Gevaerd - Como isso ocorreu? Seria por algum tipo de telepatia seletiva?
Mário Rangel - Pode ser. Talvez até mesmo por algum microtransmissor instalado anteriormente nele. O coronel Uyrangê Hollanda supunha ter um implante, mas se suicidou antes da hipnose que desejava que eu lhe fizesse. Será que tinha mesmo esse implante, e para que serviria? Isso foi verificado por nossas autoridades? Sem ter pressa, uma civilização muito mais adiantada que a nossa pode ganhar uma guerra sem um tiro ou raio mortal. Basta acionar um computador que provoque dor, estado contemplativo, desânimo, ou medo, na minoria de líderes, previamente implantados.
Gevaerd - Você acredita que os ETs selecionem seus abduzidos ou eles os escolhem con-forme seus interesses momentâneos?
Mário Rangel - Após tantas pesquisas, durante tantos anos, e comparando tantos casos, agora colocados ao conhecimento do público através do livro, parece que há alguns padrões não rígidos, mas preferenciais, que estão sendo seguidos, pelo menos no Brasil. Um deles é o tipo sangüíneo, onde parece haver uma preferência. Os percentuais de uma coletividade mediana e o comparativo com os abduzidos são apresentados em Seqüestros Alienígenas: Investigando Ufologia com e sem Hipnose. Os abduzidos quase sempre são facilmente hipnotizáveis, e atingem o estado sonambúlico, o mais profundo que conhecemos. Mas eles já eram assim antes ou ficaram dessa forma durante as abduções? Outra curiosidade é de natureza racial. Os ETs parecem ser racistas. Eu levanto a questão e peço que outros pesquisadores no Brasil ou exterior verifiquem com um número maior de abduzidos. Talvez será fácil saber o tipo sangüíneo dos atacados pelos "Chupa-Chupa" no norte do Brasil. Num dos casos pesquisados, acompanhado por um eminente ufólogo e editor, um UFO pousou duas vezes, com uma semana de intervalo, à pequena altura, sobre um apavorado microempresário, mas seus pés não saíram do chão. Por quê? Ele não atendia as condições básicas para ser abduzido?
Gevaerd - Em sua opinião, quantos grupos de alie-nígenas estariam operando em nosso planeta e qual é a diferença entre seus comportamentos?
Mário Rangel - Minhas pesquisas identificaram muitos tipos de ETs. Baixos, medianos, altos, carecas, cabeludos, barbados, imberbes, horrorosos, feios, normais, bonitos, etc. Tem de tudo, como era de se esperar. Se na Terra há tantas variações, no Universo é previsível que haja muito mais. A telepatia é a forma habitual de comunicação. Todos eles tratam os terráqueos como tratamos os animais. Gentil convite para visitar as naves, nas minhas pesquisas, não aparece. O que há mesmo é o seqüestro, um crime hediondo perante nossa lei. E não precisa de anestesia. Vai com dor mesmo. Exatamente como fazemos para castrar e marcar animais. Só que os ETs nem precisam gastar dinheiro com anestésicos químicos, poderiam fazer a anestesia hipnótica, gratuita. Informação útil, nenhuma. Presentinho, nenhum. O que o abduzido ganha é um implante introduzido com dor, os traumas e as fobias que carrega através dos anos.
Gevaerd - Temos que nos preocupar com ETs eminentemente hostis?
Mário Rangel - Em meu entendimento devemos pesquisar se em alguma coisa somos mais fortes do que os ETs. Em minhas viagens sempre me incomodou muito constatar que importantes conhecimentos de povos antigos foram totalmente perdidos pelo choque com civilizações mais adianta-das. As gigantescas pedras no alto do morro onde foi construída Machu Picchu, encaixadas com absoluta perfeição umas nas outras, exigiram conhecimentos que foram perdidos. Os crânios dos guerreiros incas do Peru, com mais de uma perfuração a ouro, comprovando que sobreviveram à primeira, demonstram que os conhecimentos cirúrgicos eram muito avançados entre eles. Os incríveis Crateús em cristal, encontrados na América Central e provavelmente esculpidos pelos maias, revelam uma tecnologia desconhecida até hoje. As pirâmides astecas no México e Guatemala, construídas em áreas urbanizadas, só para dar alguns exemplos, fazem pensar por que os povos nativos da América Hispânica se deixaram conquistar e não mataram os invasores, pouquíssimos em número.
Gevaerd - Sendo assim, Mário, como poderíamos nos defender dos ETs, caso isso fosse necessário?
Mário Rangel - Bem, em um dos casos do livro aparece uma ocorrência curiosa. Creusa, Maria Eugênia (Tuca) e um passageiro, que estava dormindo, viajavam de madrugada numa rodovia de Piracicaba (SP), quando foram abordados por um UFO em forma de barco, ao que parece tentando abduzir, pelo menos, a Tuca. Creusa abandonou o volante e deu à volta em torno do veículo, com a cabeça abaixada. Mesmo com medo de bater no UFO, ela abriu a porta e agarrou-se no braço de Tuca, que estava totalmente indefesa e perturbada com um túnel de luz que a atingia. No meu entendimento, sujeito a erro, Creusa impediu a abdução. É o único caso, no livro, em que houve uma fortíssima reação de autodefesa que resultou vencedora. Vladimir quis agredir o ET, mas não conseguia mover os braços. Sou da opinião que devemos pesquisar todas as formas possíveis de defesa, mesmo torcendo para que não haja um confronto.
Entrevista concedida para a revista UFO, nº 77 (março/2001)
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