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Bruno Cruz
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PERSONAGENS

Super Homem

Action Comics 1 a estréia do super-homemÉ famosa a história de Siegel e Shuster. Em 1935 os dois estudantes criaram uma série de tiras que foram recusadas por todos os syndicates norte-americanos por serem fantásticas de mais. “O público nunca engolirá está história” diziam os editores.

Liebowitz, editor da primeira revista de histórias completas, resolveu comprar o personagem e editá-lo em formato comics em uma aventura da Action Comics. O sucesso foi instantâneo. Em menos de um ano o personagem já tinha uma revista própria com tiragem de 1.400.000 exemplares. O super-Homem reformulou o conceito de herói e abriu uma nova era: a era de ouro dos quadrinhos.

Christopher Reeve e George Reeves

A partir de então todos os heróis criados tinham que ter superpoderes. O Super-Homem se transformou no grande símbolo e exemplo da era. Rendeu uma fortuna. Virou filme (por diversas vezes), séries de TV, desenhos animados e gerou um lucro fabuloso. Foi responsável pelo primeiro megacachê do cinema (Marlon Brando que cobrou 7 milhões de dólares por uma breve aparição no primeiro filme em que Christopher Reeve fez o Homem de Aço).

Tornou-se mais conhecido do que Jesus Cristo. Nos quadrinhos, liderou a Liga da Justiça na fase de ouro. Mas teve sua história reformulada por John Byrne, que inverteu o papel de super-herói após a nova era fundada nos anos 1980 por Cavaleiro das Trevas. Na fase nova, o Super-Homem não consegue vencer o magnata Lex Luthor. Suas histórias são uma eterna tentativa de desmascará-lo. Extremamente crítico, John Byrne colocou o herói como um ingênuo idealista incapaz de fazer qualquer coisa fora do seu rigor ético. E por isso mesmo incapaz de vencer o poder do capital. Mas tanto melhor, pois se George Lucas estiver certo, ceder ao lado negro da força corrompe a alma. O que seria do Super-Homem se ele permitisse a si um pequeno deslize ético? Provavelmente se tornaria um perigoso tirano em um curto período de tempo. Ei, será que há alguma metáfora com a hegemonia americana no mundo?

Só para constar: o pobre Super-Homem também foi atingido pela tirania da Image (desenho em detrimento do argumento) e passou por uma fase terrível na qual morreu, ressuscitou, se tornou quatro, voltou a ser um e hoje se recupera de um tenebroso inverno.

filme do Super-homemDa história do Homem de Aço, o mais triste foi o fim de Siegel e Shuster que mal viram a cor do dinheiro gerado por sua criação. O primeiro morreu cego com uma mísera pensão de 20 mil dólares anuais. Ainda assim por pressão dos fãs na Warner Brothers, atual proprietária dos direitos do personagem. Shuster, por ironia da vida, terminou sendo entregador do correio. Muitas vezes levava encomendas para o prédio da DC, no qual novos artistas desenhavam o personagem por ele criado. Faleceu em julho de 1992.

Guia de compras
O homem de aço tem bastante material disponível na Submarino. Aliás, há um portal especial dentro do site só para ele. Neste link, cito algumas dessas obras com os respectivos comentários e fiz também um atalho para a pagina do super no portal.


« índice de personagens

13 comentários sobre esse artigo:

  1. Shaw escreveu:

    na primeira figura ali! o cara do lado esquerdo nao eh o Christopher (se foi isso q vc quis dizer).
    esse carinha ae é o Brandon Routh, o novo super.

    muito legal a sua iniciativa!
    parabéns!

