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 Reggae
Alexandre Frassini
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E o reggae sobreviveu...

Ainda lembro como se fosse hoje, o dia que estava em uma discoteca que ficava no Tiro ao Pombo, na Vila Brasilândia, zona Norte de São Paulo e ouvi as batidas de Is This Love e perguntei para um amigo bem mais velho do que os meus 8 anos, de quem era aquele som e ouvi de resposta..... Bob Marley. A discoteca existiu e eu “penetrei”seus bailes algumas vezes, a música realmente tocava, só não me lembro desse amigo... Noutras vezes lembro das aulas de capoeira que tinha com meu tio Jefferson, nos Filhos da Bahia do grande Aberre, na Avenida Itaberaba, Freguesia do Ó, também na zona N de Sampa. Como era gostoso jogar capoeira, mesmo sabendo que a sociedade da época já tinha a dedução ilógica de quem praticava tal arte era ou seria um marginal. Era a época dos bailes do Blackmad e da ChicShow, e eram tempos de discriminação e repressão. E eu com meus pequenos olhos via o tempo passar... Vieram as novas tendências, os novos ideais, as novas tribos, os falsos profetas. O tempo passou e hoje o mundo mudou. Jogar capoeira virou moda. Forrozearam o Reggae. Sabotaram as discotecas. E os marginais de hoje são formados, com mestrado e doutorado.

Mas graças a Deus, ainda temos a memória, e é dessas lembranças alimentamos nosso coração e os nossos ideais. Álias, os ideais do Reggae estão mais vivos do que nunca. Os profetas do Reggae sobreviveram e infiltraram sorrateiramente nos dias de hoje seus mensageiros, como Jai Mahal, Fauzi Beydoun, Edson Gomes, Leo Vidigal, e tantos outros que não deixam o passado passar.

Esse guia é só mais um instrumento desses mensageiros. Foi criado para o conhecimento e satisfação dos seus seguidores e é dedicado aos Rastafaris que sobreviveram, e a todos os amantes do verdadeiro ritmo de Jah, o Reggae jamaicano, brasileiro e do mundo...

Sou Alexandre Frassini, tenho 31 anos, sou paulista, moro em Osasco. Compositor, amante da natureza, integrante dos movimentos culturais da cidade de Osasco, lutando para terminar a faculdade de Letras que tive que interromper no 2º ano. De bem com a vida e encarando os desafios que ela me dá.

Julguem-me aqueles que verdadeiramente me conhecem e não aqueles que falsamente me vêem.

Um abraço a todos e que Jah nos proteja...

Alexandre Frassini

 

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