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Greta Benitez é uma
linda jovem poeta curitibana, formada em publicidade
e pós-graduada em marketing,
que, segundo ela mesma, possui idéias bizarras,
gosto estranho e obscuro, idéias malucas, processo
criativo inconsciente, achegada ao blues e a inocência
de uma flauta; que adora visitar locais proibidos levada
por suas próprias sensações; tocada
pela cor de sabonete, pela transmissão dos ventos
e invenções mirabolantes, a ponto de editar
a Gazeta do Absurdo e arrancar a ira dos opostos. Ela é autora
do Rosas Embutidas, seu primeiro livro lançado
em 1999, arrebatando o Prêmio Jorge de Lima Brasil
500 Anos, concedido pela Academia Carioca de Letras e
União Brasileira de Escritores.
Esta poeta já arrebatou outros prêmios e
menções literárias, sendo selecionada
para a antologia Marcas do Tempo III, pelo IV Concurso
Regional de Poesia de Descalvado (SP), e para a coletânea
do II Prêmio Leminsky de Poesias (Lapa, PR), dentre
outras. Inclusive já anunciou seu próximo
livro "Café Expresso Blackbird" com
poesias inéditas.
No seu site, sobre si própria, ela diz: "Sou
uma garota assim, com idéias meio bizarras. Isso
me levou a escrever, para dar algum tipo de forma às
coisas que eu imaginava e arquivá-las fora da
minha cabeça. Muitas pessoas me perguntam de onde
eu tiro essas idéias. A resposta é simples:
não sei. Mas posso dizer que minha poesia é fotográfica,
visual. Combinações inusitadas de objetos
e cores traduzidas em palavras de uma forma ritmada (...)
Nasci nos anos setenta (em Curitiba - PR, onde ainda
moro) e comecei a escrever muito cedo. Hoje, formada
em publicidade e pós-graduada em marketing, posso
dizer que gosto da minha profissão, escrever textos
aplicados. Mas a poesia e prosa sempre serão essenciais
para o exercício da liberdade total. Estou feliz
que vocês estejam comigo como companheiros nesse
navio".
Muita gente já opinou sobre sua obra, dentre elas
o poeta Frederico Barbosa que diz: "Greta Benitez é uma
grata surpresa na atual poesia brasileira. Seus poemas
são epifanias cortantes, construídos com
rigor, humor e uma percepção aguda do universo
que ronda o homem (e principalmente a mulher) urbano(a)
da modernidade. Os quadrinhos, o cinema, o jazz e outras
artes fundem-se na caleidoscópica visão
de Greta para retratar o rico e inquietante labirinto
das cidades em que vivemos hoje. (...) Note-se a maravilha
de condensação e perspicácia que é o
poema abaixo: ´Ninguém é mesmo uma
ilha se até Billie Holiday vem me visitar pelo
radinho de pilha. Como a nossa melhor poesia infelizmente
ainda não nos chega pelo "radinho de pilha`, é urgente
que o leitor encontre o livro de Greta, "Rosas Embutidas",
para que descubra esta poeta de poucas palavras e muitas
idéias. Alguém se atreve?".
O poeta e escritor Ricardo Alfaya, também assim
se expressa: "Você começa muito bem.
Somente não me causa maior espanto a qualidade
do seu livro de estréia, porque você mesma
faz referência a ter vindo de uma formação
na qual a cultura sempre foi valorizada. (...) Houve
muitos aspectos que me chamaram a atenção
durante a leitura de seus poemas. Em primeiro lugar,
embora em um deles você, de certo modo ironize
O Belo, na verdade é nítida a sua preocupação
com a estética, com a beleza do poema. Há em
seu trabalho uma certa herança da linha estética
espanhola, onde podemos citar Goya, o próprio
Velásquez, determinados momentos da pintura de
Dalí, sem dúvida Picasso, Miró;
os filmes de Buñuel, Carlos Saura e Almodóvar;
bem como, o tom muitas vezes dramático e sombrio
de certas passagens da poesia dos irmãos Machado
e de Lorca. Tal impressão me foi reforçada
quando você se autodefiniu como uma apreciadora
do estranho e do bizarro. Apenas que o bizarro nas suas
mãos, assim como nas dos artistas citados, nunca
se confunde com o meramente vulgar, com o grotesco, com
o escatológico. O que ocorre na verdade é que,
tal como muitos artistas espanhóis, você consegue
ver a beleza da sombra. E isso porque a sombra não é a
completa escuridão. Sua poesia trabalha na penumbra,
sob a luz da tela de cinema, na neblina de gás
néon, sob a lâmpada de uma rua mal iluminada.
Com isso você cria um cenário em parte real,
em parte virtual. Você trabalha o tempo todo com
colagens extraídas da paisagem e da intimidade
urbana. Uma das apresentadoras de seu livro comentou
que era como se você andasse com uma câmera
fotografando tudo. Eu acrescentaria: e recortando, produzindo
novo arranjo e remontando cada fotograma, numa película
de conteúdo cubista. (...) Por todas essas características,
aqui pinceladas um tanto rapidamente, pois haveria mais
a dizer, sua poesia me deixou a sensação
de grande beleza e singularidade".
A poeta, escritora de TV e de teatro , Leila Miccolis,
assim se manifesta: "A poesia de Greta Benitez,
feita de temas do cotidiano, não cai na armadilha
de transitar pelo lugar-comum: ´Numa rua feita
de sol/ Vi um homem feito de sol/ E eu, metal derretido/
Já fui, nem tinha ido/ Mas tinha notado/ E estava
lá/ Parada/ Deixando o sol entrar/ Pela cortina
rasgada`. E' uma lírica moderna — inquieta, irriquieta,
expressionista —, mostrando o universo feminino, com
toda a sua riqueza emocional e a sua exuberante lucidez" .
A escritora Regina de Andrade, autora de "A Moça
do Corpo Indiferente", assim interpreta: "(...)
moderna alquimista que constrói balas, bolos e
bolas de luz, gengibre e alcaçuz, Greta Benitez
vem se impondo no universo da literatura pelo invulgar
talento e inquestionável originalidade. Seus poemas
atingem alturas e profundidades até ignoradas,
criando um clima mágico e muitas vezes inocente
e desvendando temáticas ainda intocadas. Manipuladora
de letras e idéias, a formação da
publicitária, de ser inventivo e criativo, consegue
seduzir e sensibilizar. A sensualidade existe e a sabedoria
também, em cenários de ruas ladeadas por
edifícios que percorre. A sua paisagem de néon é muito
forte e a coloca como dona da filosofia urbana mais contundente
que já presenciei".
Não menos a escritora Astrid Cabral, autora de "Intramuros",
revela que "É um prazer usufruir a leitura
que a nova geração faz do mundo. Há toda
uma mudança de sensibilidade acompanhando a hegemonia
do cultural sobre o natural. Greta celebra o urbano em
seu esplendor, sem a nostalgia de minha geração
arraigada a velhos modelos rurais e provincianos. Viva
o frescor de sua voz tão em sintonia com a contemporaneidade!".
Depois desse começo promissor, vale a pena constatar
o talento de Greta Benitez em seu belíssimo site.
Este é um convite imperdível, boa viagem.
Site da Poeta: Greta Benitez
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