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Cláudio Willer, poeta, ensaísta e tradutor, atual presente da União Brasileira de Escritores - UBE.
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Luiz - Como é dirigir a
União Brasileira de Escritores?
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Cláudio -
Se achasse muito ruim, tinha fugido de reeleição. Porém, mais do que dois mandatos consecutivos não dá, vira rotina. Interesse por UBE surgiu por volta de 1980, por achar que deveria institucionalizar mais o que havia então de cultura de resistência contra o autoritarismo. Por isso, envolvi-me em formação de chapa, que, por sua vez,
deu no que deu.
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Luiz -
O que tem realizado a UBE, que
projetos tem desenvolvido?
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Cláudio -
Palestras, debates. Encontros. Congressos de escritores. Jornal O Escritor. Portal na net (vamos conseguir renovar e ampliar!!!) Agora, mais concursos literários (aguarde noticiário para breve, para as próximas horas talvez). Defesa de direitos autorais (numeração, sim, antes tarde do que nunca). Uma coisa que aprendi é que entidades de escritores, desde a criação da Societé des Gens de Lettres em 1836 (por Victor Hugo, Balzac e George Sand, belo time), passando pelo Sindacato Scrittori italiano, a APE portuguesa, o Schriftstellerverband alemão, etc, são parecidas e fazem mais ou menos as mesmas coisas.
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Luiz -
O que ou quem mais tem chamado a sua atenção na Literatura no presente momento?
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Cláudio -
Quantidade de autores com poesia em prosa, prosa poética, imagens poéticas no texto.
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Luiz -
Que projetos - literários, poéticos, etc - está para realizar?
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Cláudio -
Meu livro de poesias, Estranhas Experiências, qualquer hora materializa-se editor. Penso em coletânea de ensaios, o que publiquei em Agulha, selecionando, dava livro sobre literatura e vida. E o que der e vier.
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