal e com esperança que volte a postar poesias grandiosas em beleza e arte.
Voltando as minhas coisas, sempre as escrevi, guardadas no cofre da timidez e do medo. Até que um dia me encorajei e postei, no forum antigo, as quais perdi todas. Para minha surpresa não recebi críticas pesadas e aos poucos chegaram os insentivos, perdão se esquecer algum: Xavier, Tere, minha lágrima de saudade Galho de Arruda, Joana, Jorge, Isnard, Nanci, Carlos Félix, Marcelo Bastos, Lucia Constantino, Walter, Lilian, Marianna, João Dinato, JCM, Pupila,Francisco O Gigante, meu guia e muitos outros guardados no coração.
É obvio que adotei um pseudónimo, bbrian que abrigou Olara e suas encarnações de bichos, fadas, mulher fatal, rios, luas, flores, amante, crianças desamparadas, paz, guerras, tatua analfabeta...
A Olara, bbrian deu um castelo de sonhos, castelo com portões abertos que permite entradas e saídas para o mundo num piscar de olhos. Não tivesse Olara minhas células eu diria que é um fantasma ou a finalizaria agora. Não sou adepta aos homicidas, vivo Olara sonhadora e grandiosa, minha Fenix. Eternizará meu sonho. Dou-me esse direito. Orgulho-me delas, nada tenho a esconder, até porque meu Email no perfil é aberto a todos do fórum, quer aqueles que me lêem, os não leitores ou leitores a quem desagrado.
Voltando ao sítio me criei enfrentando enchentes, olhar de bois enfurecidos, enfrentando nao, correndo muito. Fosse seguir o instinto seria maratonista. Das enchentes me salvei, dos bois bravos também. E sem perder a cesta, embalagem dos calderões levados à lavoura. Homens e mulheres eu olho nos olhos, afinal somos racionais.
Aos que sentem na poesia um composto fabricado de palavras, deixo-os em seus concretos. Aos que se desnudam, meus confetes, purpurinas e aplausos!
As pessoas podem não ter uma história, mas podem ter contos. Esse é o meu!
Os outros, só para alguns eu conto.


Minha Linda bbrian

emoção em meus olhos...
és poeta sim! das mais competentes
além de uma guerreira e amante das palavras...

sou aprendiz de seus versos como de muitos poetas que aqui no fórum escrevem...
Amei conhecer um pouquinho de bbrian e ser apresentada a Olara!
beijos poéticos em seu coração e em seus dedos de fada!

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Editado pela última vez por Pupila em Dom Mai 29, 2011 9:25 pm, num total de 1 vez
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bbrian



