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Devir
O site da editora é bem completo. Como a Devir
também é distribuidora, optou por um portal
abrangente que apresenta quase todos os títulos do
mercado. E as matérias são ótimas. O site funciona também como um portal sobre quadrinhos,
melhor - inclusive - do que muitos portais propriamente ditos.
Infelizmente, ela insiste em usar um visual escuro, com letras
brancas, o que torna a leitura cansativa. Mas o conteúdo
é bom o suficiente para valer o esforço. Uma
boa novidade é que a editora se deu conta da difícil
legibilidade e já está adaptando algumas páginas
para fundo branco e letras pretas. Faço votos para
que em breve o site inteiro esteja reformulado. |
Devir
Portugal
A Devir também tem um site (ou sítio, como
chamam nossos amigos lusos) em Portugal para falar dos lançamentos
além-mar (em português nativo). Resultado: outro
portal de quadrinhos. Uma curiosidade é que a editora
portuguesa tem lançamentos diferentes da sua vertente
nacional. Por exemplo: a Devir lusa está produzindo uma
nova versão da antiga Chiclete com Banana. A revista
é diferente da que foi publicada aqui pela Circo (entre
outras especificidades, há uma presença muito
maior da obra de Laerte Coutinho). Bom, se nem as publicações
são as mesmas, que dirá o site... |
Devir
Ibéria
Ela também distribui para os países de língua
espanhola e tem um site nesse idioma. Com outras informações
(não é uma simples tradução). São
loucos esses editores... |
Conrad
Outro ótimo portal. Só que a Conrad restringe-se
a falar daquilo que ela edita, o que a torna mais limitada do
que a Devir. Mesmo assim, no que se refere aos lançamentos
da Conrad, o site é supercompleto. A editora foi fundada
por um dos ex-editores da Animal e publica, entre outros títulos,
a série Vagabound (já completa), Draqgon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Sandman, Freak Brothers, Robert Crumb, Joe Sacco, Allan Sieber,
Manara. Chamo a atenção para os álbuns
independentes, que possuem rigor editorial incomparável. |
Via
Lettera
O braço de quadrinhos da Via Lettera é o JP Martins.
Conta o boato que o velho JP saiu da sociedade e, portanto,
a editora parou sua linha de quadrinhos. Mas esse é um
boato extra-oficial. O que foi publicado, publicado está.
E a editora continua vendendo seus títulos como Yoshimbo, Do inferno, Estrada para perdição, Estranhos no paraíso. Recentemente, ela lançou
a mega série Watchmen, desmentindo os boatos sobre
seu afastamento da área de quadrinhos. Resta saber se
foi um último espasmo ou uma real retomada... |
Brain
Store
Do velho e bom Eloir Doin Pacheco (ao contrário do Linus,
em relação ao Charlie Brown, eu adoro esse cara).
O site é muito bem feito com cara de Comics. Aliás,
como era de se esperar de qualquer trabalho feito sob a gerência
do Eloir. A editora lançou Preacher, Homem-Animal, V for vendetta, entre outros títulos maravilhosos.
Eloir, como sempre, é supercuidadoso e obstinado em seu
trabalho. |
UBC
Esta é a pagina não oficial da BC (Bonelli Comics – de Tex e companhia). O site é um grande portal sobre os quadrinhos da editora. Muito bom! Tem versão em português, em italiano (é claro!), em francês, em inglês, em alemão, em espanhol, em catalão, em turco, em croata e em mais 11 línguas (ôh, louco!). Aliás, segundo o fã Yudae, a parte brasileira foi traduzida por Julio Schneider – o responsável pela tradução de Tex para o Brasil. Ainda não confirmei a informação, mas como Yudae é muito cioso do que diz, me adiantei. |
Mythos
A Mythos foi um espécie de racha da Abril. Fundada por
dois ex-editores da casa, Dorival Vitor Lopes e Helcio de Carvalho,
ela publicou grandes títulos da UBC (editora do Sergio
Bonelli): Marvel Comics, Dc e até a Image. Atualmente,
tem terceirizado o trabalho da Panini e centrado esforços
onde Dorival Vitor Lopes e Helcio de Carvalho são, realmente,
bons: no escritório de editoração. |
Panini
O braço brasileiro da editora italiana. A Panini Brasil
é responsável atualmente pela publicação
dos títulos da Marvel, Dc, Wizard e dos magás Lobo Solitário, Éden, Peach Girl, Shin Chan e Slayers. A editora é bem forte
na europa e publica na Itália, França, Reino Unido,
Alemanha e Espanha. Detalhe: o Brasil é o único
país fora do continente europeu. O site traz matérias,
novidades e todos os lançamentos brasileiros. |
Opera
Graphica
A editora é uma união de Carlos Man com Franco
de Rosa, dois dos grandes nomes dos quadrinhos nacionais. O
selo tem abrigado grande quantidade de relançamentos
de HQs consagradas tanto fora, quanto dentro do Brasil. O site não tem fácil acessibilidade, mas tem muita informação
espalhada e escondida. É preciso paciência, mas
vale a pena. |
JBC
Em suas próprias palavras: "a JBC é a maior
editora de mangás do país: A Princesa e o Cavaleiro, Bastard!!, Chobits, Cowboy Bebop, Guerreiras Mágicas de Rayearth, Gunnm, Inu-Yasha, Love Hina, Love Junkies, Sakura
Card Captors, Samurai X, Shaman King, Star
Wars, Video Girl Ai, Yu Yu Hakusho e X."
