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Luiz Alberto Machado
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NORDESTE INDEPENDENTE

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Com um título que reporta logo ao repente homônimo da dupla Bráulio-Trupizute-Tavares-o-raio-da-silibrina e do Ivanildo Vilanova, Nordeste Independente é exatamente isso: o sonho do autor, Carlito Lima, de ver sua região, o Nordeste, no meio de uma festa, mil dias de orgias e alegrias até um júri para que seja independente do Brasil. Mas o bom mesmo vem depois, com Gabriela, com o Ney e assim por diante.

O livro é gostoso de ler, é interessante e com fatos que são resultados duma bem humorada narrativa.

Para se ter uma idéia, o livro traz prefácio de Cacá Diegues que diz: “É com o coração que Carlito vive e escreve, sua memória e sua imaginação são instrumentos que usa a serviço daquele órgãi que lhe orienta a existência e a pena (ou o computador, se preferirem). Mas é nesse mesmo coração que guarda também um repositório imenso de palavras e canções que ouve desde que nasceu. Coisas que, fora de seu mundo, não têm a mesma etimologia que ele lhes confere. Coisas que afaga e trata como pedras preciosas que acaba de recolher do chão de sua terra, a única neste planeta que lhe interessa de verdade. Por isso mesmo, podemos também dizer que a literatura de Carlito Lima é única, só dele. E que, ao nos aproximarmos dela, sentimos a mesma e imensa alegria de quando vemos seu autor ao vivo”.

Sobre o livro, escreveu a médica e crítica literária Cidinha Madeiro: “Batuque é um privilégio, ninguém aprende samba no colégio”, já dizia o gênio Noel.“Prender” o leitor através dos seus escritos é privilégio de poucos e grandes, dentre os quais: Ruy Castro, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Fernando Lobo, Maria Clara Machado, Sérgio Porto - Stanislaw, Carlito Lima - Ponte Preta. Com seriedade, Carlito brinca com a vida assim como brinca com as palavras, conduzindo o leitor num passeio pelas suas andanças. De inteligência e sensibilidade raras, seu texto é precioso e preciso. Sabe brincar com o H (escreve o que houve e / ou o que ouve, cria uma cumplicidade entre o leitor e os protagonistas de suas histórias e / ou estórias) com a mesma desenvoltura com que brinca com a vida em sua plenitude - infância, adolescência,vida adulta ; com as alegrias, incertezas, o peso e a leveza de cada uma delas - sem, em momento algum, ser monótono ou desanimador. Nordeste Independente mistura sonhos, memórias, histórias com otimismo em enxurradas, sem cair na frivolidade da fantasia.“Crônica é viver em voz alta”(Rubem Braga) – Carlito vive e faz viver. “Gosto de sonhar com algumas felicidades. Meus sonhos são ricos em pormenores. Dou-lhes comédia, drama, romance, músicas, palavras, estados, tudo... Construo pessoas felizes por minha causa e me ponho feliz por causa delas” (Antonio Maria) – Carlito sonha e faz sonhar. Inventa uma realidade melhor, cheia de esperança, tal o texto de Suassuna, com o qual lhe presenteei. É um misto de escritor, memorialista, cronista do cotidiano. Embaixador de Alagoas e da Vida, Chanceler da Alegria e da Esperança, Mestre da Arte do Bom Viver, Carlito Lima é Cidadão do Mundo – Cidadão Honorário do Mundo. Começou pela vida e a literatura foi uma maravilhosa conseqüência. Sabiamente trocou a farda pelo fardão.Ganhamos nós, os leitores”.

O escritor e presidente da Associação Cultural Luso-Brasileira, Bernardino Nogueira assim se expressa: “Dizem os poetas que os sonham comandam a vida e que são uma constante concreta e definida. Pois bem, foi após um abençoado e profundo sonho prenhe de onirismo que Carlito Lima, sentiu-se inspirado para nos brindar com este Nordeste Independente. O estilo descritor de Carlito, ora agitado, impactante e pleno de brejeirice, ora calmo, terno, sutil, envolve o leitor num misto de magia e ansiedade, abastecendo-o de lenitivo otimista, ajudando-o a suavizar desaires do dia-a-dia. Pode-se afirmar que Carlito, à semelhança do ar que respiramos ou da água que bebemos sem lhes dar a importância que merecem, coloca espontaneamente no que escreve a essência do que ele próprio é. Por isso mesmo, a cada dia é alvo de crescente simpatia, apreço e admiração por parte de seus leitores”.

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