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MensagemEnviada: Dom Mai 29, 2011 4:40 am Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Pupila escreveu:
bbrian escreveu:
Dizem que numa madrugada chuvosa, nasci.
No buraco, onde judas perdeu as botas, e Deus não esteve ali.
Cresci trabalhando árduo, lida requerida de uma fazenda. Acho aquilo um sítio. Aos 7 anos sabia as dificuldades da sobrevivência. Sem direito ao estudo, sob um regime familiar rigoroso, fui alfabetizada por uma irmã mais velha: debaixo do telhado de um rancho rústico, em bancos de madeira bruta.
Minhas bonecas eram de pano, guardo uma até hoje.
Tenho boas lembranças:
Minha mãe semi-analfabeta escrevendo peças teatrais, dirigindo, sendo a figurinista, maquiadora, (como sabia manipular pó de carvão, trigo tingido com pigmentos de flores), iluminadora... Meu olhar nunca se perdera daquelas tochas incendiadas iluminando a noite escura, refletidas num palco ao ar livre sobre o chão de terra batida. A plateia era os convidados da vizinhança.
Naquela época, entre uma tarefa e outra eu ja surfava. Minha prancha era troncos de coqueiro que eu fazia deslizar sobre os pastos molhados de capim gordura.
Bem, mudamos dali. Estudei até os 12 anos, era o Brasil comandado por Militares, os colégios públicos eram bons, mas nenhum regime governamental impede os olhares um tanto indiferentes aos mais simples. Os colégios abrigavam filhos dos ricos e dos plebeus. Mas em todo lugar e em toda época existe pessoas boas, do coração puro e generoso, por isso me lembro o Professor Rubens, que alma elevada. Sou eternamente agradecida.
Aos 13 anos adquiri minha independência financeira, trabalhando numa indústria. Isso me prejudicou o estudo. Conclui o primeiro grau, equivalente a oitava série, ou seja, nada.
O tempo passou, me casei, constitui família. Meus filhos, homens e mulheres trabalhadores, honrados, graduados e me enche de mimos e cuidados.
Sou simples dona de casa e entre colocar o café, retirar a mesa, assar o peixe, lavar, passar, fazer quitutes escrevo coisas. Coisas sim. Tenho completa consciência do que é um poema uma poesia: requer regras, cultura,talento e gramática. Por isso escrevo coisas, coisas são emoções.
Nenhum vestígio dos meus sentimentos guarda o gene da competição e da crítica a quem quer que seja. Nunca, agora e sempre serei poetisa. Sou, como diz meu amigo e Poeta Horácio Xavier, uma dizedora de sentimentos. Aos poetas, verdadeiros poetas, eu reservo a visão emocional de seres superiores, incapazes de mesquinharias, despidos de arrogância, maledicências e deboche.
Tive aqui no forum, alguns atritos, me reporto a um com quem considero um Baita Poeta: The Nigtht, peço desculpas, não arrependimento, aprendi com a vida que a rédea curta faz os vitoriosos. A você The Nigtht o meu abraço maternal e com esperança que volte a postar poesias grandiosas em beleza e arte.
Voltando as minhas coisas, sempre as escrevi, guardadas no cofre da timidez e do medo. Até que um dia me encorajei e postei, no forum antigo, as quais perdi todas. Para minha surpresa não recebi críticas pesadas e aos poucos chegaram os insentivos, perdão se esquecer algum: Xavier, Tere, minha lágrima de saudade Galho de Arruda, Joana, Jorge, Isnard, Nanci, Carlos Félix, Marcelo Bastos, Lucia Constantino, Walter, Lilian, Marianna, João Dinato, JCM, Pupila,Francisco O Gigante, meu guia e muitos outros guardados no coração.
É obvio que adotei um pseudónimo, bbrian que abrigou Olara e suas encarnações de bichos, fadas, mulher fatal, rios, luas, flores, amante, crianças desamparadas, paz, guerras, tatua analfabeta...
A Olara, bbrian deu um castelo de sonhos, castelo com portões abertos que permite entradas e saídas para o mundo num piscar de olhos. Não tivesse Olara minhas células eu diria que é um fantasma ou a finalizaria agora. Não sou adepta aos homicidas, vivo Olara sonhadora e grandiosa, minha Fenix. Eternizará meu sonho. Dou-me esse direito. Orgulho-me delas, nada tenho a esconder, até porque meu Email no perfil é aberto a todos do fórum, quer aqueles que me lêem, os não leitores ou leitores a quem desagrado.
Voltando ao sítio me criei enfrentando enchentes, olhar de bois enfurecidos, enfrentando nao, correndo muito. Fosse seguir o instinto seria maratonista. Das enchentes me salvei, dos bois bravos também. E sem perder a cesta, embalagem dos calderões levados à lavoura. Homens e mulheres eu olho nos olhos, afinal somos racionais.
Aos que sentem na poesia um composto fabricado de palavras, deixo-os em seus concretos. Aos que se desnudam, meus confetes, purpurinas e aplausos!
As pessoas podem não ter uma história, mas podem ter contos. Esse é o meu!
Os outros, só para alguns eu conto.


Minha Linda bbrian

emoção em meus olhos...
és poeta sim! das mais competentes
além de uma guerreira e amante das palavras...

sou aprendiz de seus versos como de muitos poetas que aqui no fórum escrevem...
Amei conhecer um pouquinho de bbrian e ser apresentada a Olara!
beijos poéticos em seu coração e em seus dedos de fada!



Pupila, seu carinho merejou meus olhos!
Anjo! Beijos no coração!

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MensagemEnviada: Seg Jun 06, 2011 6:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