  2. BrunoCruz escreveu:

    Tem toda razão, Shaw.
    Puxei o arquivo errado na hora de montar a legenda, e não me dei conta. Te agradeço o toque. Já está corrigido
    Vou deixar seu scrap alguns dias e depois vou apagá-lo para não confundir os novos leitores.
    Abrcs
    Bruno Cruz

  3. Augusto escreveu:

    Abaixo das fotos dos dois atores, vc escreveu “Christopher Reeves e George Reeves”. Bem, o Christopher é só “Reeve”, sem o “s” no final do sobrenome, ao contrário do George, que é “Reeves” mesmo…

  4. Bruno Cruz escreveu:

    Te agradeço a força Augusto
    Aliás, deixe-me salvar o Marcos Roque. Ele não revisou as legendas do guia. Estou encarando vários problemas por isso. Mas eu precisei cumprir os prazos de postagem do site e não podia fazer essa seção sem imagens nem as imagens sem legendas.
    Pegando outro problema, me dê um toque (a casa agradece).

  5. Martins Pessôa Regis Júnior escreveu:

    Algumas coisas são bem interessantes em relação ao personagem “Super-Homem”:

    1. O Nazismo tinha uma idéia de criar “super-homens”, a partir do arianismo, e a própria idéia do “super-homem” foi lançada por Nietzche, na obra “Super-Homem-Acima do Bem e do Mal”;
    2. Kal-El, o personagem Super-Homem, vem de um planeta chamado “Krypton”, palavra grega que significa “Oculto” (principalmente em Marcos 4.22), numa chuva de meteoros, bem parecida com a narração de Isaías 14.12, Lucas 10.17 e Apocalipse 8.11, onde é chamado de Absinto, planta cuja essência é venenosa;
    3. Na série “Smallville - As Novas Aventuras do Superboy”, vemos um Kal-El/Clark Kent totalmente indeciso quanto à sua vocação, sempre em dilema entre ser um ser humano normal e viver um romance com a sua amada Lana Lang, para quem não abre seu “segredo” ou seguir seu “destino” de se tornar o dominador da Terra, como requer seu pai, Jor-El, que parece ser dotado de um senso de justiça “intolerante”.
    Mesmo que pareça uma “teoria da conspiração”, analisar o personagem Super-Homem sob esses três aspectos, principalmente os de número 1 e 2, nos faz entender qual é a mensagem subentendida nos filmes e na mini-série.