Sei que é meio arrogante falar de si próprio nesse
tom. Só não causa tanta irritação
porque eles são mesmo. Só a Conrad consegue fazer
frente a JBC. O site dela, porém, é bem
óbvio e não traz tanta novidade... |
Marvel
A editora é conhecida pelos seus principais personagens: Homem-Aranha, X-men, Hulk, Capitão
América, Vingadores, Demolidor, Quarteto
Fantástico. O nome da casa está, também,
vinculado a dois dos grandes nomes do Comics: Stan Lee e Jack
Kirby. O primeiro com quem, aliás, a editora teve uma
série de derrotas judiciais nos últimos anos.
Em seu longo tempo de vida, a Marvel passou por diversos estágios.
Já foi, junto com a Dc Comics, completamente hegemônica
no mercado. Depois, na década de 1990, passou por uma
série crise com vários fiascos comerciais. Atualmente,
tem focado sua atuação na produção
cinematográfica de seus principais títulos. Ela
está passando, editorialmente, por uma excelente fase
com Marvel Millenium. Chamo a atenção para a saga
dos Vingadores, do Homem-Aranha e dos X-men.
O site é um megaportal para os diversos produtos
da empresa. O foco continua sendo os super-heróis e a
menina dos olhos da casa ainda é o espetacular Homem-Aranha (criação da dupla supracitada). O site é na língua pátria da editora: o inglês. |
DC
"É
um quadrinho? É um desenho animado? É uma televisão?
Não. É um cheque de 25 milhões de dólares!"
Com este título, Álvaro de Moya abre seu artigo
sobre o super-homem na "História da história
em quadrinhos". De certo modo a história deste
personagem se confunde com a história da National Comics
(que mais tarde se transformou em Dc Comics). Longa é
a trajetória da editora que lançou não
só o super-homem, como também outro dos grandes
ícones da era de ouro dos quadrinhos: o Batman. A National
teve um lucro excepcional com o super-homem e até hoje
há uma longa polêmica sobre o dinheiro que jamais
chegou às mãos dos criadores do personagem -
Shuster e Siegel. Legítimo, ou não, a editora
faturou milhões e comprou grande parte de suas concorrentes
criando um megaimpério. Para cada editora comprada,
a Dc fazia um universo paralelo. Às vezes, incorporava
alguns personagens ao seu universo principal. Outras, produzia cross-overs interligando estes universos. Depois de
décadas, havia uma confusão tão grande
de Terras paralelas que levou a editora a produzir uma das
primeiras megassagas da história dos Comics: A "Crises
nas Infinitas Terras". Graças a esta saga, assinada
pelo artista George Perez, a Dc pôde reformular suas
histórias e reescrever a origem de todos os seus personagens
em um único universo. Durante muitos anos, a Dc dominou
- junto com sua concorrente, a Marvel - o mercado dos Comics,
mas nos anos 1990 ela passou por uma crise financeira com
conseqüências menores somente graças à
sua compra pela Warner Bross. O site da editora é um
portal que divulga seus principais lançamentos. A Dc
ainda é reconhecida pelos seus maiores personagens: Super-Homem, Batman, Liga da Justiça, Mulher-Maravilha, Laterna Verde, Aquaman, Gavião Negro, Arqueiro Verde, Monstro
do Pântano, Capitão Marvel (há
dois personagens com este nome, um deles é da Dc), Flash. Ainda na década de 1990, a editora ficou
famosa pela reformulação de outra de suas linhas:
a série Vertigo, com personagens que se tornaram
lendários, como Sandman e Constantine.