CONTO DE UM CONTO

Abaixo a beatice, o moralismo! Sou observadora, e observadores são extremamente curiosos. Curiosidade tanta que achei num conto uma incógnita, o incógnito: Um homem bonito, muito bonito! Inteligente, muito inteligente! Voltasse o tempo dos grandes bailes, das lindas orquestras seria o centro, o par perfeito, o sonho das cinderelas. Apreciador dos horizontes, Senhor dos céus e dos mares, ateu autêntico.
Antiateísta contesto Osho : Livramos de Deus, Moisés, Ogum, Jeová, sei lá quantos nomes se dá... é miose. Naturista que sou amplio a visão focada sempre em fendas, frestas e assim atesto a FANTÁSTICA ENERGÉTICA INTELECTA que nos envolve. Basta olhar as flores, sentir nossa fragilidade dependente de uma porção de ar para a manutenção da vida, a força da gravidade, a natureza. Negar essa luz maior em nome da evoluçao, é negar às pupilas a ampliaçao evolutiva do universo e suas criaturas. Quanto a Osho não tenho mais paciência.
Volto ao príncipe! Minuciosamente ocupo as minúcias, embrenho cada linha do semblente, cada veia ramificada da face e chego ao olhar ainda que coberto por lentes. Vejo ali aquele belo homem, de silhueta desejável, afrodisíaca, prazerosa e me pergunto:
Por que tão rara grandeza aceita-se apenas objeto de prazer? Por que tão senhor dos horizontes, não do seu? Por que essa alma navegante não molha os pés no inofensivo marulho? Seria ele um medroso de si? Teria ele indisposição de saber-se, de amar? Da inteligencia não saberia discernir o limite entre a volúpia e o brochar, do tempo passante que nos guia às muletas do amparo, do aconchego, do estreito amanhã? Realmente não sei, se demasiadamente inteligente basta-se a si, ou demasiadamente baixa auto-estima?
Tivesse alguém para dedicar esse conto dedicaria ao som de Velas Içadas de Ivan Lins. http://youtu.be/yFSqu4Z6Aig

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MensagemEnviada: Ter Jun 07, 2011 9:25 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

bbrian escreveu:

Francisco,e que a carapaça suavize, ungida por deuses, anjos, poesia e musica.Beijos no coraçao!

BB, Mais importante que agradecer e desse modo corresponder, procurarei uma carapuça que me sirva..., tentando enfiar na cabeça uma inspiração que quererei sentir, a ela me entregando. Mas não fiques esperando por ela, pois te desafio a que a desafies, dando mais poesia com tua prosa. Para ela e por causa dela, meus parabéns!
Ainda por aqui... deixo versos, um poema:

ESTA FALA

de mãos vazias
tento enche-las de poesia
tocando nas teclas mais interiores
onde canta a emoção 'esta fala'

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MensagemEnviada: Qua Jun 08, 2011 12:24 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

Francisco Coimbra escreveu:
bbrian escreveu:

Francisco,e que a carapaça suavize, ungida por deuses, anjos, poesia e musica.Beijos no coraçao!

BB, Mais importante que agradecer e desse modo corresponder, procurarei uma carapuça que me sirva..., tentando enfiar na cabeça uma inspiração que quererei sentir, a ela me entregando. Mas não fiques esperando por ela, pois te desafio a que a desafies, dando mais poesia com tua prosa. Para ela e por causa dela, meus parabéns!
Ainda por aqui... deixo versos, um poema:

ESTA FALA

de mãos vazias
tento enche-las de poesia
tocando nas teclas mais interiores
onde canta a emoção 'esta fala'



Sem essa Poeta de carapuças, carapaças, as pessoas são o que são, o que querem ser. Parecer não é ser.
As estrelas continuam altas, brilhantes ao brilho de cada olhar. E a poesia segue! Beijos no coração!

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bbrian



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MensagemEnviada: Qua Jun 08, 2011 12:26 pm Responder com CitaçãoVoltar ao Topo

A LEOA

Vivia a leoa na jaula, jaula sem trinca, a porta sempre escancarada. Tinha a liberdade de sair, passear pelo zoológico, juntar-se aos outros animais, banhar-se no lago. Mas não, nunca saía, sempre de olhar indócil, inquieta, introspectiva. Atenta a plumagem colorida do pavão, parecia não entender o contraste de tanta beleza a sua juba ainda que sedosa, mas pastel. Observava as juritis de imponentes peitos frágeis outra vez contrastando o seu. Os olhos admiravam os pardais brincalhões, ainda que gostasse, não esboçava um sorriso.
Sempre que vinha o tratador a leoa pedia que ele diminuísse o espaço da grade. Sem entender, atendia a comportada leoa. A cada trato, o espaço ia diminuindo, diminuindo... Num gesto solícito à prisão, até ficarem as grades, exatamente contornando aquele robusto corpo. O tratador passou a observá-la, atento. Constatou as tentativas de movimentos estranhos como pretendesse voar. Os anos foram passando e a leoa treinando assiduamente. Numa manha de verão o homem já com o naco de carne nos braços para deixar na gaiola percebeu a ausência de movimentos, a leoa estava morta. Morreu sonhando voar.

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