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 Webdesign
Carlos Henrique Pires de Souza
Editor do seu Guia de Webdesign na Internet
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Web www.sobresites.com
ARTIGOS

Proposta para quê?

Numa quinta-feira dessas muito corrida, estava dando minha aula normalmente, quando fui interrompido por um chamado na recepção da empresa para atender um telefonema. Para minha surpresa, era uma artista plástica perguntando se tinha alguma pessoa que “mexia com trem de fazer site”. E eu era “o cara”, coincidentemente. ;-)

Porém, mal eu falei alô, a senhora já queria saber quanto eu cobrava, em quantas vezes eu dividia o valor e se eu entregava o site na próxima semana.

Minha Nossa Senhora! Quase fiquei tonto, mas mesmo assim, disse a ela que sem analisar direitinho e “pôr no papel” toda a nossa conversa, eu não poderia dizer quanto cobrar pelo serviço. Ou seja, precisaria formalizar uma proposta para que todo o acordo ficasse claro pra ambas as partes.

Mas vocês pensam que ela aceitou numa boa? Que nada...

“Não, Sr. Carlos. Larga de mão disso. Esse trem de proposta é complicado. Nosso acordo a gente fica de boca mermo ”, disse a senhora.

Pessoal, não caiam nessa de desenvolver um projeto web apenas “de boca”. É ruim para os dois lados. Além disso, mostra a falta de profissionalismo por parte do webdesigner. Sem mencionar um detalhe extremamente importante: há empresas que só aprovam um projeto web mediante a apresentação e análise minuciosa de uma proposta que, dependendo da situação, torna-se até mesmo um contrato de prestação de serviços.

Mas por que esse trabalho todo?

Imaginem vocês combinarem todo o esquema de um site “verbalmente” e no desenvolvimento o cliente pedir pra inserir dados que não contavam no acordo verbal? Visualize vocês criando um banner em formato GIF e depois de pronto, funcionando “bunitinho” o cliente chega e pede pra ser em Flash. O pior mesmo é você ter programado pro site entrar no ar em março, mas devido a tanta informação extra, está chegando meados de junho e nada do serviço terminar e nem do dinheiro cair na conta.

Mas vocês devem se perguntar: “Sim, e aí, por onde começo?”

Bom, não existe um padrão, uma fórmula mágica pra fazer uma proposta, porém, existem alguns itens indispensáveis que não podem faltar em hipótese alguma:

1º - Apresentação
Nesta primeira etapa, vocês devem falar da sua atuação no mercado (ou da sua empresa); quanto tempo está atuando e principalmente colocar o portfólio para que o cliente possa ter uma breve visualização do que vocês ou sua empresa possa fazer para com ele.

2º - Descrição do Projeto
Gente é nesse espaço que é preciso dizer tudo o que será feito no site. Do layout (imagens, cores, animações, etc) à programação (Html, Asp, Php, Cgi, etc). Quanto mais detalhado, melhor. Deve-se descrever quais formulários serão trabalhados, se envolverá banco de dados e qual, etc.

3º - Cronograma
Olha, particularmente, eu não vivo sem cronograma. Neste item devem constar cada etapa do projeto, o que será feito, por quem e em que período. Sem isso, corremos o risco de nos “perder” no projeto, atrasando o mesmo e conseqüentemente, perder dinheiro.

4º - Investimento e Formas de Pagamento
“Vixi”! Essa parte é um problema para muitos profissionais autônomos: falar de dinheiro (isso dá até sugestão para um novo artigo). Porém, não tem como escapar desse grande detalhe. Portanto, devemos ser bem claros e objetivos. Dizer o serviço e o valor cobrado por ele, como por exemplo:

Programação – R$ 800,00

Desenvolvimento gráfico – R$ 1.300,00

Não esquecendo também de expor as formas de pagamento, se vai ser emitido boleto bancário, depósito em conta, cartão de crédito, etc.

5º - Obrigações das Partes Envolvidas
Aqui, vocês deverão colocar quais os direitos e deveres das partes: cliente e prestador do serviço. Muita atenção, pessoal. É preciso descrever o máximo de informações relevantes a essas obrigações para que não haja nenhum mal entendido.

6º - Considerações Finais
E por fim, fala-se nesta área sobre alguns detalhes como: o aceite da proposta após as assinaturas; Impostos; Serviços não inclusos; Atraso na entrega do material solicitado; Horas técnicas extras, etc.

Data: 11/09/2004

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