|
22 de September, 2006 as 1:21 am
por Marco Aurélio Mendes da Silva
Resumo
A última década do século XX ficou conhecida como década do cérebro devido aos grandes avanços da neurociência. A tecnologia acabou permitindo que se observasse um entrelaçamento dos processos neurobiológicos e psíquicos, levando a hipótese dualista cartesiana mente-corpo a ser descartada, na medida em que todo processo psicológico passou a ser considerado também um processo biológico , corporal, atuando em cima do tecido nervoso, das sinapses e na neuroquímica do cérebro.
Em função deste tema ser bastante amplo, serão ressaltados neste artigo , as contribuições de Damásio e Ledoux sobre a importância dos processos inconscientes na emoção.
Palavras-Chaves: Cognitivismo. Construtivismo. Emoção. Neurociências. Apego.
Read the rest of this entry »
13 de September, 2006 as 5:33 am
Voltada ao público especializado e a futuros pais e mães, série “A Mente do Bebê”, da revista Mente e Cérebro, examinará desenvolvimento do cérebro e da psique, da fecundação aos 5 anos
Para comemorar os dois anos da revista Mente e Cérebro, líder em seu segmento, a Duetto Editorial lançará em setembro a coleção “A Mente do Bebê”, inteiramente dedicada ao desenvolvimento do cérebro e da psique durante os primeiros anos de vida.
A série, em quatro edições, se dirige ao público cativo de Mente e Cérebro (neurocientistas, psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e profissionais de diversos campos da medicina) e aos futuros pais e mães que querem informação aprofundada sobre o crescimento de seus filhos.
Para atingir esse público, além de campanha publicitária em TVs, rádios, revistas, jornais e mídia interna, a Duetto ocupará pontos de vendas diferenciados, como maternidades. A editora estuda criar a homepage da série, dentro do site www.mentecerebro.com.br, com conteúdo exclusivo retirado das edições.
Seguindo a linha editorial das revista do grupo de Conhecimento da Duetto, “A Mente do Bebê” reunirá artigos de especialistas brasileiros e estrangeiros nos temas abordados – nesse caso, das áreas de neurociências, psicanálise, psicologia, educação e medicina.
Sobre a Mente e Cérebro – www.mentecerebro.com.br
Publicada desde 2004 pela Duetto Editorial, a Mente e Cérebro mantém parceria com a revista alemã Gehirn&Geist. Com circulação de 38 mil exemplares por mês (IVC), a revista fornece informação de qualidade sobre psicologia, psiquiatria, psicanálise e neurociências, em artigos produzidos por especialistas estrangeiros e brasileiros. O grupo de revistas de Conhecimento da Duetto publica ainda as revistas Scientific American Brasil, História Viva, EntreLivros e Diapason, que podem ser adquiridas pelo site www.lojaduetto.com.br.
3 de September, 2006 as 2:13 am
2 de September, 2006 as 9:40 pm
Neste mês estarei debatendo este tema com uma turma de Psicologia da Universidade Federal da Bahia. Devo pautar meu discurso tecendo algumas considerações sobre as bases epistêmicas da Psicologia; a tendência atual do psicólogo comportamentalista migrar para o cognitivismo ou para uma versão híbrida; e fundamentalmente as noções de Comportamento Verbal e Comportamento Governado por Regras que seriam uma das formas do Behaviorismo tratar destes comportamentos privados ou conscientes/inconscientes.
Visitantes serão muito bem vindos. A entrada é obviamente franca.
Informações:
Data - 18 de setembro de 2006, às 9 horas.
Local - Sala 36 da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. Estrada de São Lazaro - Salvador / Bahia.
20 de julhoy, 2006 as 12:51 am
por Rosemar Prota
O diagnóstico de TDAH em crianças é um diagnóstico multi-profissional, requerendo a participação de professores, psicólogos, médicos e, se necessário, outros profissionais da área da saúde/educação.
Crianças cujo comportamento não tem limites não são crianças com TDAH. É preciso diferenciar crianças que não seguem regras por comportamento opositor das crianças com TDAH.
Os critérios do DSM-IV para diagnóstico do TDA/H implicam que os sintomas:
a) têm de estar presentes por pelo menos seis meses;
b) têm de causar problemas de adaptação importantes na criança;
c) têm de estar presentes em dois ou mais ambientes; e
d) não são melhor justificados por outro distúrbio psiquiátrico.
O diagnóstico pode ser feito através de entrevista semi-estruturada com os pais sobre os estágios de desenvolvimento da criança e sobre seus padrões de comportamento, avaliação da criança através de aplicação de testes psicológicos e visita à escola.
Temos como vertente biológica das bases etiológicas do TDAH a possibilidade de alterações em determinado gene ou grupo de genes desencadear o TDAH. Pesquisas a este respeito estão sendo feitas no mundo todo.
