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Luiz Alberto Machado
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GRETA BENITEZ

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Greta Benitez é uma linda jovem poeta curitibana, formada em publicidade e pós-graduada em marketing, que, segundo ela mesma, possui idéias bizarras, gosto estranho e obscuro, idéias malucas, processo criativo inconsciente, achegada ao blues e a inocência de uma flauta; que adora visitar locais proibidos levada por suas próprias sensações; tocada pela cor de sabonete, pela transmissão dos ventos e invenções mirabolantes, a ponto de editar a Gazeta do Absurdo e arrancar a ira dos opostos. Ela é autora do Rosas Embutidas, seu primeiro livro lançado em 1999, arrebatando o Prêmio Jorge de Lima Brasil 500 Anos, concedido pela Academia Carioca de Letras e União Brasileira de Escritores.
Esta poeta já arrebatou outros prêmios e menções literárias, sendo selecionada para a antologia Marcas do Tempo III, pelo IV Concurso Regional de Poesia de Descalvado (SP), e para a coletânea do II Prêmio Leminsky de Poesias (Lapa, PR), dentre outras. Inclusive já anunciou seu próximo livro "Café Expresso Blackbird" com poesias inéditas.

No seu site, sobre si própria, ela diz: "Sou uma garota assim, com idéias meio bizarras. Isso me levou a escrever, para dar algum tipo de forma às coisas que eu imaginava e arquivá-las fora da minha cabeça. Muitas pessoas me perguntam de onde eu tiro essas idéias. A resposta é simples: não sei. Mas posso dizer que minha poesia é fotográfica, visual. Combinações inusitadas de objetos e cores traduzidas em palavras de uma forma ritmada (...) Nasci nos anos setenta (em Curitiba - PR, onde ainda moro) e comecei a escrever muito cedo. Hoje, formada em publicidade e pós-graduada em marketing, posso dizer que gosto da minha profissão, escrever textos aplicados. Mas a poesia e prosa sempre serão essenciais para o exercício da liberdade total. Estou feliz que vocês estejam comigo como companheiros nesse navio".

Muita gente já opinou sobre sua obra, dentre elas o poeta Frederico Barbosa que diz: "Greta Benitez é uma grata surpresa na atual poesia brasileira. Seus poemas são epifanias cortantes, construídos com rigor, humor e uma percepção aguda do universo que ronda o homem (e principalmente a mulher) urbano(a) da modernidade. Os quadrinhos, o cinema, o jazz e outras artes fundem-se na caleidoscópica visão de Greta para retratar o rico e inquietante labirinto das cidades em que vivemos hoje. (...) Note-se a maravilha de condensação e perspicácia que é o poema abaixo: ´Ninguém é mesmo uma ilha se até Billie Holiday vem me visitar pelo radinho de pilha. Como a nossa melhor poesia infelizmente ainda não nos chega pelo "radinho de pilha`, é urgente que o leitor encontre o livro de Greta, "Rosas Embutidas", para que descubra esta poeta de poucas palavras e muitas idéias. Alguém se atreve?".

O poeta e escritor Ricardo Alfaya, também assim se expressa: "Você começa muito bem. Somente não me causa maior espanto a qualidade do seu livro de estréia, porque você mesma faz referência a ter vindo de uma formação na qual a cultura sempre foi valorizada. (...) Houve muitos aspectos que me chamaram a atenção durante a leitura de seus poemas. Em primeiro lugar, embora em um deles você, de certo modo ironize O Belo, na verdade é nítida a sua preocupação com a estética, com a beleza do poema. Há em seu trabalho uma certa herança da linha estética espanhola, onde podemos citar Goya, o próprio Velásquez, determinados momentos da pintura de Dalí, sem dúvida Picasso, Miró; os filmes de Buñuel, Carlos Saura e Almodóvar; bem como, o tom muitas vezes dramático e sombrio de certas passagens da poesia dos irmãos Machado e de Lorca. Tal impressão me foi reforçada quando você se autodefiniu como uma apreciadora do estranho e do bizarro. Apenas que o bizarro nas suas mãos, assim como nas dos artistas citados, nunca se confunde com o meramente vulgar, com o grotesco, com o escatológico. O que ocorre na verdade é que, tal como muitos artistas espanhóis, você consegue ver a beleza da sombra. E isso porque a sombra não é a completa escuridão. Sua poesia trabalha na penumbra, sob a luz da tela de cinema, na neblina de gás néon, sob a lâmpada de uma rua mal iluminada. Com isso você cria um cenário em parte real, em parte virtual. Você trabalha o tempo todo com colagens extraídas da paisagem e da intimidade urbana. Uma das apresentadoras de seu livro comentou que era como se você andasse com uma câmera fotografando tudo. Eu acrescentaria: e recortando, produzindo novo arranjo e remontando cada fotograma, numa película de conteúdo cubista. (...) Por todas essas características, aqui pinceladas um tanto rapidamente, pois haveria mais a dizer, sua poesia me deixou a sensação de grande beleza e singularidade".

A poeta, escritora de TV e de teatro , Leila Miccolis, assim se manifesta: "A poesia de Greta Benitez, feita de temas do cotidiano, não cai na armadilha de transitar pelo lugar-comum: ´Numa rua feita de sol/ Vi um homem feito de sol/ E eu, metal derretido/ Já fui, nem tinha ido/ Mas tinha notado/ E estava lá/ Parada/ Deixando o sol entrar/ Pela cortina rasgada`. E' uma lírica moderna — inquieta, irriquieta, expressionista —, mostrando o universo feminino, com toda a sua riqueza emocional e a sua exuberante lucidez" .

A escritora Regina de Andrade, autora de "A Moça do Corpo Indiferente", assim interpreta: "(...) moderna alquimista que constrói balas, bolos e bolas de luz, gengibre e alcaçuz, Greta Benitez vem se impondo no universo da literatura pelo invulgar talento e inquestionável originalidade. Seus poemas atingem alturas e profundidades até ignoradas, criando um clima mágico e muitas vezes inocente e desvendando temáticas ainda intocadas. Manipuladora de letras e idéias, a formação da publicitária, de ser inventivo e criativo, consegue seduzir e sensibilizar. A sensualidade existe e a sabedoria também, em cenários de ruas ladeadas por edifícios que percorre. A sua paisagem de néon é muito forte e a coloca como dona da filosofia urbana mais contundente que já presenciei".

Não menos a escritora Astrid Cabral, autora de "Intramuros", revela que "É um prazer usufruir a leitura que a nova geração faz do mundo. Há toda uma mudança de sensibilidade acompanhando a hegemonia do cultural sobre o natural. Greta celebra o urbano em seu esplendor, sem a nostalgia de minha geração arraigada a velhos modelos rurais e provincianos. Viva o frescor de sua voz tão em sintonia com a contemporaneidade!".
Depois desse começo promissor, vale a pena constatar o talento de Greta Benitez em seu belíssimo site. Este é um convite imperdível, boa viagem.


Site da Poeta: Greta Benitez

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