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Com
um título que reporta logo ao repente homônimo
da dupla Bráulio-Trupizute-Tavares-o-raio-da-silibrina
e do Ivanildo Vilanova, Nordeste Independente é exatamente
isso: o sonho do autor, Carlito Lima, de ver sua região,
o Nordeste, no meio de uma festa, mil dias de orgias
e alegrias até um júri para que seja
independente do Brasil. Mas o bom mesmo vem depois,
com Gabriela, com o Ney e assim por diante.
O
livro é gostoso de ler, é interessante
e com fatos que são resultados duma bem humorada
narrativa.
Para
se ter uma idéia, o livro traz prefácio
de Cacá Diegues que diz: “É com o coração
que Carlito vive e escreve, sua memória e sua
imaginação são instrumentos que
usa a serviço daquele órgãi que
lhe orienta a existência e a pena (ou o computador,
se preferirem). Mas é nesse mesmo coração
que guarda também um repositório imenso
de palavras e canções que ouve desde
que nasceu. Coisas que, fora de seu mundo, não
têm a mesma etimologia que ele lhes confere.
Coisas que afaga e trata como pedras preciosas que
acaba de recolher do chão de sua terra, a única
neste planeta que lhe interessa de verdade. Por isso
mesmo, podemos também dizer que a literatura
de Carlito Lima é única, só dele.
E que, ao nos aproximarmos dela, sentimos a mesma e
imensa alegria de quando vemos seu autor ao vivo”.
Sobre
o livro, escreveu a médica e crítica
literária Cidinha Madeiro: “Batuque é um
privilégio, ninguém aprende samba no
colégio”, já dizia o gênio Noel.“Prender” o
leitor através dos seus escritos é privilégio
de poucos e grandes, dentre os quais: Ruy Castro, Paulo
Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Fernando
Lobo, Maria Clara Machado, Sérgio Porto - Stanislaw,
Carlito Lima - Ponte Preta. Com seriedade, Carlito
brinca com a vida assim como brinca com as palavras,
conduzindo o leitor num passeio pelas suas andanças.
De inteligência e sensibilidade raras, seu texto é precioso
e preciso. Sabe brincar com o H (escreve o que houve
e / ou o que ouve, cria uma cumplicidade entre o leitor
e os protagonistas de suas histórias e / ou
estórias) com a mesma desenvoltura com que brinca
com a vida em sua plenitude - infância, adolescência,vida
adulta ; com as alegrias, incertezas, o peso e a leveza
de cada uma delas - sem, em momento algum, ser monótono
ou desanimador. Nordeste Independente mistura sonhos,
memórias, histórias com otimismo em enxurradas,
sem cair na frivolidade da fantasia.“Crônica é viver
em voz alta”(Rubem Braga) – Carlito vive e faz viver. “Gosto
de sonhar com algumas felicidades. Meus sonhos são
ricos em pormenores. Dou-lhes comédia, drama,
romance, músicas, palavras, estados, tudo...
Construo pessoas felizes por minha causa e me ponho
feliz por causa delas” (Antonio Maria) – Carlito sonha
e faz sonhar. Inventa uma realidade melhor, cheia de
esperança, tal o texto de Suassuna, com o qual
lhe presenteei. É um misto de escritor,
memorialista, cronista do cotidiano. Embaixador de
Alagoas e da Vida, Chanceler da Alegria e da Esperança,
Mestre da Arte do Bom Viver, Carlito Lima é Cidadão
do Mundo – Cidadão Honorário do Mundo.
Começou pela vida e a literatura foi uma maravilhosa
conseqüência. Sabiamente trocou a farda
pelo fardão.Ganhamos nós, os leitores”.
O
escritor e presidente da Associação
Cultural Luso-Brasileira, Bernardino Nogueira assim
se expressa: “Dizem os poetas que os sonham comandam
a vida e que são uma constante concreta e definida.
Pois bem, foi após um abençoado e profundo
sonho prenhe de onirismo que Carlito Lima, sentiu-se
inspirado para nos brindar com este Nordeste Independente.
O estilo descritor de Carlito, ora agitado, impactante
e pleno de brejeirice, ora calmo, terno, sutil, envolve
o leitor num misto de magia e ansiedade, abastecendo-o
de lenitivo otimista, ajudando-o a suavizar desaires
do dia-a-dia. Pode-se afirmar que Carlito, à semelhança
do ar que respiramos ou da água que bebemos
sem lhes dar a importância que merecem, coloca
espontaneamente no que escreve a essência do
que ele próprio é. Por isso mesmo, a
cada dia é alvo de crescente simpatia, apreço
e admiração por parte de seus leitores”. |