Outro campo fértil de pesquisas é o que estuda a comorbidade do TDAH com outros transtornos psiquiátricos, tais como a tendência para o abuso de substâncias.
Os estudos epidemiológicos de todo o mundo indicam a ocorrência do TDAH como um dos transtornos da infância mais comumente encontrados. O TDAH é mais freqüente em meninos. Uma hipótese para isto é que a hiperatividade em meninos chame mais atenção do que o déficit de atenção, mais comum em meninas.
Persistindo na idade adulta, a hiperatividade tende a diminuir, a impulsividade e o déficit de atenção podem continuar causando problemas a seu portador.
O tratamento seguindo o modelo norte-americano é o de medicação. Apesar disto, de acordo com o modelo francês, deve-se evitar o uso de medicamentos psiquiátricos em crianças uma vez que estas não são mini-adultos e tais medicamentos são primeiramente idealizados para o uso adulto. Algumas das diferenças entre adultos e crianças envolvem taxas de metabolismo e taxas hormonais.
A psicoterapia familiar tem sido indicada incondicionalmente. Os pais são instruídos a ajudar seus filhos a se organizarem e a terem maior auto-controle. Daí a necessidade de terapia familiar.
Sobre a autora:
Rosemar Prota é Psicóloga clínica
E-mail: rprota@usp.br
Tel: (11) 9181-8231
13 de julhoy, 2006 as 12:17 am
Tema: QUALIDADE DE VIDA
05 de agosto - 9h30 - Santander Cultural (Rua 7 de setembro, 1028 – Sala Multiuso Oeste) - Porto Alegre.
Essa III Jornada repensa a importância de temas abordados por Cyro Martins, enfatizando a perspectiva humanista e a necessidade do empenho do homem contemporâneo no sentido de extrair o melhor das condições de vida apesar das contradições, dos conflitos no mundo em que vivemos. Daí a escolha do tema - Qualidade de Vida - que, no imaginário cotidiano, se torna uma aspiração e uma idéia a ser seguida, ou mesmo um simples desejo de dias melhores para corpos e mentes atribulados.
O evento é destinado ao público em geral, com entrada franca. Inscrições limitadas, realizadas no local e data do evento. Será cobrada taxa de R$15,00 para quem queira certificado.
Programação e demais informações no site www.celpcyro.org.br
9 de julhoy, 2006 as 6:13 am
Pesquisando sobre uma doença acabei encontrando um site bastante informativo e abrangente - é possível encontrar informações básicas sobre a maioria das doenças, assim como diversas dicas de saúde do tipo: como reconhecer problemas de saúde, tipos e finalidades de exames médicos, especialidades médicas, alimentação e etc. Na dúvida quando procurar um profissional, vale a pena dar uma conferida em: http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/tudo_saude.asp
5 de julhoy, 2006 as 3:23 am
por Bianca Bortolini
Sabemos que desde o início da Psicologia enquanto ciência, apesar de suas várias possibilidades no mercado de trabalho, como Escolar e Educacional, Organizacional e do Trabalho, Jurídica, Hospitalar e outras, o interesse de grande parte destes profissionais continua sendo o exercício da prática clínica.
O exercício profissional do psicólogo inicia após sua graduação no curso superior de Psicologia e posteriormente sua inscrição no Conselho competente. Neste caso, o CRP - Conselho Regional de Psicologia.
Baseada nesta informação, faz se interessante avaliarmos constantemente quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos clínicos.
O mercado de trabalho encontra-se saturado na área clínica, sendo constante a oferta de empregos em outras áreas, principalmente na área de Psicologia Organizacional e Recursos Humanos.
Com a competitividade em alta, resta a cada profissional que estude o máximo possível para que exerça com sucesso sua profissão, bem como se atualize constantemente.
Sabe-se ainda que o marketing é bastante limitado na área da saúde, muitas vezes impedindo maior divulgação, porém o que ajuda sob o ponto de vista de que seus pacientes o indicarão no famoso “boca a boca” para novos pacientes chegarem ao consultório. Sinal de trabalho bem feito!
Outro ponto significativo que não pode ser ignorado é o bom relacionamento com demais profissionais da área ou não. Ao se sub-especializar, limita-se o público-alvo de seus atendimentos. Sendo assim, faz se necessário o encaminhamento a um profissional colega em quem confiamos profissionalmente e eticamente. Para tanto o isolamento dentro dos consultórios tanto discutido em artigos nos confirma sua parte prejudicial, pois este contato é necessário não só para o contato e o encaminhamento profissional, mas principalmente para a troca de experiência e estudos de casos.
Isto facilita para os profissionais que exercem atividade em clínicas inter e multi-disciplinares, contribuindo assim para o crescente conhecimento acerca de nossa prática profissional, para a troca no geral, bem como para a chegada do paciente até o profissional.
Apesar de tudo, no resta confirmar ainda de que seu sucesso na clínica dependerá de seu grau de estudo e comprometimento, tanto para com seu consultório, quanto com a promoção de saúde do indivíduo que está sob tratamento psicológico.