O site só tem versão em inglês, infelizmente. |
Dark
Horse
No final da década de 1980 e durante todo os anos 1990,
o mercado de Comics sofreu uma grande mudança. As duas
grandes gigantes - que por quase meio século reinaram
soberanas - a Marvel e a Dc, perderam a hegemonia. Uma grande
quantidade de pequenas editoras surgiu nessa época. A
maioria delas sumiu na virada do milênio. Mas uma, em
especial, se manteve: a Dark Horse. A editora terminou se transformando
numa espécie de refúgio do Comics independente.
Hoje, ela agrega os principais títulos de manga, que
são editados nos Estados Unidos (inclusive o famoso Lobo solitário), Sin City (a mais famosa obra
autoral de Frank Miller), Conan (ex-produto da Marvel
Comics), Herlboy, Star Wars, Incredibles (Os incríveis, da Disney), B.P.R.D., entre outros
títulos. O site não tem um visual muito
atrativo, mas possui algumas entrevistas interessantes, um release
de cada título e algumas resenhas boas, mas é
preciso dominar o inglês (único idioma no qual
o site está disponível). |
Globo
O site é fraquíssimo e praticamente só
serve para vender assinaturas. Entretanto, durante os anos 1980
(quando eu comecei a colecionar quadrinhos) enquanto o mercado
americano era dividido pela Dc e pela Marvel, aqui no Brasil
nós só tínhamos a RGE (atual Globo) e a
Abril Cultural nas bancas. As duas disputaram bastante o material
das gigantes americanas. Além da Marvel e da Dc, RGE
publicou o Recruta Zero, Fantasma, Gasparzinho, Mandrake, Tex, entre outros títulos. Quando
as organizações Globo (das quais a RGE era o braço
de revistas) adquiriram a Editora Globo do Rio Grande do Sul,
ganhando o direito à marca também no ramo editorial,
a editora conseguiu tirar o Maurício de Souza do catálogo
de sua rival. Hoje, sua atuação no mercado de
quadrinhos restringe-se às publicações
dos estúdios Maurício de Souza, O sítio
do Picapau Amarelo e o Menino Maluquinho, de Ziraldo. |
Abril
O site traz alguns breves releases das publicações
que estão sendo colocadas nas bancas. A história
da Abril está fortemente vinculada aos quadrinhos. Na
década de 1950, a Abril começou a publicar o conteúdo
Disney no Brasil. Ela foi responsável por um estúdio
que reuniu importantes nomes do quadrinho nacional. Há
uma forte polêmica sobre o peso do anonimato ao qual a
editora e seus sócios americanos infringiram aos criadores
brasileiros. Sabe-se que quase todas as histórias envolvendo Zé Carioca, a Patada e Urtigão foram produzidas no Brasil, mas não se sabe por quem.
Há, inclusive, personagens criados em nosso país,
como o Biquinho. A editora também foi responsável
pela perseguição que retirou Álvaro de
Moya do mercado. Ela se tornou hegemônica no mercado de
quadrinhos de banca brasileiro durante os anos 80 e 90, tendo
como adversária apenas a RGE (que se tornou Globo) e
uma pequena concorrência da Bloch. A queda da editora
coincide com a morte de seu fundador: Victor Civita. A Abril
produziu inúmeros títulos da Disney, do Maurício
de Souza, da Marvel, da Dc, da Turma da Luluzinha, de
Hanna-Barbera, da Turma do Picapau. Atualmente, seu braço
de quadrinhos restringe-se ao material Disney (incluindo Os
incríveis), Witch e Spaw. Um legado
pequeno, para quem foi gigante. |
Outras
editoras brasileiras
Há algumas editoras nacionais que, acredito, merecem
menção num guia de quadrinhos, mas cujos site não tiveram a preocupação de trazer nenhum
material específico, além do respectivo catálogo.
A primeira é a Zahar,
que recentemente tem traduzido material francês. Aliás,
aproveito para fazer uma breve observação: a França
(tal qual o Japão) produz uma quantidade absurda de quadrinhos
de excelente qualidade (os franceses são quase um mundo
à parte no que se refere aos álbuns de quadrinhos).
A imensa maioria, infelizmente, não chega ao nosso país.
Atualmente, a JBC e a Conrad têm feito um excelente trabalho
com o material nipônico. Espero que a Zahar faça
algo semelhante com os quadrinhos franceses. Por enquanto, ela
tem lançado os álbuns do indiano Smudja (que romanceia
histórias com os grandes pintores do século XIX),
a obra de Proust em quadrinhos (de Stéphane Heuet), o Pequeno Vampiro (de Joann Sfar) e o Gato do Rabino (do mesmo autor). A segunda editora possui valor histórico:
a LP&M. Quando
quase nenhuma editora se aventurava a produzir álbuns,
entre a extinção da antiga Cedibra e o surgimento
da Via Lettera, a LP&M fez um trabalho hercúleo e
abasteceu as livrarias com excelentes títulos, desde
os nacionais: Avenida Brasil, As cobras, Rango;
até os internacionais: Manara, Crepax, Hagar, Garfield, Peanutus. Foram quase 15 anos em que ela esteve
praticamente sozinha. A terceira editora é uma das gigantes
do mercado editorial: a Record.
