A luta das mulheres por seus direitos, independência e autonomia fazem parte de um processo histórico digno de estudos e teorias. Através da historia mulheres fortes, valentes e destemidas enfrentaram e ainda enfrentam a discriminação e o preconceito. Tópicos como: violência, abuso sexual, liberdade reprodutiva, orientação e assédio sexual hoje transcendem as cátedras universitárias e se perfilam como temas de abrangência social.
Matérias polêmicas - antes tratadas como temas distantes dos espaços de atuação social - começam a ser vistas em espaços de direito ocupados pela sociedade civil organizada e trabalhadas desde uma ótica mais ampla, direcionada para temáticas e relações mais Ãntimas, vinculadas ao corpo e aos afetos. Estes processos de apoderamento e reivindicação visibilizam os espaços e os instrumentos de poder que influenciam a determinação do sujeito, sua sexualidade, sua moral e seus desejos.
A luta dos movimentos que reivindicam a visibilidade da mulher de orientação sexual homolésbica enfrenta hoje uma dupla batalha: uma frente à sociedade patriarcal, determinista, estruturalista, centrada na figura da dona de casa submissa ao esposo, mãe dedicada , despojada de autonomia econômica e liderança social. A outra dificuldade dessas mulheres - que lutam por seus direitos ao amor e ao afeto -, é encontrar apoio e solidariedade junto a outros que lutam por direitos semelhantes, e que levam a mesma bandeira colorida do arco-Ãris como sÃmbolo de unidade e diversidade.
O processo de visibilidade das mulheres trás consigo a necessidade social de uma análise dos discursos e das práticas em todos os nÃveis. Os dogmatismos sexuais devem ser expostos, apontados, trabalhados e mobilizados para que a visibilidade seja plena, não somente na área pública, mais sim na sua representação mais importante; a que cada sujeito leva dentro de si, em seus atos e não somente em suas palavras.
Paulo Bonança é Psicólogo (CRP 05/30190).
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales do Chile.
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da famÃlia”.
Membro da ABRAP (Associação Brasileira de Psicoterapia)
Membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana)
Rio de Janeiro, Copacabana. Telefone: (21) 2236-3899, 9783-9766
E-mail paulopsi2000@yahoo.com.br






Gostei da opinião a respeito do homoerotismo feminino. Estou fazendo meu trabalho de monografia a respeito desse tema, mas só que no perÃodo colonial, pois estou me formando em História. Algumas coisas que eu li são muito interessantes e me fez ainda mais me interessar por esse assunto que desde a Colônia era uma problemática e uma pressão terrÃvel sobre a mulher. Se tiver algo a respeito da minha monografia que seja útil para meu trabalho, desde já estou agradecido.
OLA!!!!
TENHO QUE ESCREVER UM ARTIGO NO CAMPO DO HUMANISMO, NÃO SEI POR ONDE COMEÇAR.
SOU ESTUDANTE DE PSCOLOGIA MAS ESTOU NO PRIMEIRO SEMESTRE.
FICAREI MUITA GRATA SE VOCÊ PUDER MI DAR UMA ORIENTAÇÃO.
Parabéns pelo artigo. Sou estudante de psicologia e pretendo me especializar na área da sexulidade humana,gostaria de receber cópia de artigos seus/outros e sua tese.
Abração,
Rosemere