Após a escolha de qual abordagem teórica será seu referencial predominante, estude, atualize-se.
Qualquer outra dificuldade, acomete não só psicólogos, mas também diversas outras áreas, nas quais cada vez mais prevalecem os que exercem seu trabalho com ética, respeito, dignidade e conhecimento.
Sobre a Autora:
Bianca Bortolini é psicóloga clínica em Curitiba-PR. Possui formação em Psicoterapia Breve pela Universidade de Buenos Aires - Argentina. É Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise pela PUCPR e é Afiliada da ABPC - Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva. site: www.biancabortolini.psc.br
email: contato@biancabortolini.psc.br
27 de junhoe, 2006 as 4:02 am
Por Paulo Bonança
Como uma reação frente ao preconceito social, no meio GLS esta se tornando comum, a prática de buscar um terapeuta sintonizado com as necessidades dos seus membros, sejam elas individuais ou grupais.
A busca de um profissional que aceite e acolha a orientação, a prática sexual e o objeto erótico-afetivo do cidadão (ã), GLS como uma expressão da capacidade afetiva dos seres humanos, ou uma expressão natural dos desejos, é fundamental para que ele não se encontre na difícil situação de ser discriminado por este profissional, ou seja, que reedite em seu trabalho o discurso homofóbico social.
Quando trago o tema da “psicoterapia” ou “terapia para gays”, não estou colocando em discussão a homossexualidade ou bissexualidade como causa de transtornos psicopatológicos, já que independente do objeto de desejo, qualquer pessoa poderá apresentar em um determinado momento de sua vida dificuldades em seus relacionamentos, com sua auto-estima, auto-imagem ou outros problemas emocionais e afetivos.
Nos Estados Unidos a APA (Associação Americana de Psicologia), divulgou uma lista com alguns critérios que devem ser observados pelo publico GLS no momento de buscar apoio psicológico. Devido às diferenças culturais, não sou a favor de nenhum tipo de tradução por mais bem intencionadas que sejam, mas enfim, abaixo seguem alguns itens, use seu próprio critério e assertividade.
Com respeito à figura do terapeuta a associação americana recomenda:
- Que o psicólogo respeite e valorize como positivos os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
- Que o psicólogo seja consciente das dificuldades que os membros do grupo GLS enfrentam devido ao estigma social, a violência física e a homofobia, e que estas dificuldades podem colocar em risco o bem-estar e a saúde mental deles.
- Que para o psicólogo, a orientação sexual de tipo homossexual ou bissexual não configura indicadores de enfermidade mental.
- Que o psicólogo seja consciente de suas próprias dificuldades, limitações e preconceitos, e que esteja sempre alerta frente à possibilidade de atuar frente ao paciente.
- Que a homofobia social é um fator relevante na auto-estima e na autopercepção do paciente, e podem afetar a forma com que ele chega a terapia, assim como o processo terapêutico
- Que o conceito de casal e família do psicólogo seja amplo, e não restrito a duas pessoas de sexo oposto.
- Que a revelação da orientação sexual pode vir a ter um impacto negativo na relação do individuo com sua família, compreendendo as possíveis dificuldades que podem surgir tanto para o individuo que informa quanto para os familiares.
Como saber se o psicólogo tem as características mencionadas anteriormente?
Em caso de necessitar apoio psicológico e não conhecer um profissional que trabalhe o homoerotismo de modo afirmativo, as ONG’s, revistas e jornais gays podem ser uma valiosa fonte de informação, assim como amigos que estão/estiveram em processo terapêutico também pode ser de boa valia.
Caso não tenha a quem perguntar, utilize os itens mencionados anteriormente, transforme-os em perguntas. Não tenha medo de perguntar, seja franco e honesto com você mesmo e com as suas necessidades e não aceite menos por parte do psicólogo.
Paulo Bonança é Psicólogo e Sexólogo (CRP 05/30190).
Diplomado em Sexualidade Humana pela Universidade Diego Portales do Chile.
Autor da Tese “A AIDS entre os homossexuais; A confissão da soropositividade ao interior da família”.
Membro da ABRAP (Associação Brasileira de Psicoterapia)
Membro da SBRASH (Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana)
Rio de Janeiro, Copacabana Telefone: (21) 2236-3899, 9783-9766
E-mail paulopsi2000@yahoo.com.br
15 de junhoe, 2006 as 12:52 am
Acontece em Vinhedo (SP), nos dias 2, 3, 4 e 5 de novembro de 2006 o Fórum Paulista da Abordagem Centrada na Pessoa. O Fórum tem como objetivo reunir, num processo vivencial, profissionais e estudantes interessados na abordagem, além é claro de discutir os rumos da pesquisa e práticas da ACP no Brasil.
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site:
www.apacp.org
Maiores Informações também podem ser obtidas pelo e-mail:
forum@apacp.org
|