  6. Bruno Cruz escreveu:

    Martins,
    Sinto uma leve influência dos textos de Adorno e Horkheimer no seu discurso (os dois pensadores da comunicação da Escola de Frankfurt que escreveram o texto A indústria cultural: o esclarecimento como mistificação das massas no livro Dialética do esclarecimento). Os autores escreveram esse texto logo depois da segunda guerra. Como ambos eram judeus recém escapados do holocausto era natural que tivessem uma visão bem pessimista sobre os meios de comunicação, afinal Goebbels (ministro da propaganda de Hitler e seu sucessor) soube usar a mídia como poucos em sua época. Cinema, literatura e os jornais foram um forte alicerce para os ideais nazistas, sem dúvida nenhuma.
    Mas queria relativizar seus argumentos (perceba que não os estou negando, apenas relativizando). Sua interpretação do super-homem tem fortes adeptos. Dentre eles, Allan Moore que fez uma referência explícita ao super-homem em Watchmen como representando a supremacia estadunidense. Essa referência aparece no personagem do Dr. Manhattan. Um jornalista afirma (em relação ao Dr. Manhattan): O super-homem existe e é americano. A partir daquele momento, os super-poderes do Dr. Manhattan são usados para fins bélicos e têm como principal função manter a força política dos Estados Unidos no mundo.
    Outra obra contemporânea de Wacthmen na qual o homem-de-aço também foi usado para fins políticos de supremacia americana é Cavaleiro das Trevas. Nela os super heróis são proibidos de trabalhar. O único que permanece secretamente na ativa é o próprio super-homem, ora atacando países, ora perseguindo outros heróis. Sempre subordinado ao poder político.
    Até aqui estou reforçando sua idéia. Claro, não discordo que o super-homem representa a supremacia americana. Mas, diferente do que pregaria Adorno em seus escritos pós-guerra, isso não é um caminho de mão única. Não creio que Shuster e Siegel ao criarem o homem de aço, estivessem intencionado convencer ninguém disso. Eles simplesmente acreditavam na superioridade (ou supremacia) dos Estados Unidos. O sucesso do homem-de-aço não foi um plano mirabolante. Ao contrário, o personagem foi recusado por vários Syndicates (indústria de quadrinhos americana) justamente por ser poderoso demais e “difícil” de dar certo.
    O que aconteceu foi justo o oposto do que você está defendendo. O super-homem incorporava bem o pensamento social da época e os editores é que não percebiam isso. Shuster e Siegel estavam antenados com o seu tempo. Eles conseguiram exprimir no paradigma do homem-de-aço aquilo que era a esperança não só da população americana como também de todo o mundo ocidental. Em 1939 o mundo tinha toda sua esperança voltada para os Estados Unidos (ou para a Rússia). Estes eram os únicos países capazes de deter o poderio militar de Hitler. Se eles falhassem, o mundo sucumbiria ao nazismo. O super-homem foi a encarnação dessa esperança de supremacia. Houve outras, mas ele era a melhor representação dela.
    Em 1949, depois da derrota alemã, o super passou a incorporar a esperança de superioridade em relação ao perigo vermelho: A Rússia. E depois de 1986 (com a Perestroika e o fim do comunismo) a supremacia americana saiu de moda. Talvez ela retorne com o perigo Bin Laden. Talvez não.
    Aonde foi que eu relativizei seu pensamento então? Creio que você está pensando o super-homem como um esforço de convencimento por parte da industria cultural. Como se houvesse alguém arquitetando como moldar a cabeça da população. Mas talvez esse seja um caminho de mão dupla. A população, quando está convencida de que os poder americano precisa calar os adversários pela força, o homem-de-aço ganha popularidade. Quando ela não está convencida, ele perde. Não é o homem de aço quem passa a mensagem. Ele só incorpora o ideal. Ou pelo menos essa é a minha opinião sobre o assunto.
    Desculpa ter me estendido tanto.
    Abrcs
    Bruno

  7. Bruno Cruz escreveu:

    Oi Martins
    Não resisti. E resolvi polemizar de novo (rsrs)
    Penso que o super-homem nietzscheano , ou Übermensch, é o oposto do homem de aço. Vou te convidar a reler Para além do bem e do mal e verificar se minha visão da obra de Nietzsche tem fundamento.
    Übermensch é um conceito de superação da moral cristã. Ao contrário do que se pregava na época, Nietzsche defendia que o homem tinha que romper com os grilhões da moral e se tornar livre para agir de acordo com os seus desejos. Mas isso não significava um homem egoísta. Significaria um homem de potência. Um homem que tivesse vontade própria e coragem para realização.
    Uma boa interpretação do übermensch seria a revolução sexual, na qual homens e mulheres se tornaram livres para se realizar plenamente de acordo com seus desejos. O conceito de übermensch aproxima-se mais (se quisermos nos manter no âmbito da metáfora quadrinho/animação) ao cruel plano de Buddy Pine em Os Incriveis, no qual TODA a população da terra se transformaria em super-heróis (cruel do ponto de vista de Beto que quer continuar sendo superior ao homem médio).
    Nietzsche estava lutando contra o fundamento moral dos fortes que precisam defender os fracos e que de certa forma legitima o fraco ser fraco e o forte ser forte. Ele luta por uma sociedade onde todos são fortes (Não pela eliminação do fraco, mas pela superação da fraqueza). A superação da fraqueza deveria vir do próprio homem que se vitimiza. Ele tem que deixar de se ver como vítima e passar a se ver como ser capaz de realizar-se plenamente. E o forte deveria deixar de se pensar como forte e passar a se pensar como auto-realizador. Para Nietzsche, se conseguíssemos romper com a moral de que o forte precisa ajudar o fraco, naturalmente perderíamos essa noção de superioridade e o homem como um todo se tornaria übermensch, ou seja, capaz de realizar seu desejo de potência.
    Se eu estiver certo, super-homem é o anti-übermensch, pois ele reafirma a moral inversa de que os fortes precisam salvar os fracos. Aliás, qualquer super-heroi é (por essa ótica) um anti-übermensch.
    O nazismo também subverteu a idéia original nietzchiana. Ao perseguir os que eles consideravam fracos, os nazistas reforçavam a idéia de forte x fracos ao contrário de superá-la. Não há fracos e fortes. Essa talvez seja a melhor essência de übermensch (ou pelo menos da minha leitura de para além do bem e do mal).
    Por fim, um detalhe interessante – que talvez apimente a discussão – Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler. Acusou o super-homem de ser judeu e chegou a demonstrar que o símbolo do kripitoniano era na verdade um estilização da estrela de David. O site quadrinex (http://hq.cosmo.com.br/TEXTOS/quadrindex/qsuper_homem.shtm) fala de um estudo publicado em maio de 1996 no Jerusalem Post que afirma a mesma tese. Não tenho opinião a respeito, mas lembro que Nietzsche acusa o judaísmo e o cristianismo (que julga ser uma continuação do primeiro) matou a capacidade de realização humana ao instituir a idéia de fraqueza e culpa.

