Em 1940, com o advento da Segunda Guerra e com o sucesso do super-homem (publicado em 1938) os Comics norte-americanos entraram na chamada era de ouro. Todos os heróis criados nessas fases tinham superpoderes e por isso passaram a ser chamados de super-heróis. Indo contra a tendência (como sempre), Will Eisner criou The Spirit, uma das maiores obras dos quadrinhos. Spirit era um herói. Não possuía nenhuma força sobre-humana. Também não tinha nenhuma mente superdedutiva. Tampouco possuía apetrechos tecnológicos capazes de feitos inacreditáveis. Era só um detetive dado como morto em um acidente. Aproveitou-se de seu falso óbito para andar incógnito pelo submundo do crime. E foi assim que passou a protagonizar suas histórias. Para agir, usava uma pequena máscara, que mais tarde Eisner confessou ter sido uma exigência dos editores de seu syndicate (espécie de agência americana que comercializa as tiras em quadrinhos publicadas nos jornais) com a qual nunca se adaptou. Achava essa máscara ridícula e preferia ter feito seu personagem sem ela.
Eisner escreveu as histórias de Spirit até 1942, quando o deixou na mão de ghost writers para dedicar-se a material de propaganda americana na Segunda Guerra (na verdade, escreveu um sem-número de manuais técnicos para os soldados). Voltou a trabalhar em Spirit em 1945. Há uma nítida mudança entre as duas fases do herói. Permaneceu com ele até 1952.

O trabalho de Spirit rendeu a Eisner a alcunha de Orson Wells dos quadrinhos. É que tal qual a revolução que Wells fez no cinema com a obra Cidadão Kene, Eisner fez nos quadrinhos com Spirit. O trabalho de luz e sombra e os enquadramentos cinematográficos feitos nas histórias do personagem são incríveis mesmo para os tempos atuais. E não foi só a arte que Eisner revolucionou, a própria narrativa concebida pelo autor no modo de desenvolver os roteiros também o distinguia de tudo que havia sido feito até então. Talvez só Al Capp tivesse chegado a tamanha revolução (com o personagem Ferdinando).
O nome de Eisner e seu personagem estão imortalizados nas histórias da HQ. O autor manteve uma relação afetiva e profissional com diversos países, entre eles o Brasil. Essa relação iniciou-se em 1951, quando Álvaro de Moya e outros organizaram o primeiro evento internacional de quadrinhos e pediram alguns originais de Eisner para exposição. Depois disso, Eisner esteve aqui em mais de uma oportunidade, sempre ajudando no desenvolvimento da arte seqüencial, trabalho para o qual escreveu uma das melhores obras de todos os temos (a narrativa da arte seqüencial). Faleceu no início de 2005, quando seu nome já havia sido dado ao maior prêmio de Quadrinhos norte-americano (quiçá mundial): O Eisner Award.
Guia de compras
Não encontrei nada do próprio Spirit na Submarino, mas tem alguns albúns muito bons do mestre Eisner. Fiz um apanhado dos melhores com suas respectivas contextualizações. Creio que pode ser um bom guia para quem pretende conhecer o autor.
A matéria do BricaBrac
O visual do site é interessante e ele informa ter feito uma pesquisa ampla sobre o personagem. Disponibiliza uma capa do que parece ser todas as revistas do Spirit lançadas no País. Tem um ótimo texto de abertura, apesar de sucinto, e ótima biografia de Eisner. Há ainda uma página com a sinopse de todos os personagens que compuseram a obra de Spirit.
A matéria na Mundo HQ
A matéria fala sobre o relançamento do personagem pela DC. Apesar de ser um pouco antiga, ela é interessante. Não revela nenhuma grande novidade sobre o personagem, mas conta sobre as circunstâncias em que ele foi escrito e por que parou, apesar de seu sucesso. É boa fonte para pesquisa e curiosidades. Os dados são confiáveis. Só é bom ter cuidado com a declaração de Eisner sobre por que parou de desenhar o personagem. Apesar de verdadeira (a declaração) o artista não a fez sozinho. Contou com a ajuda de um time de primeira, principalmente durante o tempo em que esteve na 2ª Grande Guerra desenhando quadrinhos.
Página no Geocities
Excelente texto sobre Eisner. Apesar do o site estar desatualizado, na parte sobre o Spirit ele é excelente, descrevendo bem as características e as histórias do personagem. O visual não é bom, como é comum em páginas independentes, mas, sem dúvida nenhuma, é uma excelente fonte de consulta.
Relançamento do Spirit resenhado pelo Terra
O Cibercomix resenhou as novas histórias de Spirit feitas por artistas contemporâneos. A resenha é breve, puxa bastante a brasa para os novos artistas, mas apresenta bem o peixe e traz algumas revelações interessantes.
Crosswover com Batman e a nova série
Matéria do Omelete falando sobre a nova série de Spirit planejada para o próximo ano, com texto de Jeph Loeb e desenhos de Darwin Cooke. Os dois devem lançar também um crosswover do personagem com o Batman.
O filme
Matéria do Sobresite sobre o filme roteirizado por Jeph Loeb que está em andamento. A matéria traz várias novidades sobre o filme. Só espero que este vingue.

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eu adorei saber quem era o SPIRIT
me a judor muito no meu trabalho
OBRIGADO
DE: JOYCINHA