Quando o velho Ota (Otacílio D'Assunção)
ficou orfão da antiga Vecchi, foi acolhido pela Record.
Durante os anos 90, a editora produziu - além do antigo Asterix - MAD, Love & Rockets, Martin
Mistére, Diabolik. Atualmente, ela só
mantém o gaulês em seu catálogo. A quarta
editora é a Martins
Fontes, responsável pela tradução
da obra de Quino no Brasil. Durante a década de 1980,
ela dividiu um pouco do trabalho da LP&M pelo selo Opera
Gráfica e lançou alguns títulos como Manara,
Guido Crepax, Bilal, entre outros. A quinta que não pode deixar de figurar nesta lista é a Companhia das Letras, não só por publicar parte da obra do mestre Will Eisner e alguns títulos independentes, mas, principalmente, por trazer de volta ao mercado brasileiro o belga Tintin. A última editora que
irá figurar nesta lista é a Olho
D'Água. A editora é pequena e só
tem um título de quadrinhos em seu catálogo: Deus,
segundo Laerte. Alguns podem me perguntar por que eu a coloquei
aqui. Bem, Deus é Deus, é tudo que posso responder. |
In
Memoriam
Termino esta seção citando algumas outras editoras
que deixaram sua marca na história dos quadrinhos no
Brasil, mas que o tempo acabou levando. A primeira é O Malho, que lançou a famosa Tico-tico.
Grande marco do mercado de quadrinhos brasileiro do início
do século passado. A segunda é a Ebal,
de Adolfo Aizen. A editora foi pioneira e deixou um legado gigantesco.
Aizen produziu uma grande quantidade de material nacional e
preparou muitos dos artistas brasileiros. A editora adaptou
várias obras literárias para o formato de quadrinhos
e fez uma infindável quantidade de dramatizações
de momentos históricos. A Ebal também publicou
material da Marvel, Dc, Faroeste e personagens como o Príncipe
Valente, Tom e Jerry, Pica-pau, Rintintin, Lassie, Pernalonga, Tarzan, Buck Rogers, Joe Sopapo, Joel Ciclone, Flash Gordon, Mandrake, Dick Tracy, Fantasma, Zorro. Aizen reuniu
um grande acervo de quadrinhos que disponibilizou ao público
em uma biblioteca aberta na sede da editora. Em minhas lembranças
de infância, uma das mais marcantes eram minhas visitas
ao "mercado de revistinhas" que a Ebal também
mantinha em sua sede. Outra editora que não poderia deixar
de constar nesta seção é a velha Vecchi (me desculpem a redundância). Tendo Otacílio D'Assunção
como principal editor, a Vecchi publicou Tex, MAD, Brasinha, Ken Parker, Diabolik e serviu
de amparo e estímulo aos artistas brasileiros de terror.
Abro ainda uma homenagem a Grafipar que, numa tentativa
inovadora, publicou o material de uma cooperativa de artistas
brasileiros. Durante o período militar, tivemos também
a Codecri publicando a fantástica obra do mestre
Henfil: Os fradins. Incluo nesta seção,
é claro, a antiga Bloch, que publicou o material
da Marvel Comics no final da década de 1970, com um desastroso
trabalho de colorização que subvertia todos os
personagens da editora americana. Entre as piores aberrações,
cito a capa rosa com armadura amarela do Doutor Destino.
Mas, por outro lado, a Bloch também foi importante pelo
excelente material brasileiro publicado sob o título
das revistas Os Trapalhões. E não me atreveria
a esquecer a Cedibra, que por muito tempo foi responsável
pelos álbuns de Asterix e Mortadelo & Salaminho em nosso país. Em seus momentos derradeiros, a editora
se aventurou ao mercado de banca e publicou Lobo Solitário, American Flag, Baddger, Green Jack, John
Sable e Tartarugas Ninjas. Infelizmente, para os
brasileiros, foram os últimos espasmos da Cedibra. Fechando
esta seção, homenageio a D'Arte, do mestre
Rodolpho Zalla, que durante duas décadas continuou publicando
o material de terror nacional em seus dois únicos títulos: Calafrio e Mestres do Terror. |
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