  8. Prezado Bruno, adorei as respostas que você mandou, pois reforçaram ainda mais o pouco conhecimento que eu tinha a respeito do Nazismo e da sua crueldade em relação à própria idéia que temos de Sociedade. Então, se a visão de Nietzche era a de o “super-homem” transpor os “limites da moral”, como você explicou, então, realmente, os criadores do Superman tentam, de alguma forma, sobrepor seu personagem da visão nazista, que nada mais é do que uma recriação da visão Sodomita-Cananita, que tinham como características mais marcantes a perversidade moral e sexual. Infelizmente, hoje vemos que o intuito de Nietzche está tomando força em nossa Sociedade, em diversos aspectos. Fico grato pelas “polemizações”, que, na verdade, serviram para esclarecer e reforçar ainda mais o meu ponto-de-vista a respeito de diversos assuntos, que não estão na pauta desse comentário. Um abraço e que Deus lhe abençoe muito.

  9. LUIZ ROCHA escreveu:

    Discordo numa coisa,as cenas de voo do Filme Superman de 1978 na telona parecem muito mais naturais que a do novo, na telinha é que se perde a noção de profundidade.

  10. prot escreveu:

    A reportagem da a entender que o superman é algo inédito , o que não é.

    Superman é uma copia escarrada de todos os herois das pulp, em especial o DocSavage , the shadow e o fantasma.

    A roupa colante com short ou cueca por cima vem do fantasma, o nome “clark kent” vem de docsavage que se chamava clark savage, o nome da namorada do the shadow se chama Senhorita lane, no caso margot lane , dai criaram a lois lane.

    DocSavage tinha sua base no artico feita de gelo e chamada “fortaleza da solidão”, o superman tambem tem a mesma coisa nem o nome dela mudaram.

    Não ha nada de novo nem inedito no superman que é um personagem de pulp fiction dos anos 30 , depois mais tarde ele migrou para os personagens semi-deuses da era de prata como o lanterna verde, ou surfista prateado da marvel.

  11. Thaigo escreveu:

    achei muito interasnte o qrquiuvo que voces piblicarm neste saite porque e muit importante para a gente saber das Historia que nossos páia ouviram FALAA

  12. mardony escreveu:

    o superman e um desenho muito legal que
    ajuda a deixa mas crianças em casa

  13. Dona Xixica escreveu:

    noosaa esse super homen é de 1900 e bolinhaaa.hsauhsau

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